Always For Me
Autora: Michele B.
Beta-Reader: Lissa Topolski


Capítulo 1


- Senhores passageiros, última chamada para o voo 366 e 368.
- Acho que é isso... - eu disse, abaixando a cabeça. - Vamos lá, sem medo, você consegue!
Fui em direção ao portão de embarque. Entrei no avião, achei minha poltrona e me sentei. Fui em silêncio a viagem inteira. Saí do Brasil direto para Londres com um só objetivo: trabalhar.

Flashback On

- , compareça na sala do chefe agora.- Lucia disse, saindo da sala de Jimmy.
- Claro, já estou indo. - Me levantei, dando uma leve ajeitada no cabelo, e fui em direção à grande porta da sala do chefe. Tá, confesso, tenho um certo medo dele. Ele nunca me chamou assim em sua própria sala, em um ano e meio que eu estou aqui. Na verdade, eu sou apenas uma estagiária, meu pai fez questão de que eu fizesse meu estagio aqui, isso pra não dizer que me obrigou. Meu pai e o Sr. Rocha são amigos desde pequenos e, como se não bastasse, sou afilhada do Paulo. Sim, meu chefe, é assim que eu me refiro a ele quando não estamos trabalhando. Okay, sem mais delongas. Bati na porta me anunciando.
- Sr. Rocha, posso entrar? - Falei, colocando minha cabeça para dentro da sala.
- Sim, , sente-se aqui. - Sr. Rocha disse, apontando para cadeira à frente dele. - Tenho algo sério para tratar. Você sabe da nossa filial em Londres, não é? - Afirmei com a cabeça. - Certo, o seu estágio acaba nesta semana, ou seja, amanhã você já não estará mais estagiando aqui. Mas, bom, eu queria te fazer uma proposta. Na verdade, eu queria esperar até amanhã à tarde, mas não aguentei. Estamos precisando de uma assessora de imprensa para ajudar na divulgação das turnês de uma banda inglesa. Quando me comunicaram, eu logo pensei em você, já que seu sonho é ir para Londres. Posso te dar esta oportunidade pela sua competência, mas não só por isso, como também por eu e seu pai sermos amigos de tempos e você minha afilhada. Eu confio muito você. O que me diz? Aceita ir trabalhar em Londres? - Fiquei em choque por alguns minutos e só saí do transe quando ele me cutucou. - ? , você está bem? - Ele movimentou sua mão em frente ao meu rosto. - Lucia, traga um copo de água para a , por favor.
- O senhor disse "Londres"? - Ele assentiu. - Aceito, claro que eu aceito.
- Eu sabia que você não iria recusar, por isso já comprei sua passagem. Está agendada para amanhã, às sete horas da noite. Também deixarei à sua disposição um carro e a casa. Por enquanto, seu visto é de 6 meses, mas antes que o prazo vença, o visto permanente já estará em suas mãos. Você terá o final de semana inteiro para aproveitar a nossa velha e linda Londres. - O sr. Rocha ficou um instante quieto e logo continuou. - A casa é um presente meu para você, já que está chegando o seu aniversario. E o carro também é seu, porém é um presente de seu pai. Bom, isso é tudo o que você tem que saber antes de embarcar para seu novo lar. Para futuras dúvidas, você terá um ajudante que te auxiliará por lá. - Olhei para ele com uma expressão de incredibilidade e disse:
- Me-meu vôo sai amanhã? Às sete? Mas não vai dar tempo de arrumar as malas...
- Claro que dá tempo, , você vai pra casa agora, prepara tudo e amanhã vem aqui bem cedo para nós podermos nos despedirmos de você. - Sr. Rocha disse, se levantando da cadeira. - Boa sorte e que você seja feliz. - Pegou minha mão, me levantando e, em seguida, me abraçando forte. Falou, olhando nos meu olhos: - Vou sentir sua falta, minha pequena. - Me abraçou novamente e eu vi uma lagrima escorrer pelo seu rosto. Sr. Rocha voltou a me olhar, eu limpei sua lagrima e disse:
- Poow, - Poow foi como eu o apelidei, aos meus quatro anos de idade - não chora, também vou sentir saudades! Eu vou, mas sempre voltarei para vê-los. Você sabe que eu te amo como meu segundo pai e nunca vou deixar isso pra trás, estando longe em Londres ou até mesmo na China. Não importa onde eu esteja, nunca vou me esquecer de tudo que você fez e faz por mim.
Quando eu terminei de falar, estávamos os dois chorando rios de lágrimas, abraçados.
"Trim-trim", o telefone tocou.
- Alô? Ah, sim. Claro, já, já... Amanhã ela sai daqui às sete... Vou falar, sim... Obrigado você... Ok, tchau. - Sr. Rocha desligou e se virou para mim. - , você agora pode ir para sua casa e começar a arrumar as malas. Acabei de confirmar tudo, e na segunda seu assistente vai passar na sua casa às oito para levá-la à agência. Agora eu preciso ir, tenho uma reunião. - Ele disse quando abriu a porta para sair.
- Poow, não esqueça do que eu te falei!
- Nunca. - Poow disse, passando a mão em meu rosto me abraçando de lado.

Flashback Off

Capítulo 2



Cheguei em Londres um pouco tarde. Quando cheguei no saguão do aeroporto, liguei meu celular e, como de costume, fui ver se tinha alguma ligação perdida ou mensagens.
"Uma nova mensagem" era o que mostrava o visor do celular.

", vai ter alguém te esperando no aeroporto para te levar até a sua nova casa. O nome dele é Josh Winter, ele estará com uma plaquinha na mão.
Quando chegar em casa, me ligue.

Beijos, se cuida,
Poow."


- Josh Winter, mas que nome. - Ri sozinha, enquanto caminhava em busca do ser-humano que estaria com uma placa.- Acho que achei. - Ri mentalmente com o que estava escrito na placa: "Mandado pelo mr. Poow."
- Josh? - O garoto me olhou.
- A senhorita deve ser a , né?
- Sim, sou eu. Você é quem vai me levar até minha casa, não é? - Ele afirmou com a cabeça, pegando o carrinho com minhas coisas.
- Vamos ou você quer dormir aqui no aeroporto? - Ele me olhou de lado com um olhar meio sedutor e tímido, que me deixou meio abobalhada. - Está tudo bem com a senhorita? - Assenti com a cabeça e fui andando em sua direção.
Saímos do saguão do aeroporto em direção a um carro azul escuro nem grande, nem pequeno; na minha opinião, perfeito. Josh colocou as malas no porta-malas com um pouco de dificuldade. Não era para menos, tinham seis malas. Sim, seis: três grandes, duas médias e uma pequena.
Finalmente entramos no carro e ele, muito cavalheiro, abriu a porta para eu poder entrar. Agradeci e entrei. O carro por dentro não era pequeno como parecia. Era aconchegante, com um ar de “sinta-se à vontade”.
- A senhorita não quer parar em algum mercado para comprar algo para comer?
- Não. Não precisa me chamar de senhorita, me chame de ... a respeito da minha alimentação, depois você me mostra um mercado próximo à minha casa que eu vou lá. - Ele balançou a cabeça positivamente e deu a partida no carro.
- Chegamos, aqui está a sua casa. Logo ali na frente, temos um mercado. - Me deparei com uma casa, ou melhor, “a casa”. Havia um corredor meio estreito, que dava para uma porta de madeira toda detalhada. Linda, simplesmente linda. Despertei do transe com um barulho de chave e olhei para onde vinha o som das chaves.
- Aqui, a chave da sua casa, senho... - Meus olhos brilharam como se eu fosse uma criança que estivesse ganhando o presente que tanto esperava. Fiquei um tempo encarando a chave.
- Pega, é sua. - Josh disse, aproximando mais ainda a chave de mim.
- Minha ca-casa é essa? - Gaguejei, pegando a chave e apontando para casa à minha frente. Josh afirmou com a cabeça e sorriu. Nós descemos do carro e ele foi direto para o porta-malas, se matando para carregar as malas nos braços. Eu ri com a cena.
- Que foi? - Ele perguntou, tentando não deixar cair uma mala que estava debaixo do braço dele.
- Nada... deixe-me lhe ajudar. - Pequei a mala que ia caindo e uma outra que ainda estava dentro do carro. Ele me olhou.
- Obrigado. - E deu um sorriso lindo, OMG, lindo mesmo. Nós entramos e nos sentamos na escada que tinha na frente da porta.
"Trim-Trim."
- Alô? Sim, senhor. Claro... Como o senhor preferir... Esse final de semana... Claro, sim, eu avisarei... Ok, tchau.
- O mr. Rocha acabou de me ligar e disse que você vai passar esse final de semana conhecendo a cidade comigo, claro, se você quiser, e segunda eu te levo até a agência... Er, e ele me mandou te falar também “Se cuida, minha pequena” e “beijos.” - Ele falou, imitando a voz do Poow, o que me fez rir.
- Sim, senhor. - Falei, batendo continência e rindo.
- Mas agora, sério, sobre o final de semana aí... você quem sabe, eu posso te mostrar a cidade. - Josh disse, parando de rir.
- Estão te pagando um extra por isso? - Ele riu alto.
- Não que eu saiba. Tô fazendo isso porque o mr. Rocha pediu com educação. - O fitei com uma cara assustada.
- Educação? - Ele me olhou.
- Ok, eu conto, mas não fala nada para ele... Er, ele deu, digamos que um extra de guia. - Não me contive e comecei a rir. Josh olhou para o relógio e disse.
- Ixi, vou ter que ir... Tô atrasado para um compromisso. - Disse ele, indo em direção ao portão. - Amanhã eu passo aqui pra gente sair às 10, tá bom? - Afirmei com a cabeça e Josh estalou um beijo na minha bochecha. Mas que boca era aquela?
- Tchau, até amanha e boa noite.
- Tchau. - Gritei e ele acenou antes de entrar no carro. Quando não vi mais o carro dele na frente de casa, foi quando eu me toquei que eu ainda estava do lado fora com minhas malas junto comigo. Eu e Josh ficamos ali sentados e nem vimos a hora passar.
Abri a porta e me deparei com uma sala linda, um sofá de três lugares preto, com detalhes em branco; uma mesinha de centro de vidro, com uma agenda, uma chave e um bilhete em cima dela. Andei em direção à mesa e me deparei com uma escada. Fiquei na dúvida se eu subiria ou iria ler o bilhete primeiro. E então me lembrei que tinha deixado seis malas do lado de fora e um portão entreaberto. Fui até o portão, fechei, voltei e peguei as malas, jogando-as no sofá. Já que eu estava ali, peguei o bilhete e li.

, aí está seu novo lar. Espero que goste, há comida nos armários e na geladeira, fiz o Josh fazer umas comprinhas. Você deve estar se perguntando: “Cadê carro?”. Está vendo a chave aí? É do carro. E então você se pergunta mais uma vez: “Cadê o carro?”. Aí não tem garagem, o carro está estacionado um pouco mais à frente do seu portão. Eu pedi para Josh que não falasse nada a você. Lá em cima tem uma surpresa para você. Cuide-se, nossa pequena.
Beijos,
Poow, Bile, mamãe e Bob.”


Aquela velha letra, sim, é do meu querido Poow. Bile é o apelido do meu pai, que por acaso só eu, Poow e, claro, a mamãe, o chamamos assim. Minha mãe apoiou totalmente eu vir pra cá, mas, obviamente, fez um drama. Chorou, falou um monte de coisas sobre a minha infância e tudo, tipo, momento “Flashback da vida da ”. Parecia até que eu ia morrer cedo. Mas, no final, até meu pai estava no meio, chorando e me abraçando. Bob, meu Bob, ai já tô com saudade daquele animal... Ah, ele é tão meigo, carinhoso, amoroso, obediente, compreensivo e me entende. Sem contar que é o maior gato, quero dizer, cachorro... Er, eu falei que o Bob é meu cachorro? Pois é, né, vivo pensando que ele é meu namorado. É super difícil achar um homem assim hoje em dia. Vou sentir falta dele. Minha visão ficou embaçada e uma lagrima de saudade escorreu pelo meu rosto. Saudade, já? OMG! Eu sou assim mesmo, sabe, manteiga derretida.
Depois do momento “saudade de casa”, voltei a fazer o que eu pretendia. Fui para o segundo andar da casa e ao chegar no fim da escada, dei de cara com um corredor. Do meu lado esquerdo, havia duas portas. A primeira, o banheiro, que continha um vaso sanitário branco, uma banheira e um box, que separava o banheiro. Saí dali e na frente havia mais uma porta. Abri a mesma. Era um quarto enorme, bem menor do que o meu antigo, mas em compensação, era lindo. Tudo detalhadamente perfeito. Continha uma cama, uma mesa mais à direita e um armário da mesma cor da cama. Saí de lá e percebi que só tinha mais uma porta. A abri e meus olhos brilharam. Era o lugar mais perfeito de toda a casa. O quarto me surpreendeu, tinha uma decoração linda, parecida com a do meu antigo quarto e, em cima da enorme cama, tinha um pacote e mais um bilhete. Saí correndo, jogando meu corpo em cima da cama e pegando, em seguida, o bilhete.

“Surpresa!
Um presente pra você, amiga louca que eu amo muito. Meu só não, né, mas de todas as suas best friends.
Vamos sentir sua falta, froo, mas qualquer dia a gente vai aí te ver e dar uns pegas nos ingleses, hahaha. Sorte aí, hoje e sempre. Nós estaremos juntas mesmo você estando em Londres.
Beijos, nós te amamos,
By: , , e friends.


PS. Ah, você deve ter visto o pacote, né? Como eu disse, é um presente nosso pra você. Esperamos que goste! E sua mãe também ajudou no presente... É só isso mesmo, nunca se esqueça da gente, porque você sempre estará no nosso coração. Liga, manda email, carta, tudo! Se cuida e pega muitos ingleses, hahahaha. Tchaau.”


Ri sozinha da carta da e das minhas amigas. São todas loucas como eu. Abri o pacote gigante e uma lagrima escorreu pelo meu rosto.
- É lindo. - Disse em meio de soluços.
Tinha uma carta de um metro e um cachorrinho de pelúcia, que lembrava o Bob, segurando um coração escrito “SEMPRE VAMOS TE AMAR”. Logo ao lado, um porta retratos com a foto da festa de formatura da escola. Lá estavam todos: Poow, eu, mamãe, papai, todos os meus amigos; tios, tias, primos, primas, a família inteira.
Peguei o porta retratos e, embaixo dele, havia um papel escrito bem grande e colorido “ALL ABOUT YOU”.
Foi impossível conter meu choro. Abracei o Bob 2 - o cachorrinho de pelúcia -, deitei ao lado das coisa e chorei até adormecer.
Escutei uma voz bem distante, que estava se aproximando mais e mais, até que eu abri os olhos. Era meu celular tocando. Por impulso, não olhei o número.
- Alô?
- ? - Uma voz máscula disse do outro lado da linha. -Já está pronta?
- Pronta? Pronta pra quê? - Eu disse numa voz sonolenta.
- , não se lembra de que a gente marcou de você conhecer a cidade melhor hoje?
- Ah, é, Josh... Já vou me arrumar e comer alguma coisa. - Me levantei e fui em direção à porta
- Às 10:30 eu passo aí, ok?
- Tá, vou esperar.
- Beijos e até daqui a pouco.
- Até. - Desliguei o celular, o jogando em cima da cama e desci para começar a procurar uma roupa.
- Achei! Esta está perfeita. - Voltei correndo pra o andar de cima, indo, em seguida, ao banheiro. Tomei um banho rápido, pois já eram 10:20.
Arrumei o meu cabelo, fiz uma maquiagem leve e desci. Quando pisei no último degrau da escada, um caro buzinou. Me lembrei de ver o meu carro. Olhei pela janela, Josh apareceu e acenou, me chamando. Peguei apenas minha bolsa e fui ao encontro dele. Josh estava lindo, usando uma calça jeans preta e uma camiseta branca, com um casaco por cima.
- Vem.- Ele acenou novamente. - Bom dia, . - Josh disse, enquanto eu entrava no carro.
- Bom dia, Josh. - Sorri e ele retribuiu meu sorriso.
Josh me levou a lugares incríveis. Fomos almoçar em um restaurante pequeno, depois ele me mostrou alguns pubs e passamos o dia assim. No domingo, foi assim também, só mudou o horário em que saímos, que foi cedo, e voltamos às 12. Josh disse que tinha que almoçar na casa dos pais. Depois das 12, eu fui ao mercado para comprar alguma besteira para encher o estômago, mas antes fiquei admirando meu lindo carro. Ele era perfeito, todo preto com detalhes em prata e por dentro lindo, espaçoso, confortável e simples. Depois de meia hora olhando o meu carro e minha casa, resolvi ir ao mercado. Comprei umas bolachas, suco e leite. Em casa, fui fazer minha nada-nutritiva-refeição. Sentei no sofá e liguei a TV. Como eu amo clips, coloquei no canal da MTV. Estava passando o clip do Jason Mraz: Lucky. Eu amo essa musica, comia e cantava. Depois de Jason Mraz, começou a tocar Falling in Love, do McFly e logo depois, uma entrevista exclusiva com os 4 belos rapazes - , , e - lindos e talentosos. Uma banda que eu gostava. Como sempre, fiquei ligada no , apesar de ter se passado tanto tempo, eu ainda tremia com os olhos e o cabelo daquele ser. Sim, já fazia mais de dois anos que eu tinha dado um “TEMPO” de , mas isto foi apenas o tempo em que eu estava estagiando com meu padrinho. Eu me ocupava muito nas tarefas e não tinha muito tempo livre, então dei um “tempo” em sonhos. Mas eu estava ali, na cidade deles, em Londres, não iria matar se eu fosse ver um show deles. Depois de ficar lá pensando, fui tomar um banho e dormir, já que no outro dia, eu iria começar a trabalhar.


Capítulo 3
Here I'M




Segunda de manhã, acordei com meu despertador tocando freneticamente. Fui me arrastando até o banheiro, fiz minha higiene matinal e me trocar. Ainda tinha que desfazer duas das seis malas.
Como eu disse, a decoração era igualzinha a do meu antigo quarto, e lá tinha um closet não muito grande, eu já havia guardado um pouco das minha roupas lá. Entrei no closet e escolhi minha roupa. Bem simples: calça jeans preta, camiseta branca, com um casco preto aberto por cima e um all star branco. Soltei meu cabelo, arrumando minha franja de lado, deixando-a cair sobre meu olho. E passei uma maquiagem leve.
- Tô pronta, uma gata. - Eu disse, me admirando no espelho. Não, eu não sou convencida, mas eu sempre fiz e faço isso. É um tipo de autoconfiança, pelo menos eu acho.
Desci para tomar o meu café e esperar o Josh. Vinte minutos depois, escuto uma buzina na frente da minha casa.
- Hey, vamos, já estamos atrasados. - Ele disse, sem sair do carro.
- Já estou indo, deixa só eu pegar minha bolsa. - Gritei. Peguei minha bolsa e saí correndo. Fechei a porta e o portão e entrei no carro.
- Bom dia, Josh. - Disse dando-lhe um beijo no rosto.
- Bom dia. - Ele sorriu e arrancou com o carro. Chegamos na Clone - a agência - em menos de vinte minutos, também, né, Josh corria feito um louco.
Saí do carro meio tonta, pois ele deu muitas voltas para não pegar transito.
A Clone é um prédio grande com as janelas espelhadas. Na portaria, me deram um crachá. A secretária, uma tal de Emy, disse ao Josh que o mr. Fletch só estava nos esperando para começar a reunião. Josh pegou na minha mão e saiu me puxando corredor adentro. Paramos em frente à uma porta de vidro. Ele arrumou a blusa e eu, o cabelo. Entramos na sala, ele na frente e eu atrás. Avistei uma pessoa, um homem, na verdade
- Bom dia, mr. Fletch - Josh o cumprimentou, apertando a mão dele.
- Bom dia, Josh e bom dia, senhorita...- Ele disse, apertando minha mão
- ... Bom dia, mr. Fletch. - Falei, retribuindo seu sorriso.
- Bom, como vocês sabem, eu estou atrás de uma assessora para minha banda e me comunicaram que hoje, nesta sala, eu iria entrevistá-la...
- Aqui, mr. Fletch, é sua entrevistada. - Josh disse, apontando para mim e entregando uma folha para ele que eu não consegui ver.
- Hm, bom... seu currículo é bom. - Disse mr. Fletch, sem tirar os olhos do papel. - Quer dizer que você fala Espanhol e Português? É Brasileira! Para quem tem só vinte e dois anos, você é uma profissional e tanto! Já ajudou em publicações de shows e de turnês e até a fazer um vídeo para uma banda famosa no Brasil. - Afirmei com a cabeça. - A senhorita tem ótimas referências do mr. Rocha e de um pequeno trabalho que você fez em uma revista. Bom, por mim você já está empregada, só falta saber se você aceita trabalhar com o McFly. - Quando ele falou “McFly”, foi como se eu estivesse comendo aquele chocolate meio-amargo que eu amo, uma sensação muito prazerosa. - Senhorita , você aceita?
- Cla-claro que sim - ele sorriu. - Quando eu começo? - Perguntei com uma vontade louca de gritar, pular e dançar ali mesmo.
- Começa agora. - Ele disse, me entregando uma agenda e uns papeis. - Você só precisa assinar aqui - mr. Fletch colocou o papel na mesa e me entrou uma caneta.
Meio trêmula peguei a caneta e assinei. Mr. Fletch me deu um sorriso e disse:
- Parabéns, agora você faz parte da equipe do McFly... Er, agora eu te peço que tome conta daqueles cabeças ocas. Você vai trabalhar com eles não só como assessora, mas também está responsável pela imagem deles. Não deixe que eles se envolvam em escândalos... Ah, acho que só. - Eu ainda tentava entender o que se passava ali agora. Antes que eu pudesse falar algo, ele continuou. - Era para os meninos estarem aqui, mas, como sempre, estão atrasados. Esta é mais uma coisa que eu não quero me preocupar: Atrasos. Ok?
- Sim, sim, claro. - Disse, balançando a cabeça positivamente e sorrindo para o Josh, que me olhava com um sorriso de felicidade. O celular de Fletch tocou e ele saiu para atender, pedindo licença antes. Josh olhou para mim, que estava com uma vontade louca de pular, agarrá-lo, gritar que era o melhor dia da minha vida, mas me contive. Fletch entrou novamente na sala e disse, me olhando:
- Os meninos estão numa cafeteria aqui perto, estão nos esperando lá... Er, vamos?
Apenas balancei a cabeça, pois sei que se eu abrisse a boca, talvez não sairia um “Sim” ou um “Claro”, ao contrário, sairia um “AAAH, NÃO ACREDITO! MCFLY, MEU DEUS DO CEU”.
- Então vamos. - Ele disse, abrindo a porta. Não, eu não estava lúcida, apenas o segui como se estivesse sendo empurrada. Fomos no carro do mr. Fletch. No caminho, ele conversava comigo sobre algumas coisa que nós iríamos colocar em prática, algumas turnês e umas entrevistas que eles iriam fazer nesta semana. Chegamos na cafeteria e ele abriu a porta pra mim. Fletch me mandou ir na frente, pois ele iria fazer uns telefonemas para fechar umas coisas que ele teria que resolver, mas me falou mais ou menos onde os meninos estavam. Eu não fui mal-educada e o deixei com o celular na orelha. Entrei na cafeteria, tinha um corredor, onde o Fletch falou que eles estavam, e eu estava chegando perto da parede quando...
- DESCUPA, DESCUPA mesmo. - Escutei uma voz no pé do meu ouvido. Abri os olhos e vi um par de olhos fixos nos meus. - Desculpa, eu não queria derrubar você no chão, muito menos derramar café em você, desculpa. - disse mais uma vez. Ele estava deitado em cima de mim, meu lábios estavam a centímetros dos dele. Eu podia sentir a respiração dele no meu rosto. - Me desculpe mais uma vez.- Ele repetiu, me levantando do chão. A gente havia se chocado e ele caiu com o café em cima de mim.
- Tá... tá tudo bem. - O olhei de cima para baixo. Aah, aquele corpo lindo, aquele rosto perfeito ali, ao vivo e a cores, na minha frente, segurando a minha mão.
- Nossa, o café manchou sua camiseta. - Ele me olhou de cima para baixo, com um olhar safado que só eu percebi. Quando eu olhei minha blusa, vi o meu sutiã de bojo roxo todo à mostra e meu casaco todo molhado de café.
- , cadê você, cara? - Ouvi a voz de . - Achei você, né, safado. - olhou apenas para o e depois olhou pra mim -, você conhece ela? - disse, me olhando de cima para baixo, como o tinha feito. Eu tentei me esconder em baixo do casado todo molhado.
- Eu derramei café em cima dela e acabei caindo também. - disse numa voz fofa e tímida, tipo “me desculpa”.
- E agora ela vai ficar assim? - perguntou apontando pra mim.
- Não, eu não vou deixar ela assim... Tó, tira isso e põe o meu. - Ele pegou meu casaco e me entregou o dele e eu, educadamente, o coloquei.
- Hey, vejo que vocês dois já conheceram a nova assessora de vocês, né?- Fletch disse se aproximando da gente.
- Assessora? - fez aquela cara de dúvida que ele sempre fazia.
- É, assessora.
- Começou mal, hein, ?! Muito mal... - balançava a cabeça negativamente.
- O que aconteceu aqui? - Fletch me olhava.
- Ah, Fletch, o caiu em cima dela e acabou derramando o café. - me olhava com um olhar tímido, enquanto falava.
Fletch riu e balançou a cabeça negativamente, dando um tapinha nas costas de .
- Vem, vamos apresentá-la para os outros meninos.
Fletch foi na frente, seguido por , por mim e o .
- Aqui estão vocês. - Fletch se sentou na cadeira ao lado de . - Meninos, apresento a vocês , sua nova assessora. - Ele disse, pegando nas minhas mãos.
- Uau, desta vez você fez uma bela escolha.- Disse , se levantando.
- Que bela, , muito bela. - se levantou e estendeu a mão para mim.
- Prazer, .
- O prazer é nosso. - deu um sorriso malicioso, que todos riram.
- Ok, meninos, mais tarde vocês aparecem lá no estúdio antes de irem pra casa. , preciso que você pegue a agenda deles para confirmar alguns compromissos. Já estou indo.
- Tá ok, Fletch, a gente passa lá mais tarde. Vamos almoçar e depois a gente vai. - afirmou com a cabeça.
- Confio em vocês... Er, , cuide deles. - Fletch disse rindo, indo em direção à porta.
- Pode deixar, Fletch, eu cuido deles. - Falei, batendo continência. Todos riram.
- Fale um pouco de você, . - pediu.
- Me chame de , é mais fácil. - Todos riram.
Ficamos conversando sobre minha vidinha, falei de alguns micos que eu paguei, ficamos ali pelo menos duas horas.
- Hey, cara, que fome. - reclamou, passando a mão na barriga.
- É, também estou com fome... Vamos almoçar?- perguntou, olhando pra mim. - Vamos, ?
- Claro, a gente pode almoçar lá em casa. - Respondi sorrindo.
- É, ia ser legal! O que vocês me dizem, meninos? - deu um largo sorriso.
- Tá, se não for incômodo pra você. - respondeu.
- Incômodo? Imagina! - Sorri para eles
- Tá bom, então. - Eles retribuíram o sorriso.
- Vamos fazer lasanha?
- Tá bom, lasanha, hm, adoro... - passou a mão na barriga.
- Então vamos. - pagou a conta.
Nós nos levantamos e fomos até o carro e implorou para que eu fosse na frente com ele. Durante o caminho até lá, eu e ficamos conversando sobre música. , e , que foram atrás, só estavam falando de alguma menina da cafeteria.
- Chegamos, , vamos lá.
- Tudo bem, . - Disse . Saímos do carro e entramos em casa.
- Meninos, fiquem à vontade... e não reparem na bagunça, não deu tempo para eu terminar de arrumar as minhas coisas. - Dei um sorriso tímido.
- Que isso, , se você ver a casa do , hoje você cai para trás. - Todos começamos a rir.
- Vou trocar de roupa e já volto... Ah, , você não quer limpar sua camisa? Se você quiser eu limpo... - Parei no meio da escada.
- Ahn... quero, sim, tô com cheiro de café. - Ele cheirou a camisa
- Já venho.- Continuei subindo e quando cheguei no meu quarto, quase gritei de alegria, pois estava com meu sonho mais que realizado. Estava em Londres, com os quatro caras, os quais eu tinha milhões de posters, cds, dvds e com o cara que fazia meu coração bater mais forte. Não demorei muito, pois procurei uma roupa confortável e, apesar de estarmos em Londres, era verão, então tinha um sol e estava ficando mais quente ao passar das horas. Resolvi colocar uma saia preta que vinha até o começo da coxa, antes do joelho. Tirei a blusa molhada de café e coloquei uma camiseta de manga, um pouquinho mais colada que a outra, tirei meu all star branco e coloquei um salto. Retoquei a maquiagem e desci.
- Uau, você está linda.- disse, se levantando
- Obrigada, . - Sorri simpática. - , venha cá, me deixe limpar a sua blusa.
me seguiu até a lavanderia.
- Ah, tira a blusa para eu limpá-la.
- Tá, espera aí. - Ele puxou devagar a camisa, deixando à mostra aquele belo peito e aquele abdômen perfeito. - Tó aqui - ele estendeu a camisa pra mim.
- Já, já ela estará sequinha. - Quando me virei, ele estava perigosamente perto de mim.
Olhei em seus olhos e seus lábios estavam pertos do meu. se aproximou um pouco mais, quando de repente, o gritou
- Vocês não vêm, não? A gente vai começar sem vocês!
- Já estamos indo, ... Ah, vamos, senão eles não vão conseguir fazer a lasanha.
- Vamos, sim. - se afastou de mim, indo em direção à cozinha.
- Aleluia, vocês voltaram! Pensei que nós teríamos que fazer a lasanha sozinhos. - disse levantando as mãos.
estava colocando o presunto e o queijo sobre a massa da lasanha. e se matavam pra ver quem ia colocar o molho e e eu estávamos fazendo o macarrão. Depois de um tempinho, a gente colocou a lasanha no forno e fomos para a sala.
- , você sabe fazer aquela bebida forte que se chama “caiporinha”?
- É caipirinha, . Eu sei fazer.
- Faz pra gente, ? - perguntou.
- Faço, mas temos de comprar as coisas.
- Faz pra gente hoje? - sorriu para mim.
- Faço sim... Ah, tem um mercado ali na frente. Quem vai comigo? - Retribui o sorri do .
- Eu vou! - se levantou.
- Sem camisa?
- Não... , me empresta a sua?
- Ah, não, cara. Minha camisa, não. - fez bico.
- Vai, me empresta, sim. - fez uma cara séria.
- Só porque você pediu com educação e porque é meu amigo. - Todos riram e tirou a camisa, entregando-a para .


Capítulo 4


Como o mercado não era muito longe da minha casa, resolvemos ir andando.
- Você acha que uma dá? - analisava as garrafas de bebida.
- Sei lá, acho que não. Se os meninos se empolgarem, vai mais de duas garrafas dessa. - afirmou, me olhando.- Melhor levar três.
- Já que você tá falando, quem sou eu para falar ao contrário? - Dei um sorriso amarelo.
Pegamos as garrafas e o resto das coisas que precisava para fazer a nossa querida caipirinha. Quando estávamos pagando as coisas, infelizmente ou felizmente, passa uma menina com a camisa do McFly na frente do , que quando viu, abaixou a cabeça imediatamente.
- ... você viu o que eu vi? - falava baixinho no meu ouvido. - Uma fã do McFly acabou de passar aqui. O que a gente faz? - Quando terminou de falar, a menina e mais uma outra Voltaram em busca ao astro que ela tinha visto ali. não pensou duas vezes em me abraçar, escondendo o rosto entre meu ombro e meu pescoço.
- Cadê o ? Você está vendo demais, menina. Essa sua mania de mentir já passou dos limites. Você acha que uma estrela que nem o estaria nesse mercado? Já bebeu tão cedo hoje? - A menina falava com a outra que tinha visto o .
- Mas eu vi, eu juro que vi! Ele estava ali, parado do lado de uma menina. Hey, peraí, é aquela menina. - Ela apontou pra mim e o apertou minha cintura, fazendo com que nossos corpos se juntassem. Eu o abracei, colocando minhas mãos no pescoço dele e ele envolveu totalmente os braços em minha cintura. A menina ia chegando perto quando alguma alma bondosa disse algo que fez ela parar.
- Menina você não vai lá, não. Não está vendo que os dois tão lá se amassando e você quer acabar com a alegria deles só porque você acha que viu ? Sério, vou falar pra mamãe te levar ao médico... melhor mandar te internar. - A outra menina, que brigava com a fã que descobriu o , pegou ela pela mão e saiu puxando, o que me deu um alívio e tanto.
- Elas já foram. - Eu disse a , que ainda estava abraçado com o rosto em meu pescoço. Senti um leve beijo perto do meu ouvido e logo depois ele sussurrou um “obrigado” em meu ouvido. Saímos do mercado andava de cabeça baixa levando as sacolas e andado rápido.
- Aleluia vocês voltaram. - ajudava com as sacolas.
- Pensei que tinham sido levados por aliens. - debochava da gente.
- Vocês não sabem o que aconteceu. - começou a contar o que tinha se passado no mercado.
- Graças a deus que a estava lá, né? Se não, nem se existiria mais nessas horas. - dava tapinhas de leve as costas de , que ria.
- Graças a mesmo, se não, nem sei...- suspirou. Senti um olhar em minhas costas.
- Como está saindo a nossa bebida? - se aproximava da cozinha, onde estávamos eu e trabalhando duro pra sair a bela caipirinha.
- Acho que está indo, né, ... Não quer vir ajudar não? - parou o que estava fazendo para olhar para .
- Não, valeu mesmo, mas prefiro só beber. - deu uma gargalhado que me contagiou e eu ri junto com ele. Não demorou muito a as bebidas estavam prontas.
- Prontinho, rapazes. - Fui em direção à sala com cinco compôs numa bandeja.
- Eba! - esfregou as duas mãos.
- Man, essa bebida é boa mesmo. - deu mais um gole na caipirinha.
- Que sorte a nossa de ter uma linda brasileira com a gente que ainda faz caipirinha.
- E bota linda nisso - bebeu mais um gole da bebida depois de falar aquilo. Senti minhas bochechas ficarem super vermelhas.
- Ô, gente, vocês deixaram a com vergonha. - sorriu pra mim.
- Vergonha de quê? Ela sabe que é bonita!- afirmou e balançou a cabeça positivamente.
- Então, amanhã vocês têm uma seção de fotos de manhã e de tarde irão para o estúdio. - Tentei mudar de assunto.
- Sim, senhora. - bateu continência. Todos riram.
- Hey, eu estou ainda com fome. - passou a mão sobre a barriga.
- Ah é, né, a gente não almoçou ainda... Er, vamos almoçar? - Perguntei, me levantando e indo na direção da cozinha. - Vem, gente.
Sentamos na mesa e eles começaram a comer, quero dizer, devorar a lasanha. Todos riam e conversavam, enquanto me olhava e eu evitava olhar para ele. Me lembrei daquela boca macia beijando de leve meu pescoço, o que me provocou um arrepio.
- Cara, isso que é comida.
- Concordo com você, , isso que é comida. - confirmou o comentário de sobre nossa lasanha.
- Nem parece que foi a gente quem fez. - fez uma cara pensativa.
- Não foi a gente quem fez, a gente ajudou, mas quem fez foi a . - apontou pra mim.
- Ah, que isso, gente, todo mundo ajudou. - Dei um sorriso pra eles.
- Putz. - bateu a mão na testa.
- O que foi, ? - Perguntei um pouco assustada.
- Olha a hora, cara. O Fletch vai matar a gente!
- Nossa, verdade, o compromisso com o Fletch. - se levantou da mesa.
- , vem pegar a sua camisa. - Entrei na lavanderia, que era um pouco afastada da cozinha. veio logo e ficou olhando cada movimento que eu fazia.
- Acho que da pra quebrar um galho - Disse, olhando pra camisa.
- Está ótima, acho que está melhor do que antes do café. - Ele riu e se aproximou pra pegar a camisa. - Obrigado. - Ele sorriu aquele sorriso que mata qualquer uma. OMG.
- O mínimo que eu podia fazer, afinal, eu fiz você tomar um banho de café. - Dei o meu melhor sorriso. Ele foi se aproximando mais, mesmo depois que ele pegou a camisa. Ele colocou as mãos uma de cada lado da parede, me fazendo ficar presa. foi se aproximando lentamente e quando chegou perto do meu rosto, roçou o nariz na minha bochecha. Ele me olhou nos olhos e eu estremeci, meu coração bateu mais rápido. Ele passou o nariz no meu, me fazendo arrepiar. Quando seus lábios estavam a centímetros dos meus, gritou de novo.
- Vem, a gente vai se atrasar mais
- , às vezes é o maior estraga prazeres. - disse sem se afastar de mim.
- Va-vamos?- gaguejei nervosa. não disse nada, apenas me deu um beijo no canto da boca e se afastou colocando a camisa.
- Vem, vamos. - Ele fez um gesto para que eu passasse. Apenas afirmei com a cabeça e sai, sendo seguida por .
- Vamos? - perguntou, levantando do sofá. Afirmei com a cabeça.
- A vai na frente, o resto vai atrás. - entrou no carro e abriu a porta pra mim.
- puxa-saco. - Depois do comentário do , se virou e deu um peteleco na cabeça de , que estava sentado no banco atrás do meu.
- Ouch! Ai, cara, doeu. - fez uma cara de dor que me deu dó.
- Ai, . Não bate nele, tadinho. - Passei minha mão na cabeça de , que riu pra mim.
- Ah, não acredito nisso, . O já te infectou com o vírus dele? - me olhava sério.
- Que vírus? - Perguntei rindo.
- O vírus “Dó do ”. - falou sério, mas todo mundo caiu na risada.
- Ah, qual é, gente, ninguém tem compaixão por mim não? Eu fui agredido! - fez uma cara de ofendido e todos rimos.
- Tadinho do . - passava a mão na cabeça do amigo, fazendo voz de gay.
Todo mundo riu novamente. Fomos conversando, rindo e cantando até o estúdio. Chegamos lá, o Fletch estava no telefone e mandou a gente sentar no sofá e esperar. Logo depois, ele desligou o telefone e começou a falar.
- , confirma estas entrevistas e cancela esta, ok? - Fletch me entregou um papel com vários telefones e uma agenda com o nome McFly na capa. - Aqui está a agenda deles. Tem tudo aí, números importantes, endereços e os compromissos... Ah, amanhã eles vão tocar às 8:00 em uma festa de inauguração de um restaurante, preciso que você veja se os ternos deles estão prontos. Entendeu? - Afirmei com a cabeça. - Bom, é só isso. Sem atrasos, vejo vocês amanhã. Estão dispensados por hoje. - Fletch abriu a porta da sala, fazendo um gesto para nós sairmos.
- Bom, temos o fim da tarde e a noite para gente. - disse sorrindo.
- Vamos sair para beber alguma coisa? - perguntou, enquanto nós entrávamos no elevador.
- Vamos, sim... A vem com a gente? - sorriu.
- Ah, não sei, não. Tenho umas coisas pra fazer... confirmar as coisas que o Fletch pediu. - Disse, apontando pra agenda.
- Ah, que isso, . A gente bebe um pouquinho e depois você trabalha. - me olhou e sorriu.
- Melhor você confirmar aí as coisas e depois, às oito, a gente passa pra te pegar. Ainda é cedo. - sugeriu.
- Nossa, saiu uma idéia que presta da cabeça desse ser! Cuidado, vai chover canivete. - começou a zoar e fazer todos rirem.
- Ok, então. - Sorri.
Eles me deixaram em casa e depois prometeram que às oito da noite eles iriam passar para me pegar. Entrei, corri para o telefone e disquei um número bem conhecido.
- Alô?
- Alô. - Uma voz de homem me respondeu.
- Poow, obrigada mesmo, eu te amo. Esse é o melhor trabalho do mundo! - comecei a falar euforicamente, pulando com o celular na mão.
- De nada, pequena. Você merece muito mais que isso!
- Poow, tô com tanta saudade! Você está bem? - Falei, me acalmando e sentando no sofá.
- Estou bem e também com muita saudade de você. E como está com seu novo lar? Como está a vida em Londres?
- Ai, está tudo indo perfeitamente bem. Tô me acostumando, hoje foi o meu primeiro dia como assessora de uma banda, assim, perfeita. - Sorri, mesmo sabendo que ele não estava vendo.
- Que bom, minha querida... Já estou indo! - Ele gritou para alguém.
- Poow, vai lá. Eu estou te atrapalhando, né?
- Não, querida, mas eu vou ter que ir agora. Beijos, até mais. - Ele se despediu.
- Tchau, Poow, até mais. Te amo, beijos.
Logo depois, ele me deu mais um tchau e desligou. Fiz as ligações que tinha de fazer, tomei um banho, demorei em torno de 20 minutos debaixo do chuveiro. Sai do banheiro direto para o closet para procurar uma roupa. Depois de olhar, vestir, tirar, achei a combinação perfeita: vestido preto de alça um pouco acima do joelho, com um decote, digamos, bem generoso e um colar de estrela. Uma maquiagem um pouco escura nos olhos e na boca apenas um gloss, junto com uma sandália de salto. Deixei meu cabelo solto e joguei minha franja para o lado.


Capítulo 4
Buttons



- Wow, você está linda! - me olhou de cima para baixo.
-Linda demais! - fez o mesmo.
- Dude, perfeita. - repetiu o gesto dos amigos.
- Nossa...você está linda! - Os olhos de percorreram todo o meu corpo. Só não fiquei mais vermelha por ser um pouquinho morena.
- Você também não estão atrás, hein? - Sorri sem-graça.
- Vamos? - estendeu a mão para mim. Afirmei com a cabeça e peguei na mão dele.
Chegamos a um pub no centro de Londres, um lugar agitado com uma grande pista de dança tocava Lady Gaga, Paparazzi. já entrou dançando, sendo seguido por . Passou um loira com os seios grandes, muito grandes. , , e acompanharam com os olhos aquele par de seios ambulante. Nós achamos um mesa um pouco ao fundo e nos sentamos ali.
- O que vão beber? - O garçom perguntou.
- Whisky.- disse, se sentando.
- Eu quero o mesmo. - sorriu.
- Eu prefiro vodka...- me olhou. - E você, , o que vai beber?
- Ah, eu quero uma água. - Retribui o sorriso.
- Água? Você vem a um pub e quer água? - me olhou incrédulo.
- Eu, sei lá, não quero beber, depois eu fico... Enfim, não me dou bem com a bebida. - Sorri fraco.
- Ah, não, hoje vai beber pelo menos um copo de whisky! Amigo, são quatro whiskys e uma vodka. - Ele fez o pedido.
- Tá ok, mas só um copo. - Ele sorriu pra mim.
Não ficou só em um copo, acho que foi mais de 3 ou 4 só de whisky e uns 2 de vodka, já estava um pouco bêbada ou alegre, como vocês preferirem. Começou a tocar Ayo Technology, de Justin Timberlake e 50 Cent. Eu conhecia aquela letra muito bem e comecei a dançar ainda sentada, quando se levantou, me olhou e disse:
- Quer dançar? - estendeu a mão pra mim.
- Claro! - Me levantei e peguei a mão de . Ele foi me puxando até a pista de dança.

She she, she want it, I want to give it to her
(Ela ela - ela quer isso, eu quero dar isso pra ela)
he know that, it's right here for her
(Ela sabe que está bem aqui para ela)
I want to, see you break it down
(Eu quero ver você arrasar)
I'm ballin', throw'n money around
(Eu estou excitado, jogando dinheiro por aí)

Eu dançava um pouco mais lentamente que a música, segurava na minha cintura e eu vez ou outra apertava sua nuca.

She work it girl, she work the pole
(Ela consegue, ela se segura no poste)
She break it down, she take it low
(Ela arrasa, ela se abaixa)
She fine as hell, she about the dough
(Ela é boa demais, ela quer grana)
She doing her thing out on the floor
(Ela está fazendo o esquema dela no chão)
Her money money, she makin' makin'
(Ela está fazendo fazendo o dinheiro dinheiro dela)

Comecei a seguir a letra da música, me virei de costas para , que me segurava pela barriga e eu dançava, subia e descia, segurando na nuca de .

Look at the way she shakin' shakin'
(Olhe o jeito que ela rebola)
Make you want to touch it, make you want to taste it (Faz você querer tocá-la, faz você querer prová-la)
Have you lustin' for her, go crazy face it
(Te deixa a desejando, ficando louco, admita)
Now don't stop, get it, get it
(Agora não pare - pegue, pegue)
The way she shakin' make you want to hit it
(O jeito que ela rebola faz você querer possuí-la)

Comecei a rebolar de costas pra , que agora tinha a mão em minha cintura e ele apertava ela cada vez mais.

Think she double jointed from the way she splitted
(Acha que ela é muito flexível por causa do jeito que ela abriu as pernas)
Got you're head fucked up from the way she did it
(Mexeu com sua cabeça da forma que ela fez isso)
She's só much more than you're used to
(Ela é muito mais do que você está acostumado)
She know's just how to move to seduce you
(Ela sabe como se mover para te seduzir)


Encaixei uma perna entre as pernas de e comecei a dançar. parou a uma das mãos pouco mais abaixo do meu quadril e a outra ele apertava delicadamente minha cintura.

She gone do the right thing and touch the right spot
(Ela fará a coisa certa e vai tocar no lugar certo)
Dance in you're lap till you're ready to pop
(Dançará no seu colo até você estar pronto para explodir)

Para provocar mais , desci minha mão até a barra de sua camisa, colocando a minha mão dentro da mesma, sentindo ele contrair o abdômen. Sorri e desci minha mão até o começo de sua calça.

She always ready, when you want it she want it
(Ela está sempre pronta, quando você quiser, ela quer)
Like a nympho, the info, I show you where to meet her
(Como uma ninfomaníaca, a informação, eu te mostro onde encontrá-la)
On the late night, till daylight the club jumpin'
(Tarde da noite até o sol nascer, a boate bombando)
If you want a good time, she gone give you what you want
(Se você quer se divertir, ela vai te dar o que você quer).

Nesse momento, entrou no embalo e trouxe com você um copo de whisky misturado com outra bebida forte e entregou-a para , que bebeu dois goles e ficou meio tonto. me entregou o copo e eu terminei de esvaziá-lo. Comecei a dançar com os dois. O nível de álcool no meu sangue não me deixava pensar e eu também não queria. Confesso, estava alegrinho de mais, já não conseguia mais falar coisa com coisa, mas dançar ele sabia, ou pelo menos estava tentando. já se apoiava em mim e a cada movimento meu ele apertava mais minha cintura.

let me talk to ya
(Deixe-me falar com você)
Baby you're só new age, you like my new craze
(Garota, você é tão nova geração, você é tipo a minha nova loucura)
Let's get together maybe we can start a new phase
(Vamos ficar juntos, talvez nós possamos começar uma nova fase)
The smokes got the club all hazy, spotlights don't do you justice baby
(A fumaça deixou a boate escura, as luzes não te fazem justiça, garota)
Why don't you come over here, you got me saying
(Por que você não vem aqui? Você me deixou falando)

Na parte “Por que você não vem aqui?”, me puxou e eu fiquei no meio de suas pernas. riu e me puxou de volta.

Aayooh
I'm tired of using technology, I need you right in front of me
(estou cansado de usar tecnologia, eu preciso de você na minha frente)
Ooh, she wants it, uh uh, she wants it
(Oh, ela quer (sexo), uh uh. ela quer (sexo).)
Ooh, she wants it, uh uh (soo), I got to give it to her
(Oh, ela quer (sexo), uh uh (então), eu tenho que atendê-la)


me olhou com o olhar mais safado do mundo. me abraçou por trás e deitou a cabeça em meu ombro, ficamos assim até o fim da música. Começamos a dançar outra música e tinha sido levado pela loira que tava do nosso lado. Voltamos pra mesa onde encontramos uma morena sentada no colo de e nem sinal de .
- Me trás um copo da bebida mais forte que você tiver ai. - pediu para o garçom. Minha mão estava em cima da mesa.
- Deixou um noivo no Brasil? - Ele perguntou sem me olhar.
- Não, por quê?
- A aliança é o quê? - Ele olhou em meus olhos e eu ri alto..
- Qual a graça?
- , isso não é uma aliança, é apenas um anel que eu e as minhas melhores amigas temos na mesma mão e no mesmo dedo... Er, tipo um simbolo de amizade, sabe?
- Aah, entendi. - Ele sorriu sem graça.
- Obrigado. - agradeceu ao garçom.
- Já brincou de sim ou não? - Ele olhou para o copo.
- Não.
- Quer brincar? É assim, eu te pergunto alguma coisa e se sua resposta for sim, você dá dois goles na bebida. Se a resposta for não, um gole.
- Tá ok. - Já estava tão bêbada, que não iria fazer diferença um copo a mais ou a menos.
- Ok... Você já beijou um namorado de alguma amiga?
- Sim, mas eu estava meia inconsciente. - Afirmei e ele riu.
- Beba dois goles. - Ele me entregou o copo e eu bebi. - Sua vez.
- Hm, você já ficou com alguma fã?
- Hm... já. - Ele deu dois gole.
- Minha vez... Você já beijou mais de dois caras em uma festa só?
- Sim. - Fiz cara de santa e bebi dois goles.- Você já fico com mais de uma menina ao mesmo tempo?
- Não tive esse prazer ainda. - Ele riu e bebeu um gole. - Você é fã do McFly?
- Sou sim. - Ele riu e eu bebi mais de dois goles. - Você ficaria com a Beyoncé?
- Sei lá, acho que... não sei.
- “Não sei” não está incluso na brincadeira, vai ter que beber três goles.- Eu entreguei o copo.
- Ok. - Ele bebeu. - Você ficaria com seu ídolo?
- Hm... uhum. - Afirmei e bebi.
- Com um de nós quatro?
- Talvez...- Já estava meia desnorteada, não entendendo onde ele queria chegar.
- E qual de nós você prefere?
- Você. - Droga, falei demais. Maldita boca! E agora? - Er... sabe, né, você é um ótimo músico... - Mas antes que pudesse terminar a frase e tentar concertar a merda que eu tinha dito, senti uma mão de na minha nuca, me aproximando dele e seus lábios tocarem nos meus. Ele aprofundou o beijo, passou a língua delicadamente em meus lábios, pedindo passagem e eu abri a boca. colou a mão na minha cintura e eu passei meus braços por seu pescoço. Mordi levemente seu lábio inferior, fazendo ele soltar um gemido abafado.


Capítulo 5
No dia seguinte...



Escutei um barulho longe, baixo e aquilo foi aumentando cada vez mais, ficando mais real, até que abri os olhos senti um peso na minha cintura. Olhei para baixo vi uma mão, grande subi meu olhar até chegar no rosto que eu só conhecia há, praticamente, um dia.
Eu estava sentada no colo do , ainda o beijando, uma de suas mãos estava passeando pela minha cintura. Estava com minha mão em sua nuca e a outra em seu peito. Meu cérebro pedia por ar, mas eu não queria quebrar o beijo.
- AI, MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO NISSO! - Olhei para , ele estava só de boxer. O celular que estava tocando parou. Olhei de novo, incrédula pela cena que eu estava vendo: só de boxer, com a mão em cima da minha cintura. Eu, com meu vestido todo amassado e um pouco pra cima.
Ele, de repente, abriu os olhos.
- ? - Ele me olhou e deu quase um grito. Logo depois, ele percebeu que sua mão estava em minha cintura, a tirando rapidamente percebendo que estava só de boxer, o que fez ele cair da cama literalmente.
- você está bem? - Perguntei, olhando ele caído no chão.
- Aham, acho que tô. - se levantou e sentou na cama. Ele também se perguntava como eu tinha ido parar na casa dele e, pior, na cama dele, e como ele estava só de boxer na cama comigo.
- Caraca! - Dei um grito desesperado.
- Que foi? - me olhou com cara de assustado.
- Olha a hora! O Fletch vai me matar! - Comecei a calçar a minha sandália.
- Cara, verdade, as fotos. - saiu correndo para o banheiro. - Já volto em 2 segundos.
- Vou ligando pros meninos aqui. -L iguei para os meninos, pedindo para que os três fossem para a casa de . Todos concordaram, depois de um surto de arrependimento por beber tanto noite passada e estar com a maior ressaca. Um tempo depois, já estávamos na agência que eles iriam tirar as fotos. Chegamos 10 minutos atrasados, já que o teve uma crise com o próprio cabelo.
- Quem vai pagar a multa que eu tomei por ultrapassar o sinal vermelho? - olhou para o que ria da cara de cansado do .
- Ok, meninos, vocês vão tirar as fotos às 10:30, então têm 1 hora pra descansar.- Ah, tô com fome. - passou a mão na barriga.
- Cara, o é esfomeado, mas também estou com fome. - reclamou.- Fala sério, está todo mundo com fome. - me olhou.
- Ok, já que a culpa de vocês terem se atrasado e do ter levado um multa foi minha, eu vou comprar alguma coisa pra vocês. - Me levantei indo até a porta.
- , eu vou com você. - se levantou.
- Não precisa não, . Fica aí e dorme mais um pouco, que eu vou e volto rápido. - Pisquei pra ele. Corri ate a Starbucks mais próxima, comprei alguns Muffins e cafés.
- Cheguei! Aqui tem Muffins e aqui tem cafés. - Coloquei os pacotes em cima da mesa.
- Valeu, . - agradeceu. Depois de comer, eles foram fazer a sessão de fotos. O quarteto fazia caras e bocas e eu ria com tudo aquilo. Depois, eles responderam algumas perguntas.
- Cara, cansei. - se jogou no sofá.
- Dude! - se jogou em cima dele.
- Sai, cara tu está gordo. - empurrava o amigo, fazendo todos rirem.
- Que foi, , a noite de ontem de deixou assim? - olhava para com um olhar pervertido.
- A noite foi boa, né, ? Muito boa. - fez todos rirem, menos eu e .
-Ok, galera, chega, antes que o mate todos aqui. - olhou , que estava sem-graça de cabeça baixa.
- Bom, cara, quando a gente vai almoçar? - olhou para o relógio.
- Cara, tu é um saco sem fundo mesmo. Acabou de comer já está com fome de novo? - olhou incrédulo para .
- Acabei de comer nada, a gente comeu faz duas horas e vinte e cinco minutos.
- O cara está contando as horas pra comer! OMG, , você está ficando doido, o que é assim. está roubando o cargo do . - ria freneticamente com o comentário de .
- Bom já são 12:27, vocês podem ir almoçar. - Sorri pra eles.
- Vamos antes que o morra. - se levantou.
- , vem com a gente? - se pronunciou depois de muito tempo.
- Não sei, eu estou enchendo muito o saco de vocês. - Sorri sem-graça.
- Você acha que está enchendo o saco? Com todo o respeito, você está ficando doida! - chegou perto de mim e me abraçou de lado.
- Você é a nossa assessora e você é maravilhosa. - sorriu pra mim, apertando as minhas bochechas. Sorri sem-graça.
- Então, assessora linda e maravilhosa, vamos almoçar? Tô morrendo de fome. - se levantou.
- Ok, antes que o morra, eu vou. - Sorri sem-graça.
Fomos almoçar em um restaurante. não comia, devorava a comida. Eu estava ali no meio deles, rindo feliz. Meu sonho estava ali junto comigo. Sorri, observando a pequena guerra de comida entre e . Eu estava ali, eu realmente estava ali.


Capítulo 6


Os dias passaram rápido e a nova turnê deles estava se aproximando. Adivinhe onde eles passariam duas semanas fazendo shows! Se você pensou em Brasil, acertou! Sim, eu iria voltar para o Brasil em menos de um mês e, mais, levaria quatro gatênhos comigo. Depois do dia que eu acordei do lado do na cama, nós nunca mais ficamos a sós ou conversamos sobre o acontecido. Nas últimas duas semanas, eu tenho inventado desculpas para não sair com eles. Consegui evitar ao máximo até hoje.
- Vai, ! Vamos, por favor? - fez uma cara de coitadinho, juntando as mãos.
- Ai, , não faz essa cara de coitado, que me comove. - Eu disse rindo.
- , essa noite você vai com a gente sim. - me olhou sério. - Ou vai por bem, ou por mal! - se aproximou de mim e começou a fazer coceguinhas na minha cintura. - Diz que sim que eu paro.
- Ok, eu vou, eu vou. - Disse, me libertando dos braços do e arrumando o cabelo.
- Aê, , tu é foda, irmão. - pulou em cima do amigo.
- Ok, eu sei que eu sou foda, , mas não precisa me matar! - jogou no sofá.
- O que eu perdi? - e entraram na sala.
- Um acontecimento histórico. - disse se levantando. - conseguiu fazer a aceitar ir com a gente para a festa de hoje.
- Aêê, . - se jogou em cima do amigo, que caiu no sofá.
- Pára, , se vai machucar o . - Eu disse rindo e levantando o de cima de .
- Agora você defende o , ? - me olhou e sentou ao lado de .
- Tá com ciúme, ? - disse e sorriu sarcasticamente.
- Ci-ciúme? Eu? Da ? - gaguejou.
- Gaguejou, perdeu, ... Melhor nem tentar se explicar. - me olhou e sorriu.
- Ok, gente, vocês deixaram a sem graça e vermelhinha. - OMG, Vermelhinha? Eu estava vermelhinha. Ai, que vergonha.

’s POV:

Eu ainda não sei como, nem se rolou alguma coisa entre mim e naquela noite. Ela sempre está linda todos os dias da semana de manhã até à noite. estava me evitando e de certo modo, eu estava evitando ela também. Mas hoje, eu tentaria conversar com ela. Eu lembro um pouco do que aconteceu naquela noite e também o tanto que eu bebi.


Flashback On

estava linda dançado com .
- , você está na da , né? - me perguntou, olhando a abraçar .
- Pode falar, cara, eu sou um dos seus melhores amigos! Eu não vou contar para mais ninguém, se você falar que tá na dela... Também, com um corpo desse, um rosto perfeito, uma personalidade dessa, até eu caio de quatro por ela.
- Ok, , eu não sei, eu vi ela e hoje e tô assim. Sei lá o que aconteceu comigo, mas ela me encanta... Seu jeito de falar, de andar, até de respirar, eu acho lindo. - Tomei um gole da minha bebida.
- Cara, ou você está muito bêbado, ou se apaixonou pela ! - afirmou e se levantou, me deixando lá com cara de besta e pensando no que aquele ser tinha dito.
Flashback Off- , você tá bem? - me olhou e sorriu. Afirmei com a cabeça e retribuí o sorriso.
- Ok, então às nove a gente passa na sua casa pra te pegar. - abriu a porta para que a saísse.
- Ok, vou esperar. - disse, dando um beijo no rosto do .
Logo depois de deixarem a em casa, me deixaram na minha. Entrei e vi que eu precisava arrumar aquela sala.
- Meu Deus, eu preciso tomar um banho. - Subi as escadas me arrastando. Entrei no banheiro, joguei minhas roupas no canto e entrei embaixo do chuveiro. A água morna relaxava meus músculos. Fiquei ali uma meia hora pensando nos meus problemas e na . Nem vi o tempo passar, quando sai do banho, já eram oito e meia. Eu ia escolher uma rouba básica, mas lembrei da . Ela com certeza estaria linda. Então resolvi me vestir para matar. Camisa branca com listras preta, calça jeans preta, all-star branco e o cabelo meio bagunçado. Olhei no relógio, já eram quase nove. Desci, passei o meu perfume peguei a chave e saí. Em menos de dez minutos, já estava na frente da festa, esperando os meninos. Fiquei lá esperando mais de quinze minutos. Quando vi se aproximando com , meu coração foi a mil. Ela estava linda de vestido azul escuro até o meio das coxas, sandálias de salto pretas, cabelos soltos, franja para o lado e maquiagem leve. Ela estava perfeita, linda, gostosa... muito gostosa. Ok, hora de parar de sonhar e acordar, eles estão se aproximando.
- Hey, achei que vocês tivessem me esquecido! - me olhou e riu.
- Ah, a culpa não é minha. - levantou a mão como se estivesse se rendendo. - que trocou de vestido umas três vezes e ficou desfilando, perguntando se estava bom. - Ela desfilando, com vestidos curtos e longos na minha frente. Eu queria estar lá.
- Ah, tá, entendi. - Disse, me aproximando dela. - Oi, você está linda como sempre. - Dei-lhe um beijo na bochecha.
- Obrigada, desculpa pelo atraso. - Ela sorriu sem-graça. - Você também está deslumbrante.
- Hey, e . - Me aproximei e abracei os dois.
- Fala, . - sorriu e ficou olhando uma loira que passava.
- E aí, , tudo beleza? - perguntou.
- Tô bem... Vamos entrar? - Perguntei colocando as mãos no bolso.
Todos afirmaram com a cabeça. Sabe como é, VIP não pega fila. Tocava alguma coisa que eu não pude identificar.
- Ok, eu quero alguma bebida forte. - disse para o garçom.
- Também quero. - disse, se sentando.
- Eu quero o mesmo. - afirmou.
- Ok, vai ficar todo mundo bêbado de uma vez só. - ria com as caretas que fazia. - Eu quero...
- Ela quer o mesmo que os três aí, eu também. - Antes que ela pedisse água, pedi por ela.
- , eu ia pedir água. - Ela me olhou com uma cara de indignada. Viu? Ela ia pedir água, mas pra conversa que eu pretendo ter, água não vai ajudar.
- , você deveria parar com isso... Água deixa pra tomar em casa. - disse pra e piscou pra mim. Às vezes eu amo tanto ter amigos! Ok, isso foi muito gay, então não digam a ninguém que eu um dia disse isso.
- Ok, vou parar, , eu juro que vou tentar. - Ela beijou o os dedos em forma de juramento.
As bebidas chegaram e nós ficamos lá jogando conversa fora, até que uma loira chegou perto de mim e falou:
- Oi, gatinho, você não se moveu daí desde que chegou, então eu resolvi vir falar com você. - Ela mordeu o lábio inferior e se aproximou mais do meu ouvido, dizendo: - Quero aproveitar a noite inteirinha com você. - A loira me deu um beijo na orelha e me olhou.
- É... desculpe, mas hoje não dá. Que tal você aproveitar a noite inteirinha com meu amigo ? - Disse batendo nas costas de .
- Ah, tudo bem então. - Ela fez uma cara de coitada e olhou pra , que agora sorria que nem um besta. - Vamos dançar, lindo? - Ela pegou na mão de , que automaticamente se levantou e foi que nem um cachorrinho atrás dela.
- Nossa, , você dispensou aquele mulherão. - me olhava confuso.
- Sei lá, , não quero me envolver com essas garotas. - Abaixei a cabeça e senti dois pares de olhos em cima de mim: e .
- , eu estou surpreso com isso. - voltou a atenção pra mim. Antes, ele olhava quase engolindo a loira.
- Ok, chega de papo, vamos dançar? - perguntou, olhando pra .
- Vamos sim. - era brasileira e adorava dançar, e eu adorava o jeito de ela dançar. Eles chegaram até o começo da pista e começaram a dançar. rebolava e quase babava, sem tirar os olhos do quadril dela. , de repente, se virou pra onde eu estava e me chamou de um jeitinho sexy, que me deixo um pouco animado, vamos dizer. Eu não pensei nem duas vezes em me levantar e ir até eles. largou se aproximou de mim. Ela passou um braço em volta do meu pescoço e uma de suas mãos passou por meu peito. encaixou uma de suas pernas entre as minhas e começou a dançar. sumiu depois que um ruiva começou a dançar com ele.
- O sempre faz isso! Acha uma menina e some. - disse rindo, abraçando o meu pescoço com os dois braços.- Ah, o nunca vai mudar. - Apertei mais ela contra meu corpo fazendo-a ficar com o nariz colado no meu. Eu me aproximei mais dela e passei meu nariz em sua bochecha. Cheguei mais perto de sua boca e encostei nossos lábios, passando minha língua em seu lábio, pedindo para aprofundar o beijo. Ela abriu a boca dando-me passagem. Coloquei uma das minhas mãos em seu rosto e outra em sua cintura. Foi um beijo calmo, meu cérebro pedia por ar, mas eu não queria separar nossos lábios. Ela quebrou o beijo.
- , eu não... - Ela tentou falar, mas eu a interrompi.
- Shii... não fala nada, eu queria isso. - Coloquei um dedo nos lábios dela. Voltei a selar nossos lábios, puxei ela mais pra perto de mim, esquecendo qualquer distância entre nós. Puxei-a pela mão e a levei para a mesa de novo. Sentei e puxei ela fazendo-a sentar em meu colo. Ela se posicionou com uma perna de cada lado do meu quadril. Coloquei uma mão em sua coxa e a outra foi pra sua cintura, puxando-a para iniciar um beijo mais intenso. Ela passava as mãos em minhas costas. Desci minha mão para mais perto de sua bunda por dentro do vestido, fazendo ela soltar um gemido abafado. Apertei com um pouco de mais força a cintura dela. Ela se posicionou em cima do meu membro fazendo-me soltar um gemido abafado, passou sua mão por dentro da minha camisa, arranhando meu abdômen. Minha excitação estava evidente. Eu estava pronto pra pegar ela e sair dali, mas antes que eu pudesse falar, escutei uma voz conhecida.
- , você viu o Dou... - não conseguiu terminar de falar quando viu a levantar a cabeça e olhar para ele. - Desculpa por atrapalhar vocês. - Ele deu um sorriso safado e se afastou. se levantou rapidamente e disse:
- Não, , não precisa sair. - Ela sorriu sem-graça.
- Ok... desculpa por atrapalhar vocês. - voltou e se sentou ao lado dela. - você ficou bem animado, não seria melhor você esconder sua animação? - sorriu, olhando pra mim.
- Ah, desculpa. - Sorri envergonhado, tentado cobrir minha “animação” com a camisa. Às vezes ter amigos é tão... broxante.
- Bom, eu tenho que ir amanhã, a gente vai viajar, preciso descansar. - Ela disse se levantando e pegando a bolsa.
- Eu te levo. Aproveito e vou pra casa dormir, não é todo dia que vamos para o Brasil, certo? - Eu disse, e concordaram com a cabeça.
- Ok, , então vamos? , vem com a gente? - fez a pergunta, que em minha mente estava fora de cogitação. Olhei sério para antes de dele responder.
- Ah, , não vai dar. O aparece bêbado aí, daí eu tenho que levar o carro. - Ele sorriu e beijou a bochecha dela. - Boa noite, pequena, até amanhã. - Ele sorriu pra ela. - Boa noite, , e juízo!
- Sim, senhor. . - Bati continência e saí logo atrás de .Fomos o caminho todo sem trocar uma só palavra, um silencio desconfortante. Até pensei em falar algo, mas a imagem de sentada em meu colo não deixava. Chegamos e então eu resolvi falar.
- Ah... então amanhã a gente se vê no aeroporto? - Eu perguntei meio sem jeito.
- Uhum... Boa noite, . - Ela ia me dar um beijo na bochecha, mas eu virei o rosto fazendo-a me dar um selinho.
- Boa noite, . - Disse, ainda com os lábios encostados nos dela. saiu do carro em direção ao seu portão, antes de entrar ela olhou para o carro e sorriu.

Capítulo 7



’s POV:

Definitivamente, aquele beijo me deixou meio tonta. Dessa vez, nós não estávamos bêbados, não temos desculpas. Mas essa noite vai ficar na minha cabeça para o resto da vida. Bom, depois de tudo que aconteceu naquela festa, eu precisava de um banho para tentar relaxar. Entrei no quarto, tirei minha roupa, jogando-a em qualquer quanto e fui em direção ao banheiro para ligar o chuveiro e tomar uma banho. A água quente realmente me relaxava. Comecei a pensar nas coisas que aconteceram essas semanas, esse mês que eu estava em Londres e lembrei que no dia seguinte nós iríamos para o Brasil. Lembrei das minhas amigas, dos meus pais, do Poow... sorri sozinha. Depois de uns 30 minutos embaixo do chuveiro, eu saí. Adoro ficar embaixo da água. Saí do banheiro e fui para meu closet achar um pijama. Olhei tudo e vi uma coisa que me chamou muito atenção. A blusa que o tinha me emprestado no dia do acidente com o café, eu não tinha devolvido ainda. Me aproximei da blusa, peguei-a e fiquei olhando. Abracei e mesmo ela já ter sido lavada, ainda estava com o cheiro do . Ou era meu nariz.
Me troquei e fui arrumar minhas malas para a viagem. Desci, liguei o computador e enquanto eu esperava ele ligar, eu fui até a cozinha procurar alguma coisa pra beber.
- Cara, eu deveria ir ao mercado de vez em quando! - Afirmei, olhando a geladeira vazia.
Voltei pra sala, já que pra beber não tinha nada, além de água e leite. Vi que tinha vários e-mails. Não entendo, sério, depois que eu saí nos jornais e nas revistas com os meninos, eu fiquei meio que famosa e agora todo mundo quer que responda no twitter e tudo. Fico me sentindo com isso! Tenho fãs agora. Na minha caixa de e-mail, tinha um que eu caí da cadeira quando vi.
- ... Não creio nisso! , OH MY GOD. - Gritei, abrindo o email dela.

“Oi, . =D Tudo bom?? Sua safada, foi pra Londres e nem me levou. =[ RS. Saudade, viu! Me liga pra quando você vir aqui, a gente se ver! E aí, como estão as noites em Londres? Pegando muitos ingleses? Deixa uns pra mim, hein? rsrs
Beijão, se cuida hein, chuchu! Xxx,


Quase tive um infarto com aquele email. A , eu não via ela fazia mais de um ano! Ai, aquela doidinha me ajudava em tudo na escola, até com meus namorados e minhas lições. Respondi rápido a ela.

“Aaah, não acredito, , que saudade de você!! Tô bem sim e você? Vou ligar mesmo. Eu tô indo para o Brasil amanhã de manhã. Quero te ver! Não tô pegando ninguém =[ rsrs.
Beijão, se cuida você também! Xauu,

XxxX.”


Nem vi meus outros e-mails, saí correndo para o telefone e disquei o número da .
- Alô... - Escutei uma voz sonolenta do outro lado da linha. Sorri, mesmo sabendo que ela não estaria vendo.
- ? - Perguntei já sabendo a resposta.
- ?! - Ela gritou do outro lado. - Meu Deus, que saudade, menina!
- Ahh, , também estou com saudade de você! - Gritei de volta. Escutei alguém resmungar algo tipo “cala a boca, sua louca” e ela parou de gritar.
- , tudo bem? - Ela perguntou mais calma.
- Tô bem, e você? - Sorri.
- Tô ótima... ah, que saudade, menina! Quando vai vir aqui? - Ela perguntou ansiosa, pelo tom de voz.
- Ah, amanhã à tarde eu acho que eu estou aí. - Respondi, já sabendo que ela gritaria.
- Você está de brincadeira, né? Amanhã?! - Ela gritou, me fazendo soltar várias gargalhadas. - Aah, quero, preciso te ver!
- Você não sabe quem eu vou levar comigo? Tchan, tchan, tchan... - Fiz barulho de suspense.
- Pára, , fala antes que eu tenha um ataque do coração. Não quero morrer agora! - Ela falou e me fez rir.
- Vou levar para as fãs enlouquecidas quatro lindos garotos.
- Tá brincando, né? - Ela perguntou - ... dá pra você me explicar isso?
- Tô levando seu para o Brasil, chuchu... - Eu disse, fazendo cara de safada, ciente de que ela não estava vendo.
- Tá brincando, né? Você vai trazer meu ? - Ela perguntou, quase gritando.
- É, seu , meu , o e o . - Disse rindo.
- Me-meu Deus! Você vai trazer o McFly para o Brasil! - Pude sentir que ela sorriu, pois parou de falar. - Me... meu de.. Deus, vou morrer!- Calma, ser, amanhã eu estou aí e te apresento o . - Fiz voz de safada e ela riu.
- Ok, que horas seu vôo chega? Você vem pra São Paulo, né? - Ela perguntou.
- É sim, eu acho que às seis ou sete nós chegaremos. Agora eu preciso ir dormir, tenho um monte de fofoca pra te falar!
- Ok, eu também preciso dormir. Aqui já são três e meia da manhã você me acordou, mas eu estou tão feliz por isso, nunca pensei que ficaria feliz em ser acordada às três da madruga.
- Desculpa, amiga. Boa noite, até amanhã. - Disse, me sentando no sofá.
- Boa noite, até amanhã. - Ela soltou um bocejo. - Tchau, beijos.
- Tchau, beijos, até. - Desliguei o telefone e fui até o meu computador. Abri meu MSN e vi que estava falando comigo.

says:
Oie, você não falou que ia descansar??
says:
E você não ia descansar?
says:
Não consigo!
says:
Por quê?
says:
Aconteceram algumas coisas essa noite que eu não consigo esquecer.
says:
Aah, sei... é, eu vou dormir agora, sério, daqui a pouco a gente vai viajar. Boa noite, .
desligou-se.

Não esperei ele começar a falar daquilo logo ali por MSN. Subi e deitei, eu não ia conseguir dormir. Me enganei, em menos de dois minutos eu estava em um profundo sono.
Acordei com meu despertador gritando. Levantei, corri para o banheiro, saí rápido, me troquei e desci pra tomar café já mais calma. Josh iria comigo, eu precisava dele.
- , abre aqui. - Escutei a voz de Josh no portão e saí correndo pra abrir. - Bom dia, princesa. - Josh me beijou no rosto. “Princesa”... Josh tinha virado meu melhor amigo e usava “princesa, bebê, amor...”, todos esses apelidinho bobos. Depois de duas semanas eu fiquei sabendo que ele era gay.
- Oi, bom dia, meu bonequinho. - Disse, abraçando-o.
- Já está pronta? Já chamei o táxi. - Ele se sentou no sofá.
- Meu Deus, Josh, eu não tomei café ainda. - Fiz uma cara de dor.
- Você come no aeroporto. - Ele afirmou. - O táxi chegou, amor, vamos.
- Ok, vamos, me ajuda com as malas. - Disse, pegando uma mala de mão e mostrando as outras duas.
- Menina, você vai levar tudo isso? São só duas semanas. - Ele me deu um olhar indignado e eu fiz bico. - Ok, eu ajudo... Odeio quando você faz esses bicos, sempre me ganha, sua chata.
- Ai, por isso que eu te amo, meu bonequinho. - Eu ri, dando-lhe beijinhos no rosto.
Antes de chegar ao aeroporto, eu resolvi ligar para o só pra certificar que eles estavam prontos para ir.
- ? - Eu perguntei.
- Oi, . - respondeu.
- Vocês já estão prontos e indo para o aeroporto, não é? - Perguntei com um pouco de medo.
- Aeroporto? Que aeroporto? Pronto pra ir para onde ? - Ele perguntou e eu quase tive um ataque.
- Como que aeroporto?! , não faz isso comigo! - Gritei. Josh e o motorista me olharam.
apenas riu e falou:
- Calma, , estou só brincando! A gente já está no carro indo para o aeroporto. - Escutei alguém gritar um “Bom dia, princesa!”.
- está mandando bom dia. - disse e gritou: “Eu falei: “Bom dia, princesa!””. Eu ri.
- Ok, bom dia para vocês. A gente se vê lá, beijos. - Me despedi.
Chegamos ao aeroporto antes do esperado, pois, por incrível que pareça, não tinha trânsito. Josh pegou dois carrinhos. Em um, colocou minhas malas, e no o outro, as dele. Entramos no saguão do aeroporto e logo atrás de nós, pude ouvir quatro vozes conhecidas, uma delas bem conhecida. Olhei pra trás vi os quatro. e na frente, e logo atrás.
- Bom dia, meus bebês. - Cumprimentei, abraçando o .
- Bom dia, . - Recebi um bom dia em coro. Eu ri.
- Bom dia, meninos - Josh se pronunciou, sentando-se.
Ok, até agora só me deu um “Bom dia”. Eu sei, também estou me perguntando “Cadê o cara que estava me agarrando ontem?” Bom, não sei, eu também não ia chegar perto dele e falar: “Bom dia, amor, dormiu bem?”, vai que, sei lá, ele me ignora ou algo do tipo.
- Vamos lá fazer o check-in? - Perguntei. Todos confirmaram com a cabeça e fomos fazer o check-in. Depois disso, eles sentaram lá na cadeirinha e ficaram conversando. Eu fui em direção à uma livraria que tinha ali, mas logo vi uma bombonière. Entrei na bombonière, vi um monte de chocolate e corri pra mais perto. Ok, confesso, sou chocólatra sim.
Senti alguém me apertar forte pela cintura.
- Você não acha que está meio cedo pra comer chocolate? - Aquela voz era inconfundível. Era , sem sombra de dúvidas.
- Eu não comi nada, culpa do Josh! - Disse e senti um beijo em meu pescoço.
- E por isso você vai atacar os chocolates? - Ele perguntou me virando de frente pra ele.
- Vou sim, por quê? - Perguntei.
- Por nada. - Ele deu de ombros. Me virei pra frente de novo e vi um chocolate que eu amava, mas estava em cima. Fiquei nas pontas dos pés para pegá-lo e, por consequência, acabei ficando com minha bunda em um lugar que era meio perigoso.
- , não faz assim, se não minha animação vai voltar e a gente está no meio de um aeroporto! - Ele disse, apertando mais ainda minha cintura. E eu? Eu apenas ri.
- Posso resolver seu probleminha, . - Disse, colocando meu pés no chão e escutando um gemido baixo dele.
- Sério? - Ele perguntou.
- Não. - Eu ri e me virei para frente, olhando em seus olhos.
- Você é muito má, sabia? - Dei um risinhos debochado.
Peguei o chocolate, paguei e voltamos para onde os meninos estavam.
- Alguém quer chocolate? - Perguntei, mostrando a sacola.
- Eu quero. - se manifestou.
- Vai lá comprar, seu folgado, deixa o chocolate da minha bonequinha. - me abraçou por trás. Me virei e encarei com uma cara de espanto.
- puxa-saco. - fez bico.
- Ô, meu amor, tó o chocolate. - Me desgrudei do e sentei ao lado de , apertando as bochechas dele e entregando uma barrinha. me olhou e fez uma cara de interrogação, com os braços cruzados.
- Ô, meu amor, não fica assim, não. - fez voz de gay e abraçou , que empurrou o amigo.
- Chamada para o Vôo 698. Repetindo, última chamada para o Vôo 698.
- Vamos, nosso vôo! - Disse, me levantando e sorrindo pra todos.
Todos confirmaram com a cabeça. Me abaixei pra pegar minha bolsa e recebi uns fiu fius.- Seus tarados, parem de olhar pra bunda da ! - Josh disse, entrando na minha frente.
- Josh, Josh, Josh... o que é bom e bonito é para ser olhado. - disse e olhou indiscretamente pra mim, ou melhor, para minha bunda. Menino tarado!
- , não é você mesmo que fala que eu tenho que respeitar a e tá aí olhando pra bunda dela? - fez uma cara de indignação e todos riram.
- Ok, todo mundo pára de olhar para a minha bunda e vamos para o portão de embarque. Ou querem ficar aqui? - Perguntei, indo em direção à minha mala. Senti uma mão em minha cintura. Me virei e vi .
- Oi, linda... deixa que eu levo. - Ele disse e logo em seguida, me deu um selinho que me surpreendeu. pegou minha mala e saiu me puxando.
Entramos no avião, procurando pelas nossas poltronas. Eu e vimos e brigando pra ver quem iria ficar na janela.
- Aqui, achei a minha - se sentou. - Senta comigo?
- , minha poltrona é ao lado do . - Falei e ele abaixou a cabeça.
- Por favor, . - Ele fez bico.
- Com licença, essa é a minha poltrona. - Uma mulher, vamos dizer, não bonita se aproximou e se sentou onde eu iria sentar.
- Vou sentar. - Eu disse e ele me olhou.
- Eu quero ir com você! - Ele disse se levantando. - Vou pedir para o trocar comigo.
- Tá bom. - Eu disse, indo até a minha poltrona.
- , troca comigo? - perguntou.
- Você quer sentar aqui com a ? - Ele perguntou e me olhou.
- Não, , eu quero sentar aqui com o Darth Vader! - olhou feio pra ele. - Por favor, . olhou para a poltrona do .
- Ah, cara, eu prefiro ir com a . - disse, olhando a mulher
.- , vai... , anda, cara. - disse, jogando a mochila em cima do amigo.
- Ok, cara, já vou. - se levantou e viu uma loira linda chegando perto da outra mulher, falando algo como “essa poltrona é minha” e outra se levantar e sair. - Me dei bem, cara, muito bem. - fez uma casa de safado e foi.
- Consegui. - disse, se jogando na poltrona. A aeromoça pediu que nós apertássemos os cintos. Quando o avião começou a decolar, senti uma mão tocar a minha olhei em direção a ela, vendo que tinha seus dedos entrelaçados aos meus, me fazendo um carinho gostosos ali. Sorri e ele retribuiu.
Eu acho que eu dormi um pouco, porque quando eu acordei, estava deitada no colo do . Levantei o rosto e vi um sorriso lindo que qualquer menina se derreteria.
- Oi, linda. - disse, fazendo carinho no meu rosto. Sentei-me direito na poltrona e sorri para , que retribuiu. Uma de suas mãos tocou a minha bochecha carinhosamente, me fazendo instantaneamente fechar os olhos, enquanto aproveitava aquele momento. Senti a respiração de bater no meu rosto, seguido de seus lábios, que tocaram os meus num selinho inocente. pediu passagem e eu logo concedi, e um beijo calmo, porém cheio de sentimentos começou.
Quebrei o beijo, precisávamos de ar. Ele encostou a testa na minha e sorriu ainda de olhos fechados. entrelaçou nossos dedos mais um vez e se deitou no meu colo, fechando os olhos e colocando minha mão em seus cabelos. Sorri e comecei a fazer carinho.
- Chegamos. - Josh me deu beijo no rosto pra me acordar. Eu dormi de novo e o também.
- , acorda... - Disse, fazendo carinho no rosto dele.
- Hum... já chegamos? - Ele disse com uma voz de sono, que me deu um vontade louca de apertar, beijar e mordê-lo.
- Já sim, os meninos já desceram. Estão esperando a gente, vamos? - Disse, dando-lhe um beijinho no rosto. Ele afirmou com a cabeça e levantou, pegando a sua mochila e minha bolsa.
- Vem. - Ele me pegou pela mão sorrindo.
Depois de descer do avião, fomos pegar nossas bagagens e adivinhe só! Estava lá mais de duzentas fãs loucas gritando.
- Oh, my Gosh, como a gente vai passar? - me olhou. Me soltei de e fiquei de frente para os quatro.
- Ok, a gente pega as bagagens e vamos pedir para os seguranças fazerem uma barreira ali. Calma. - Chamei os seguranças que me atenderam e fizeram a barreira.
- Vamos. - saiu me puxando e eu saí puxando o . As meninas gritavam enlouquecidas. Conseguimos chegar na van com um pouco de dificuldade.
- Nossa, isso é sempre assim? - Perguntei, já sabendo a resposta e recebendo risos da minha cara de cansada.
- Você se acostuma, . - disse rindo.
estava sentado ao meu lado, com uma mão em minha coxa, e a outra brincando com meus dedos. Na rádio, começou a tocar Cine - Garota radical e começou a batuca no ritmo da música e eu comecei a cantar animada.
- O simples torna ela de mais... - Todo mundo olhou pra mim, até o , que estava ao meu lado. Eu apenas continuei.
- Tento entender porque ainda ligo pra você... - Todo mundo continuou olhando pra mim. - Que foi, gente?
- , sua voz é linda. - me olhou sorrindo.- Cara, você tem um dom artístico, vamos tirar o e por você para cantar! - disse, me olhando.
- Que isso, gente – Ri sem graça.
- Tem mais algum dote artístico que nós não conhecemos? - sorriu.
- Ixi, quando eu levar vocês em casa, verão. - Eu disse, rindo.
Chegamos ao Hotel, pegamos as chaves dos quartos e subimos.
- Bom, está com , está com . E eu estou aqui nesse, e Josh tá nesse dali – Disse, apontando para o quarto do lado do meu.
- Cara, essa vista é linda... , corre aqui - me gritou.
- Oi.. ah estou olhando. O parque do Ibirapuera? - Perguntei, chegando perto dele. - Lindo, né?- Não mais lindo que você. - Ele afirmou e passou o dedo no meu rosto delicadamente, me fazendo fechar os olhos.
- Hey, ... Desculpa aí de novo. - disse, coçando a cabeça.
- Tudo bem, , eu já estava saindo... tenho que ver algumas coisa ainda. - Falei, indo em direção à porta, mas senti uma mão me puxar.
- E meu beijo? - fez bico. Dei um beijo na bochecha e ia saindo, mas ele me puxou de novo, selando nossos lábios.
- Isso é um beijo. - disse apertando a minha cintura.
- Ok, , não quero ver vocês se engolindo. - disse tampando os olhos com a mão.
- Pára de ser bobo, . - Eu disse, passando e dando um beijo na bochecha dele.
Entrei no meu quarto, me joguei na cama e fechei meus olhos. Alguns minutos depois, senti um lado da cama afundar e um mão percorrer toda a extensão das minhas costas. Abri os olhos devagar e vi com um sorriso bobo no rosto.
- Oi, linda. - Ele disse, me dando um selinho.
- Você não se cansa de me chamar de linda? - Perguntei depois de desgrudar nossos lábios.
- Não... minha linda. - Ele disse, selando seus lábios nos meus. Começamos um beijo mais quente. me puxou fazendo-me ficar em cima dele, passando as mãos em minhas coxas. Ele subiu minha camiseta e jogou em algum canto do quarto. desceu sua mão até o botão da minha calça e parou a mão em minha bunda. Tirei a camisa dele, passando as minhas mãos em seu peito nu. Ele desceu os beijos para o meu pescoço, ainda com uma das mãos em minha bunda e a outra na minha cintura. me virou, ficando por cima e quando ia tirar a minha calça, meu celular começou a tocar.
- , meu celular. - Tentei sair debaixo dele.
- Deixa tocar. - Ele disse, apertando a minha coxa.
- Espera, , meu celular. - Consegui pegar o celular. - Alô... Poow, que saudade... tô sim, e você? Agora? Tá bom, já estou indo... Tá bom... posso levar mais alguém? Ok, já estou chegando. - Respondi em Português e não parou de me agarrar.
- Quem era? - Ele perguntou me olhando. - Tava falando em Português?
- Aham, era o meu padrinho e meu pai. Eles querem me ver. - Fiz bico.
- Ah, não acredito! Você vai sair e me deixar assim? - Ele olhou pra baixo e eu ri. Fiz manha.
- Então vem comigo. - Eu sorri pra ele.
- Tá bom, eu vou com você, mas não se mexe, se não vai piorar a situação.
- Tá. - Tentei me mexer um pouco e ele soltou um gemido abafado.
- Não se mexe! - Ele disse um pouco sério e nós rimos. Ficamos lá alguns minutos, então eu coloquei minha blusa de novo.
- Vamos chamar os meninos? - Perguntei, olhando ele colocar a camisa.
- Se você quiser... - Ele deu de ombros. Saímos do quarto.
- ? - Perguntei, colocando minha cabeça dentro do quarto.
- Oi, , entra. - Ele disse sentado na cama. Eu entrei e me seguiu.
- Bom, eu sei que você está cansado e tudo, mas quer ir comigo e o lá na minha casa? Quer dizer, na casa da minha mãe. - Perguntei sorrindo.
- O que vai ter de bom lá? Tô brincando. Ah, eu vou, não estou cansado, não. Eu ia chamar vocês pra dar um olha pelo hotel. - Disse ele, tirando a camisa.
- Ok, eu vou ver se os outros também querem ir. - Falei, dando um beijo no rosto de .
- , , vocês querem ir com a gente lá na casa da minha mãe? - Perguntei, olhando sair do banheiro.
- Vamos sim. - sorriu pra mim. Como sempre, a frente do Hotel estava lotada de fãs, então saímos pelo portão de trás. Fomos de carro até a casa da minha mãe.
- Vem, gente. - Saí do carro em direção à porta. Abri a porta e me deparei com a minha família.
- Aaah, ! - Minha prima gritou e me abraçou.
- Paaai! -Saí correndo e pulei em cima dele.
- Oi, filha, estou vendo que está com saudades, né? - Todos rimos.
- Maaanhê! - Abracei forte a minha mãe.
- Minha pequena. - Ela fez carinho na minha cabeça.
- Poow! - Gritei e abracei ele.
- Minha pequena... que saudade! - Ele disse, me dando um beijo na bochecha.
- Doloreees! - Corri e abracei a empregada, que já era parte de família.
- Oi, . - Ela me abraçou forte.
- Ô, , você não esqueceu nada lá fora, não? - Minha prima perguntou, olhando pra porta.
- Ah é, meus amigos, espera aí. - Saí correndo em direção à porta, encontrando quatros meninos sorridentes.
- Ficou animada, não é? - disse, me puxando e me abraçando.
- Fiquei, desculpa por esquecer vocês aqui fora. - Disse, fazendo carinho no baço do .
- Você é muito má, , deixou a gente aqui no frio e na chuva. - fez cara de ofendido.
- , nem está chovendo, muito menos fazendo frio. - fez cara de dúvida e eu ri.
- Ô, coitadinho do . - Disse, me soltando dos braços de e abraçando .
- Se for pra ganhar carinho, também faço drama! - afirmou, fazendo todos rirem.
- Vem cá, também. - Fiz voz de manha e chamei o . Ele me abraçou.
- Um super abraço! - se juntou à gente.
- Mega abraço! - nos abraçou também.
- Cara, isso é muito gay... a gente aqui, se abraçando na frente da casa da . - disse.
- , não estraga o momento família, não. - falou.
- Vamos esmagar a ? - perguntou rindo deliciosamente.
- Não, gente, não. - Eu tentei falar, mas ele começaram a me apertar. - Aaah, vocês vão me matar.
- Não vamos, não. Só vamos te esmagar. - disse, me apertando mais.
- O que vocês querem para me lagar? - Perguntei, tentando me soltar dos braços de .
- Hum... Fala que ama a gente. - disse rindo.
- Ok, eu amo vocês, amo muito vocês. - Disse, tentando não rir.
- Diz também que é o seu melhor trabalho. - gritou.
- Ok, é o meu melhor trabalho. - Eu disse rindo.
- Fala também que eu sou o mais lindo da banda. - disse.
- é o mais lindo da banda. - Eu ri logo depois de falar.
- Não, o não é o mais lindo da banda, eu que sou. - me cutucou.
- Ok, todos aqui são lindos! - Afirmei, tentado sair do bolo.
- Agora melhorou. - falou. Escutei alguns risos e logo senti o ar de novo.
- Vem, vamos entrar... - Disse puxando a mão de .
Entrei, sendo seguida por quatro lindos garotos sorridentes.
- Pai, Mãe, Poow, enfim, todo mundo, estes aqui são , , e e eu trabalho pra eles. - Sorri, abraçando e .
- Ele fala inglês, ? - perguntou em meu ouvido.
- Falo sim... , né? - Meu pai chegou perto dele e estendeu a mão pra ele.
- Sim... Tudo bom? - pegou a mão dele e apertou.
- Tudo sim. - Meu pai sorriu e logo depois cumprimentou e .
- Vocês querem água, café, suco? - Perguntei para eles.
- Não, obrigado. - disse sorrindo pra mim.
- Eu também não, obrigado. - agradeceu.
- Eu também não quero, não, obrigado, . - repetiu as palavras dos amigos.
- Eu quero. - sorriu.
- Vamos lá que eu pego pra você. - Peguei na mão de e saí puxando.
- Quer água? Suco, tem refrigerante também. - Perguntei, olhando a geladeira.
- Eu quero água. - Ele se aproximou de mim me abraçando por trás. Abaixei pra pegar a garrafa e segurou minha cintura.
- ... pára. - Disse, me referindo aos beijos que ele estava dando em meu pescoço.
- ! - Escutei alguém me gritar e se afastou rapidamente de mim.
- Vamos para lá? - Perguntei, fechando a porta da geladeira. Ele confirmou com a cabeça.
Voltamos pra sala, eles conversavam sobre as músicas do McFly.
- E aí, querem ver meu quarto? - Perguntei, olhando para .
Todos afirmaram com a cabeça.

’s POV:

Ela subia as escadas lentamente, ou era a minha visão, ainda não sei. Chegamos em um corredor grande e bonito. Ela parou em frente à uma porta que tinha uma caveira preta.
- Aqui é o meu quarto. - Ela disse, abrindo a porta. Que quarto era aquele? Todo cheio de pôsteres, vários corações pintados na parede. Uma enorme cama, atrás da mesma uma guitarra pintada na parede.
- E aí, o que acharam do meu quarto? - Ela perguntou, se jogando na cama.
- Pô, , é lindo... sério, essa guitarra aí é linda. - disse, se jogando ao lado dela.
- Perfeita... de quem é esse violão? - Eu perguntei, pegando o violão que tinha perto do banheiro.
- Ah, esse aí é meu - se aproximou de mim.
- Você sabe tocar? - Perguntei, olhando atentamente os detalhes do violão.
- Sei sim. - Ela respondeu e pegou o violão da minha mão.
- Toca pra nós vermos? - perguntou.
- Claro... mas vou chamar uma amiga também. - Ela falou e pegou o celular. - Alô... ...Tô em casa, vem pra cá! Ok, vou esperar... tchau. - Ela desligou e me olhou. - Minha amiga está vindo.- O que a gente vai fazer até ela chegar? - Perguntei.
- Sei lá, vamos brincar de alguma coisa?? - perguntou, com um certo tom de malicia na voz.
- Opa, vamos, mas de que? - perguntou interessado.
- Verdade ou desafio, seu tarado. - respondeu rindo.
Nós ficamos lá brincado, até que alguém bateu na porta. levantou e saiu correndo.
- ! - Ela gritou.
- ! - A amiga dela gritou de volta. Nós começamos a rir das duas.
- Meu Deus, você trouxe o McLFY inteiro para o seu quarto? - A amiga dela gritou quando viu a gente.
- , sem escândalos. - pôs a mão na boca da amiga, fazendo todos rirem. - Chamei você aqui pra gente tocar para eles, o que você acha?
- Só pra trocar pra eles? Não está com saudade de mim não? - fez uma cara de ofendida. se jogou em cima da amiga, dando beijinhos no rosto da mesma.
- Vejo que você estava com saudade de mim mesmo, ! Pára de me babar! - disse rindo.
- Vamos tocar? - perguntou, indo em direção à uma porta que tinha ali. Ela voltou de lá com mais um violão.
- O quê? Você tem ali uma fábrica? - Perguntei, olhando ela entregar um violão para a amiga. riu e pegou o outro violão, sentando-se na cadeira de frente pra mim.
- Vamos tocar I Gotta Fid You, ok? - Ela perguntou, olhando pra amiga. apenas confirmou com a cabeça e elas começarão.

Everytime I think I'm closer to the heart
(Toda vez que eu acho que estou perto do coração)
Of what it means to know just who I am
(O que significa saber quem eu sou)
I think I've finally found a better place to start
(Eu acho que finalmente encontrei um lugar para começar)
But no one ever seems to understand
(Mas ninguém nunca parece entender)

Ela começou a tocar e cantar e vez ou outra, olhava pra mim. Eu sorri que nem um babaca olhando-a.

I need to try to get to where you are
(Eu preciso tentar chegar onde você está)
Could it be you're not that far
(Você pode estar não tão longe)

Dessa vez ela parou e só olhava pra mim, sorrindo e cantando.

You're the voice I hear inside my head
(Você é a voz que eu escuto na minha cabeça)
The reason that I'm singing
(A razão pra de eu estar cantando)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
You're the missing piece I need
(Você é a peça perdida que eu preciso)
The song inside of me
(A musica dentro de mim)
I need to find you
(E preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
Oh yeah, yeah, yeah.

e cantavam alegremente, sorrindo uma pra outra.

You're the remedy I'm searching hard to find
(Você é o remédio que eu estou procurando difícil de encontrar)
To fix the puzzle that I see inside
(Para resolver o quebra - cabeça que eu vejo por dentro)
Painting all my dreams, the color of your smile
(Pintando todos os meus sonhos, a cor do seu sorriso)
When I find you it will be alright
(Quando eu te encontrar estará tudo bem)

Agora eu sorri para ela e ela para mim sem desgrudar os olhos.
Eu preciso tentar chegar onde você está
(I need to try to get to where you are)
Você pode estar não tão longe
(Could it be you're not that far)
You're the voice I hear inside my head
(Você é a voz que eu escuto na minha cabeça)
The reason that I'm singing
(A razão pra de eu estar cantando)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
You're the missing piece I need
(Você é a peça perdida que eu preciso)
The song inside of me
(A musica dentro de mim)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)

Eu levantei e sentei mais perto dela. Ela fechou os olhos e continuou a cantar sorrindo.

Being feeling lost, can't find the words to say
(Estou me sentindo perdido, não encontro palavras pra dizer)
Spending all my time, stuck in yesterday
(Gastando todo meu tempo, ficou preso ontem)
Where you are is where I wanna be
(Onde você está é onde eu quero estar)
Oh, next to you
(Oh, perto de você)
You next to me
(Você perto de mim)
Oh, I need to find you
(Oh, Eu preciso te encontrar)
Yeah
No refrão, todos já sabíamos a letra da música, então cantamos juntos. Elas terminaram de cantar e nós as aplaudimos euforicamente, até assovio do elas ganharam. pediu o violão para a e ela o entregou. começou a dedilhar Do Ya e eu pedi o outro violão e comecei a cantar junto com ele. Nós ficamos lá cantando e depois eu entreguei o violão para o , que queria tentar tocar, e fui ficar com a . A abracei de lado e ela se virou de frente pra mim. Fiquei encarando seus lindos olhos . Passei os dedos delicadamente em sua bochecha e ela fechou os olhos, eu me aproximei, encostando nossos lábios. Começando um beijo calmo, porém intenso.

Capítulo 8
’s POV:

Voltamos para o hotel não muito tarde, já que a teve que ir resolver alguns problemas com sua família.
- Gente, eu não sei vocês, mas eu não estou com sono. - disse logo depois de sentar na cama. Na minha cama! Ok, , , e mais estavam sentados na minha cama.
- Também não. - , que estava sentado, se levantou e foi pra perto da janela.
- Somos três caras sem sono. - afirmou, deitando na cama.
- Vocês são folgados mesmo né? - falou, se levantando e se aproximando de mim. - Vocês entraram no quarto da e agora estão deitados na cama dela? - Ele fez uma cara séria e todos nós rimos.- Bom, gente, amanhã vocês têm uma entrevista às dez, então vamos dormir ou pelo menos descansar? - Eu disse, me sentando ao lado de e .
- Ok, vamos que depois de amanhã a gente vai começar a fazer shows. - disse se levantando.
- Dar autógrafos. - completou.
- E o quer ficar sozinho com ... - deu um sorrisinho malicioso.
- . - Dei um soquinho no braço do mesmo.
- Ok, desculpa, mas é sério agora tá me batendo uma preguiça... - disse se espreguiçando. - Boa noite, pequena. - Ele me deu um beijo na bochecha e foi em direção a porta. - Vocês não vem? - Ele se referiu os três seres que ainda estavam sentados na minha cama.
- Vamos sim. – se levantou seguido por . - E você, , não vem? - perguntou, indo em direção à porta.
- Vou sim, mas depois. - Ele sorriu pra mim.
- Ok. Então boa noite, ... e juízo, . - disse, saindo do quarto seguido por e .
- Animada aquela sua amiga a script>document.write(Laii), né? - perguntou, se aproximando de mim.
- É sim. - Respondi sorrindo e lembrando da reação dela quando viu eles lé. me abraçou e começou a beijar o meu pescoço. Sua mão desceu pra minha perna, fazendo-a ficar em seu quadril. Ele encostou nossos lábios, iniciando um beijo calmo, porém intenso. Eu subi a camisa dele, jogando-a em algum lugar do quarto. Quando separou o beijo pra tirar a minha camisa, alguém bateu na porta.
- , eu queria saber... - Josh não conseguiu terminar quando me viu naquela situação com . - , desculpa. - Ele analisou o de cima a baixo.- Tá tudo bem, Josh, o que você estava falando? - Eu disse, me libertando dos braços de , que ficou atrás de mim. Ele estava, vamos dizer, que nem o falou, meio que animado, se é que me entendem.
- Ah, , eu só queria saber se está tudo certo pra entrevista amanhã às dez. - Ele perguntou um pouco sem graça.
- Tá sim. -Sorri.
- Ok, então, agora eu vou indo... Desculpa de novo. Boa noite, casal. - Ele sorriu e saiu. Fui em direção a porta, trancado-a e voltando pra cama, onde estava sentado agora.
- Então, onde estávamos? - Perguntei, me sentando em seu colo.
- Acho que a gente estava fazendo isso. – Ele começou a beijar o meu pescoço. Ele subiu minha blusa, olhando fixamente para meu sutiã roxo.
- Nossa, não sabia que você tinha uma tattoo. - Ele disse, passando a mão na tatuagem: uma estrela pintada perto do quadril. - Tem mais alguma? - Ele perguntou me olhando.
- Quem sabe? - Sorri pra ele, que ergueu as sobrancelhas. Ele retribuiu o sorriso e voltou a me beijar, agora mais intenso que antes. Ele se deitou por cima de mim, beijando meu pescoço e passando as mãos em minhas coxas e cintura. Virei-o, ficando por cima. desceu a mão pra minha bunda. Comecei a beijar seu peito. Ele tentou ficar por cima de mim de novo, mas quando ele rolou, nós estávamos na beira da cama. Caímos no chão com ele por cima de mim. O seu peso em cima de mim me fez soltar um gemido de dor.
- , te machuquei. - Ele saiu de cima de, mim sentando-se e me puxando junto e eu comecei a rir. - , pára, você está bem? Eu te machuquei? - fez um cara de desesperado.
- Calma, .-Tentei me levantar, mas senti uma pontada na perna e sentei de novo, rindo mais ainda.
- Te machuquei sim, me desculpa. - Ele me olhava com uma cara de pânico. E eu? Eu só ria. - Pára de rir, , tá doida... Onde está doendo? - Ele perguntou, passando a mão na minha perna.
- Calma, homem, não tá doendo nada e você não me machucou. - Disse, me levantando.
- E por que fez aquela careta e quando foi tentar levantar não conseguiu? - Ele me olhava assustado.
- Acho que eu bati a perna no chão com força. - Disse, me sentando na cama.
- Hoje o dia não tá bom pra gente, não. - Ele afirmou e se sentou ao meu lado na cama. - Posso dormir aqui? - Ele perguntou com uma cara de cachorro que caiu da mudança.
- Pode. - Eu respondi sorrindo. Ele se aproximou de mim me dando um beijo e deitou na cama, me puxando para me alinhar em seu peito.
- Tá calor aqui, não precisa de cobertor. - Ele afirmou, fazendo carinho na minha cabeça.
- Boa noite, . - Ele disse, me dando um selinho.
- Boa noite, . - Sorri pra ele e logo adormeci.

Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto. Me mexi incomoda, se mexeu junto e abriu os olhos.
- Oi, minha linda. - Ele disse sorrindo pra mim.
- Oi. - Retribui. Me virei pra mesa e peguei meu celular e vi a hora. - Não acredito! Oito da manhã? Tá de madrugada ainda. - Afirmei e ele riu.
- Volta a dormir, princesa... ou quer fazer outra coisa? - Disse ele sorrindo maliciosamente.
Sorri e deitei em cima dele.
- Quero fazer a outra coisa! - Disse, me sentando em cima da barriga dele.
- Opa, vamos lá. - Ele esfregou as mãos e sorriu.
- Isso, vamos lá. - Disse, me levantando. - Quero dar uma volta na piscina. - Fui em direção ao banheiro rindo.
- , você é mal mesmo, menina. - falou, jogando um travesseiro em mim.
- Vamos, seu bobo, uma voltinha só! - Fiz bico.
- Ah, não sei, , tá cedo demais... Como diz você, tá de madrugada e eu tô com uma preguiça imensa. - Ele se espreguiçou.
- Tá bom, então eu vou sozinha. - Virei as costas e entrei no banheiro. Saí de lá com um short preto e uma regata roxa. Cabelo amarrado, uma maquiagem leve. Afinal, estamos no Brasil.
- ? - Perguntei ao chegar no quarto e não ver mais ele. Não obtive resposta, fui até o banheiro de novo só para checar meu cabelo. Quando eu volto, lá está o ser de novo!! OMG, como ele surge e desaparece assim? - Ué, pensei que tinha ido embora.
- Não, eu só fui ver o que o Josh queria e aproveitei pra trocar de roupa. - Ele disse, se jogando na cama.
- E o que ele queria? - Perguntei, sentando ao seu lado.
- Saber se você já tinha acordado e falou também alguma coisa de café da manhã e festa à noite. - Ele disse com cara de pensativo. - Eu acho que é isso. - Ele balançou a cabeça positivamente.
- Ah sei, o café e vai ter festa onde? - Perguntei, me deitando do lado de .
- Sei não, depois você pergunta pra ele. - se aproximou de mim e selou nossos lábios.
- Ô, casal, vocês não vão tomar café não? - gritou do outro lado da porta. - A gente já tá descendo!
- Tá, , a gente já vai, esperaí. - Respondi, dando um selinho em .
- Cara, o tá ficando cada vez mais chato. - colocou as mãos no rosto.
- Vem, vamos tomar café. - Disse estendendo a mão pra ele.
- O que eu ganho com isso? - Ele disse, erguendo a sobrancelha.
- Ué, você fica bem alimentado e feliz. - Sorri pra ele.
- Só você mesmo! - Ele pegou minha mão e se levantou.
Descemos pra tomar café.
- Vocês vão passar mal! - Exclamei ao ver o prato dos quatro.
- Cara, vou me mudar pro Brasil... Aqui vocês comem bem mesmo. - disse, pegando um copo de suco.
- Ok, bolo de chocolate é oficialmente o meu preferido. - Dougie disse colocando um pedaço do bolo na boca.
- Não, Dougie, esse aqui é melhor. - disse, apontando para um bolo que, aparentemente, era de morango.
Sentamos na mesa pra comer. Peguei apenas um pedaço de bolo de chocolate e um copo de café.
- Ah, nossa, agora que lembrei. Como ficou a sua camiseta depois do banho de café que o te deu? - perguntou, olhando pro café em minha mão.
- Nossa, , isso é velho, hein?! - Eu disse rindo e bebendo um gole do meu café. - Bom, ela ficou manchada, daí como ela era branca, eu joguei fora, não tinha mais jeito mesmo. - Dei de ombros. - Eu ainda estou com sua blusa, . - Sorri sem graça ao lembrar da cena na cafeteria.
- Verdade, esses dias estava sentindo falta dela. - Ele sorriu pra mim.
- Quando a gente voltar, eu te devolvo. - Retribui o sorriso.
Tomamos o café e depois fomos pra piscina.
- Aah, que lindo, me lembra o Bob. - Sorri, olhando pro cachorrinho no colo de uma menininha e de um homem alto. E me olhou.
- Quem é Bob? - perguntou, me olhando de lado.
- O amor da minha vida. - Disse, segurando o riso.
- Co-como assim o amor da sua vida? - parou e olhou nos olhos e eu segurei o riso mais uma vez. - Você falou que essa aliança não significava nada. - Ele pegou minha mão.
- E não significa nada mesmo. - Eu disse tirando minhas mãos das dele. , , e Josh, que vinha logo atrás, pararam e ficaram nos olhando.
- Ah não? E o "amor da sua vida" não tem a ver com isso? - Ele falou um pouco mais sério e me fez rir. - Você ri? Cadê o palhaço? - Ele se mexeu olhando pra trás e pra frente.
- Tá aqui. - Apontei pra ele. - , você ao menos nem deixou eu dizer quem era o Bob e já tá aí com crise. - Disse olhando sério pra ele.
- Precisa de explicação quando alguém fala "Bobo, o amor da minha vida"? - Ele disse num tom meio debochado.
- Ok, , não é Bobo, e sim Bob. E so pra você saber, ele é o meu C-A-C-H-O-R-R-O. - Soletrei pra ele. - Um animal de quatro patas. - Me aproximei do ouvido dele. - Meu cachorro, nada mais, não precisa ter uma grise de ciúmes. - Me afastei para olhar em seus olhos e ele estava com uma sobrancelha arqueada.
- Ah tá, um cachorro. - Ele disse sorrindo sem graça.
Meu celular começou a tocar.
- Alô? - Falei.
- ? - Uma voz masculina perguntou do outro lado da linha.
- Sim. - Respondi.
- Bom, eu sou da revista que marcou de fazer a entrevista do McFly hoje às dez.
- Ah, sei sim. - Respondi olhando no relógio.
- Então, eu queria saber se podemos adiantar a entrevista e a sessão de fotos. - Ele perguntou e eu olhei para o Josh.
- É, espera um pouco. - Disse, puxando Josh pela mão.
- Ok. - O homem respondeu.
- Josh, é o cara da entrevista das dez. Ele quer saber se ele pode adiantar a entrevista e a sessão de fotos. - Perguntei para Josh, que pensou um pouco e depois respondeu.
- Sim, podem sim. - Ele respondeu e sorriu. Assenti com a cabeça e peguei o celular de novo.
- Então, senhor, podemos sim. - Respondi para o ser do outro lado da linha.
- Ok, então vocês chegam aqui em vinte minutos? - Ele perguntou.
- Tá ok, vou fazer o possível. - Respondi sorrindo.
- Ok, obrigado.
- Ok. - Sorri e desliguei o celular.
- Ok, meus boys, vamos para a sessão de fotos e a entrevista. - Sorri parando ao lado de .
- Mas não era às dez? - perguntou me abraçando de lado.
- Era, mas eles adiantaram, o quê, vinte minutos? - Disse, passando meus braços em volta do seu pescoço e ele desceu as mãos para minha cintura. nos olhou torto.
- É. - Ele disse sorrindo pra mim.
- Então vamos. - Dei um beijo na bochecha de e agarrei por trás, que riu e me abraçou. Óbviamente, tinha fãs na frente do Hotel. Fomos tentado passar até a van que nos esperava. parou para tirar foto e falar com algumas fãs no meio do trajeto.
Chegamos no local marcado e lá tinha mais fãs.
- Ok, tentei chegar na hora. - Respondi para o homem, cujo nome eu não lembrava.
- Vamos, meninos, responder algumas perguntinhas? - O cara perguntou. Todos assentiram com a cabeça e sentaram no sofá e começaram a responder. Eu não prestava a atenção nas perguntas nem nas respostas, estava com Josh resolvendo os últimos detalhes para o show que aconteceria à noite. Até vir a pergunta que me chamou muita atenção.
- Algum de vocês está apaixonado? - Lucas perguntou. - Finalmente eu soube o nome do ser, já que a maquiadora chamou ele.
- Não... eu acho que não... Não que eu saiba. - respondeu essa. Ah, eu sabia que o não iria se manifestar, óbvio que não, eu sabia que não e por que então eu estou falando comigo mesma? Ok, eu sei faz, o quê, uma semana que a gente tá "se pegando"? Ele não poderia estar apaixonado! Pelo menos eu acho. Depois dessa pergunta e da resposta de , eu não prestava a mínima atenção na conversa. Logo depois, foi a vez das fotos. Sairam lindas as fotos, tinha os bicos do , o olhar sedutor do , as poses do e as caras e bocas do .
Capítulo 9
’s POV:

Nossa! A chegou aqui há dois meses e já ganhou o coração de todo mundo. Até do Fletch. Até do motorista! Mas também, ela é perfeita. Tem um coração enorme, seu carisma encantou simplesmente todo mundo. Eu até cheguei a achar que tava apaixonado por ela, mas não era bem isso. É tudo esse jeito meigo dela, me confundiu um pouco. O que eu sinto pela é algo de irmãos, aquela coisa de proteção, que você não quer que ninguém faça mal ou machuque, entende? É como se ela soubesse de toda a minha vida e eu a dela, mas também depois de tanto o que a gente já conversou, talvez seja por isso. Teve um tempo que eu a chamava pra sair e ela nunca queria ir, até que um dia eu fui conversar com ela, e ela me contou que isso era vergonha. Porque ela não sabia o que tinha acontecido naquela noite com o . Coitada, eu entendo o lado dela. Deve ter sido bem estranho aquilo! Sabe, eu consigo ver o que rola entre eles dois. Eu não sou idiota! E eu tenho muito medo do machucar a . Ela é sensível e já me disse que se entrega fácil aos sentimentos. Por isso que eu resolvi falar com ele antes de sair de Londres.

Flashback On

- , eu queria falar com você. - Perguntei, me levantando do sofá.
- Claro. - Ele assentiu e nós saímos.
- , eu queria falar da com você. - Falei, me escorando na varanda.
- Fala, dude, ela é linda, não é? - Ele sorriu.
- É sim... o que você realmente quer com ela? - Eu perguntei, o encarando.
- O quê, ? O que eu quero com ela? Cara, o quê tá acontecendo com você? - Ele me olhou incrédulo.
- Nada, eu só quero saber o que você realmente quer com ela. - O encarei novamente. - Não quero que ela sofra, ela não merece, ela não é uma dessas qualquer, ! Ela é uma menina de ouro, cara, ela é perfeita, é linda, tem personalidade, é responsável, é inteligente, é engraçada, resumindo, é perfeita e não merece ser magoada por você, nem por ninguém.
- Qual é, ? Você tá apaixonado pela Michele? - Ele disse em um tom debochado.
- Não, cara, não estou, mas isso é só um aviso. Não faça ela sofrer ou quem vai sofrer as conseqüências será você! - Eu disse e saí andando, deixando pra trás um confuso e pensativo.


Flashback Off

Voltamos ao hotel logo depois da entrevista e sessão de fotos. Na van, via que não tirava os olhos da .
- Hey, , vai à festa do hotel hoje? - perguntou euforicamente.
- Não sei, não, , não tenho com quem ir. - Ela fez cara de coitada e nós rimos.
- Sei... Ó o aí. - Falei e ficou vermelha. - Sério, , nem inventa desculpas. Você vai!
- É, ! Aproveita e chama a - falou e eu não entendi muito bem porque ele disse aqui.
- E vocês sabem se o vai querer ir comigo? Ou melhor, se ele vai querer ir à festa?
- Ah, , ja viu o dispensar festa? Imagina que ele não vai querer ir com você! Se ele não quiser, eu vou então. - Eu disse e ela ficou mais vermelha ainda.
- Ei, ninguém vai com a não! - se manifestou depois de muito tempo. - Eu vou. A gente não pode ficar longe por um minuto, que vocês já caem matando em cima da garota dos outros. - disse em tom sério.
- Calma, , é brincadeira! - disse meio sem graça.
Chegamos e eu subi para o quarto para descansar antes da festa. Deitei na cama, enquanto falava sobre a com , acho que ele se apaixonou por ela, mas fiquei pensando na cena do carro, o ataque de ciúmes do . Por falar em , cadê os dois? Vou lá ver se acho eles.
Passei alguns minutos procurando eles pelo hotel, mas tudo o que eu encontrei foi uma fã histérica que tinha se hospedado lá. Meu Deus, essas meninas estão ficando loucas, de verdade. A garota quase arrancou a minha roupa só pra pedir uma foto! Tudo bem que eu sou gostoso e tal, mas isso foi anormal. As fãs brasileiras estão me deixando com medo. Que seja! Mais um tempo, eu simplesmente desistir de achar aqueles dois. Voltei pro quarto e fiquei lá conversando com o e o .

’s POV

- Hey, só vim avisar que a festa começa às onze. - Disse e ia saindo quando me chamou.
- Hey, dude, onde você estava? - me olhou.
- Tava com a ela tava me mostrando a cidade.
- Ah, tá. - disse e se levantou. - Vou tomar banho pra me arrumar pra festa.
Saí do quarto de e fui para o meu. Entrei no chuveiro e comecei a me lembrar das fotos que eu e tiramos hoje.

Flashback On

- Faz assim, . - fez uma careta que me fez rir e tirei a foto. - Vai, mais uma. - Ela disse, pegando a câmera da minha mão. - Sobe ali e faz uma pose bem bonita.
- Ok. - Respondi.
- Ficou ótima. - Ela riu e disse, se referindo a posse que eu fiz. Fui até o banco, subi nele, levantei as mãos e uma perna, coloquei a língua pra fora e fiquei vesgo. Sim, só fiz isso pra fazer ela rir. Adoro o sorriso dela!
- Agora vem você. - Peguei a câmera da mão dela.
- Não, nós dois. - Ela sorriu. Subi no banco novamente, sendo seguido por ela. Ela fez uma maria chiquinha com a mão e deu língua, fechando os olhos com força. Eu fiz um bico exagerado e fiquei vesgo. Eu tirei a foto e nos sentamos no banco.
- Vamos tomar sorvete? Tá calor. - Eu disse, vendo o vento bagunçar os cabelos dela.
- Aham, vem. - Ela se levantou e extendeu a mão pra mim e fomos até a sorveteria. - Quer de quê? - Ela perguntou olhando a parede cheia de fotografias de sorvetes.
- Chocolate, vou me viciar em chocolate também. - Eu disse rindo da cara de indignação que ela fez.
- Aí vão ser dois chocólatras! - Ela riu e pediu os sorvetes. - Tó. - ela entregou o meu e nós voltamos para o banco.
- Ó, tá sujo aqui. - Ela limpou o canto da minha boca com o dedo e eu o beijei e fechei os olhos.
- Seu nariz tá sujo agora. - Eu passei o sorvete no nariz dela e ela riu.
- , não me suja. - Ela ia limpar o nariz mais eu não deixei. Tirei a câmera do bolso.
- Não antes de tirar uma foto.
- Então suja o seu também. - Ela passou o sorvete no meu nariz. Depois de um tempo tirando fotos com caretas, acho que cançamos. Sentamos novamente em um banquinho que tinha ali perto, coloquei uma perna pra cada lado, ela virou de frente pra mim. Sem motivo, rimos um para o outro. Aproximei o meu rosto do dela, fazendo com que nossa testa se encostasse e nosso nariz roçasse um no outro. Sem pensar, peguei a câmera e tirei uma foto da gente.
- ! - Ela falou indignada, me dando um tapa no braço e fazendo bico.
- Ah, , foi só uma foto! - Falei com cara fofa. Ela sorriu e meu deu um selinho e eu tirei mais uma foto.
- ! Pára. - Ela sorriu e eu encostei nossas testas de novo.
- Só foi mais uma foto, amor. - Sorri e fechei os olhos. Dei um selinho nela e pedi para aprofundar o beijo. Depois que meu cérebro implorou por ar, eu o quebrei.
- , vamos, os meninos devem estar pensando que nós fomos seqüestrados.
Nós passamos a tarde no parque e depois voltamos.

Flashback Off

- ? - Escutei aquela linda voz e acordei dos meus pensamentos.
- Hey, , tô no banheiro, mas já tô saindo. - Disse, desligando o chuveiro e pegando a toalha. Saí do banheiro, encontrando uma linda, ou melhor, mais linda.
- Nossa, você está linda. - Eu disse analisando ela da cabeça aos pés.
- Obrigada, . - Ela ficou vermelhinha e eu ri.
- Adoro quando você fica sem graça! - Eu disse, me aproximando dela.
- Vai se arrumar, já tá todo mundo pronto, só você que tá ainda de toalha. - Ela disse, me olhando de baixo para cima. - Você termina aí, que eu tô te esperando lá fora com os meninos. - Ela disse e saiu. Terminei de me arrumar e nós fomos para festa.
Chegamos no local da festa e, UAU, era realmente tudo lindo. O lugar estava lotado, tocava uma musica bem animada, que dava uma vontade enorme de dançar, e as luzes piscando sem parar ajudava na vontade. Fomos nos sentar em uma mesa na área VIP e pedimos algumas bebidas, ficamos algum tempo ali conversando.
- , vamos dançar? - Sorri.
- Vamos! - Ela pegou na minha mão e caminhamos até a pista de dança. Tocava Meet Me Halfway do Black Eyed Peas.

Uh, I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
Uh, I want you so badly, it's my biggest wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)
Whoa, I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
(Eu gasto meu tempo só pensando, pensando, pensando em você)
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
(Todo dia, sim, eu estou realmente sentindo, sentindo sua falta)

Ela começou a dançar conforme o ritmo da música. Vez ou outra ela rebolava de uma forma sexy, que automaticamente, me envolvia na dança.

And all those things we use, to use, to use, to use to do
(E todas aquelas coisas que nós costumávamos, costumavamos, costumavamos, costumavamos fazer)
Hey girl, wuz up, it use, to use to be just me and you
(Hey garota, o que há, era só você e eu)
I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
(Eu gasto meu tempo pensando, pensando, pensando em você)
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
(Todo dia, sim eu estou realmente sentindo, sentindo sua falta)
And all those things we use, to use, to use, use to do
(E todas as coisas que costumavamos, costumavamos, costumavamos, costumavamos fazer)
Hey girl, wuz up, girl, wuz up, wuz up, wuz up
(Hey, garota, o que há? O que há? O que há? O que há?)

Ela se virou e encostou as costas no meu peito. Ela rebolava conforme a música e eu acompanhava seus movimentos.

Can you meet me halfway, right at the borderline
(Você pode me encontrar pelo caminho, no acostamento)
That's where I'm gonna wait, for you
(Lá é aonde eu vou estar esperando, por você)
I'll be lookin' out, night and day
(Eu estarei procurando, noite e dia)
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
(Você levou meu coração ao limite, e é lá onde eu ficarei)
I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
I want you so bad it's my only wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)


De repente, ela se virou de frente pra mim, ainda dançando e jogando o cabelo de um lado para o outro, me puxando pela costa da minha calça, fazendo nossos corpos ficarem ainda mais próximos.

Girl, I travel 'round the world and even sail the seven seas
(Garota, eu viajo ao redor do mundo e navego pelos sete mares)
Across the universe, I go to other galaxies
(Atravesso o universo, eu vou até a outras galaxias)
Just tell me where you go, just tell me where you want to meet
(Só me diga aonde eu devo ir, só me diga onde você quer se encontrar)
I navigate myself, myself, to take me where you'll be
(Eu navego a mim mesmo, pra me levar aonde você está)
'Cause girl I want, I, I, I want you right now
(Porque amor, eu quero, eu ,eu ,eu quero você agora)
I travel uptown (town), I travel downtown
(Eu viajo pra cima, eu viajo pra baixo)
Wanna have you around ('round) like every single day
(Eu quero você por perto de mim todo dia)
I love you all way, way
(Eu te amo a qualquer distância de qualquer maneira)

Eu a abracei pela cintura, encostando nossas testas.

Can you meet me halfway (I'll meet you halfway)
(Você pode me encontrar no caminho?)


A virei de costas e abraçando por trás e escondendo meu rosto na curva do seu pescoço.

Let's walk the bridge, to the other side
(Vamos passar pela ponte, para o outro lado)
Just you and I (just you and I)
(Só você e eu (só você e eu))
I will fly, fly the sky, for you and I (for you and I)
(Eu voarei, voarei pelos céus, por você e eu (você e eu))
I will try, until I die, for you and I, for you and I, for for for you and I
(Eu tentarei, até a morte)
For for for you and I
(Por você e eu)

A gente estava dançando abraçados. Eu sorria como um bobo olhando ela dançar.

Can you meet me halfway
(Você pode me encontrar no caminho?)
Meet me halfway
(Me encontre no caminho)
Right at the borderline
(Bem no limite)
That's where I'm gonna wait, for you
(Lá é aonde eu vou estar esperando, por você)
I'll be lookin out, night and day
(Eu estarei procurando, noite e dia)
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
(Você levou meu coração ao limite, e é lá onde eu ficarei)
I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
I want you so bad it's my only wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)

No final da música, ela se virou de novo pra mim e me abraçou. Eu sussurrei em seu ouvido:
- I want you sob ad it’s my only wish. - Ela sorriu e me encarou novamente. Eu me aproximei dela, dando-lhe um selinho.

Nós voltamos pra mesa e adivinhe quem estava lá? , a amiga da . Conversava animadamente com ela, até ela ver a se aproximar, sair correndo e pular em cima dela.
- Aaah, , que saudade.- disse, apertando-a em um abraço.
- Nossa, a gente se viu ontem. - respondeu, rindo e apertando a amiga também.
- Hey, . - Ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha.
- Oi, .- Eu respondi sorrindo.
- , vai ao banheiro comigo? - perguntou pra .
- Aham, já voltamos, meninos, não somem daqui. - Ela disse e saiu sorrindo, junto com a amiga.

’s POV:

Chegamos ao banheiro e fomos retocar a maquiagem.
- Então, ? - Perguntei, olhando de rabo de olho.
- Então o quê, ? - Fez cara de confusa.
- Ah, sei lá... Como é que tava lá?
- Aff, , isso tá parecendo conversa de bêbado. - Rimos. - Ok! Bom, a gente ficou conversando um pouco, a cada dia eu me apaixono ainda mais por aqueles garotos, eles são tão fofos. - Ela disse batendo palma que nem um criança. - Mas sei lá... Tem um que aí, ele é mais fofo ainda!
- Sei... - falei desconfiada - mais fofo! E quem é o mais fofo? - Imitei a voz dela.
- Ah, deixa pra lá. – desviou o olhar para o espelho, mas eu a conheço, ela tava doida pra me contar alguma coisa, só tava fazendo charme idiota.
- Anda, , fala, pára de bobeira!
- Tá bom! Sabe... o Dougie é tão fofo, tão lindo, tão carinhoso... tão tudo!
- Sei... Você tá quase gamada nele. Eu te conheço, . Eu tive uma idéia! Que tal a gente fazer um showzinho pros meninos? - Eu disse sorrindo.
- No que você está pensando? - me olhou sorrindo.
- Vamos dançar uma música pra eles, mostrar que somos brasileira e, sim, sabemos dançar muito bem. - Eu disse e ela concordou, fazendo um high-five. Voltamos para mesa.
- Vem cá, . - me chamou para sentar na cadeira perto da dele. Sorri e fui caminhando até ele.
- Eu tava conversando com a no banheiro, que tal agente fazer um showzinho particular pra vocês? - Eu disse no ouvido do . sorriu maliciosamente e falou alguma coisa no ouvido de , que sorriu instantaneamente e repassou a mensagem para , que ao escutar engasgou e começou a rir e bater nas costas dele.
- Mas onde vocês pretendem fazer esse showzinho? - perguntou olhando de pra mim.
- No meu quarto. - Falei como se fosse óbvio.
- Ok, e quando vai ter esse show? - Foi a vez de perguntar.
- Agora. – Disse, me levantando da cadeira. - Vem, , vamos.
- Vamos. - também se levantou.
- E aí, vocês não vem? - Perguntei quando parou ao meu lado.
- Vamos espera aí, que eu tenho que achar o . - disse se levantando.
- Quem tem que me achar aí? - chegou e me abraçou de lado. Ele está totalmente bêbado.
- Pronto, já chegou quem faltava. Agora vamos? - disse se aproximado da. Sério, o tá doidinho por ela, aí quando ele fica bêbado, demonstra isso.
- Vem, , ou vai ficar aí? - Perguntei olhando pra ele. balançou a cabeça e eu estendi a mão para ele. Ele pegou minha mão e nos fomos para o elevador. Chegamos ao meu quarto.

- , vocês vão dançar sem música? - perguntou, sentando na cama.
- Não, meu caro . - Disse indo até a minha mochila e pegando um cd. Coloquei a música.
- Senta todo mundo no chão. - Eu disse e coloquei pra tocar I Gotta Feeling do Black Eyed Peas.
A batida da música começou e eu e nos contagiamos com o ritmo, nos mexendo, com as mãos pra cima e balançando o quadril.

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night (x4)
Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off

Ficamos assim até a balada ficar ainda mais rápida e os leves movimentos nos quadris se tornam algo bem mais agitado, balançávamos o cabelo de um lado para o outro e dando algumas rodas vez ou outra.

I know that we'll have a ball
If we get down and go out
And just loose it all

I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control

Assim que a Fergie começou a cantar, deixamos a típica dança de “não-sei-dançar-só-me-mexer” e começamos a dançar de uma forma mais sensual. Eu rebolava meu quadril e olha fixamente para o , que retribuía. Então, só pra deixá-lo com ciúmes, desviei o olhar e comecei a encarar .

Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
Just take it off

Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again

Let's do it (x3)
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it 'cuz

Passei as mãos pelas coxas, deslizando de cima pra baixo e descendo junto. Vi fazer o mesmo e quatro pares de olhos se colarem em nós, como se fosse pra não sair mais. Eu realmente estava gostando de tudo aquilo.

I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night (x4)

Nessa parte que o ritmo ficou um pouco mais calmo, eu e nos aproximamos e começamos a rebolar uma bem perto da outra, recebendo assovios de aprovação dos meninos.

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off

Voltamos a descer sensualmente até o chão, de uma forma lenta. e prenderam os olhos no meu quadril praticamente juntos, me deu vontade de rir, mas eu segurei.
Andei, ainda rebolando, até ele e dançando ali na frente dos dois, como se fosse só pra eles. não perdeu tempo e vez o mesmo com e .

Fill up my cup (Drink)
Mazal tov (Le chaim)
Look at her dancing (Move it Move it)
Just take it off

Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again

Let's do it (x2)
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it, do it, do it

Com essa parte mais animada, nos afastamos dos meninos começamos dançar e pular. Às vezes intercalando os pulos com reboladas, acho que aquela cena tava um pouco engraçada, mas com certeza não deixávamos de chamar a “atenção” deles, já que os quatros não desviavam o olhar pra nada. Acho que se o mundo acabasse naquele momento, eles nem iam perceber de tão concentrados.

Here we come
Here we go
We gotta rock

Easy come
Easy go
Now we on top

Feel the shot
Body rock
Rock it don't stop

Round and round
Up and down
Around the clock

Monday, Tuesday
Wednesday and Thursday
Friday, Saturday
Saturday and Sunday

Get get get get get with us
You know what we say
Party every day
Pa-pa-pa-party every day

Aquela era a parte que eu mais gostava da música. Me virei pra e começamos a cantar, pular, dançar e rebolar como se nada importasse. Essa era a nossa música preferida. Já era puro impulso da nossa mente e do nosso corpo. Não conseguíamos ouvir aquela música e não dançar.

And I'm feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night

Terminamos a dança, dançando uma perto da outra, rebolando. E ouvindo os garotos assobiarem e baterem palma.

Capítulo 10

Depois do showzinho que eu e demos, ela se despediu e disse que nos encontrava no rio para se despedir da gente. O show de São Paulo foi tranqüilo. Bom, tranqüilo pra mim, já que eu só tive que conferir se tudo estava certo. Como de costume, depois do show, os meninos atenderam algumas fãs e nós voltamos para o hotel.

’s POV

- Agora, meninos, vocês vão dormir, porque amanhã a gente vai acordar cedo pra embarcar para Salvador. - estava ao lado de Josh, que estava grudado no celular. - Vocês podem ir subindo, que eu e Josh vamos terminar de ver se tá tudo bem pra amanhã.
- Hoje o não dorme com a . - começou a falar eu bati no braço dele. - Ai... mas não tô mentindo.
- Ok, meninos, vão dormir. - Ela disse e depois deu um sorriso lindo.
- Boa noite, . - Todos nós dissemos juntos e depois rimos.
- Boa noite. - Ela sorriu. Fiquei paralizado no sorriso dela até que o me acordou.
- Hey, , não vai vir não?- parou na porta do elevador.
- Já vou. - Eu respondi e me aproximei da .
- Boa noite, mas vai demorar muito aqui?- Perguntei, puxando-a para longe do Josh.
- Um pouquinho. - Ela respondeu manhosa.
- Quando você subir me chama? - Fiz bico e abracei pela cintura.
- Ah, se eu for te chamar, vou acordar o outro ser que já vai estar dormindo. - Ela me olhou sorrindo.
- Me liga então, que aí eu vou pro seu quarto. Não quero dormir sozinho. - Retribui o sorriso.
- Vou pensar no seu caso. - Ela riu e eu dei um selinho nela.
- Vou esperar! - Dei outro selinho e saí.
Subi sozinho, pois os meu melhores amigos me deixaram lá só porque eu fui falar com a antes de subir. Que amigos eu tenho, não? Subi, entrei no quarto encontrando dormindo. Cara rápido, né?! Me joguei na cama para esperar a me ligar. Comecei a pensar nela e lembrei das fotos que tiramos no parque. Fui até a minha mochila, peguei a câmera e me deitei de novo. Comecei a ver as fotos e ria instantaneamente com as caras e bocas que nós fizemos. Parei na foto que eu tirei de nós quando a estava distraída. Acho que cochilei, pois acordei com meu celular tocando. Vi o número de e sorri. Me levantei, fui até o banheiro lavar meu rosto e voltei.
- Oi, . - eu disse me aproximando dela e dando-lhe um selinho.
- Demorei muito? - Ela perguntou me abraçando.
- Não sei, eu dormi. - Eu respondi e ela riu.
- Eu falei que eu ia demorar, desculpa por acordar você. - Ela fez bico e eu ri.
- Não foi nada, eu falei que queria dormir com você. - Eu disse puxando-a mais pra mim.
- Não, você falou: "Eu não quero dormir sozinho". - Ela tentou imitar minha voz e eu ri. Me aproximei e selei nossos lábios. Nós fomos interrompidos por Josh.
- Hey, casal, vocês estão no meio do corredor. - Ele disse rindo e entrando no quarto dele. - Boa noite pra vocês.
- Vamos entrar? - Ela perguntou ainda com os lábios encostados nos meus. Afirmei com a cabeça, sem desgrudar dela. Nós entramos e quando eu escutei a batida da porta, ri durante o beijo. Desci minha mão até a cintura dela e apertei com um pouco de força. Ela quebrou o beijo e se soltou dos meus braços.
- Hey, você disse que queria dormir comigo. - Ela começou a se afastar e ir em direção ao banheiro. - Só dormir, , só dormir. - Ela entrou rindo e eu fiquei lá parado como um besta. Depois, eu me joguei na cama e cochilei de novo. Só acordei porque ouvi a mais bela voz em chamar.
- , se arruma, você vai ficar com dor. - Abri os olhos devagar e vi aquele lindo rostinho.
- Ok. - Murmurei e me arrumei. - Vem cá. - Puxei-a pra mim e fechei os olhos.
- Boa noite, . - Ela murmurou baixinho.
- Boa noite, pequena. - Saiu quase como um sussurro.

- Acorda. - Escutei a voz de soar em meu ouvido e senti um beijo leve em meu pescoço.
- Hm. - Murmurei baixinho.
- Acorda, mor. - Disse em meu ouvido com uma voz fofa que me fez abrir os olhos devagar. Levantei um pouco o rosto para encará-la.
- Bom dia. - Ela disse sorridente.
- Bom dia. - Fechei os olhos com força fazendo bico, e ela riu, me dando um selinho rápido. Sorri.
- Levanta, a gente sai em trinta minutos para o aeroporto. - Ela levantou da cama e eu pude ver que ela e suas malas já estavam prontas.
- Tá bom. Que horas são? - Perguntei, me levantando e sentando na cama.
- Cinco e vinte e dois. - Ela falou, olhando do relógio pra mim.
- O quê? - Olhei indignado pra ela. Levantei e fui até a janela. - Ainda tá escuro.
- , a gente tem que estar em Salvador até o final do dia. - Ela me olhou e fez um bico lindo. Por que ela fica fazendo esses bicos? Só me deixa mais ainda besta por ela. - Vai tomar banho pra gente ir arrumar suas coisa e descer para tomar café. - Ela se aproximou de mim.
- Tô com preguiça. - Fiz cara de dor e a abracei pela cintura, enterrando meu rosto na curva de seu pescoço.
- Pensa assim: Salvador, praia, calor. - Ela passou os braços em volta do meu pescoço.
- Ok, em dez minutos eu tô de volta. - Dei um selinho rápido e fui pro banheiro. Tomei um banho rápido, voltei pro quarto e não encontrei . Coloquei a roupa que eu estava e fui pro meu quarto pra me trocar. Abri a porta e encontrei , , e sentados na cama.
- Então você esá aqui, né?- Perguntei, olhando pra , que sorriu.
- Bom dia pra você também. - disse rindo e jogando o travesseiro em mim.
- Bom dia, . Bom dia para todo mundo. - Sorri e fui em direção à minha mala. Arrumei a minha mala, peguei uma roupa pra trocar e fui para o banheiro. Escutei a risada de que me fez sorrir. De repente, o silêncio tomou conta do quarto. Saí de lá e avistei só sentada na cama.
- Hey, cadê os meninos? - Perguntei olhando ela se levantar.
- Já estão lá em baixo tomando café. Josh veio apressar a gente. - Ela sorriu. - Vamos, as malas já estão lá em baixo, aqui só tem a sua mochila e a minha. Me aproximei dela, a abraçando pela cintura e selando nossos lábios. Aprofundei o beijo. Eu necessitava de ar, mas não queria quebrar o beijo.
- Vamos descer para tomar café? - disse ofegante, depois de quebrar o beijo. Confirmei com a cabeça e peguei as mochilas. Nós pegamos o elevador. Antes de sair do elevador, peguei na mão de e entrelacei nossos dedos. Ela sorriu e eu retribui.
- Pensei que o tinha descido pela descarga. - disse, colocando um pedaço de bolo de chocolate na boca. De novo? OMG, virou chocólatra.
- Cara, você já tá comendo chocolate essa hora?Ainda nem é seis da da manha. - Balancei a cabeça negativamente. me olhou e riu.
- Viu isso, pega!- soltou minha mão. Correu e pulou em cima de que estava de costas que riu e a segurou pela perna.
- Hey vai tomar café, a gente já vai sair!- falou sendo coloca no chão pelo .
- Não vai tomar café?- Perguntei olhando ela se aproximar de mim.
- Não tô com fome. - Ela estava tão próxima que eu roubei um selinho dela.
- . - ela me deu um tapinha no braço.
- O que?- Fiz cara de desentendido e ela riu. - Vou tomar café. - Fui até a mesa peguei um copo de suco. Tomei o suco vendo levantar pelos braços que ria da cara que fazia.
- Vamos, já estamos atrasados. - Josh chamou, pegando a mala dele. Terminei meu suco e peguei as mochilas. me esperou na porta e eu peguei sua mão, fazendo-a rir.
Fomos para o aeroporto. Fizemos todo aquele procedimento para embarcar e ficamos esperando que chamassem nosso vôo. Não demorou muito para isso acontecer. Dessa vez, fiquei na poltrona ao lado de , que, por sua vez, ficou ao lado de .
- Dessa vez não teve que trocar. - disse sorrindo e se sentando ao nosso lado.
- Vou dormir. - encostou a cabeça no ombro da e eu o olhei incrédulo.
- , sai daí. - Tentei bater na cabeça dele, mas estava na frente e eu não queria que pegasse nela.
- Pára, . - reclamou, se esquivando da minha mão.
- Hey, dá para vocês pararem? - se manifestou rindo.
- , sai daí antes que o mate você. - se levantou da poltrona.
- Ok. - tirou a cabeça do ombro de , que só ria de tudo.
- Sabe o que é isso? Sono! Vai dormir, . - tentou me bater com a mochila. Eu tentei revidar, mas a voz de Josh me fez parar.
- Hey, crianças, dá para vocês pararem agora? - Josh se levantou. - Ou eu troco a de lugar com aquela senhora. - Josh olhou uma senhora velinha sentada entre dois caras fortes.
- Ok, já paramos. - Eu olhei feio para , que levantou as mãos para o alto, rindo. Um tempo depois já estávamos voando. dormia, roncava e, acredito eu, que babava também; Josh e conversavam animadamente; estava dançando na poltrona, escutando alguma coisa bem alto e às vezes cochilava. Sorri vendo que ela tinha pego no sono. Peguei minha mochila, tirei de lá um bichinho de pelúcia que eu tinha ganhado de uma fã, coloquei no meu colo e puxei devagar para deitar, fazendo o ursinho de travesseiro pra ela. Eu peguei meu iPod e coloquei Justin Timberlake pra tocar.
Tirei o fone e olhei em volta. Não havia mais ninguém no avião. Me assustei, mas passou quando eu vi se aproximando. Ela tinha um sorriso no rosto e um olhar sedutor. Chegou mais perto e sentou no meu colo, me beijando logo em seguida. Minhas mão foram pra sua cintura. Ela separou o beijo para levantar minha camisa e passou a perna para o outro lado do meu corpo, assim ficando com uma perna de cada lado. Voltamos a nos beijar e logo a blusa dela tomou o mesmo caminho da minha. Tentei tirar a minha calça, que já estava bem apertada, mas parei quando eu escutei alguém me chamando.
- , acorda, chegamos. - Escutei a voz de me chamar. Abri os olhos, vi que era só um sonho e tirei os fones.
- Acorda, cabeção. - passou por mim e me bateu com a mochila.
- Pára, po... - Tentei terminar, mas me interrompeu.
- Pára, , chega, ele já acordou. - Ela sorriu pra mim. - Vamos? - Ela estendeu a mão pra mim. Retribui, peguei a mão dela e me levantei. Peguei minha mochila. me esperava um pouco à frente. Sorri e entrelacei nossos dedos. Chegamos até a porta de saída do aeroporto e tinha muita gente circulando por ali. Eu estava na frente puxando pela mão. Senti meu braço ser puxando para a baixo e me virei rapidamente. Vi caída de cabeça baixa.
- , você está bem? - Me abaixei e vi que ela fazia cara de dor. - , você tá bem?
- , ai... - Ela tentou se levantar, mas não conseguiu, e a cara de dor piorou.
- Espera. - Me levantei à procura de Josh e dos meninos. - Josh, . – Os vi parados na porta e acenei para eles. - Venham aqui. – Os chamei e voltei a olhar , que estava sentada, quase chorando.
- O que aconteceu, ? - Josh se abaixou, ficando na altura dela. - Hey, pequena, tá doendo onde? - Josh perguntou e ela fez careta.
- Minha perna tá doendo muito, eu não consigo mexer. - Ela falava com voz de choro. - Não consigo mexer... Ai, ai, ai. - Rla tentou mexer a perna e eu vi um lágrima escorrer por sua bochecha.
- Josh, não é melhor levá-la para a van? Assim, lá, a gente vê onde tem um hospital aqui. – Disse, olhando para Josh.
- É sim, . - Josh se levantou e chamou os meninos que ainda estavam na porta esperando. - Mas como ela vai passar no meio delas? - Ele apontou para as fãs que estavam do lado de fora.
- Eu a levo e você pede pros seguranças abrirem um espacinho ali. - Pus um braço em baixo dos joelhos dela e meu outro braço foi para suas costas. A levantei e a vi fazer uma careta de dor que me doía até a alma.
- O que aconteceu com a ? - arregalou os olhos quando nós chegamos perto dele.
- Ela caiu no chão e machucou a perna. - Eu olhei para ela, que segurava o choro.
- Vem, meninos. - Josh nos chamou já do lado de fora do aeroporto. Vi que tinha um caminho para a van, bem largo até. me olhou quando chegamos ao lado de fora e forçou um sorriso.
- Vai ficar tudo bem. - Sorri pra ela. escondeu seu rosto na curva do meu pescoço e pôs um braço em cima do meu ombro.
e Josh foram à frente e eu logo os segui. Dessa vez não teve gritaria. As meninas estavam paradas em silêncio, talvez pela situação, não sei ao certo. Sorri pra eles em forma de agradecimento. Entramos na van e eles ainda estavam em silêncio. Josh falou com o motorista, que disse que nos levaria para o hotel e depois Josh iria com ela até o hospital. Eu disse que iria com eles e Josh assentiu. Nós fomos até o hotel, onde o Josh resolveu algo por lá e deixou os meninos no quarto. Depois fomos para um hospital que o motorista nos levou. não falava nada, talvez por estar doendo muito a perna. Chegamos no hospital e logo fomos atendidos.
- Sim, mocinha, nós vamos ter que colocar uma bota nisso, você torceu o tornozelo.
- Mas, doutor, eu não moro aqui e não posso ficar com o pé pra cima enquanto tenho shows pra cuidar! - relutava contra o médico.
- Eu vou te dar raio-x do seu tornozelo e você leva para o seu médico, ele também pode cuidar disso. - O medico afirmou e ela o olhava, incrédula.
- , não discute, se ele disse que você vai por a bota, você vai por! - Josh disse olhando sério pra ela.
- Isso mesmo, é pro seu bem e você vai por e pronto! - Eu ajudei Josh.
- Obrigada, meninos, por se preocuparem comigo. - Ela pegou minha mão e a de Josh e sorriu.
- Vamos lá? - O medico disse. não conseguia andar, então foi levada na cadeira de rodas. Nós ficamos esperando do lado de fora da sala e em menos de dez minutos, ela estava de volta com aquele gesso branco no pé.
- Prontinho. - O médico me entregou uns papéis e disse que era pra entregar para o médico de . Eu já estava mais tranqüilo por saber que não foi nada grave e que em uma semana ela estaria andando e pulando novamente. Nós voltamos para o hotel.
- Hey, até que enfim. - disse quando adentramos o quarto.
- , você está bem? - perguntou preocupado.
- Tô sim, , só que não vou poder pular nem dançar por uma semana. - Ela fez cara de decepcionada e nós rimos.
- Ok. Por que tá todo mundo aqui e as bolsas também? - Josh perguntou, olhando tudo.
- Então... eu não sei. - disse, se levantando da cama. - Os caras lá em baixo disseram que esse era o nosso quarto.
- Mas aqui tem duas camas de casal. - Eu afirmei.
- Eu vou lá em baixo saber o que está acontecendo. - Josh disse e saiu do quarto. Nós ficamos lá conversando sobre a perna de e ela falou que essa semana seria chata.
- Mas a gente cuida de você. - disse sorrindo. Ela riu. Josh finalmente tinha voltado.
- O que você resolveu, Josh? - perguntou interessado.
- Uma coisa que eu acho que vocês não vão gostar... - Josh nos olhou.
- O que, Josh? Fala, tá me matando de curiosidade. - disse rindo.
- O hotel se atrapalhou e ao invés de quatro quartos, ele só reservou dois. - Josh se sentou na cama.
- Ué, pede mais dois quartos. - Eu disse.
- Aí que está o problema! - Josh me olhou. - Não tem mais quartos. O hotel tá em tempo de férias, então tá lotado tem gente de todo lugar: Alemanha, Estados Unidos, Londres...
- Então quer dizer que... - Tentei falar, mas fui interrompido por .
- Quer dizer que eu fiquei sem lugar pra dormir. - Ela riu.
- , você pode ficar com o quarto que eles reservaram pra mim. - Josh pegou a mão dela.
- Não, Josh, eu não posso. - Ela afirmou sorrindo.
- E como vai fazer? - perguntou me olhando.
- Não sei. - Respondi e olhei , que abriu e fechou a boca algumas vezes antes de falar.
- Tem duas camas, não tem? - fez cara pensativa.
- Tem. - respondeu.
- Então vamos pegar os dois colchões, colocar no chão e a gente divide. - sorriu.
- Até que sai umas idéias decentes da cabeça deste ser. - balançou a cabeça de .
- É, mas e a perna da ? Ela não vai poder ficar no meio do bolo. - disse, olhando para o pé de .
- É só colocar um travesseiro em baixo, não vai acontecer nada. - Ela sorriu.
- Ok, então tá tudo certo? - Josh perguntou. - , você não quer mesmo ficar com o quarto? Eu não me importo, juro!
- Não, Josh, eu não posso, foi burrada minha ter mandado a Betty ligar ao invés de mim.- Ela sorriu sem graça.
- Mas, ... - Josh tentou argumentar, mas foi interrompido por .
- Josh, por favor. - Ela juntou as mãos como se estive implorando.
- Tá bom, mas se reclamar ou falar que a perna dela piorou, vocês me avisam. - Ele foi em direção à porta com sua mala na mão.
- Ok. - Todos nós falamos juntos. Depois que ele saiu, nós começamos a rir.
- Ok, meninos, então vamos armar acampamento? - olhou de para mim. Todos concordaram e começou a bagunça. Puxa uma coisa daqui, outra dali. Foi assim até que conseguimos.
- O que acha? - olhou para a "cama".
- Acho que tá bom. - sorriu.
- Tá ótimo. - sorriu.
- Agora é so deitar e dormir!- se jogou em cima dos colchões.
- , não zoa a cama, porra!- tacou um travesseiro em .
- Bom, vocês não têm nada pra fazer até amanhã. - olhava atentamente a agenda em suas mãos.
- Ah, que bom. Descanso. - Eu sentei no chão.
- Tá, não tô com sono. - se sentou ao meu lado.
- Também, veio roncando a viagem toda. - riu.
- Dude! - disse, tirando o tênis.
- Você não pode falar nada, você também veio roncando e babando. - tacou um travesseiro nele.
- Todo mundo dormiu um pouquinho. - mexia em sua mala.
- Vamos jogar alguma coisa pra passar o tempo? - olhou pra mim.
- Por que vocês não vão dar um volta pelo hotel? Da piscina dá pra ver a praia. - tinha um sorriso lindo no rosto. - Vocês tem o resto da noite, só não sumam do hotel.
- É, vamos dar uma olhada no hotel.- se levantou.
- Mas e a ? Não vamos deixar ela aqui sozinha!- Eu olhei pra eles.
- Ah, , vem com a gente! - sorriu.
- Bem que eu queria, , mas não dá! - Ela fez uma cara triste.
- Por que não? - Perguntei.
- Por causa da minha linda e machucada perninha. - Ela olhou para a perna.
- Aah, , não fala assim. - disse sorrindo pra ela. - A gente vai te ajudar a andar com isso!
- É, não é um gesso que vai te privar de zoar com a gente!- disse confiante.
- É, , a gente te ajuda. - Eu disse e ela sorriu.
- Ah, obrigada, gente! O que seria de mim sem vocês? - Ela sorriu olhou de mim pra , e .
- Então vamos? - estendeu a mão para . Ela concordou com a cabeça, pegou a mão de e eu a ajudei a levantar. Descemos até a piscina.
- Viu? Eu disse que dava pra ver a praia daqui!c- disse, olhando para o mar.
- O céu está cheio de estrelas! - Eu olhei pra cima.
- Tá mesmo. Lindas estrelas. - Ela se sentou em uma espreguiçadeira e eu sentei ao lado.
- Mas elas não estão tão lindas quanto você. - Sussurrei no ouvido dela. Ela sorriu sem graça e me encarou . Aquele sorriso dela me desperta um sentimento bom de alegria, eu fico bem ao ouvir a voz dela, eu me derreto ao ver aqueles biquinhos lindos que ela faz. Pode parecer mentira, você pode não acreditar, mas ela me faz bem, ela me faz ficar feliz. Até quando eu acordo cedo, se eu estiver com ela, não tenho mau humor. Conheço ela há pouco tempo, mas esse tempo foi o bastante para saber que eu quero ela pra minha vida inteira.

Capítulo 11
’s POV:

À cada dia que passa, me surpreende com algum gesto ou palavra.
- , você tá bem? - balançou a mão na minha frente.
- Tô... Tô sim. - Respondi sorrindo.
- Tava viajando... - me olhou.
- Tava pensando. - Sorri envergonhada.
- Eu sei em que você tava pensando! - falou confiante.
- Ah, é? Sabe? Então fala! - Falei desafiadora.
- Que você tem muita, mas muita sorte. - falou cheio de si. Por um lado ele tinha razão, eu tinha sorte, muita sorte de estar ali com eles. Mas, shii, não conta pra eles. - De... - foi interrompido por .
- De ter os quatro meninos mais lindos e gostosos do mundo do seu lado! - disse e depois fez bico. Todos caímos na risada.
- Tá vindo bronca! - Olhei em direção a porta, Josh pisava firme e sua feição não era nada amigável.
- Eu posso saber o que os senhores e a senhora estão fazendo aqui? Eu tava atrás de vocês que nem louco! - Josh nos encarava com um olhar de matar qualquer um de medo.
- Josh, a gente desceu pra tomar um ar, ver o céu. - se levantou da cadeira que estava.
- Ah, é? Enquanto os bonitinhos aqui riem se divertem tomando um ’’ar’’, eu tava que nem louco atrás de vocês! - Josh estava quase gritando e deu ênfase no ar.
- Josh, desculpa. - tentou acalmar Josh.
- DESCULPA? VOCES ME PEDEM DESCULPA? EU QUASE FIQUEI LOUCO PROCURANDO VOCES PELO HOTEL, PENSEI QUE TINHA ACONTECIDO ALGUMA COISA, OU SEI LÁ, E VOCES ME PEDEM DESCULPA? - Josh agora gritava.
- Josh, não grita com eles, não fizeram nada, se alguém tem culpa de você ter se aborrecido e estar nervoso, sou eu! Eu esqueci de te avisar que nos iríamos descer! - Eu disse pegando as muletas e me levantando. Josh não se pronunciou. Bom, talvez sim, não sei, pois não fiquei lá pra descobrir. Subi pro quarto e me joguei na ’’cama’’, afundei meu rosto no travesseiro. Me deu uma vontade imensa de chorar. Senti uma mão acariciar meu cabelo.
- Hey, pequena, não fica assim! - beijou meu ombro descoberto. Me virei pra ele.
- Deveria ter avisado a ele. - Eu disse fazendo cara de decepção.
- A gente esqueceu, você não tem culpa. - Ele me abraçou enterrando seu rosto na curva do meu pescoço. Fechei os olhos para aproveitar o momento. Escutei três vozes conhecidas invadirem o quarto. Continuei de olhos fechados.
- Já subiram? - perguntou, sentando novamente.
- Já, dude, o Josh ficou nervoso e a gente resolveu subir antes que ele matasse alguém. - disse rindo.
- , não Josh, não. - Escutei sussurrar. Abri meus olhos e sentei na cama.
- Tá tudo bem, . - Sorri forçado pra ele.
- Aaah. - bocejou.
- Tive um idéia. - Falei levantando dedo.
- Diga. - disse.
- Que tal todo mundo brincar de ir dormir? - Perguntei sorrindo. Todos riram.
- Ok, crianças, para a cama! - Disse , se jogando ao meu lado.
- Eu vou dormir ao lado dela, sai daí, . – falou, empurrando .
- Ok. - se afastou e virou para o outro lado. - Boa noite.
- Boa noite, . - Todos dissemos em coro e rimos. Estava quase dormindo, quando senti um beijo na minha bochecha. Abri os olhos, era .
- Boa noite. - Ele sussurrou.
- Boa noite, . - Sorri.
- Boa noite, . - fez o mesmo que o amigo.
- Boa noite, . - Disse sonolenta. - Tem mais alguém pra me dar beijo de boa noite? - Perguntei rindo.
- Tem eu, já dormiu, então eu dou boa noite por ele. - beijou minha bochecha e me deu um selinho rápido. - Boa noite, .
- Boa noite, . - Sorri e fechei os olhos. - Quem vai apagar a luz? Ah, esqueci, tem alguém que tem trauma do escuro, desculpa. - Todos riram. Antes de adormecer, senti a mão de em minha barriga. Adormeci.
Escutei meu celular tocar, ele estava ao meu lado. Peguei rápido para não acordar os meninos. Era uma mensagem do Josh.

", queria falar com você. Pode vir aqui ao quarto agora?
XxX"


Me levantei com cuidado pra não acordar os quatro. Me troquei rápido, fiz minha higiene matinal e saí.
- Josh. - Bati na porta.
- Tá aberta, entra, . - Josh gritou de dentro do quarto.
- Bom dia, Pet. - Disse quando entrei no quarto.
- Bom dia, princesa. - Josh veio ao meu encontro e me abraçou. - Você sabe que odeio o meu primeiro nome, não é?
- Ah, Josh, eu acho tão fofinho, Peterson Josh Winter. - Sorri pra ele.
- , não espalha meu nome pra todo mundo. - Ele olhava pros lados rindo.
- Mas, Josh, eu amo o seu Peterson, amo te chamar de Pet. - Sorri apertando as bochechas dele. - É tão galanteador, tipo Peterson. - Fiz cara séria, ele riu.
- , sério agora. - Ele respirou fundo e pegou na minha mão. - Desculpa por ontem, eu fui um idiota, eu sei não deveria ter gritado com você, nem com ninguém, mas eu estava nervoso eu pensei que tinha acontecido alguma coisa com você ou com um deles, não sei.
- Hey, calma, Pet, não, já passou, eu sei foi burrice minha! Eu deveria ter avisado mais esqueci, eu que devo pedir desculpas. - Apertei a mão dele.
- Nuca mais vamos brigar? - Ele me olhou com cara de choro.
- Nunca! - Abracei ele. - Josh, posso te fazer uma pergunta?
- Pode, claro. - Ele sorriu e sentou na cama. Me sentei também.
- Vou voltar pro quarto! - Disse, tentando me levantar, mas minha perna não deixava.
- Dormiu bem no meio da bagunça? E sua perna? - Ele me ajudou a levantar.
- Acho que sim. Na verdade, nem lembro, só sei que eu apaguei e acordei com o celular. - Sorri. Voltei para o quarto com Josh.
- Não tô vendo isso. - Josh começou a rir da cena. dormindo de conchinha com , com as pernas em cima do , que babava no travesseiro.
- Sério, a gente tem que tirar uma foto disso! - Eu disse rindo.
- Concordo! - Josh tirou o celular do bolso e tirou a foto.
- Também vou tirar. - Peguei meu celular e tirei a foto. - Sinceramente eu não sei o que eu faço, acordo eles ou deixo assim?
- Acorda eles. - Josh ria descontroladamente. Me ajoelhei na cama e fui até o ouvido de .
- . - Cantarolei no pé do seu ouvido.
- Hm... - Ele murmurou baixinho. Eu me levantei e fui ficar em pé ao lado de Josh. se mexeu e abriu os olhos. - QUE PORRA É ESSA? - gritou, olhando pra . O mesmo acordou com o grito de .
- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI? - gritou, olhando confuso para . levantou e foi pro meu lado. e agora tinham acordado.
- Sai de cima de mim! - gritou empurrando .
- Como eu fui parar em cima do ? - coçava a cabeça.
Eu e Josh riamos descontroladamente.
- Do que vocês estão rindo? - nos encarava.
- Da cena de vocês! - Eu disse parando de rir.
- Não tem graça, eu posso explicar! - olhou só pra mim.
- É bom mesmo! O que você tava fazendo dormindo de conchinha com o ? - Olhei séria pra ele, mas com vontade de rir.
- É! - olhava de mim pra .
- Eu pensei que fosse a , por isso! Não sabia que tava abraçando o ! - sorriu sem-graça e ficou vermelho. Todos riram.
- E você, , por que estava com as pernas em cima do ? - se levantou.
- Eu já acordei em cima do ... não sei como fui parar ali! - olhava para sentado na cama. Depois da crise de risos, descemos para tomar café. Como pessoas anormais, foi aquela bagunça na hora de comer. Mesmo estando com o pé machucado, eu ainda estava feliz, estava no Brasil com quatros doidos, quer dizer, cinco. Josh não se salva! Eu estava feliz.

Capítulo 12


Depois dos Shows em Salvador, só tínhamos mais duas cidades para visitar,Rio de Janeiro e Porto Alegre, depois dessas cidades nos voltaríamos pra Londres.O tempo passou rápido os show no Rio foram mais agitados,meninas passaram mal durante o show e tiveram que ser retiradas, o que causou um pouco de tumulto no Rio.Porto alegre as coisas correram bem nada de desmaios, só lágrimas, abraços e beijos.Os shows acabaram e era hora de voltar pra casa.Estávamos no avião.
- Nossa, essa semana foi corrida, mas foi legal. - se sentava na poltrona do avião.
- Cansativa mas boa. - se jogava ao lado do amigo.
- Trabalhosa mas recompensante! Vocês fizeram um ótimo trabalho. - Sorri me sentando do lado de Josh.
- Nós fizemos um ótimo trabalho. - se sentou ao meu lado.
- Nem acredito que depois de amanhã eu já vou poder tirar essa coisa. - Eu sorria olhando pra minha perna. e Josh sorriram pra mim.Senti o avião pegar velocidade.Senti também um aperto no peito, só de pensar o que eu estava deixando meu pai,minha mãe todos aqueles que me amam e que eu amo, mas estava feliz pois iria voltar pra casa, pra minha cama.Comecei a lembrar do meu pai, quando nos íamos viajar.Eu tinha uns quatro,cinco anos naquela época.

Flashback On
- Papai a gente vai viajar hoje? - Eu perguntava com meu ursinho no braço e a chupeta na boca.
- Sim querida nós vamos,vamos pra praia!O que você acha?- Papai me pegou no colo beijando minha bochecha logo em seguida.
- Eba... Mamãe, o papai vai levar a gente pra praia. - Eu sorria pra os dois que me olhavam.
- Eu amo vocês! - Papai disse abraçando a mim e minha mãe.
- Eu também amo vocês!Muito! - Minha mãe sorria durante o abraço.
Flashback Off

Uma lágrima de saudade escorreu na minha bochecha. estava distraído olhando o celular, Josh estava lendo um livro e eu estava com saudade de casa,quer dizer da minha antiga casa.Estava anoitecendo quando o avião pousou no aeroporto de Londres.Respirei fundo e me levantei.Fui seguindo Josh, , e . estava logo atrás de mim e sorria.Fizemos todo aquele procedimento de desembarque e saímos do aeroporto.Na frente do mesmo estava Fletch com seu carro nos esperando.
- Hey meninos... - Fletch arregalou os olhos quando me viu.- o que aconteceu com sua perna?
- Hey calma Fletch, eu só machuquei meu pé quando nós estávamos indo pra Salvador, eu cai de mal jeito em cima dele.- Sorri fraco pra ele.
- Por que ninguém me avisou sobre isso?Eu tinha te mandado voltar no mesmo instante!- Fletch ainda me olhava assustado.
- Por isso que eu não deixei ninguém falar nada pra você!Eu fui pra ser a responsável por eles e acabo me machucando, eu não iria voltar e deixar eles lá!Eu estava trabalhando.
- Mas eu admiro seu grau de profissionalismo mas que isso não se repita!Pela sua saúde!- Fletch sorriu.
- Desculpa Fletch... Sim senhor,na próxima vez eu falo. - Bati continência em forma de brincadeira .
- Mas e vocês, fizeram boa viagem?- Fletch nos perguntou.
- Sim.- Todos responderam em coro.
Entramos no carro.
- Então deixo vocês onde?- Fletch nos olhou.
- Pode nos deixar na frente da casa do .- Josh disse.- Tudo bem pra todo mundo? Quer dizer a casa dele é perto de todas e é mais fácil pra .
- Tudo bem... Eu posso deixar a e o Josh em casa,que tal?- Olhou de mim para Josh.
- Ok.- Josh sorriu.Logo depois Fletch parou o carro na frente da casa de .
- Chegamos... Vejo vocês segunda. melhoras pra sua perna.- Fletch disse sorrindo.
- Obrigada Fletch.- Sorri pra ele.- Até segunda.- Sai do carro com ajuda de .
- Até Fletch.- , , e se despediram.
- Boa Noite pra vocês. - pegava suas bagagens.
- não sei se você sabe mas está de dia,olha o sol, tá cedo menino.- parou e olhou para o relógio.- Dude, são sete e vinte e cinco da manhã.
- Por isso mesmo meu caro, vou dormir até as duas da tarde. - sorriu e saiu andando.- Até mais.- Mandou beijos e continuou andando.
- Até pra vocês também.- se despediu e saiu.
- Bom eu tô na frente de casa então...eu vou entrar, tchau até mais.- se despediu e saiu.
pegou minha bagagem e Josh foi me ajudando até a casa de , que por sinal era na mesma rua que a casa de , , ...enfim só não moravam na mesma casa. me deixou Josh em casa e depois nos fomos para minha.
parou na frente da minha casa. Ele me ajudou a descer.
- Te vejo mais tarde?- Ele perguntou colocando minhas malas dentro da sala.
- Se você quiser.- Sorri pra ele.
- Claro que sim... A gente podia ver um filme ou sair?- Ele segurou minha mão.
- Sim, a gente resolve depois.- Me sentei no sofá, olhei para a escada.- Como eu vou subir isso?- Sussurrei pra mim mesma mas ouviu.
- Como você vai subir, eu posso te ajudar... E pra descer?- Ele me olhou rindo.
- Isso ri da desgraça dos outros. - Comecei a rir também. - Acho que eu vou me instalar no sofá até tirar isso.
- , Você pode ficar lá em casa até tirar o gesso.- Ele se sentou ao meu lado.
- Ou você pode ficar aqui.- Eu sorri.
- Ok, mas eu preciso ir em casa pegar uma roupa.- Ele se levantou.
- Tá...Er...Você me deixa lá em cima?- Perguntei fazendo bico.
- Deixo, linda.- Logo depois dele me responder, ele em pegou no colo e subiu as escadas comigo em seus braços.
Ele me deitou na cama.
- Não sai daqui.- Ele disse sorrindo.
- Como se eu pudesse. - Fiz bico. Ele sorriu e uniu nosso lábios. Era um beijo calmo. - Hey leva a chave. - Disse baixinho com os lábios ainda colados nos dele. Ele assentiu com a cabeça me deu um selinho e saiu.Me deitei na cama e fechei os olhos.

Hey Mamãe está linda naquele vestido preto.Poow com aquele terno está magnífico.Por que está todo mundo de preto?Hey a Mamãe está chorando?Por que minhas amigas estão chorando?
Senti uma mão apertar meu ombro.Me virei era meu Pai.
- Oi pai.- Eu o abracei como nunca tinha abraçado, um abraço forte e apertado.
- Oi minha pequena.- Ele sorriu pra mim.
- Pai você sabe por que tá todo mundo chorando?- Eu ainda estava abraçada com ele.
- Acho que porque eles perderam alguém que amavam muito!- Ele me olhou nos olhos.
- Ah, eu vou lá com a mamãe ela está chorando muito.- Eu ia me soltar mais ele não deixou.
- Filha eu quero te fazer um pedido.- Ele me olhava nos olhos.
- Faça papai.- Eu amava chamar ele de papai.
- Mesmo eu partindo você me promete ser forte e vai cuidar da sua mãe, do seu Poow,do Bob?- Ele me olhava com os olhos cheios de lágrimas.
- Pai por que você está falando assim?Você não vai nos deixar!- Eu começava a chorar.
- Filha só me promete isso?- Ele agora chorava.
- Tá eu prometo... mas não fala assim eu fico com medo eu não quero te perder.- Eu chorava.
- Filha me promete também que você vai ser feliz,vai conseguir tudo que sempre quis ,seus sonhos e não vai deixar que nada nem ninguém os atrapalhe?- Ele segurava minhas mãos.
- Nunca, eu te prometo.- Sorri fraco e ele apertou minhas mãos.
- Se lembre sempre que o papai te ama muito, ama muito você e sua mãe e sempre vou amar,vocês são minha vida!- Ele me abraçou forte. Ele e eu chorávamos como crianças.
- Te amo muito também pai e sempre vou amar!- Beijei sua bochecha molhada. Ele sorriu pra mim antes de se distanciar.- Pai não vai.- Eu gritei.
- Chegou a hora filha,tenho que ir,fique com sua mãe cuide dela.- Ele gritou e sorriu.Me mandou um beijo e sumiu atrás da grande árvore.

Escutei uma voz doce me chamar.
- o telefone.- tinha meu telefone nas mãos.Sorri pra ele e peguei o telefone.
- Alô...Sério?Ah não acredito...tá bom...duas?...Ok...não, como eu poderia faltar?!...até mais tarde...tchau.- Sorri desligando o telefone.
- Nossa que felicidade... o que aconteceu?- estava só de calsa jeans.Mordi meu lábio e afastei meus pensamentos pervertidos.
- Sabe quem em ligou?O Doutor Jason , disse que ele quer me ver.- Sorri já imaginado minha perna sem aquilo.
- Ah ele que te ver?Eu não vou deixar!- cruzou os braços.
- Ele quer ver meu pé,Não eu!- Sorri pra ele.
- Bom mesmo!Até parece que eu ia deixa o Doutor Jason te ver.- Ele disse ’’Doutor Jason’’ com voz gay.
Ele veio se aproximando.
- Hoje as duas eu vou estar livre disso. - Apontei para meu querido gesso todo rabiscado. insistiu tanto em escrever no meu gesso que eu deixei,acho que se tivesse dito não ele teria uma crise de choro. Logo depois tomou a caneta da mão dele e começou a desenhar e escrever também,Josh não hesitou em deixar sua marca , fez coraçõeszinhos e nossos nomes, tentou fazer uma estrela ,mas não saiu perfeita.
- A gente podia comemorar que tal?Filme, eu você...- foi interrompido pelo celular tocando.- ... O que ele quer agora?- atendeu o celular.
- Dude... A vai tirar o gesso hoje a tarde...É eu já tinha sugerido isso...Você chama o e o ...Josh, a liga pra ele...Ok...Na sua casa...Tá bom...A gente leva o sorvete...Tá...Tchau .- Ele desligou o celular.
- Então... - Eu disse olhando do celular pra mão dele.
- Contei pro que você vai tirar o gesso hoje, ai ele sugeriu uma comemoração,sessão pipoca,filme na casa dele.- Ele me olhou sorrindo.- O que acha?A gente leva o sorvete!
- Perfeito...Er vamos chamar o Josh?- Eu disse entortando a boca.
- Vamos se você quiser.- Ele sorriu de novo.
- Claro...Mais tarde você me lembra de chamar ele.- Eu peguei meu celular.
- Tá bom.- Ele deitou.- Agora eu vou dormir...- Ele bocejou.- Um pouquinho.
Peguei meu Notebook que estava em cima da mesinha de cabeceira. estava online.

Says :
Hey , tudo bom?

Says :
To bem e você?

Says:
To meia triste não deu pra gente se ver antes de você ir embora =/

Says :
Também fiquei triste com isso =/

Says:
Mas iae como foi a viagem?

Says :
Foi boa...at´r a parte que eu machuquei meu pé.

Says :
O QUE?ONDE VOCÊ MACHUCOU SEU PÉ?COMO?

Says :
Hahaha calma …Eu cai no aeroporto de Salvador, e machuquei meu pé.

Says :
OMG , mas já tá melhor?

Says :
Bom já... vou tirar o gesso hoje a tarde.

Says :
Aah que bom...Como estão os meninos?

Says :
Você quer perguntar do ?

Says :
Lógico que não... Ah sim mas eu quero saber como os MENINOS estão!

Says :
Sei,sei cof cof...Eles estão bem, o ficou bem chateado quando você não foi ver a gente no Rio!

Says :
Tadinho... Não deu mesmo.

Says :
Eu sei... quando vai vir aqui?

Says :
Não sei... nas férias quem sabe?

Says :
Vou esperar!

Says :
Ok.

Says :
Hoje tem sessão pipoca na casa do .

Says :
Legal!Eu queria estar ai com você.

Says :
Corrigindo você queria estar aqui com o =x

Says :
...Eu vou ter que ir, o trabalho me chama.

Says :
Ta bom... Vê se não some!Tchau Bom dia pra você!

Says :
Não vou sumir tchau,Bom dia pra você melhoras e bom cinema com os meninos!Beijos.

Says :
Beijos.

desligou- se.

Depois da conversa com eu fui dormir mais um pouco.

’s POV.
Abri os olhos lentamente.Vi que ainda dormia.Peguei meu celular para ver a hora.Era uma e cinco da tarde.Resolvi acordar ,pra ver se ela não quer comer alguma coisa.Me aproximei calmamente de seu ouvido.
- Hey minha linda.- Acariciei calmamente seu cabelo.
- Hum...- Ela murmurou baixinho.
- Amor você não que comer alguma coisa?Já é uma da tarde.- Acariciei seu cabelo.
- Não quero não.- Ela abril os olhos.
- Tem certeza?- Perguntei.
- Tenho.- Ela sorriu.
- Tá bom!- Sorri.Ela se sentou.Eu me aproximei de vagar dela.Depositei uma de minhas mãos em sua cintura.Nossos rostos estavam bem próximos.Passei meu nariz em sua bochecha delicadamente.Encostei nosso lábios.Ela colocou a mão em minha nuca.Pedi para aprofundar o beijo.Me inclinei mais sobre ela me deitando sobre a mesma.Minha mão foi para seu quadril e a sua desceu para minhas costas.Ela separou o beijo.
- Não é uma boa hora pra gente se empolgar !- Ela sorriu.Eu ri.
- Ok.- Sai de cima dela e sentei na cama.
- Vou ligar pro Josh.- Ela me olhou e pegou o celular.- Hey Pet...Te acordei?...Desculpa...Eu liguei pra saber se você não quer ir na comemoração do meu gesso...É que hoje a tarde eu vou tirar esse treco...Eu sei to super animada também......Vai?...Legal...Ah, lá pras cinco...Ok...Tchau.- Ela desligou sorrindo.- Josh vai.
- Hm.- Olhei pra ela.
- Uma e meia,vou me arrumar,preciso tirar isso de pé!- Ela sorriu e se levantou.Ela se foi para o seu closet.Me levantei e fui colocar minha camisa ,que estava em cima da cadeira perto da porta do closet.
- Precisa de ajuda pra se trocar?- Perguntei vestindo a camisa.
- Não.- Ela disse.
- Tem certeza?- Perguntei me aproximando da porta.
- Não.- Abri a porta e estava se matando pra tentar colocar o short. Eu ri e me aproximei.
- Espera,Calma eu te ajudo.- Me abaixei pra ajudá-la a por o short na perna com o gesso.- Pronto agora só você fechar o zíper e o botão.- Sorri pra ela.
- Muito obrigada Mr.. - Ela sorriu,fechou o zíper e o botão.
- De nada.- Me encostei em uma daquelas portas grandes.Olhei em volta vi que na última parede era só de sapatos,tinha duas portas grandes de um lado e duas de outro.- Depois falam que eu que tenho tênis demais.- Sussurrei pra mim mesmo.
- Isso porque você não viu a parte de bolsas. - Ela foi andando até a última porta perto dos sapatos. Abriu e me chamou com o dedo.
- Meu deus,onde você vai com tanta bolsa?- Me deparei com três prateleiras cheias de bolsas de diferentes tamanhos,cores e formatos.Fiquei boquiaberto.
- Nunca se sabe.- Ela deu de ombros.- Vamos lá pra baixo?
- Vamos.- Sorri.
Nos saímos do quarto,estávamos em frente a escadas.
- Vamos apostar uma corri,quem desce primeiro?Ah foi mal, esqueci que você não pode correr.- Fiz cara de deboche e ri.
- Isso ri, ri mesmo!- Ela cruzou os braços.
- Vamos descer?- Estendi os braços pra ela,a mesma sorriu e pegou minha mão.
A peguei no colo e comecei a descer as escadas.Cheguei ao último degrau ofegante,a coloquei no chão.
- Tá pesada, não ?- perguntei.
- Tá me chamando de gorda?- Ela estreitou os olhos entortou a boca e cruzou os braços.
- Não,lógico que não.- Coloquei as mãos no bolso.
- Muito obrigada pelo ’’GORDA’’ me animou muito.- Ela se virou e fechou a cara.
- eu não te chamei de gorda...só falei que você estava um pouco pesada.- Sorri sem graça.
- Ok.- Ela ainda não me olhava.
- Vamos ou você vai chegar atrasada no médico.- Fui em direção a porta.
- Vamos... Vai ser uma alivio pra você,não vai mais ter que carregar a baleia aqui.- Ela pegou as muletas e saiu andando ou tentando.
- Não acredito que você fico brava comigo por uma coisa boba. - Fui andando atrás dela.Ela não respondeu.Fechei a porta e fui em direção ao carro.Destranquei ela entrou,sentou arrumou o cinto e cruzou os braços.Entrei no carro e fiz o mesmo só não cruzei os braços.A olhei, ela olhava pra fora com bico.Sorri e liguei o carro.
- Onde é a clínica?- Não obtive resposta novamente.
Ela pegou a bolsa abriu e pegou um papel e me entregou.O caminho todo foi em silêncio.Eu realmente não estava acreditando que ela estava brava por uma brincadeira.Chegamos na clínica.A ajudei a descer.Fomos para recepção.
- Boa tarde,tenho consulta com o Dr. Jason.- sorriu pra mulher.
- Ah sim...?- A atendente perguntou educada.
- Sim.- sorriu novamente.
- Vou entregar seu papeis pra ele,um segundo.- A atendente simpática se levantou e foi até uma porta próxima.E depois saiu de lá.- Ele está a sua espera.
- Ah sim.- me olhou.- Vem comigo?
- Se você quiser.- Ela sorriu,eu involuntariamente sorri também.
- Claro.- Ela começou a andar até a sala do médico.
- Olá. - O medico nos recebeu sorrindo.
- Oi.- respondeu sorrindo.
- Oi.- Respondi sendo educado.
- Vamos olhar sua perna?- Ele se levantou e foi para lado de uma maca.
- Vamos.- sorriu e foi andando com um pouco de dificuldade até a maca.
Se sentou. O doutor começou a olhar,perguntou algumas coisa pra ela,depois ele voltou a sua cadeira.notou algumas coisa,pegou o telefone,pelo que eu ouvi ele falava com a recepcionista,pediu que ela preparasse alguma coisa que eu não prestei atenção.Depois ele pediu que ,o acompanhasse.Acompanhei eles até um banco de lado de fora da sala.Me sentei e esperei.Esperei...Esperei até que vi sair de uma sala sem o gesso,mancando um pouco mas andando. Sorri involuntariamente.
- Vem.- Ela passou por mim e estendeu a mão.Me levantei e peguei a mão dela.Nós adentramos a sala.
O médico fez algumas recomendações e nós saímos.Ela estava sorridente.
Entramos no carro.
- ...- A chamei.
- O que foi?- Ela respondeu.
Estremeci.
- Ainda está brava comigo?- murmurei baixinho.
- Não.- Ela sussurrou baixinho.
Fiquei surpreso.
Demorei para raciocinar as palavras que ela acabara de dizer.Então ela não estava mais brava.
- Que bom...que não esta brava.- Eu estava confuso.Vai entender as mulheres.
Então ela não estava brava,resolvi não tocar mais no assunto.
- Música?- Perguntei olhando pra ela.
- Por que não? - Ela sorriu.
Eu liguei o rádio.Tocava Just Dance da Lady Gaga.Liguei o carro.
- JUST DANCE!,Gonna be ok (Apenas dance vai dar certo).- Ela sussurrou.
Eu ri e cantei junto.
- Da da doo doot da dôo - doo.JUST DANCE! Spin that record babe.(Apenas dance, gire aquele disco baby).- Cantei fazendo gestos com a cabeça já que estava dirigindo.
Ela riu.
A música acabou quando chegamos ao supermercado.Fomos direto pros congelados.
- Sorvete de que?- Perguntei olhando os mais variados potes de sorvetes.
- Chocolate ou morango?- Ela olhava os sorvetes.
- Chocolate.- Nos dois dissemos juntos.
Pegamos os dois potes de sorvetes,pois disse que com , e ela juntos um pote não daria.
Fomos para casa de .
- Hey.- abriu a porta da sua casa.Nos deu passagem para entrarmos.
Encontramos brigando com um saco de salgadinho. jogado no sofá com uma garrafa da cerveja.
- Como estou?- saiu dançando.
- Linda como sempre.- desistiu de tentar abrir o pacote.
- Que bom que você tirou o gesso .- se sentou.
Ela sorriu,se sentou ao lado de . fez o mesmo.
- Qual filme vamos ver ?- Disse entrando na sala.
- Um filme que a moça da locadora disse que é bom. - se aproximou da mezinha de centro e pegou um DVD.
- você não alugou um filme pornô, não é?- Perguntei me aproximando do sofá.
nunca fora normal,vai que ele achou um lançamento que a tal moça disse que é bom e ele pegou.Ele é doido ao ponto de chamar todo mundo pra ver isso junto com ele mais enfim...
- Não,não é um filme pornô!- foi até a mesa e pegou o DVD.Voltou e me entregou.
- Atividade Paranormal... Não assista esse filme sozinho. - Li o que estava escrito na capa.A imagem era de um casal numa cama,em um quarto escuro,a moça apontava para alguma coisa.
- Vamos ver se é bom.- se levantou.
O micro-ondas apitou.
- Pipocas prontas. - saiu correndo pra cozinha.
Voltou equilibrando cinco cervejas e uma bacia de pipoca.
- Pronto.- colocou a bacia de pipoca e as cervejas na mesa de centro.
Fui me sentar ao lado da .
O celular dela começou a tocar. Ela pegou.
- Josh não vem mais... Imprevisto.- Ela fez uma biquinho,colocando o celular no bolso.
- Então podemos começar a ver o filme?- perguntou.
- Sim.- colocou o filme e se sentou na poltrona ao lado do sofá.
O filme começou.
No começo não aparentava medo .Quando os passos no andar de cima começaram, se apertou em meus braços. tampava os olhos com a mão. e estavam vidrados no filme,nem piscavam.Já estava no meio do filme.Quando a porta do quarto bate todos gritamos e pulamos, escondeu o rosto em meu peito.Eu ri da cena.A cada cena de sustou, me apertava mais contra si, gritava e tampava os olhos, pulava do sofá, gritava e se afundava mais na poltrona.Estava perto do final,a mulher joga o corpo do cara contra a câmera e ficou tudo preto.O filme finalmente acabou.
- Ok isso foi... Assustador!- se levantou e tirou o DVD.
As luzes da sala e da cozinha eram as únicas acessas,a cidade já estava escura. estava voltando para se sentar quando as luzes se apagaram.
- AI MEU DEUS É O MICAH!- gritou desesperado.
Ouvi um barulho na cozinha,algo caindo talvez.
- É O MICAH SIM, AI MEU DEUS.- gritou novamente.
- PARA DE GRITAR NÃO É O MICAH COISA NENHUMA!- gritou se apertando mais contra mim.
- O barulho veio da cozinha. - afirmou.
- Eu vou ver o que aconteceu com a luz,ali na caixa de energia.- chutou alguma coisa quando levantou.
- É SEMPRE ASSIM EM FILME DE TERROR,SEMPRE MORRE ALGUEM QUANDO INVETA DE VER ALGUMA COISA!- ainda gritava.
- ,pare de gritar não tem ninguém surdo aqui,muito menos estamos em um filme de terror.- tentava acalmar .
Ouve uma batida novamente e as luzes se acenderam.
- Ok... Isso foi estranho...Bem estranho.- Eu me pronunciei.
- Vou lá na cozinha ver o que aconteceu.- começou a caminhar até o corredor.
- .- gritou.
se assustou,soltou um grito e deu um pulo.
- O QUE, INFELIZ?QUASE ME MATOU DE SUSTO.- gritou colocando a mão em seu peito.
- Leva isso,vai que tem alguma coisa lá.- pegou um guarda chuva.
- O sua anta,se fosse mesmo um “fantasma”,você acha que um guarda chuva o machucaria?- Me levantei com ,grudada em minha cintura.
pensou um pouco e depois respondeu:
- Acho que... - ia responder mas foi interrompido por .
- É CLARO QUE NÃO!E PARA DE ME DAR SUSTO!- se virou e foi rumo a cozinha.
se jogou novamente no sofá se escondendo atrás de uma almofada.
voltou a sala.
- Tudo na perfeita paz. - encostou na parede.
- Sem fantasma !- se levantou.- Meu celular tá tocando,espera ai.
saiu da sala.
Alguns minutos depois ele voltou.
- Casa noturna hoje,quem topa?- sorria.
- Não tá meio tarde pra chamar a gente não?- jogou uma almofada em .
- Cara são... - parou para olhar o relógio no pulso.- Oito e vinte e sete,da tempo de ir na China,voltar e sair.
- Que horas?E onde?- perguntou.
- As onze,no “Where the magic happens”(Onde a mágica acontece).- parou por um minuto.- O nome é meio bobo mais o lugar é bom...Grande e bonito.
- Ok fechei... Eu vou.- deu de ombros.
- Eu vou também.- levantou.
- ,?- me olhou.
- Não sei gente...Eu acabei de tirar o gesso do pé...Mas se você quiser ir ,pode ir.- sorriu entrelaçando nossos dedos.
- Mas ,você fica sentadinha.- afirmou.
- É ,vai com a gente.- ajudou .
- É ,você precisa se distrair,acabamos de voltar de uma turnê.- Eu apertei sua mão com delicadeza.
- Ok... Eu vou.- sorriu.
- Então tá.- foi andando na direção da porta.- Eu já vou tenho que tomar banho,ficar cheirozinho,gostosão para as mulheres.- piscou pra e saiu andando.
- Nós temos que fazer o mesmo,não é ?- Sorri pra ela que retribuiu.
- É... Um banho descente em uma semana. - fitava a perna.
- Ok,também tenho um banho pra tomar.- ia seguindo .
- Então, leva a , e eu vamos com o .- não fez uma pergunta.
- Ei,como assim eu levo você e o ?Eu pretendo acordar em outro lugar com uma menina muito gostosa ao meu lado!- parou na porta.
o encarou sorrindo e depois disse:
- Meu caro amigo,não estou te proibindo de comer alguém hoje...Pois vou fazer o mesmo...Mas não sei se sua mente se lembra que meu CARRO está na revisão.
- Ah... Vai com o .- apontou para o .
- ,se lembra da última vez que eu peguei carona com o ?- parou e fitou .
- O ,sumiu no meio da noite e quando voltou,estava sem a carteira,a blusa,a chaves do carro e da casa dele.- Afirmei,relembrando a cena.
- Então?- fitou .
- Ok. Mas não me culpem se eu sumir e o carro também,e vocês ficaram sem como voltar pra casa!- saiu ando.- Tchau.
- Se isso acontecer nós traremos vocês de volta.- Afirmei.
- Ok.- disse.
- Então vamos.- saiu puxando minha mão em direção a porta.- Até mais tarde.
- Até. - nos seguiu até a saída.
Eu e estávamos de carro.
Voltamos pra casa da .A deixei na porta,marquei de voltar quando estivesse pronto.Iria pra casa,tomaria banho,me trocaria e voltaria.Ela assentiu,depois de um selinho rápido entrou em casa.

's POV
Nós fomos para tal casa noturna com .Eu e não ficamos muito lá,meu pé começou a dor um pouco e nós voltamos pra casa.

Duas semanas já haviam se passado desde que eu tirei o gesso.Meu pé já estava bem melhor.

Era sábado,como todos os sábados eu sempre acordava tarde.Eu não iria levantar se o irritante telefone não tocasse.
- Espera eu já estou indo. - Falei como se quem estivesse me ligando pudesse escutar.
Como boa anta que sou, perdi a extensão que tinha no meu quarto por isso tenho que descer pra atender o telefone.
- Hi.- Falei antes de um bocejo.
- ACORDA!- Uma louca gritou do outro lado da linha...

Capítulo 13


Reconheci a voz como sendo da . ?
- Quem é? - Perguntei querendo tirar minha dúvida.
- A , LÓGICO!- respondeu gritando.
Era ela. Sorri comigo mesma.
- , que saudade menina! - Eu disse.
- EU TAMBÉM! - gritou mais uma vez.
- para de gritar! - Falei rindo.
- Ah,desculpa é pra você acordar! - respondeu rindo.
- Mas então, está tudo bem? - Perguntei interessada me sentando no sofá.
- Na verdade não. - murmurou baixinho.
- O que aconteceu? - Perguntei preocupada.
- Eu to perdida! - respondeu.
- Não você não está perdida,calma eu posso te ajudar,só me falar o problema. - Respondi tentando passar confiança pra .
- Não você não entendeu,eu estou perdida literalmente. - respondeu.
- Como assim? - Perguntei.
- Me dá logo isso aqui, você não resolve nada sua cabeçuda. - Escutei uma voz conhecida falar ao fundo. - ,ajuda agente,pelo amor de deus.
Reconheci a voz. Era de .
- Hey ,o que aconteceu?-Eu estava feliz e confusa.
- A anta da disse que seria fácil encontrar sua casa que ela tinha o endereço,bla bla bla,mais agora culpa dela nós estamos em uma rua que nem o nome sabemos pronunciar!- falou em tom de desespero.-Help please?
Eu comecei a rir.Quer dizer que elas estavam em Londres?
- Não ri! é sério ajuda agente! - disse em tom sério.
- Ok,calma eu vou buscar vocês,me diga o nome da rua. - Perguntei e corri pra pegar um papel e uma caneta.
- Cara,o nome eu não sei pronunciar não,é estranho.- refletiu.
- Belo inglês,então soletre. - Ela só soletrou,pedi pra que elas não se mexessem que eu estaria chegando.
Subi,vesti a primeira coisa que eu vi.
Quando estava saindo encontro descendo do carro.
- Hey pequena.-Ele sorriu e veio ao meu encontro.
Me deu um selinho rápido.
- Vai sair?-Ele me olhou confuso.
Eu sorri.
- Eu tenho que pegar minhas amigas. - Respondi.
- Ah.- Ele disse sorrindo.
- Na verdade elas se perderam. - Cocei a cabeça.
- E você vai atrás delas.- não fez uma pergunta.
- É.- Fiz uma careta.
riu.
- Eu posso te ajudar.- sorriu.
- Não,eu não quero atrapalhar você.-Eu retribui o sorriso.
- Você não vai atrapalhar.Então vamos? - Ele disse e riu logo depois.
Entramos no carro de que estava parado à nossa frente.
- Tem pelo menos uma ideia de onde elas estão?- perguntou enquanto colocava o cinto de segurança.
- Tenho. - Eu respondi.
Mostrei o papel onde eu tinha escrito o nome da rua. Eu não conhecia aquela rua. disse que aquilo não era uma rua, e sim um bairro, grande por sinal. riu da minha careta.
Nós procuramos em duas,três,quatro ruas e nada das três.
Até que o celular de começar a tocar.
- ,atende pra mim? - entregou o celular.
Assenti.
Piscava no visor: . Sorri.
- ,cadê você?- perguntou do outro lado da linha,visivelmente irritado.
- Não é o ,sou eu, a . - Respondi.
- Ué,mas eu disquei o número do ,ou liguei errado ?- perguntou mais pra si.
- ,você não ligou errado,eu atendi o telefone dele porque ele esta dirigindo.-Respondi.
- Ah,avisa pra ele que a gente tá esperando.- murmurou.
- Ok.-Respondi.
Falei para o que me pediu. Ele murmurou alguma coisa como ''Diga para ele que eu ligo depois'' e desligou.
Andamos mais algumas ruas.
Nós passamos devagar por uma rua,e eu vi duas pessoas.
- , volta ali.-Apontei pra trás.
- O que foi? Viu elas? - me olhou e olhou pra trás.
- Acho que sim .- Respondi.
olhou pra trás,não viu nenhum carro,então ele deu ré.
Então eu pude ver direito,uma pequena mochila e uma menina sentada em cima,outra de costas.
- Você acha que são elas?- me olhou.
- Não sei,vamos passar e ver.-Dei de ombros e sorri.
deu um meio sorriso e entrou na rua.
reduziu a velocidade quando chegamos perto.
Eram elas.
- Finalmente achei vocês!-Gritei de dentro do carro.
que estava sentada em cima da bolsa quase caiu no chão por causa do meu grito, que estava em pé de costas se virou.
- ! - e gritaram.
- Shhh,não berrem!-Eu disse sorrindo.
Olhei pra ,ele parecia meio desnorteado,eu estava falando português.Sorri pra ele.
- Então,achamos?- sorriu pra mim.
- É,achamos! - Respondi. - Já volto.
Dito isso eu sai do carro. e pularam em cima de mim,me sufocando e esmagando.
- Hey,meninas calma,me deixem respirar.-Eu murmurei.
- Ah,que saudade de você!- me apertou mais.
- Também senti,mas me deixem respirar ou vou morrer! - Eu quase gritei.
Elas me soltaram finalmente.Pensei que iria morrer de verdade!
- Ué,uma,duas...Cadê a ?-Arregalei os olhos.
- Ah,ela foi até o final da rua,de onde agente veio,lá tem um mercado,ela foi comprar alguma coisa pra esfomeada da !- respondeu e olhou pra .
- Ah tá,mas faz tempo que ela saiu?-Perguntei olhando pra ver se a encontrava.
- Na verdade faz sim,um tempinho.- respondeu passando a mão na barriga.
- Vamos esperar ela voltar!-eu disse.
- deixa de ser gay cara.-Escutei murmurando dentro do carro.
- Quem é?- me olhou e estreitou os olhos.
Respirei fundo.Não sabia o que dizer.
''Ah ele é o .'' e se elas perguntassem o que ele era meu?O que eu diria?
''Ele,é meu peguete.'' Eu não diria isso.Mas antes de sair alguma palavra da minha boca,Tom me chamou.
- ,vai demorar? e estão tendo um ataque!- saiu do carro com o celular.
- Er... Só preciso esperar minha amiga voltar. - Respondi sorrindo.
Agora sim,eu estava numa situação pior.
- espera eu já to indo!- quase gritou e desligou. - Cara chato!
fez uma carreta e se aproximou de mim.
- ,essas são minhas amigas, e .-Apontei pras duas,que estavam com o queixo rente ao chão.
- Oi,meninas.- deu um aceno.
- Meninas esse é o .-Apontei pra ele.
Ele sorriu.
Um silêncio terrível se instalou. e , encaravam ,sem ao menos disfarçar. já estava começando a ficar vermelho.
- Meninas falam com ele! - Eu pedi em português.
- Desculpa a nossa indelicadeza.- disse em inglês.
Fiquei agradecida.
- Tudo bem.- sorriu. - Mas,como foi a viagem?
- Foi horrível... - estava falando mas foi interrompida por que chegou falando ao celular.
- Tá mãe... Eu falo...Beijo...Tá...Também te amo...Tchau. - desligou o celular e colocou no bolso.Ela nos encarou,tão surpresa quanto as meninas.
Sorri e abri os braços,esperando ela vir correndo e pular em cima de mim.
Mas ela não o fez. Ela apenas piscou.
- . - Sai correndo e pulei em cima dela.
Ela me apertou contra si.
- Saudades de você! - Disse me afastando.
- Também. - Ela sorriu.
- Eu não quero ser chato,mas a gente pode ir agora?- coçou a cabeça,sorrindo fraco.
- Tudo bem.Meninas vamos pra casa. - Sorri.
colocou as coisa delas no porta-malas.As meninas foram atrás.Cochichando em português.
perguntou se nos podíamos passar na casa do antes de ir pra minha.Eu disse que tudo bem.Chegamos em frente a casa de . buzinou. saiu de lá com cara de poucos amigos.
- A GENTE COMBINOU ÀS DEZ,JÁ É UMA HORA! - gritou,fazendo gestos exagerados.
- calma. Eu estou aqui, não estou?Sou todo seu agora. - brincou.
- desistiu e foi pra casa. - disse se abaixando. - Oi .
sorriu pra mim.Pareceu nem notar a presença das meninas no banco traseiro.
- A gente ainda vai?- perguntou.
Ele finalmente notou a presença das meninas.Deu um sorriso.
- Não sei.- coçou a cabeça.
- pode nos deixa aqui, eu vou andando com as meninas,não tá longe de casa.-Eu disse.
- Não,não é que...Quando eu fui na sua casa hoje de manhã eu fui chamar você pra ir no parque com a gente.- sorriu.
Eu sorri.
- Ah,mas você pode ir.-Eu respondi.
- Não deixa pra outro dia,então.- fez uma carreta.- já desistiu, e a também,então...- deu de ombros.
- Depois eu passo aqui,vou levar elas pra casa.- disse a .
- Eu vou pra casa,dormir! - respondeu. - Tchau meninas.
mandou um beijo para que lhe mandou o dedo do meio.
As meninas riram.
dirigiu até minha casa calado.Eu também.As meninas as vezes riam de alguma coisa que viram e cochichavam.Chegamos na porta da minha casa e ajudou novamente.Entreguei a chave pra e disse que elas podiam ir entrando.
me olhou sorrindo sem graça.
- Eu estraguei seu passeio!-Eu fiz uma carreta e ele riu.
- Não,lógico que não.- disse me pegou minha mão.- A gente podia sair mais tarde,almoçar,não sei.- brincava com meus dedos.
- Elas que decidem.-Fiz um biquinho e ele riu.
- Tá bom,você fala com elas e me liga?- entrelaçou nossos dedos.
Assenti com a cabeça. sorriu e foi chegando mais perto.Rosou o nariz em minha bochecha.Fechei os olhos com o ato.Ele selou nossos lábio,em um selinho demorado.Escutei uma risada alto.Só podia ser . riu e se afastou.
- Eu já vou,me liga mesmo.-Ele piscou e sorriu.
- Pode deixar.-Sorri.
Ele foi em direção ao carro.Entro,sorriu de novo e murmurou um ''tchau'' antes de sair.
Entrei em casa sendo recebida por gritos.
- Parem de gritar! - Eu gritei.
Elas riram.
- Uau o que foi aquilo? - se jogou no sofá.
Fiquei vermelha.
- Você vai contar tudo pra gente!- se jogou ao lado da .
Me sentei e comecei a contar tudo.Desde começo.Sabia que se não contasse elas enlouqueceriam.Me matariam e depois interrogariam até os gatos da vizinha.
Elas riram suspiram e gritaram.
Depois eu fui mostrar onde elas ficariam. Eu dividiria a cama com uma delas e as outras duas dividiriam a do quarto de hóspedes.
Depois de uma discussão desnecessária de quem iria dividir a cama comigo,eu desci pra sala e as meninas ficaram no quarto desarrumando mala e trocando de roupa.
Me joguei no sofá de qualquer jeito.Liguei a TV.Passava uma série de comédia.O sono foi tomando conta de mim...

- Ela tá dormindo. - Alguma voz murmurou perto de mim.
- Parece que ela morreu!-Outra voz murmurou baixinho.
- Não é pra tanto.-Mais uma voz murmurou.
Abri os olhos,pisquei um pouco.Vi que as três vozes que murmuravam perto de mim eram elas., e .
- Finalmente! - disse revirando os olhos.
- Um tal de Josh,ligou! - disse se indo em direção à cozinha.
- Hãn? - Me levantei e fui atrás dela.
- É,ele ligou e disse alguma coisa de Fletch,ou coisa assim.- dizia enquanto abria a geladeira.-Disse também pra você ligar pra ele.
- Assenti e fui pra sala. Quanto tempo eu dormi?
- Que horas são?-Perguntei indo em direção a escada.
- Duas e quarenta e três.- respondeu.
Dei de ombros e subi. Cheguei no meu quarto.Minha cama bagunçada.Mas será possível?O que elas estavam fazendo enquanto eu dormia inocentemente?
Fui até o banheiro. Precisava de um banho para acordar.
Água quente. Seria bom,mas me daria mais sono.Então optei por água meia fria.Água gelada em Londres não é muito bom...
Mesmo sem água quente eu relaxei.
Demorei uns bons trinta minutos lá dentro.
Sai do banheiro direto para o lugar que eu mais amava.
Um cheiro de rosas entrou por minhas narinas,me fazendo sorrir instantaneamente.
Fui até minha gaveta de roupas... Intimas. Peguei um sutien preto com bolinhas brancas e uma calcinha preta. Nunca gostei de usar um conjunto,fica tudo...Igual demais.Não consigo ser igual a todo mundo.
Fui mais pro fundo, peguei uma causa jeans.Vesti e fui atrás de uma blusa.
Minha mais antiga blusa, que eu amava tanto.Puxei a blusa,pois estava em uma prateleira alta.Caiu um blusa em cima de mim.
Peguei a mesma que estava no chão. Então eu pude ver,aquela blusa não era minha.Era a blusa que me emprestou quando derramou café em mim.Sorri me lembrando do ''acidente''. me pediu desculpa por dias.Não me lembrava que ainda estava aqui.Pensei que já tinha devolvido.Aproximei mais a roupa.Ainda tinha cheiro de café!
- RÁ!PEGUEI VOCÊ! - entrou gritando.
Que bom!Agora ela ficaria me enchendo a paciência o resto do ano por isso.
- Para de gritar!-Disse colocando a blusa de volta na prateleira. - Eu não tava fazendo nada.
- Não magina,fico cheirando a blusa de alguém assim,não é fazer nada.- olhava pra as unhas.
- Quem disse que era de alguém?-Respondi vestindo minha blusa.
- Você não usaria uma blusa de frio masculina, e mesmo que usasse seria um pouco menor!-Ela parou e me olhou. - É do .
Não era uma pergunta. me conhecia melhor do que ninguém.
- Você gosta mesmo dele né? - me encarava.
Não adiantaria mentir.
- Eu... Gosto. - Admiti.
suspirou, e depois sorriu.
- Ele tem sorte!Poucos meninos conseguem isso! - sorria.
- Conseguem o que?- A encarei incrédula.
- Seu coração. - disse fazendo um coração com as mãos.
Eu ri e ela me acompanhou.
Eu tinha a sensação que eu estava esquecendo alguma coisa... O ALMOÇO COM !
Sai correndo do closet pro telefone.
Liguei.
- Oi,linda.- disse.
Me senti mal,eu nunca tive uma cabeça boa.
- Oi. - Disse timidamente.
- Vamos almoçar? - perguntou.
- Você ainda não almoçou? - Perguntei.
- Não, estava esperando a senhorita me ligar,pra saber se eu iria comer macarrão instantâneo.- disse rindo.
- Desculpa,eu dormir...Só acordei agora,desculpa! - Eu pedia desesperadamente.
- Ei, calma,eu nem tô com tanta fome assim.- respondeu rindo.-Depois que eu também dormi.
- Ah! - Senti um alivio em escutar aquelas palavras.
- Então,o que a gente vai comer? - perguntou em um tom brincalhão.
Sorri,mesmo que ele não pudesse ver.
- Não sei,você escolhe.-Respondi rindo.
- Peixe e fritas?- perguntou.
- Ok!Peixe e fritas!-Eu disse.
- Eu,vou tomar banho e já vou.- disse,escutei um barulho alto e um gemido baixo.
- O que foi isso?-Perguntei preocupada.
- Eu bati meu joelho na poltrona.- respondeu.
Eu comecei a rir. Ele me acompanhou.
- ,você é muito desastrado.-Disse rindo mais.
- Bom,seu desastrado vai tomar banho,tomara que eu não caia no chão.Não quero um hematoma no traseiro!-Tom disse sério.
Eu ri. Ele disse ''seu desastrado'' Meu?
- Tá bom. - Respondi rindo.
- Tchau. - disse.
- Tchau. - Eu respondi e fiquei esperando.
Um curto espaço de tempo.
- Então tá... Até daqui a pouco. - Eu disse antes de desligar.
Desci correndo as escadas.
- Meninas se arrumem,a gente vai sair pra almoçar com o ! - Disse parando no último degrau da escada.

Capítulo 14


Dez minutos depois Tom estava na minha sala.
Tom's pov
Eu estava na sala da já fazia pelo menos uma hora. Elas passavam na sala segurando roupas,sapatos,bolsas.
Eu realmente estava quase dormindo, quando meu celular tocou.
- o que você quer agora?- Perguntei impaciente.
- Nossa, calma,eu só ia perguntar se você quer sair com a gente de noite.- fez voz de afetado.
- De noite? Não sei, mais tarde te ligo. - Respondi.
- Tá bom,tchau.- disse e desligou.
Olhei no relógio impaciente. Se elas demorassem mais nós não iríamos mais almoçar e sim jantar. Olhei pras escadas de novo. Vários murmurinhos vinham do andar de cima.
Se eu soubesse que elas iriam demorar tanto teria trazido meu vídeo game ou coisa do tipo.
Escutei alguns barulhos vindos da escada. Me virei e me deparei com quatro lindas meninas descendo.
- Então?- perguntou. - vamos?
Acho que meu queixo estava no chão. Elas estavam realmente perfeitas, não que eu ficasse reparando nas amigas da , mas elas estavam impossível de não olhar, analisar e aprovar.
As palavras não saiam da minha boca, então só assenti com a cabeça.
já estava ao meu lado sorrindo para mim. Retribui o sorriso e peguei sua mão. Caminhamos até o meu carro. Como um bom cidadão ou cavalheiro, com vocês quiserem, eu abri a porta para elas,que me agradeceram com sorrisos.Entrei no carro.
- ligou e perguntou se vocês não querem ir à um pub, hoje à noite? - Perguntei ligando o carro.
- Que horas? – perguntou.
- Hm... Lá pelas oito.- Dei a partida e a olhei.
olhou pra trás, onde estavam as meninas.
Ela direcionou seu olhar pra mim e sorriu.
- É uma chance de vocês conheceram a noite londrina!- respondeu sorrindo.
Nós rimos.

Menos de meia hora já estávamos na frente do restaurante.
Entramos,sentamos, pedimos, e falamos besteira.
Elas riam de tudo que eu falava, eu nem sou engraçado, só por que eu falei que um macaco com saco na cabeça é mais bonito que o Robert Pattinson.
- Eu não sei, realmente não sei o que vocês vêem nele!- Eu dizia enquanto comia batata frita.
Elas riram.
- Tom, o Rob é o Rob... Ele é TUDO de bom. - respondeu dando ênfase no ''tudo''. Rolei os olhos e ri.
- Eu sou mais bonito que ele, até o é!- Eu disse indignado.
Elas riram mais uma vez.
E finalmente o almoço chegou.
Comemos falando mais besteira. Elas falaram de algumas bandas que gostavam, falaram também o que estavam fazendo atualmente no Brasil. Elegemos a pior banda do ano. E o filme mais idiota.
Depois de um tempo estávamos a caminho da casa de .
Elas desceram e eu também.
- Vai entrar?- me olhou.
- Eu vou pra casa... Passo aqui as oito.- Eu disse para .
Ela sorriu.
- Tá bom,lindinho.- riu do comentário.
Lindinho? O que tinha naquela batata que ela comeu?
- Então até mais tarde.- Eu disse,me aproximei e grudei nossos lábios,num selinho demorado.
- Até.- sorriu.
Entrei no carro de novo. Sorri bobo e dei a partida.
Essa noite prometia.

Cheguei em casa e me joguei no sofá. Olhei no relógio era cinco e trinta. Ainda tinha três horas até as oito. Fechei os olhos a fim de descansar, mas quando dei por mim,já tinha pegado no sono.

Meu celular tocava freneticamente na mesa. Levantei sonolento,meio tonto e atendi.
- Alô?- Perguntei, não olhei quem era,uma menina muito ruim.
- Já tá pronto?As meninas vêem?- Escutei a voz de perguntar.
Olhei no relógio, sete e quarenta e sete da noite. Arregalei os olhos e subi as escadas correndo.
- Não,mas vou estar em menos de três minutos,as meninas elas vem sim,tchau eu tenho que terminar aqui.- Disse e desliguei.
Eu tentava tirar a calça e a camisa ao mesmo tempo. Tirei toda a roupa rápido e me enfiei em baixo do chuveiro. Água gelada mesmo.Tomei um banho rápido. Sai do banheiro pingando e fui atrás de uma roupa.
Peguei a primeira que vi. Me vesti rápido e baguncei os cabelos.Passei perfume,pus o tênis e desci. Olhei no relógio marcava,oito e vinte e três.Sai correndo peguei a carteira e o celular,fechei a porta de casa e corri pro carro.Dei a partida.Como eu pude dormir três horas?

Capítulo 15


Cheguei oito e quarenta e cinco na casa de . Eu me desculpei um trilhão de vezes, mas sempre ela ria e me chamava de ''belo adormecido''. Já estávamos dentro do pub bebendo há algum tempo. não tinha chegado ainda. As meninas sempre riam das idiotices que falava.
- O não vai aparecer!- disse e depois deu um gole na sua cerveja.
- Dude, ele deve ta pegando alguém.- disse rindo.
- Família!- apareceu atrás de sorrindo.
- Você não morre tão cedo!- disse e o olhou sorrindo.
riu e se sentou.
- , minhas amigas, meninas .- apontou das meninas para e vice- versa.
Olhei para minha garrafa estava vazia.
- Vou pegar mais cerveja,alguém quer?- Perguntei me levantando.
- Bom... Todo mundo!- respondeu olhando a para as garrafas em cima da mesa.
Assenti com a cabeça e fui em direção ao bar, estava meio impossível de passar entre as pessoas. Me espremia em um mínimo espaço entre duas pessoas para chegar ao bar.
- Oito cervejas, por favor.- Pedi e passei o olho pelo bar.
- Uma cerveja, por favor.- Escutei uma voz feminina conhecida.
Olhei para o lado e vi uma linda menina sorridente.
- Alice?- Perguntei a olhando.
Ela me encarou e seu sorriso aumentou.
- !- Alice respondeu se jogando em cima de mim, em um abraço desajeitado.
A apertei em meus braços.
- Quanto tempo Lice.- Beijei a bochecha de Alice.
- Muito tempo!- Alice sorriu.- Você sumiu,quer dizer eu sumi.- Ela sorriu sem jeito.
O barman voltou com as cervejas.
- Brigado.- Agradecemos juntos e rimos.
Olhei as cervejas e cocei a cabeça.
- O que foi, ?- Lice perguntou bebendo um gole de sua cerveja.
- Eu não sei ao certo como vou levar todas as cervejas.- Olhei para o balcão.
Lice riu.
- Eu ajudo você.- Alice pegou quatro cervejas.
- Er... Brigado.- Sorri sem jeito pra ela.
Peguei as outras quatro e fui na frente.
Espremendo-me entre as pessoas como eu tinha feito para chegar ao bar.
Avistei as meninas conversando, e debruçada sobre a mesa tentando pegar alguma coisa da mão de , que ria como retardado.
Cheguei mais perto e coloquei as cervejas em cima da mesa.
sorriu pra mim. Retribui.
- Olha o que eu achei no bar.- Disse me virando e pegando as cervejas das mãos de Alice.
Ela sorriu e coloquei as cervejas na mesa.
- Oh meu deus!- Exclamou colocando a mão na boca.
- Alice!- gritou.
apareceu de repente.
- Lice?- a olhou incrédulo.
Tinha me esquecido da fixa que e Alice tinham. Nunca se deram bem. Sempre acabavam brigando. - !- Alice disse e o olhou dos pés a cabeça.
- O mundo é realmente pequeno.- Disse olhando para .
Olhei para mesa novamente, me encarava com um sorriso fraco.
- Alice quero te apresentar algumas pessoas.- Sorri e apontei para as meninas.- , a nossa assessora e as amigas dela: , e .- Disse apontando para cada uma conforme eu dizia os nomes.- Meninas,Alice.
Elas sorriram.
- Alice senta com agente!- gesticulou para cadeira ao seu lado.
- Eu tô esperando uns amigos.- Alice respondeu fazendo uma careta fofa.
Não que eu ficasse reparando nas minhas amigas, mas Alice era diferente, Alice foi a primeira menina que eu beijei.
Ok,eu só tinha três anos.E só foi um selinho inocente.Mas foi meu primeiro beijo!
- Ah... - disse.
Vi dois casais chegarem perto da nossa mesa e acenaram para Alice que retribuiu.
- Meninos,eu tenho que ir,eles chegaram.- Alice tocou meu ombro sorrindo.
- Tá bom Lice,não some de novo!- Eu disse a abraçando.
- Pode deixar.- Ela respondeu sorrindo.
Alice beijou minha bochecha, fez o mesmo com , , e as meninas. Logo em seguida ela foi ao encontro de seus amigos.
Desviei meu olhar de Alice para mesa. Agora estava no meio de . ,mexia no celular,mostrava alguma coisa pra eles.
Sentei na cadeira onde eu estava antes de encontrar Alice no bar.
Peguei minha cerveja e dei um gole.
- Eu vou ao banheiro,meninas vem comigo?- A voz me despertou do meu leve transe.
- Claro.- respondeu.
Elas levantaram levando suas bolsas.
e cochichavam alguma coisa sobre a Alice.
Desliguei-me do universo. Escutava a música que tocava ao fundo. Mas não sabia dizer de quem era.
Balançava meu pé no ritmo da música.
agora olhava atentamente cada movimento que uma ruiva fazia na pista de dança. Dei um longo gole na minha cerveja. Fiquei pensando nas idiotices que já fiz.
Olhei em volta, essoas se engolindo nas mesas, pessoas se agarrando na pista de dança. Olhei de novo e as meninas estavam voltando. estava na frente,um moreno alto esbarrou nela derrubando sua bolsa.Ela o olhou com raiva mas logo em seguida deu um gritinho e pulou em cima dele.Olhei sem entender. desgrudou do cara alto e veio saltitando de volta pra mesa,segurando a mão dele.
- , lembra que eu te falei de um amigão meu?- ainda segurava a mão do cara e sorria para .
- É eu acho que lembro.- respondeu coçando a nuca.
deu uma gargalhada gostosa e se virou novamente para o cara alto.
- esse o Eric.- disse sorrindo.
- Então você é o super herói da ?!- levantou sorrindo e estendeu a mão pro mesmo.
- Super herói?- O cara respondeu com uma careta apertando a mão de .
A mesmo pergunta que eu me fazia!Como super herói, ?
e riram da pergunta do tal Eric.
- Aqueles são: , e . E eu sou assessora deles agora.- disse sorrindo,o sorriso mais lindo diga-se de passagem.
- Que ótimo, ursinha!- Eric sorriu e apertou em seus braços.
URSINHA?Uma vontade loca de colocar tudo pra fora, escutar aquele apelido sendo pronunciado pela boca daquele ser me causava repulsa.
Revirei os olhos e dei um gole em minha cerveja.
- Vem senta com a gente.- o puxou pra sua cadeira.
muito obrigado!Posso te MATAR AGORA?
- Eu... Eu não quero incomodar,.- O cara alto disse logo coçando sua nuca.
- Incomodo nenhum!- respondeu sorrindo.
eu deveria arrancar sua cabeça por isso! Lógico que é um incomodo! Um dos grandes.
Olhei para de novo,ela sorria agarrada ao braço do tal de Eric.
Continuem fitando-a até ela se sentar ao meu lado com o Eric ao seu.
- Saudades de você!- o abraçou de novo.
Por algum motivo estava sentindo uma sensação estranha.
Estranha mais familiar. Ciúmes do amiguinho da ?
Pelo amor de Deus !
Você é mais gostoso, mais bonito,é talentoso,charmoso e seduz!
Eles conversavam de várias coisas, mas pra falar a verdade eu mal sabia do que eles falavam. Às vezes quando me perguntavam alguma coisa eu dizia: sim,não,claro,hm,é. Mas mal sabia o que eu estava concordando. Se fosse pra acabar com a banda, eu tinha aceitado sem saber. Meus pensamentos estavam focados naquele ser humano sentado ao lado da minha garota.
- Não é mesmo ?- A voz de me despertou do meu leve transe.
- Han? Há sim,lógico.- Respondi sem ânimo.
me olhou e sorriu, eu retribui e ela pousou delicadamente sua pequena mão em minha coxa.
O cara ao seu lado voltou a falar, volto sua atenção para seu amigo.
Quando a mão do cara sentado ao lado de ,pousou em sua coxa, meu sangue ferveu.Minha vontade era dar um tapa muito forte no braço dele!
Como assim ele chega e se apossa da minha... Minha... O que a é minha mesmo?
Não importa agora, como assim ele chega e já vai pondo a mão no que é meu?
Não aguentaria ficar olhando aquilo.E também meu orgulho não me deixa pagar de ciumento,e reclamar,então o melhor a fazer é se afastar.
- Eu vou ao banheiro.- Disse seco me levantando sem ao menos esperar que alguém pronunciasse algo, fui bufando em direção ao banheiro.
Vi Alice e algumas meninas perto do banheiro.

's POV
- O que deu no ?- perguntou olhando para .
- Sei não.- respondeu e deu de ombros.
- Bebidas!- me olhou balançando sua garrafa.
- Porque você... - Eu fui interrompida pela voz de .
- Vai logo, depois é a vez dela!- disse me olhando.
- Eu não vou conseguir trazer tudo!- Eu disse olhando de para .
- Eric, meu lindo, vai com ela e ajuda!- sorriu empurrando o ombro de Eric de leve.
Levantei, não adiantaria tentar argumentar.As pessoas gostam de me explorar!
Puxei Eric para o bar. Passei tranqüilamente entre os casais,a pista já não estava tão cheia.Chegamos ao bar e pedimos as cervejas.Pegamos as cervejas, estávamos voltando à mesa quando meus olhos pararam em um rosto conhecido.Um nó se formou em minha garganta, eu só queria sair da li.Parei no meio da pista incrédula,não podia ser o ,o meu ali beijando aquela garota!
Bati as costas em alguma coisa, constatei que era Eric quando ele me chamou.
- ,você está bem?- Escutei sua voz em um tom preocupado.
Não conseguiria ficar olhando para aquilo. Muito menos responder a simples pergunta de Eric. Andei o mais rápido que pude até a mesa. Coloquei as cervejas em cima da mesma e sai. Quase correndo. Não queria falar com ninguém.
Quando passei pela porta, corri. Para o lado oposto de casa. O mais rápido que pude.
Quando já estava bem longe do pub, parei de correr. Algo em meu bolso vibrou. Peguei meu celular e vi ‘’ piscando na tela. Algo em meu boço vibrou.
Ignorei a ligação. Fui na opção de mensagem e digitei rapidamente.

Eu tô bem,não se preocupa,se divirta com as meninas.

Envie a mensagem e desliguei o celular. A cena me veio à mente de novo: em cima da loira, a beijando loucamente. Meus olhos começaram a arder. E o nó voltou. Sem porque segurar, as lágrimas rolaram. Continuei andando e chorando. Estava bastante frio. Apertei meus braços. Parei em frente a um parque. Aproximei-me de um banco e me sentei. Encolhi-me em cima do mesmo. Novamente senti as lágrimas me invadindo.
Eu ainda não acreditava no que eu tinha visto. Mas o que eu posso fazer?
Ele não é nada meu. A gente só tava... Se pegando.
Não podia cobrar nada dele,mas fazer isso que ele fez,foi demais.
Isso só prova o que me avisaram.
Eu só era um brinquedinho pra ele. Eu já conhecia sua fama,mas não quis acreditar.
Levantei-me e marchei rumo a minha casa. Estava quase congelada.
Todo o caminho para minha casa fiquei pensando em como agiria com de agora em diante. Como tudo seria.
Cheguei em casa e corri pro quarto,me tranquei e entrei no banheiro.
Arranquei a roupa e me joguei em baixo do chuveiro quente.
Todo tempo que passei em baixo da água,meus pensamentos estavam em . Querendo ou não só pensava nele. Ou em nós.
Meia hora depois estava vestida e embaixo das cobertas.
Mais uma vez,meu pensamento estava em nós,ou o que era de nós.
E novamente meus olhos se encheram de lágrimas.
É , o conto de fadas acabou.
Tudo não passava de uma farsa. Príncipes encantados não existem.


Capítulo 16


Me remexi na cama mais uma vez.
Não tinha pregado o olho. Todas as vezes que eu fechava os olhos, aquela maldita cena me vinha na cabeça. As vezes parecia tão real que me assustava. Já não tinha mais lagrimas. Me sentia vazia, como se tivessem arrancado um pedaço do meu peito. As meninas ja estavam de volta. Surpreendentemente elas não insistiram quando eu disse que só precisava ficar sozinha. Me sentei na cama. Olhei o dia nascendo. E mais uma vez as lágrimas me invadiram. Minha teoria de que não conseguiria mais chorar, se foi. Me arrastei até o banheiro. Encarei meu reflexo no espelho. Cabelos bagunçados, meu rosto todo marcado pela maquiagem, olhos vermelhos e inchados, olhar morto, a boca reta, as íris opacas. Olhei uma ultima vez no espelho e voltei para meu quarto. Me joguei na cama novamente, sem intenção de tentar dormir. Puxei a coberta pra cima de mim e um barulho de algo caindo no chão me fez parar. Fui até a ponta da cama e vi o que tinha causado o barulho. Meu celular. Me estiquei mais e o peguei. Toquei a tela. La mostrava sete ligações perdidas e cinco mensagens. Franzi a testa. Voltei a minha posição normal.
Mais um toque no celular e meu coração acelerou.
Das sete ligações, três foram de . Mais uma vez vi as lágrimas me invadirem e agora com mais intensidade. As outras foram das meninas e de Eric.
Sem coragem fui olhar as mensagens .Novamente vi o nome de na maioria delas.
Abri a primeira.

''O que aconteceu?Por que saiu sem ao menos me avisar pra onde ia?
To preocupado com você!
Quando ler isso me liga!


xx''

Não teria coragem de ler as outras mensagens.
Preocupado comigo? Não parecia quando você tava com a língua dentro da boca da quela menina!
Era isso que eu tinha vontade de responder pra ele. Grossas lágrimas de raiva rolaram por minhas bochechas. Joguei meu celular de qualquer jeito em cima de mesa ao lado da minha cama. Me afundei no travesseiro. Depois de um tempo pela primeira vez na quela noite eu consegui pegar no sono.

''toc toc''

Um som distante veio me trazendo para realidade. Abri meu olhos dando de cara com o chão. Levantei minha cabeça e percebi que estava na ponta da cama.
-?- Uma voz masculina me chamou. Não podia ser ele. Meus olhos foram imediatamente para porta. Meu coração acelerou e eu pensei que teria um ataque cardíaco.
-! Abre a porta. -Mais um vez aquela voz ecoou no quarto.
Me sentei na cama olhando fixamente para porta. Alguns múrmuros baixos vieram do outro lado.
Me levantei calmamente e colei meus ouvidos na porta, tentando escutar alguma coisa.
-Viu Eric, ela não abre a porta, não sei o que aconteceu. - Ouvi a voz de dizer.
Então era o Eric, não o . Meu coração se tranquilizou novamente. Mas voltou a acelerar, se Eric estava ali, ele não iria embora enquanto eu não abrisse a porta e contasse o que estava acontecendo.
-Uma hora ela vai abrir, e eu estarei aqui.- Eric disse com firmeza na voz.
-Ok, fique ai tentando faze-la abrir, que eu vou procurar algo pra comer.- Ouvi dizer e logo em seguida ouvi passos se distanciando.
-, pode abrir, não tem mais ninguém aqui.-Eric sussurrou.
Fechei os olhos com força e encarei a porta pela ultima vez antes de abri-la.
Sem dizer nada Eric entrou no quarto. Fechei a porta e me virei de vagar pra ele.
- Como você sabia que eu estava acordada? - Perguntei fitando seus olhos.
Preocupação, cansaço e medo. Era o que eu via em suas iris azuis.
-Você não sabe andar sem fazer barulho. - Ele respondeu levantando uma de suas sobrancelhas.
Um sorriso triste surgiu em meu rosto.
-...O que aconteceu?- Eric me perguntou calmo.
Respirei fundo e fechei meu olhos.
Encarei Eric e ele suspirou. Ele se sentou na minha cama e me olhou significativo. Caminhei calmamente até a cama. Sentei de frente para ele.
- Não quero que você conte isso a ninguém.- Comecei fitando minhas mãos em meu colo.
-Você sabe que não precisa me pedir uma coisa dessas! - Eric respondeu com tom firme.
O encarei.
-Desculpe...Eu sei que não preciso. -Minha voz saiu fraca e rouca. Eric tocou minha mão. Olhando pra nossas mãos juntas eu comecei a falar. Contei tudo, desdo primeiro beijo ,até ontem a noite. -Então, ontem você saiu correndo por que viu ele beijando outra? - Eric me perguntou sereno.
Assenti com a cabeça.
-Você tem certeza que era ele mesmo? Quer dizer,não dava pra ver direito, estava tudo muito escuro.- Eric me perguntou olhando fixamente para janela.
-Tenho, eu conheço aquele cabelo, aquele corpo.- Respondi o encarando.
Novamente aquela cena me veio a cabeça. Balancei a mesma tentando tirar aquela imagem da mente. Um barulho vindo da mesa ao lado de minha cama, me despertou. Me levantei e peguei meu celular. Piscava na tela ''''. Pensei que meu coração fosse sair pela boca. Acho que vou ter um ataque cardíaco antes de vinte e quatro horas!
- Fujir não vai adiantar nada. -Eric soprou baixo.
Olhei novamente para tela do celular.Respirei fundo e atendi.
-Alô?- Minha voz saiu fraca e baixa, talvez ele não tenha escutado.
-? - Uma voz conhecida perguntou. Não era a voz de ...
-, é o .- Realmente a voz não era de .
-Ah...Oi , o que aconteceu?- Perguntei e me virei novamente pra cama, Eric não estava mais la.
-Nada...Posso falar com o ?- perguntou calmo. ?
-Er, o não ta comigo. -Respondi me sentando na cama.
-Não? Ele saiu ontem, falou que ia atrás de você... E bem, ele não voltou nem para pegar o celular, ai nos pensamos que ele estivesse te achado. - A voz de agora tinha um tom preocupado.
-Mas ele não esta...Han, ja tentou com o e o ? -Perguntei fechando os olhos tentando imaginar onde ele poderia ter ido. Não, ele não podia estar com aquela menina. Podia, claro que podia!
Meus pensamentos estavam bagunçados e minha respiração acelerada.
-Foram as primeiras pessoas, ja liguei até pra ex dele e nada.- respondeu.
Eu olhava fixamente para barra de minha blusa.
-Entendi... as meninas estão me chamando, qualquer coisa me liga.- Respirei fundo.
-Ta bom, tchau.- se despediu e desligou.
Não conseguiria ficar falando com sobre o . Eu sei que ele não tem culpa de ter um amigo assim, ou uma amiga apaixonada e besta.
Não culpo ninguém, apenas meu coração.
As vezes eu odeio ser menina. Meninas se apaixonam fácil, se apegam demais. Se eu fosse um garoto, seria diferente. Muitas vezes os garotos não ligam pra isso, sentimentos pra eles não são normais.
Fui em direção ao banheiro novamente.
Me olhei no espelho, mais uma vez. Quando eu era mais nova eu jurei, não chorar por amor, se ele não existisse realmente.
Acho que na nossa relação, não deu tempo de virar amor, era so afeto que sentíamos um pelo outro. Um afeto que da parte dele acabou.
Meus olhos encheram de lágrimas, uma teimosa rolou por minha bochecha e eu rapidamente enxuguei.
- A vida continua. - Sussurrei pra mim mesma.
Tirei a roupa e joguei de qualquer jeito num canto do banheiro. Liguei o chuveiro e me enfiei em baixo da água quente.
Quarenta minutos depois ja estava vestida arrumando meu cabelo, que por sinal estava horrível. Parecia que ele não via um pente a anos! Para esconder minha cara de desanimo resolvi passar uma maquiagem leve, apenas para melhorar minhas olheiras. Minha roupa era uma coisa básica, uma calça jeans preta, uma camiseta branca e um casaco de frio por cima.
Respirei fundo e abri a porta. Caminhei calmamente pelo corredor vazio e silencioso. Achei estranho a casa estar quieta quando se tem quatro pessoas mais barulhentas que crianças de cinco anos. Passei pelo quarto onde as meninas estavam, a porta estava aberta, mas não tinha ninguém la. Desci as escadas olhando a sala igualmente vazia. Franzi a testa e fui para cozinha. Nada também.
Sera que alguem entrou em casa enquanto eu estava trancada no quarto e seqüestrou as meninas?
Não o Eric estava aqui. Será que elas cansaram de passar fome e foram atrás de comida em alguma Starbucks ?
Dei de ombros e fui até a sala, sentei no sofá observando o lindo dia pela janela, hoje fazia sol, até que um calor bom.
Lembrei do calor do Brasil. Uma saudade bateu forte, fazia mais de três semanas que eu não falava com meus pais. A pior parte de sair de casa é que você sente falta de tudo, até de um simples barulho que sempre tinha na sua cama, ou de um pequeno detalhe que tinha na sua parede, e sente muita falta das pessoas quando se mora sozinho, o silencio é bom, mas as vezes é um pouco aterrorizante, é bom ter privacidade vinte e quatro horas por dia, você pode sair do banheiro so de toalha e ir pra cozinha que ninguém vai falar '' vai por uma roupa!''. Ok ninguém vai pra cozinha so de toalha.
Eu particularmente sinto falta dos latidos do meu cachorro. Ele sempre me acordava. Sinto falta também do café da manha em família. Sinto falta dos abraços exagerados de minha mãe quando eu ia sair pra algum lugar, sinto falta do meu pai reclamando comigo por causa dos meus tênis no meio da sala, sinto falta do meu violão, ja faz tanto tempo que eu não toco que acho que não sei mais tocar.
Seu eu pudesse escolher algo agora, escolheria estar em casa com meus pais. Fechei os olhos e suspirei pesadamente. Tombei a cabeça pra traz e fiquei encarando o teto.

-ACORDA!- Escutei uma voz gritar bem próxima a minha orelha e um peso enorme ser jogado em cima de mim.
Abri os olhos assustada e vi um rosto conhecido bem perto.
-ACORDA!- Eric gritou novamente apertando minhas bochechas. -Sai de cima de mim.- Minha voz saiu rouca, tentei empurrar Eric mais ele nem se moveu.
-O bichinho saiu da toca.- gritou de algum lugar da casa.
-A gente cansou de passar fome e foi comprar comida.- disse batendo na minha perna.
Sorri pra ela e mais uma vez em uma tentativa frustada tentei empurrar Eric de cima de mim.
-Sai Eric.- Resmunguei fazendo careta. Ele me olhou rindo e saiu de cima de mim.
-O ligou aqui umas três vezes enquanto você tava no quarto.- apareceu na sala com um pacote de bolacha nas mãos.
Senti meu estomago revirar so de ouvir aquele nome.
- Você deveria ligar pra ele, ele ta preocupado com você!- Eric disse me olhando sugestivamente. Lancei-lhe um olhar de reprovação.
-O celular dele ta com os meninos.- Respondi o encarando.
-Liga pra casa dele ué.- deu de ombros.
As vezes eu odeio ter amigas. Por que ficar dando ideia pra eu ligar pra ele, eu não quero ouvir sua voz,isso acabaria comigo.
-Tudo bem, depois eu ligo, mas agora eu vou comer!- Disse fingindo animação,me levantei e fui pra cozinha.
-Quer dizer que a comida é mais importante do que o ?- me abraçou. - Bom dia amorzinho.
-Bom dia.- Respondi sorrindo fraco.
-Ja disse que eu odeio mercados?- se sentou.- Serio, eu fiquei meia hora na fila do caixa e quando cheguei la a menina me olha e coloca uma plaquinha em cima do balcão ''Caixa fechado, favor dirija-se a outro caixa''.- disse fazendo uma voz afetada e fazendo gestos exagerados.
Eu ri e assenti devagar. Escutei o telefone tocar, parei o que estava fazendo e pude escutar dizer:
-! A ? Ta sim, vou passar pra ela.- Olhei para a porta da cozinha e estava la segurando o telefone. Eu acho que meu coração parou de bater naquele instante. Olhei para seu rosto e ela sorria pra mim. Olhei para o aparelho em suas mãos e suspirei longamente. Andei devagar na direção dela, estendi a mão até tocar o telefone. Tudo parecia estar em câmera lenta. Aproximei o telefone do meu ouvido e pude ouvir uma respiração baixa do outro lado da linha. Demorei uns dois segundos para finalmente conseguir falar.
-?- Minha voz saiu fraca e trêmula.
-! Você quase me matou de preocupação! Onde você se enfiou ontem a noite?- disse rápido atropelando as palavras. -Além de que foi chato demais ficar sem você la. Eu não conseguiria ficar inteira desse jeito. Eu não sei ser falsa.
-, a gente precisa conversar.- Fechei os olhos e prendi a respiração.


Capítulo 17


's pov

Marquei com em uma Starbucks perto de casa. Tomei um banho rápido só para espantar o sono e em menos de meia hora já estava pronto para ir encontrá-la. Resolvi ir andando, já que não era tão longe de casa, e caminhar um pouco é bom. Aquele dia não fazia muito frio, mas ainda sim tínhamos uma típica tarde londrina. Caminhei devagar, estava bem adiantado. Nesse meio tempo, nunca parei para pensar no que eu tinha com a . Nós tinhamos alguma coisa? Fazia poucos meses que nós nos conhecíamos. Eu estava realmente... Gostando dela? Eu tinha caído nas graças daquela brasileirinha desde o primeiro momento em que a vi. E com o passar desses meses eu fui me apegando mais e mais a ela. Seu sorriso, seu perfume, tudo nela me chama atenção. Eu estaria apaixonado por ela?
Acordei de meus pensamentos assim que percebi que estava na porta da Starbucks. Entrei rapidamente e não precisei procurar por , ela estava sentada na primeira mesa de frente para a porta. Aproximei-me com um sorriso, mas logo se desmanchou quando eu vi sua expressão. Ela tinha uma expressão de dor, sofrimento, confusão e algo que eu não conseguia decifrar.
Sentei-me e ela me olhou, mas logo voltou sua atenção para o copo a sua frente.
- Oi, . -Disse timidamente.
Não sabia o que estava acontecendo.
- , eu não consigo fingir, então eu vou direto ao assunto. - A voz de saiu baixa e rouca.
Assenti com a cabeça.
- , eu acho que aconteceu tudo tão rápido, a gente não tomou controle da situação... Confundimos os sentimentos, amizade com amor. Trabalho... Com isso que está acontecendo. Talvez a gente esteja assim... Por pura convivência.- Escutei cada palavra com atenção e antes que pudesse responder se levantou.
- Eu... - Fui interrompido pela voz trêmula de .
- O que a gente tinha acabou... Se é que a gente teve alguma coisa.-A ultima parte saiu em um sussurro baixo,mais eu ainda consegui ouvir.
Ela me olhou pela ultima vez antes de sair.
Eu permaneci ali por alguns minutos. Sem reação alguma. Olhando para o lugar que antes ocupava. Meu celular vibrou em meu bolso, me despertando do transe. Peguei o celular e olhei, uma mensagem do .

''Festa as oito. Esperamos você e traga as meninas.''

Bufei ao terminar de ler. Pensei em responder não, e explicar depois. Não estava com clima pra festa, não hoje. Eu tinha ganhado um pé na bunda sem motivo, bom, eu não entendi o porquê então, para eu, foi sem motivo. Como assim, a gente só teve um caso de convivência?
Passei a mão pelos cabelos, em um gesto de nervosismo. Lembrei da tarde que passei com no Brasil. Lembrei também de quando ela machucou o pé. Afinal, o que estava acontecendo comigo?
Eu tinha levado um fora e ainda estava tentando achar um bom motivo pra isso, ainda estava ali, pensando nas coisas que passamos juntos. Eu não sou assim! Geralmente, sou eu que dou os foras e saio pra beber. No outro dia mal lembrava que eu tinha terminado alguma coisa com alguém. Eu não era daqueles caras que... Apaixonam-se. Amor pra mim só aconteceu uma vez e nunca mais. Um nó se formou em minha garganta e meus olhos arderam. Respirei fundo afastando aquelas lembranças e me levantei. Andei lentamente ate a porta. Todo o percurso ate minha casa não parei um só minuto de pensar na...
- TOM!- Meus pensamentos foram interrompidos por um grito conhecido, vindo da minha porta. Olhei para a mesma e lá estava e uma garota.
-!- O respondi.
- O que faz aqui cara? - Andei até e a menina desconhecida que estava ao seu lado.
- Vim ver se queria sair. - Ele olhou pra menina ao seu lado - E claro vim te apresentar minha namorada.
- Namorada? - Falei em um tom baixo que só conseguiu ouvir e o olhou surpreso. Ué e a ?
Enfim pergunto isso pra ele depois. Já tenho problemas demais.
- Oi, prazer - Estendi a mão amigavelmente.
- Prazer, Anne... Anne Barros - Ela deu um sorriso apertando minha mão.
- Mas então, querem ir onde? - Falei olhando de um lado pro outro da rua.
- Starbu... - Eu interrompi no meio da frase e falei:
- Acabei de sair de la. - Olhei para , e a conversa recente voltou a minha mente.
- Ah, vamos assistir um filme e depois ir à festa do . - Falou Anne olhando pra .
Dei de ombros. Então meu pensamento foi invadido pela imagem de uma garota e eu nos beijando ontem. Acordei do meu leve transe com a voz de a me chamar.
- Cara você ta bem?- pôs a mão em meu ombro.
Eu o olhei e sussurrei mais pra mim do que pra eles.
- Então foi isso. - Eu disse fitando o chão.
- Foi isso o que, cara?- perguntou confuso.
- Olha daqui a pouco ligo pra vocês, preciso resolver uma coisa antes. - Me virei e sai correndo.
Corri para casa da minha pequena, que eu não conseguia esquecer, corri pra tentar esclarecer tudo o que estava confuso, corri por saber que deve ter sido difícil, ver aquele beijo... Aquele inútil e maldito beijo.
Eu estava com uma vontade enorme de entrar em baixo de um caminhão, dei uma risada, por ter aquele pensamento. Qual seria a vantagem de me matar se eu precisava estar completamente vivo pra ver a de novo.
Afinal onde eu estava com a cabeça em não tê-la parado antes que me beijasse?
No caminho vi Alice do outro lado da rua. E quando ela me viu ela acenou, olhou para os dois lados da rua e veio correndo ao meu encontro.
- Ei, onde você esta indo com tanta pressa? - Ela me perguntou.
- Estou indo falar com a , e você? - Perguntei, tentando sair correndo de novo.
- Estou correndo dã. - Ela deu uma risada - Bom acho que estou te atrasando.
Ela riu de novo, me dando um beijo na bochecha.
- A gente se vê por ai. - Ela deu uma piscadela e saiu correndo.
Atravessei a rua correndo, faltavam apenas dois quarteirões pra chegar à casa de . Até lá o que mais poderia acontecer de ruim?
Um carro passar por cima de mim? O mundo acabar?
Ok , você esta ficando dramático demais!
Chegando à frente da casa dela, um frio na barriga me invadiu, nervosismo, respirei fundo. Não sabia como eu seria recebido, se eu seria recebido! Ele deveria estar com muita raiva de mim. E eu entendo o porquê.
Fiquei um tempo olhando para a porta. Eu tinha que arriscar. Então resolvi tocar a campainha. Demorou uns segundo ate que abriu a porta.
- Oi . - Ela sorriu.
- Oi, a ta em casa?- Perguntei ansioso.
- Ela... - foi interrompida por uma voz masculina conhecida.
- Ela não esta. E vocês já não conversaram?- Eric disse em um tom calmo me olhando.
- Sim. - Respondi desviando meu olhar para a escada.
- Então, o que ainda quer com ela?- Eric se aproximou mais, tampando a visão que eu tinha.
- Eu quero falar com ela. - Dei um passo pra frente.
- Ela não esta, eu já disse. - Eric parecia nervoso agora.
Em seguida escutei uma voz conhecida, vindo do andar de cima.
- Me deixa falar com ela. - Pedi a Eric.
Ele negou com um aceno de cabeça.
- Por favor?- Minha voz saiu fraca e baixa.
Ele me fitou atentamente.
Será que ele sabe? É lógico que sim, ele é o queridinho dela.
Ele se virou e entrou, deixando a porta aberta. Entendi aquilo como um sim, então o segui. Ele subiu a escada, chegando ao quarto de ele entrou e fechou a porta. Esperei alguns segundos e vi as meninas saírem de la e logo atrás de Eric. Elas passaram por mim com pequenos sorrisos.
Olhei a porta semi aberta. Respirei fundo e entrei devagar.
Minha atenção ficou presa na cama, onde permanecia sentada.
- O que você quer?- A voz de saiu baixa.
- Eu quero saber por que você acabou com o que a gente tinha. - Eu andei até ela, fechando a porta.
- A gente não tinha nada , eu já disse foi pura convivência.- Ela fitava as próprias mãos. - Eu fui só mais um brinquedo pra você, e agora que você achou outro, não vai sentir minha falta!
- Brinquedo? Não , você nunca foi isso.- Eu respondi parando uns passos de distância da cama.
- Pelo amor de Deus , a quem você quer enganar?- Ela se virou pra mim, e fitou meus olhos atentamente. - A outra garota não quis ser seu brinquedinho novo?
- Não fui eu quem beijou aquela menina! - Alterei um pouco meu tom de voz.
Uma risada irônica escapou da garganta de .
- A não? - Ela me fitou incrédula.
- Ela me agarrou e me beijou e eu não recusei, mesmo sabendo que eu deveria. -
- Ela o beijou? - me olhou e soltou mais uma risada irônica - Quer mesmo que eu acredite nisso? -
- É a verdade ! - Quase gritei dessa vez.
Ela me olhou assustada.
- , você pode fazer o que quiser da sua vida, você livre e maior de idade, não me deve explicações. - Ela voltou sua atenção para as mãos em cima de sua perna.
- , eu... Sinto alguma coisa, muito forte por você. - Eu fitei meus próprios pés.
- , você só está confundindo os sentimentos. - levantou da cama ficando em pé na minha frente.
Eu a fitei por um tempo.
- Não , eu sei o que eu to sentindo. - Eu me aproximei mais colocando uma de minhas mãos em seu rosto. - Eu gosto de você! -
Com minha ultima frase, eu aproximei nossos lábios ate que eles se tocassem. Ela entregue ao momento, apenas pós sua pequena e delicada mão em minha nuca, fazendo um carrinho gostoso ali.
Ela deixou o beijo durar por alguns minutos antes de separar nossas bocas.
- Uma chance? - Sussurrei ainda de olhos fechados, com a boca ainda próxima a dela.
- O que? - Ela me perguntou confusa.
- Me da uma chance, eu juro não vou te decepcionar.- Eu disse ansioso.
Ela me olhou e suspirou.
- É bom que não decepcione! – Ela sorriu e se jogou em cima de mim.
Passei meus braços por sua cintura, a apertando contra mim.
Mordi seu pescoço e ela deixou escapar um gritinho. Eu ri com isso. Ela era minha de novo, e dessa vez eu faria tudo certo.
me puxou para sentar em sua cama. Ela sorriu pra mim, meigamente, e eu me senti o cara mais feliz do mundo por algum motivo. Eu tinha uma garota perfeita ao meu lado, ela conseguia me encantar em cada gesto bobo, em cada palavra, em suas atitudes e maluquices. Ela era perfeitamente perfeita. E eu já não tinha mais dúvidas, eu estava perdidamente e completamente entregue a ela. Eu estava apaixonado por , e eu não tinha vergonha de admitir isso. Agora eu sou dela.
Sem eu perceber, se sentou em meu colo e me beijou. O encaixe perfeito de nossas bocas, numa sintonia perfeita. Ela arranhava minha nuca, enquanto eu apertava uma vez ou outra sua cintura. Sua mão escorregou por meu peito, até parar na barra da minha camisa, ela pôs a mão embaixo da minha camisa, o que me fez arrepiar e contrair o abdômen ao seu toque. Ela sorriu durante o beijo e mordeu meu lábio. me empurrou levemente pra trás me fazendo deitar em sua cama. Ela se deitou delicadamente por cima de mim. Beijou e mordeu meu pescoço, por um tempo ate alguém cair para dentro do quarto. Um barulho de alguém se chocando no chão fez pular de cima de mim. Olhei diretamente para a porta e la estava no chão, e Gabriela caídas. Eu e nos entre olhamos e as encaramos. Elas se desculparam e saíram fechando a porta logo em seguida. Encaramo-nos novamente e não conseguimos segurar a risada. que estava na beirada da cama voltou a se sentar ao meu lado.
- Eu...- corou e eu ri.
- Então vamos a uma festa hoje à noite? - A encarei sorrindo.


’s POV

Depois do convite voltou alegando que tinha deixado o sozinho com uma estranha, que podia ser uma seqüestradora ou ate mesmo um travesti o enganado para roubá-lo. Eu disse que ele estava delirando. Mas por via das dúvidas, ele disse que não deixaria o amor da sua vida ser seqüestrado, roubado ou enganado. Então foi encontrá-lo. Eu só sai do quarto para ir ate a porta com ele. Voltei correndo pra cima gritando para as meninas se arrumarem que o nos chamara para uma festa. Um banho rápido, mas relaxante. As meninas se matavam para ver a primeira a entrar no chuveiro. Eu já estava vestida e procurando meu salto. Optei por um neutro, preto, igual ao meu vestido, a diferença era o laço branco a baixo dos seios. Fiz uma maquiagem básica. Marcando bem os olhos e deixando a boca com um tom delicado de rosa.
Meu celular, que estava em cima da mesa de centro, tocou e eu vi no visor o nome de . Sorri e atendi.
- Oi.- Disse timidamente.
- Já está pronta? - Ele perguntou.
- Já sim, só faltam as meninas. - Respondi enrolando uma mecha de cabelo em meu dedo, então me lembrei que não tinha feito nada ali, ainda.
- Ah, entendi, olha em dez minutos eu to ai, ta? - Ele perguntou, e eu escutei um barulho de carro, sendo ligado.
- Tudo bem. - Sorri mesmo sabendo que ele não poderia ver.
Ele se despediu e eu fui novamente pra frente do espelho. Prendi meu cabelo o deixando com alguns fios soltos, eu gostei então assim o deixei. Desci para a sala e la estavam elas, lindas e prontas. Sorri e elas me retribuíram.
- Você está linda! - Elas gritaram juntas.
- Vocês também, lindonas! - Sorri me sentando no meio de Eric e .
- E você meu gatão, porque ainda não esta pronto? - Encarei Eric sorrindo.
- Eu não vou , não trouxe roupa pra cá. - Ele fez uma careta fofa.
- Você ta lindo assim. - O olhei dos pés a cabeça.
-Não, eu estou amassado e fedendo! - Ele gargalhou. Com isso escutamos uma buzina.
- O chegou! - Me levantei puxando Eric junto.
Resolvemos levar uma bolsa só, então juntamos todos os celulares, carteiras, maquiagem e documentos. ficou encarregada de levar a bolsa, que por sinal era a sua. Sai de mãos dadas com Eric. tinha um sorriso no rosto, até que seu olhar parou em nossas mãos juntas. Eric fez menção de solta-las, mas eu não larguei sua mão até que chegamos bem perto de seu carro.
- Oi . - O encarei sorrindo. Ele retribuiu. As meninas deram oi timidamente. Um pequeno silêncio instalou-se entre nós.
- Então ta, a gente se vê amanha? - Eric perguntou.
Eu assenti com a cabeça e beijei seu rosto, e ele seguiu pela rua.
abriu a porta, para que eu entrasse. Sorri e entrei. Ele entrou logo, colocando o cinto. Deu a partida e saiu. O silêncio no carro, era um tanto assustador. Mesmo tendo mais de duas pessoas ali. Quando paramos em um farol, ele ligou o radio. E tocava “One Time” do Justin Bieber.
Eu não escutava muito aquele tipo de música, mais não disse nada a sobre isso. A música estava no meio, quando chegou mais perto, se esquecendo das meninas atrás. Ele colou sua boca em meu ouvido e cantarolou :
- ”And I'll be your one guy. You'll be my number one girl.”* - Sua voz era calma, me fez arrepiar e fechar os olhos. Ele me encarou sorrindo,quando seu lábios vieram de encontro aos meus, uma buzina o fez se afastar. As meninas riram no banco de trás e eu continuei encarando , que agora dava a partida sem graça e super vermelho. Chegamos logo no local da festa. As meninas desceram e quando eu fui descer, um par de mãos me surpreendeu.
Virei-me para , ele tinha um sorriso tímido nos lábios.
- Está faltando alguma coisa. - Depois dessas palavras, seus lábios encostaram-se aos meus pela primeira vez aquela noite.
O beijo foi ganhando intensidade, assim como as mãos dele em minhas coxas e cintura. Ele separou nossas bocas, apenas para atacar meu pescoço. Eu suspirava e arranhava sua nuca, quando um lampejo de consciência pareceu me acordar.
- ... Pára. - Eu tentando - inutilmente- tirar de cima de mim.
- Eu sei que você não quer que eu pare. - Ele afirmou. Senti uma mordiscada leve ser depositada em meus pescoço. Eu realmente não queria que ele parasse, mas estávamos na frente de uma festa e com meus amigos nos esperando.
- tem gente esperando. - O empurrei desajeitadamente. Ele me encarou e logo seu celular tocou.
- Vamos, ou vem nos buscar a socos. - Ele me olhou e riu.
- O que foi ? - Perguntei curiosa. Suas mãos tocaram, delicadamente em meu pescoço.
- Ficou um pouco vermelho... - Ele sorriu sem jeito.
- Tem algum espelho? - Eu passei a mão por onde achei que estava a marca.
- Não. - Ele respondeu.
- ta muito vermelho? - Me desesperei,c omo eu entraria na festa com um chupão no pescoço?
- Não, só ta vermelhinho. - Ele gargalhou longamente, o que me fez sorrir brevemente.
- Como vou entrar la assim? - Apontei para o meu pescoço.
Ele sorriu.
- Eu escondo. - Depois disso ele apenas saiu do carro e abriu a porta pra mim. Sai sem jeito e logo ele passou seu braço por meu pescoço. Nós entramos e logo uma grupo nos chamou atenção. Todos gritavam enquanto bebia no cano.
Eu ri da cena. Logo, me acompanhou. Chegamos bem perto e largou o cano.
- Porra , achei que não ia vir mais. - se jogou em cima de mim, me abraçando desajeitadamente.
- OI AMOR DA MINHA VIDA. - gritou no meu ouvido, logo em seguida beijando minha bochecha. Ele estava completamente bêbado.
o olhou feio e fez uma pequena careta fofa, me soltando.
- Os outros estão na cozinha. - disse distraidamente. Eu sorri pra ele, e saiu me puxando entre as pessoas. Entramos na cozinha e todos estavam lá, como o esperado.
Sentados ao redor de uma mesa de vidro grande. Aproximamo-nos e o olhas das meninas grudaram em meu pescoço. Automaticamente minha mão foi para meu pescoço, tentando cobrir a mancha roxa.
- Oi todo mundo.- me puxou para sentar em seu colo.
Eu o encarei super vermelha e ele gargalhou alto.
- Eu preciso esconder isso ! - Sussurrei em seu ouvido e ele gargalhou mais alto.
- Vamos la pra trás, ninguém deve estar la. - Ele sussurrou de volta, e deu um sorriso sapeca. Ele jogou todo meu cabelo pelo pescoço, para tentar esconder, discretamente. Ele me fez levantar e fez o mesmo em seguida.
Gritou algo pros meninos como ''estamos no jardim de trás''. E nós saímos.
Sendo espremidos pelas pessoas dançando. Chegamos ao jardim de trás e não tinha ninguém mesmo, talvez por estar fechado com um cadeado enorme.
- odeia que o povo invada seu jardim pra fazer coisas. - disse enquanto abria o cadeado.
- Mas a gente... - Fui interrompida por sua voz rouca.
- O povo que me refiro é, aquele povo. - Ele apontou pra casa cheia de gente.
Assenti rindo dele. Ele me deu passagem e fechou o portãozinho. Andei um pouco e me deparei com um lido jardim. Perto das cadeiras ha via uma churrasqueira grande, tinha também uma mesa de sinuca e um pequeno bar.
- Hm, entendo porque ele não quer ninguém aqui. - Senti me abraçar por trás e mordiscar minha orelha.
- Vamos deixar o pra lá agora. - Ele andou comigo ate um pequeno sofá que se encontrava do lado da mesa. Sentou-se e me puxou para sentar em seu colo. Logo meu lábios foram capturados pelos seus, cheios de desejo. O beijo era intenso e as mão dele em mim também. Elas passeavam pro todo meu corpo. Mas quando sua mão entrou por dentro da minha blusa. Um arrepio percorreu minha espinha, e o beijo foi cessado, mais logo seus lábios param em meu pescoço e ombro, descobertos. Se aqui continuasse do jeito que estava indo... Mas não! Não podíamos fazer aquilo no jardim do .
E antes que eu disse-se algo, ele parou ofegante e perguntou :
- Quer ir la pra casa?- Eu não tinha reação alguma, me encarava ansioso.
Mas do que eu tinha medo? Não tinha nada a perder...
- Quero. - Eu seria dele esta noite.


*(Serei seu único garoto, você será a minha garota numero um).

Continua...



N/A: Oie gurizada!As Ferias acabaram e eu não postei '-'
Mil perdões! As coisas estavam corridas pra mim e eu estava com um bloqueio com essa parte da fic.Mas graças a Ma e a Mii eu consegui fazer \õ/ *dançandotodomundo*
Eu odiei esse capitulo,achei que ficou horrível.Mas as meninas me ajudaram,e falaram que estava maravilhoso então eu vou confiar.Aqui esta meninas.
Espero que gostem =D
Minha amiga quer opinar aqui.Pediu-me para perguntar para vocês,oque esta faltando na fic. Então me digam,o que vocês acham que esta faltando ? Respondam e façam minha amiga feliz xD
Amores é isso.Eu juro não demorar no cap 18!
Bjo bjo
Miih
xoxo
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