Among All You Are The Only Exception
Por Caroline Fernandes
Beta: Táh
Capítulo 1
Já era tarde. Àquela hora eu já devia ter ido pra casa, mas ainda estava saindo da praia, porque tinha acabado de acabar a nossa festa de recomeço de ano. Comigo estavam minhas melhores amigas, e .
- , você nem se queimou. - disse . Era verdade, eu não tinha me queimado.
- É, você só ficava embaixo da sombra! - disse . Ela estava morena de tanto ficar torrando no sol, mas eu não sou como ela. O máximo que consigo é ficar vermelha e depois voltar o normal.
- Vocês sabem que nem se eu quisese eu ficaria queimada de sol, e eu também não quero.
- É, mas de uma coisa eu sei. Enquanto você estava na sombra, o James não parava de olhar pra você.
- Sério?
- eu não acreditava no que estava dizendo.
- sim, eu vi! Ele não tirava os olhos de você.
- Eu também vi! – comentou .
Tudo bem, agora eram duas falando que viram. Mas não pode ser, James Bourne é simplismente o garoto mais bonito da escola.
- Gente, ele devia estar olhando pra Isabel ou... sei lá.
Ele não podia estar olhando pra mim. Eu gostava dele, mas isso? Era im-pos-sí-vel! James tinha cabelos loiros lisos jogados pro lado sem divisão, olhos verdes claros e pele bronzeada. Com certeza não estava olhando.
Nós estávamos indo para o estacionamento pegar o carro, e havia um carro mais à frente que elas não paravam de olhar.
- Gente, para de olhar!
- Não!
- O que vocês olham tanto?
- Olhe você mesma.
Eu olhei, e vi James, e conversando com um garoto que eu nunca tinha visto na vida.
- Quem é ele?
Quem era ele? De onde veio? Por que estava ali?
- Não sei quem ele é, mas parece ser bonito. - disse , com os olhos brilhando.
- Vamos ver quem é. – eu disse, com uma cara maliciosa.
Saí andando e fui até eles. Atrás de mim, e se entreolharam, como sempre faziam quando eu fazia alguma coisa sem pensar, mas vieram atrás de mim.
Ah droga, o que vou falar? Eu sou uma idiota mesmo, devia ter ficado lá. Vou direto pro meu carro, já que está ao lado dele, se ele perguntar alguma coisa eu respondo.
e foram me seguindo até o carro. me perguntou baixo.
- O que você vai fazer?
- Tentar chegar no meu carro sem que eles me percebam.
Continuei andando, estava quase chegando quando...
- Oi!
- disse James ao lado de , e do tal garoto. Obrigada, James, escolheu um ótimo dia pro resolver me notar.
- Oi.
- eu disse, me virando pra ele.
- E aí?
- Tudo bem.
- Ótimo.
Percebi que só eu e ele nos falávamos e senti meu rosto enrubrecer. Ah, era só o que me faltava.
- Vai à escola no mês que vem?
- mas que pergunta, é claro que sim!
- Claro.
Olhei pra e . Elas também queriam saber o nome do garoto novo.
- Quem é ele? – perguntei, tomando coragem.
Ele levantou a sobrancelha.
- Ele? - ele apontou pro aluno.
- Sim.
- Ele é novo. Se mudou pra cá esse ano e está na nossa sala, ele veio do Canadá.
A gente estava agora no primeiro ano do ensino médio. Ele tinha saído do Canadá pra vir pra uma cidade minúscula da Inglaterra.
- Legal, bem vindo!
Ele levantou a cabeça e disse:
- Obrigado... hum... qual é o seu nome?
- , , e o seu?
- .
- Muito prazer.
Eu estendi a mão, mas ele não saiu do lugar. Eu queria vê-lo, mas ao invés disso ele falou:
- Muito prazer.
Mais nada? Nem um aperto de mão? Ou um sorriso? Humpf!
- Tá, tchau, atá mais. - Disse com raiva, enfiando a mão no bolso da calça. Ele nem olhou pra minha cara.
- Tchau. - Disseram , e James, que estava sem graça, pois sabia que eu estava com raiva.
Entrei no carro, e logo depois e também entraram. Estava tão estressada. Por que ele tinha feito aquilo? Pra me deixar sem graça? Porque, se foi, ele conseguiu.
- Desculpa, , nós não devíamos ter falado.
- Sem problema, ok? Esquece, o problema é dele se não quer falar comigo.
- Tá, você não me engana, desembucha agora!
- Sim, eu gosto dele. - disse ela, inchando de verha, parecia um tomate.
- Oh yeah, eu sabia!
- Acho que ele também gosta de você, o .
- Como você sabe? Você anda com a gente desde do 8º ano?
- E antes disso, amor?
- Ai, não me pergunte o que vc fazia da vida, senhorita .
- Baah, eu namorava o .
- É, eu sei, mas ele não gosta mais de mim agora, é meu hor amigo.
- Eu sei.
Olhei pra trás.
– Você não se importa, né? Se eu for amiga dele?
- Não. – ela fez uma cara estranha – , cuidado!
Tarde demais, estava indo em direção a uma mureta com um carro homicida.
acordou gritando, ou hor, berrando.
- Aaaaaah, aaaaaaaaaah.
- Que houve?
me olhava de olhos arregalados. Olhei para baixo, estava chorando com a mão na testa. Droga, conhecia aquela vontade de vomitar, cheiro de ferrugem.
Vomitei, acho que mais do que devia, e comecei a me sentir tonta. Tudo bem, tenho isso desde de que nasci, mas esse foi o pior.
Fui lentamente sentindo meu corpo amolecer e caindo pra fora do carro. Vi na esquina um carro. Merda, vão me assaltar. A vontade de desmaiar estava ficando mais forte, o cheiro insuportável, a última coisa que vi foi o carro parar.
- , , vamos, acorda, já ta difícil tirar suas amigas do carro.
O cheiro de ferrugem ainda estava ali, mas menos forte. Vomitei de novo.
- , tá bem? James, sai daí! - disse em algum lugar.
- , sou eu, , pode me ouvir? Você tá bem, , fala comigo.
- Hum , cadê cadê?
- Cadê o que, garota?
- Cadê a e a ?
- O James tá cuidando da , e o tá tirando a do carro, ela desmaiou.
Acordei na mesma hora, lembrei dos últimos momentos antes de eu desmaiar, o carro, devia ser eles chegando.
Olhei para cima. O cheiro estava quase nenhum, porque havia tirado a camisa e botado na testa de .
Levantei devagar, devia ter batido em alguma coisa quando desmaiei, minhas costas estavam doendo.
a levantou e a levou para o carro e arrancou.
- Ela vai ficar bem. - ouvi dizer do meu lado.
- Tomara, não quero perdê-la.
- Vai ficar tudo bem, honey. Bom, vamos?
Nós entramos no meu carro, e dormiram abraçados, os dois estavam com os expressões tristes.
Acordei de manhã com dor de cabeça, muita dor de cabeça. Fui ver se estava bem e desci pra tomar café da manhã. Os garotos já estavam lá, James com cara de sono, com a cara inchada.
- Bom dia. - disseram os dois, encarando a torrada.
- Oi, bom dia. - Era , estava hor que ontem.
- Oi, bom dia, honey. - respondi.
- Nossa, eu tô morrendo de dor de cabeça.
- Também.
- Vou tomar aspirina.
- Vou trocar de roupa, garotos.
Quando voltei, estava na mesa devorando o café da manha.
- A está bem?
- Claro. - disse ele, cheio de waffles na boca.
- , assim não dá pra entender, dá pra falar direito?
- Eal tsae deitfad na cafmio.
Todos riram. fez uma cara esquisita e voltou a comer.
- Estávamos te esperando, vamos no hospital, vai? - disse , me abraçando por trás.
- Claro, honey.
- Então vamos, e deixamos o senhor ali comer. - disse , e rodou a chaves nos dedos.
- Tchau zinho.
Cap 3 – Declaração
Chegamos no hospital, fui até a recepcionista enquanto James e bricavam com as flores de plástico.
- Onde é o quarto de Amanda Holanda?
Olhei pro lado e comecei a rir. tinha feito James engolir uma planta de plástico e estava morrendo de rir, até James enfiar uma planta em sua boca também.
- Desculpe, qual quarto mesmo?
- 402. - disse a mulher, olhando pra mim e meus amigos.
- Adolescentes canibais.
olhou pra trás e mandou dedo. Fomos pro quarto de , que estava comendo na cama.
- Oi, que coisa fofa você aí na caminha comendo. E aí, está hor?
- Oi, tô hor.
- Ah, eu quero comida na cama também. - James falou.
- Já não comeu planta o suficiente, Bourne? - disse.
- Não. - fez língua e começou a correr pelo quarto com atrás.
- Heeeeeeeey.
James parou como se estivesse imitando um corredor e com a mão em sua camisa.
- Parem os dois de correr agora! - disse de sua cama.
Ficaram sérios e sentaram juntos. cochichou alguma coisa no ouvido do James, que fez ele sair de perto, o que quer que seja não quero saber.
Olhei pra testa de , onde havia uma cicatriz pequena. Bateram na porta.
- Eu abro. - disseram James e , só que, quando chegaram lá, bateram de cara um no outro.
- Bando de malucos. Dá pra sair do chão, coisinhas de Deus?
- Ai ai ai ui ui hein, você tá hot hoje hein . - disse , rindo num tom malicioso para James, no mesmo instante os dois começarama se bater.
Quando abri a porta não vi nada, só uma árvore bem grande.
- Oi. - disse alguém do outro lado.
- Er, oi ?
- É, dá pra sair, eu quero tirar as flores do meu rosto.
- Claro, mas pra que isso tudo?
botou as flores na cadeira verha, e com ele veio o menino que a gente conheceu na festa.
- Pra . Ah, não sei se vocês lembram, esse é .
- Oi, gente!
- Oi. - só os meninos responderam, e pareciam que conheciam o menino desde a infância.
Ouvi um barulho atrás de mim. e estavam se beijando.
- Que coisa ridícula, vão para um quarto.
- Bom, parece que só sobrou a gente. - disse James do meu lado, apontando pra e , que também se beijavam.
James foi chegando devagar, e fechando ao olhos, encostando os lábios devagar, e fazendo movimentos repentinos coma boca e língua.
Caramba, eu tinha esperado tanto tempo, quase nem acreditava que ele estava me beijando aqui e agora.
- Hummm. - disse ele ao se afastar.
Ele estava com um grande sorriso no rosto, aquilo me fez sorrir.
Olhei pros lados. , , e olhavam-nos com cara de idiotas, era o único.
- Que foi? - perguntei.
- Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
- Parabéns!
- Aleluia, aleluia. - disseram e .
Uma coisa me parecia estar errada. estava de cabeça baixa na mesinha que havia deixado o seu café da manhã.
Por outro lado, que gente maluca, me dando parabéns pra quê, não é meu aniversário.
- Nossa, vocês finalmente se beijaram.
- Ham? - dissemos eu, e , todas nos estávamos confusas, mas o explicou.
- Desde que eu entrei no colégio,ou seja, há quatro anos, James gosta de você.
- E isso é coisa de se dizer com tanta calma como se não fosse nada, vocês beberam?
Tenho certeza de que não estava sonhando.
Cap 4 - O Recomeço
Tinha acordado 6:30 da manhã sem saber por quê, e domingo é o ultimo dia de férias e... estava chovendo. tinha saído do hospital no mês passado, agora estava bem e namorando .
Desci de pijama sem fazer barulho e fui tomar café. Peguei meu pote de cereal favorito, liguei a TV e fui comer na sala - coisa que minha mãe odeia - não estava passando absolutamente nada.
Desliguei a TV e subi para o computador.
Só fui me dar conta de que não eram mais 6:30 quando o chato do meu despertador irritante deu 9:20.
Fui escovar os dentes e tomar banho. Desliguei o computador e sentei na cama, o que eu ia fazer até 11:40? Decidi arrumar a mochila, afinal professores novos, alunos novos, resumindo, tudo novo.
Botei meu all star de cano alto e um casaco e desci, dando de cara com meu cachorro Bud choramingando ao lado de sua tigela. Logo vi o por quê tinha esquecido de botar comida pra ele ontem à noite. Assim que a ração tocou a tigela, meu cachorro começou a comer que nem um louco, coitado, estava com fome.
Peguei um livro e fui ler. O livro estava tão bom, mas sempre alguém tem que estragar, né?
- Buuuu.
- Aaaaaaaaaaah!
- Hahahaha!
- Garoto, você bebeu? Tá rindo de quê?
- Não, de você!
Matt, dois anos mais novo que eu essa peste e, pra minha felicidade, meu irmão. Loiro de olhos castanhos claros, mais parecia irmão do do que meu, só com 14 anos já mais alto que eu.
- Bom dia, peste.
- Bom dia, maninha.
- Vou tomar café. – disse ele, rindo, um dia ainda mato esse garoto.
Depois daquele susto, minha mãe acordou. E minutos depois chegou.
- Hey, tudo bem?
- Oi , tudo, vamos pegar a .
Cap 5 - O Dia Perfeito
- Por que você demorou tanto?
- Por que você tinha que me ligar, não me ligou talvez por isso? - disse , fazendo uma cara irônica.
- Ei, gente, eu tô boiando aqui, dá pra explicar ou tá difícil? - disse inconformada.
- Vamos onde? Tá chovendo. - disse , ignorando .
- Shoping!
Chegamos no shoppíng. Fomos pra escada rolante conversando.
- Hey, , falou com o James de novo?
- Err... não.
Ouvi um barulhinho e pegou o celular.
- James mandou mensagem, “olha pra frente”.
- Por que escreveu isso? - eu perguntei
Olhamos pra frente. , , James e estavam de óculos escuros e a parte de cima do palito com os braços cruzados, tipo aqueles seguranças bad boys.
- Paradas aí.
Os quatro ordenaram, botando a mão na nossa frente e fazendo caras de maus.
- Vocês não vão passar.
- Eu posso saber o por quê?
- Claro, se vocês derem um beijo em cada um de nós, nós as deixamos passar. - disse , virando a bochecha.
- Ei, , você ainda é meu namorado, tá! - disse ao meu lado, pegando o namorado pelo braço com raiva.
- Ele tem namorada, mas eu não... Pelo menos ainda não. - disse James, sorrindo malicioso.
- Hey, calma aí garanhão, brinca com a minha garota aqui que eu te quebro.
- Senhor , eu não quebro porque não sou de vidro, inteligência.
- Vamos ver se não. - disse . James me deu um beijo na bochecha e saiu correndo, e atrás o xingando. Me virei pra ver a cena.
- Eu não ganho não, é? - disse uma voz atrás de mim. Me virei e dei de cara com .
– Você quer mesmo, ? - disse meio assustada.
- Me chama de .
- Tá, quer ?
- Não dispenso.
Dei o beijo nele, um pouco vermelha, e fomos conversando até lá em cima, como quase sempre fazíamos.
- Até que enfim, pensei que tinham se perdido. - disse .
- O aqui já queria ir lá chamar a polícia. - disse , rindo da cara que James tinha feito.
- Chega pra lá, ah, aleluia, já tava querendo chamar a polícia. - disse .
- É porque a gente anda civilizadamente. - disse eu.
- Bom, acho que só você. - disse , apontando pro brigando com James que nem loucos. Fiz cara feia pros garotos e dei língua pro .
- Vamos ao cinema? - perguntou, bolado com o macarrão que não conseguia enrolar na colher – Arght, merda de macarrão.
- Não, quero ir pra praia.
- Mas , tá chovendo.
- Eu sei , mas eu quero!
- , não quero pegar resfriado.
- Virou açúcar agora, é mamãe? Por favooooooooooooooooooor? – disse, fazendo minha cara de gato de botas irresistível - Pooor favor, hein?
- Aiii, tá , eu vou, mas se pegar um resfriado vou te matar.
- Êee, vamos.
Mas como tudo na nossa vida sempre tem alguém pra atrapalhar, estávamos virando para o corredor que dava para o estacionamento quando levei um susto e uma batida tão feia que caí - não sentada -, mas deitada no chão.
- Ai. – gemi, me contorcendo um pouco. Tinha batido a cabeça. Percebi que meus amigos estavam um pouco atrás, mas não perto o suficiente pra perceber que eu tinha caído.
- Ai. - uma voz muito conhecida do outro lado falou.
Levantei devagar, percebi que ela também se levantava.
- Olha por onde anda, Carter, idiota, me machucou.
- Isabel, por que você não enfia essa sua língua no...
- Hey Carol, o que aconteceu? - foi o primeiro a chegar.
- Nada, tá tudo bem. - ele me ajudou a levantar e percebi que Isabel me olhava com desprezo.
- Ninguém vai me ajudar não, é? - foi até ela e a ajudou. , e chegaram.
- , tudo bem com você, pequena?
- Claro, grandão. - ele riu.
Isabel se levantou. Mal pude acreditar que ela fora minha amiga um dia, estava totalmente mudada. Vestia um jeans tão apertado que podia-se ver o desenho de suas pernas muito apertadas e abafadas ali dentro, sua blusa quase não era uma blusa, parecia mais um pedaço de pano transparente tão curto e decotado que, se ela esticasse o braço pra cima, a blusa subiria com facilidade, mas ela se adiantara e botara um cachecol curto em volta de seu pescoço. Sandálias de salto alto em seus pés, e no topo de seu cabelo louro havia um arco branco e azul que ela costumava a usar quando éramos amigas. Ela tinha inveja de mim, por isso não conseguiu continuar ao meu lado, eu estava começando a ficar popular e ela não gostava nem um pouco quando não se lembravam dela, porque com 14 anos o corpo dela parecia de uma modelo super magra que anda na passarela parecendo que vai sumir quando vira de lado, e eu não era assim, era muito menos reta que ela, e eu tinha culpa? Ora, que ideia. Mas agora ela não era mais magra e reta. Sem contar que eu beijei e ela gostava dele, mas eu não sabia.
tinha acabado de chegar e quem ela menos queria ver estava lá: Isabel.
- O que essa vaca tá fazendo aqui?
- Se não percebeu, idiota, sua amiginha me derrubou. - ela jogou os cabelos pra trás – Pensei que você fosse mais inteligente. - e se virou. Pronto, foi a gota d’água que faltava pra quebrar a cara de Isabel.
- Olha aqui. - ela segurou muito forte pelo braço - Olha só, sua piranha desgraçada. - ela disse em tom ameaçador – Se disser mais alguma palavra eu quebro essa sua carinha de criancinha.
Isabel se virou para .
– Olha só, sua cadela mal podada, me larga agora antes que eu te jogue na bosta.
- Nossa, Hanna Montana, tô passando mal com seus insultos. - fingiu desmaiar.
Isabel se irritou, e era tudo que estava querendo, um motivo para bater nela.
- Hanna Montana é o seu cu, agora tire suas patas de mim se não quer ver minha mão em sua cara.
faz sua cara maliciosa, e eu sabia o que vinha a seguir. havia dado um saco tão forte que sua mão doeu, mas ela conseguira quebrar o nariz de Isabel, que saiu correndo pro banheiro, chorando.
Eu comecei a rir histericamente, rir muito mesmo, quase fazer xixi nas calças.
- Hey, vamos antes que um guarda nos prenda.- eu ri de novo no chão. olhou para sem que eu percebesse, pegou meus braços e meus pés e me levataram. Comecei a berrar.
- Hey, calma, não vamos fazer nada. - disse , com uma cara maliciosa.
– É, não vamos fazer nada. – disse - Pelo menos ainda não.
- Ahh ahhhaaaaah, me solta , agora!
- Não!
Os dois começaram a descer as escadas comigo, e eu não parava de gritar.
- , por favor, me solta, é sério.
- Não.
- ?
- Tá. - ele me soltou e eu berrei mais alto ainda. Bom, não foi como eu esperava, pois eu bati de cabeça em algo fofo. Era o tênis de . Me levantei.
- Seus babacas, idiotas, eu juro que vou matar vocês.- e saí correndo atrás deles.
Descemos do carro já na praia. Os meninos já estavam lá, seria uma boa ideia pagar minha promessa agora, já que estavam perto da água.
Cheguei perto e empurrei , só que não percebeu, apesar de quase tendo se espatifado dentro da água. Depois fui até ele e o empurrei, só que ele me puxou junto e nós caímos e afundamos. me puxou pra perto dele enquanto sentia a maré nos puxar pro lado oposto da praia. Me abraçou e subimos de novo à superfície. Emergi meio ofegante. Ele me puxou mais pra perto, pois estávamos bem no fundo do mar, onde a água batia um pouco abaixo de meus ombros, e ele é mais alto que eu.
- Hey, olhe pra mim, está bem? - perguntou ele. Eu bati o queixo e falei “sim”, ele me abraçou e me senti um pouco mais aquecida, apesar de sua roupas também estarem molhadas.
Seu rosto estava tão perto do meu que pude ver que seus lábios estavam brancos por causa do frio. Fui chegando mais pra cima. Seus olhos eram azuis acinzentados, coisa que só tinha me dado conta agora; seus cabelos estavam molhados, caindo em seu rosto. Ele com certeza é lindo.
- Nossa, você está muito branca.
Encarei seus lábios de novo e olhei em seus olhos, e ficamos um tempo olhando um pro outro. Sem que eu percebesse, ele estava chegando perto de mim. Não o imterrompi, apenas continuei olhando em seu olhos bonitos demais. Ele já estava perto demais agora, encarava aqueles olhos como grandes bolas de boliche azul acinzentados. Ele me abraçou, e o mais constrangedor era que, no mesmo instante que ele me tocou, eu me senti arrepiar, e um frio na barriga muito incomum, como se estivesse numa prova muito difícil e tivesse medo de errar... Ele foi fechando os olhos e chegando bem perto, dava pra sentir que ele estava soltando uma respiração pela boca e... e uma onda bateu bem no momento em que íamos nos beijar.
O mar não estava mais batendo tão forte, estava se acalmando, e eu me lembrei da musica que mais gostava, You’ve Got A Friend. Ela começou a rolar devagar em minha mente. Estávamos abraçados, estava tudo muito melhor do que eu esperava. Achava que ele era chato, mas não era nada disso, e ainda por cima me fazia sentir arrepios. Realmente, as aparências enganam. Ele foi me soltando aos poucos, estava muito vermelho.
- Bom, agora você não está mais com frio. - disse ele, rindo.
- Bom, vamos voltar senão vão ficar preocupados. - eu disse, e ele fez carinha de gatinho manhoso.
– Isso se e já não tenham ligado pra polícia. - disse ele, concordando.
- Tá bem, segure em mim, tá?
- Sim. - disse meio nervosa, porque tinha meio que um trauma - quando era pequena, havia me afogado.
Ele mergulhou, só que eu voltei, ele voltou também.
- Que houve?
- Nada, vamos de novo.
Ele abaixou, mas aconteceu de novo. Ele se virou, pensei que ia me dar uma bronca ou me sacanear como faz quando está com os meninos, mas, ao invés disso, me falou:
- Hey. - ele levantou meu rosto e me encarou com aqueles olhos azuis - Não precisa ter medo, apenas segure minha mão e confie em mim, tá?
- Vou contar até três, tá? Um dois e... três.
Ele me abraçou como tinha feito antes e afundou. Dessa vez fui com ele, fechei os olhos e lembrei dos últimos momentos antes de mergulharmos. Ninguém nunca tinha conseguido fazer aquilo, nem....nem... James. Só havia conseguido me fazer sentir daquela forma. É, isso era realmente estranho.
Senti um solavanco e percebi que estávamos mais perto da praia.
- Respire um pouco, Carol. Em relação ao shopping, você realmente me acha idiota? - perguntou ele, rindo.
- Não. – dei um sorriso simpático a ele, que abriu um sorriso meio torto.
- Hum, assim você me mata com esse sorriso. - ele sorriu mais ainda, seus dentes perfeitos começaram a aparecer mais, ele tinha um sorriso mais bonito do que de James, apesar de James ter uma linda covinha e um pouco de sardas no rosto fofo.
- Bom, vamos. - mergulhamos de novo, dessa vez paramos na praia, estava tão frio que quase me agarro ao de novo, mas não precisei. Assim que comecei a tremer, ele me abraçou forte. Ele estava gostando de me abraçar, e nós dois tínhamos o famoso sorriso bobo no rosto.
- MEU DEUS, ONDE VOCÊS TAVAM, PORRA? - veio gritando, chegou perto de mim pra me abraçar – Caramba, você está congelado, cara, e tá vermelhinha... JAMES! – ele berrou.
James apareceu, e assim que me viu abraçada com fez cara feia, percebeu.
- Que foi, James, não posso roubar sua namorada um minuto não? - James ficou muito vermelho.
- Eu...eu, eunãodisseisso.- ele falou, engasgando.
- Tudo bem, cara.
- James, pega uma coberta pra eles no carro.
- , pra quê você tem uma coberta?
- Tá cego, cara? não para de tremer, vai logo.
- ! – , e vieram gritando.
- Caramba, como eles gritam. – disse em meu ouvido. Admito fiquei um pouco tensa por ter ele estar tão perto de mim. Droga, garoto.
- Deus, vocês estão bem? , você está bem? Onde vocês estavam? O que aconteceu? Caramba, é serio, nunca mais façam isso!
- Tá, eu prometo! Tô bem, no mar morrendo de frio. - mas a última pergunta eu não respondi e desconfiou.
- Você esqueceu uma pergunta, , o que aconteceu?
- Nada de mais. – caramba, eu tinha que fazer um curso de mentira, mentia muito mal. não me perguntou nada mais, eu sabia que mais tarde seria bombardeada de perguntas. James voltou com a coberta. Eu e sentamos juntos, James me olhou e pareceu se esquecer do mundo, estava duvidando de uma coisa que confirmou logo em seguida.
- Hey, se você não parar de olhar assim pra eu juro que vou aí e te bato, porque eu sei o que está pensado. - não entendi porque tinha dito aquilo.
- Pervertido, cruzes. - falou, fazendo cara de nojo.
- Até parece que você também não é, . – disse , e me dei conta do que era.
- James, se você quer fazer isso, faça numa hora só sua. - disse , rindo.
- Deus, que mundo é esse? Daqui a pouco vou sair de casa toda coberta por um pano mulçumano. – eu disse, puxando toda a coberta pra mim e me enrolando, fazendo todos rirem.
- Mas você não está sozinha, porque eu também sou e, bom, você não tem culpa de ser hot. - sorriu, fazendo uma cara super sexy.
- Ui, você é tão hot, , que dá vontade de agarrar. – disse a ele, o empurrando pra trás.
- Não é pra tanto, né? - disse ele.
- Vamos brincar de verdade ou consequência? - disse , rindo.
- Tá! - eu disse, fazendo cara de safada pro . Ele riu, mas James não gostou nem um pouco.
Primeira vez que giramos a garrafa caiu em e .
- Vamos, namorados, se beijem.
pegou a cabeça de e tascou-lhe um beijo. Ficaram assim, se agarrando, durante 20 minutos. Depois e , eu e - e James olhavam com raiva sempre que eu e nos agarrávamos, mas era só brincadeira para ver como eles ficavam -, quinto eu e James. Merda, ia ter que beijá-lo na frente de todos, merda!
Nós nos aproximamos e ele botou a mão em minha cintura, e começamos a nos beijar devagar. Subi minha mão até sua nuca, baguncei um pouco seus cabelos, e ele botou a mão em minhas costas me trazendo mais perto dele,. Passei o dedo levemente em seu pescoço e ele se arrepiou por causa do carinho. Passou a língua devagar em meus lábios, pressionando sua boca na minha, passando a mão em minha costas, descendo e subindo, depois desceu um pouco mais, parando na parte lateral das minhas coxas.
Fiquei de joelhos, ele continuava sentado. Botei a mão em seu rosto e puxei pra cima para acompanhar meus movimento. Voltei a passar os dedos em seu pescoço enquanto ele se arrepiava. Me afastei muito pouco, estremeci, passava agora os dedos das duas mãos em seu pescoço, fazendo com que ele quase tivesse um infarto, senti que era demais para ele aguentar e então eu parei.
Nos estávamos muito vermelhos e quase sem ar nenhum, acho que se continuássemos morreríamos. Quanto aos nossos amigos, eles nos olhavam intrigados e chocados, mas o pior foi ver o sair. Ele olhava pra todos com normalidade, então nosso olhares se encontraram e seu olhar mudou drasticamente, o que estampava em seu rosto e olhar era... Tristeza. Ele se aproximou e falou bem baixinho, só pra que eu pudesse ouvir:
– Você é minha e eu vou lutar pra tê-la.
- , não adianta, amigos não enfiam a língua na garganta um do outro do jeito que vocês botaram!
Nós estávamos no meu quarto. Hoje teríamos uma reuniãozinha, como sempre fazíamos.
- Eu não fiz nada, , caramba. – disse pra ela, mas me virei por que fiquei vermelha logo em seguida, lembrando do momento.
Comecei a cantar Hot da Avril Lavigne pra descontrair um pouco, mas, pelo jeito, pela música sacou tudo, mas não era nisso que eu estava pensando.
- Ela beijou ele, não tenho dúvida, ouvi a música que ela tá escutando.
You make me so hot,
Make me wanna drop
You’re so ridiculous
I can barely stop
I hardly breathe
You make me wanna scream
You’re so fabulous
You so good to me baby, baby
You so good to me baby, baby
Cantei um pedaço da música pra mostrar que eu estava escutando o que elas estavam falando, vi as duas se aproximarem, mas descontraidamente. foi ao meu quadro de anotações e foi pela cama pra me encurralarem. Fingi que não vi, aumentei a música e apertei o fone contra meu ouvido.
I can make you fell all better, just take in
And I can show you all the places you’ve never been
And I can make you say everything that…
Sem que eu visse, puxou o cabo que ligava o mp3, desgraça.
- Nós queremos conversar, tá?
- É, só isso. – disse , numa cara maldosa, antes que lhe desse uma cotovelada.
- Vou trocar de roupa. – disse, e me levantei. Todas as duas estavam na minha frente me impedindo.
- Ei, quero passar.
- Só por cima do nosso cadáver.
- Ah, então tá.
Joguei-me em cima delas e começamos e nos bater. segurou meu pé e minhas costas. Me soltei de e andei um pouco, estava quase lá. Me arastei mais um pouco e me virei, empurrando .
Consegui entrar, troquei de roupa rápido e ouvi um barulho na porta. Segundos depois, segurava meus pés e minhas mãos, me levando de volta pra cama.
- Cara, é impossível você não gostar dela, , vocês se agarraram e, bem, James não gostou nada.
- Eu não fiz nada, cara.
- Fez sim. – exclamou , rindo – E, se me dão licença, vou ligar pra minha namorada.
- Oi anjo?
- Oi .
- O que vocês tão fazendo, hein anjinho?
- Nesse momento, segurando a... Segura ela, , caramba!
- Docinho?
- Ei, ela finalmente se rendeu! , tenho que desligar, tá? Eu te amo, lindo.
- Também te amo.
Ele desligou e ela encarou o telefone rindo, depois voltou a .
- Tá bem, eu conto. - disse eu.
- Fala, vocês se beijaram?
- Não, mas ele me deu arrepios quando me abraçou. – fiquei corada.
- Ui! - elas fizeram coro, sem querer.
Cap 6 - Se cuide, honey.
Demorei um ano pra acordar e mais dois pra levantar. Tomei um banho quente, vesti o uniforme da escola - era um saia cinza, uma camisa de botão pólo, um suéter de cashmere, se você quisesse, e um tênis qualquer, por isso sempre boto meu all star branco.
Desci as escadas pensando no dia.
Bom, calma. , James e metade da escola vai estar lá, eu tinha várias perguntas esse ano, tipo, quem vai ser popular? Vai ter gente nova? Como eles são? Como são os professores novos?
- Bom dia, filha.
- Hey mãe, bom dia.
Dei um beijo nela, peguei meu suco e saí. Desci a rua até onde e me esperavam, sempre íamos pra escola juntas, desde pequenas.
- Temos uma surpresa pra você, .
- Qual? – as duas se entreolharam e deixaram aparecer um garoto.
- Quem é?
- Não sabe quem eu sou, gatinha?
Não pode ser só uma pessoa se me chamava daquele jeito, mas... ele não tinha viajado e saído da escola?
- , se é pra você ficar me olhando com essa cara de hamster lesado eu preferia ter ficado lá em Bolton olhando os garotos.
- Peeeeeedroooooo! – sorri, me jogando em cima dele.
- ! - ele disse, sorrindo e me rodando.
- Deus, eu tava com tanta saudade de você, ai, tô tão feliz, bofe.
Ele sorriu bateu em meu nariz com o dedo.
- Também tô feliz, gata.
Pedro era meu amigo gay muito fofo antes de se mudar pro Bolton no começo do ano passado, e agora ele está de volta. Pedro tem olhos verdes que nem eu e um cabelo castanho-dourado. Lindo, alto e magro.
Às vezes eu me pergunto por que os caras bonitos quase sempre são gays, mas eu não tava nem aí pra essa pergunta agora, Pedro estava aqui e meu dia estava completo – oops, quase.
- Sentiu nossa falta, bofe?
- Não.
- Que? Nem lembrou? - perguntamos quase gritando.
- Claro né, acha mesmo que eu ia me esquecer de vocês, coisinhas de Deus?
- Não mesmo! – dissemos as três juntas.
- Tá, chega de agarra agarra e vamos pra aula.
- Até parece que você não gosta de um agarramento, né dona ?
- Eu? – apontei pra mim e fiz cara de desentendida.
- Não, é o Pedro aqui.
- Eu não, bebeu ?
- Claro que não, mas você também não é santinho não, tá seu Pedro!
- Tá, mas agora o que importa é o que aconteceu ontem.. - disse . E fomos até a escola fazendo aquelas perguntas chatas que parece que você tá sendo interrogada pela polícia,com certeza ninguém merece.
Chegamos na escola, e quase no mesmo instante que nos viu, veio quase como um jato correndo.
- Hey, cuidado! – disse , mas tarde demais, havia nos jogado no chão com a maior força.
- Sai de cima de mim, , pelo amor de Deus. – disse eu, mal conseguindo respirar.
- , você quer me matar, não consigo respirar! É, acabo de confirmar: devia ter ficado em Bolton. - disse Pedro, ficando cada vez mais roxo.
- Caramba cara, você tá aqui! Pedro, é você?
- Não, , é imaginação sua, é minha vó. Agora sai de cima de mim!
- Pedro, é você mesmo! Por que voltou?
- Adivinha, , porquê eu voltei.
- Não sei, fala.
- Ah, sai de cima de mim. Porra Toom, eu juro que nós aqui matamos você.
olhou para baixo e finalmente pareceu perceber que estava sentado em cima de nós.
- Desculpem aí!
- Claro, jamanta.
foi ao meu lado.
- Quer que eu leve?
- Não, tudo bem.
- Eu levo. – disse ele, pegando minha mochila e um monte de livros e mais a mochila dele, resultado: eu e ele tropeçamos e foi tudo pro alto. Caímos um em cima do outro. Meu cabelo tapava quase tudo à minha volta, como uma cortina.
Capítulo 7
- Err...
- Ahnrr...
Nós dois suspiramos juntos, fazendo barulhos engraçados. Caramba, ele é lindo. Aqueles olhos, a boca, o rosto, o vermelho de suas bochechas...
- Er, bem, dá pra vocês dois saírem um de cima do outro? – olhei pra cima, quebrando o clima entre eu e . Pedro, e nos olhavam rindo.
- Hum, tá. , sai de cima de mim?
Olhei de novo pra ele. Bem eu queria, arriscar um pouco não faz mal, né?
Subi o rosto e encostei a boca na bochecha e na maior parte na boca dele. Levantei e vi que e corriam do Pedro.
- Ei, o que vocês estão fazendo correndo desse jeito?
- Aquelas pestes ali não param de me sacanear.
- Por quê?
- Depois eu te conto.
- Tá, né?
- Agora dá pra nós irmos, o sinal já tocou e estamos atrasados. – avisou .
Saímos correndo e entramos no corredor.
- , que sala é?
- Aquela ali. – ela apontou pra uma sala de porta fechada, era a maior sala da escola. Esse ano devia ter entrado muita gente.
Já tinham se passado 20 minutos da aula. Não sabia se a professora ia nos deixar passar, os garotos ainda estavam do lado de fora nos esperando.
- Demoraram hein, o que vocês estavam fazendo?
- Nada.
- Aham, sei. – fez cara de desconfiado.
- Vamos entrar logo, tô ficando nervoso. – disse .
- Ai, tá CDF!
- Quem disse essa blasfêmia ridícula?
- Eu é que não.
- Muito engraçada você, dona . – me deu língua e bateu na porta.
- Olá, Sr. Fletcher, o que o senhor está fazendo aqui a essa hora? Ah, tem mais pessoas com você. Espere um pouco? – uma mulher baixinha, gordinha, de cabelos cortado na forma de chanel com uma roupa de duende toda preta, e bigodes, disse.
- Caramba, você viu isso? – perguntou.
- Vi cara, o maior bigode que eu vi na minha vida.
- Caramba, essa mulher tem uma tarântula na cara.
- Concordo, de hoje em diante vamos chamá-la de tarântula. –disse , glorioso.
- Ou de darth...
CONTINUA...