
Always For Me
Autora: Michele B.
Beta-Reader: Sweet Caroline
Capítulo 1
- Senhores passageiros, última chamada para o voo 366 e 368.
- Acho que é isso... - eu disse, abaixando a cabeça. - Vamos lá, sem medo, você consegue!
Fui em direção ao portão de embarque. Entrei no avião, achei minha poltrona e me sentei. Fui em silêncio a viagem inteira. Saí do Brasil direto para Londres com um só objetivo: trabalhar.
Flashback On
- , compareça na sala do chefe agora.- Lucia disse, saindo da sala de Jimmy.
- Claro, já estou indo. - Me levantei, dando uma leve ajeitada no cabelo, e fui em direção à grande porta da sala do chefe. Tá, confesso, tenho um certo medo dele. Ele nunca me chamou assim em sua própria sala, em um ano e meio que eu estou aqui. Na verdade, eu sou apenas uma estagiária, meu pai fez questão de que eu fizesse meu estagio aqui, isso pra não dizer que me obrigou. Meu pai e o Sr. Rocha são amigos desde pequenos e, como se não bastasse, sou afilhada do Paulo. Sim, meu chefe, é assim que eu me refiro a ele quando não estamos trabalhando. Okay, sem mais delongas. Bati na porta me anunciando.
- Sr. Rocha, posso entrar? - Falei, colocando minha cabeça para dentro da sala.
- Sim, , sente-se aqui. - Sr. Rocha disse, apontando para cadeira à frente dele. - Tenho algo sério para tratar. Você sabe da nossa filial em Londres, não é? - Afirmei com a cabeça. - Certo, o seu estágio acaba nesta semana, ou seja, amanhã você já não estará mais estagiando aqui. Mas, bom, eu queria te fazer uma proposta. Na verdade, eu queria esperar até amanhã à tarde, mas não aguentei. Estamos precisando de uma assessora de imprensa para ajudar na divulgação das turnês de uma banda inglesa. Quando me comunicaram, eu logo pensei em você, já que seu sonho é ir para Londres. Posso te dar esta oportunidade pela sua competência, mas não só por isso, como também por eu e seu pai sermos amigos de tempos e você minha afilhada. Eu confio muito você. O que me diz? Aceita ir trabalhar em Londres? - Fiquei em choque por alguns minutos e só saí do transe quando ele me cutucou. - ? , você está bem? - Ele movimentou sua mão em frente ao meu rosto. - Lucia, traga um copo de água para a , por favor.
- O senhor disse "Londres"? - Ele assentiu. - Aceito, claro que eu aceito.
- Eu sabia que você não iria recusar, por isso já comprei sua passagem. Está agendada para amanhã, às sete horas da noite. Também deixarei à sua disposição um carro e a casa. Por enquanto, seu visto é de 6 meses, mas antes que o prazo vença, o visto permanente já estará em suas mãos. Você terá o final de semana inteiro para aproveitar a nossa velha e linda Londres. - O sr. Rocha ficou um instante quieto e logo continuou. - A casa é um presente meu para você, já que está chegando o seu aniversario. E o carro também é seu, porém é um presente de seu pai. Bom, isso é tudo o que você tem que saber antes de embarcar para seu novo lar. Para futuras dúvidas, você terá um ajudante que te auxiliará por lá. - Olhei para ele com uma expressão de incredibilidade e disse:
- Me-meu vôo sai amanhã? Às sete? Mas não vai dar tempo de arrumar as malas...
- Claro que dá tempo, , você vai pra casa agora, prepara tudo e amanhã vem aqui bem cedo para nós podermos nos despedirmos de você. - Sr. Rocha disse, se levantando da cadeira. - Boa sorte e que você seja feliz. - Pegou minha mão, me levantando e, em seguida, me abraçando forte. Falou, olhando nos meu olhos: - Vou sentir sua falta, minha pequena. - Me abraçou novamente e eu vi uma lagrima escorrer pelo seu rosto. Sr. Rocha voltou a me olhar, eu limpei sua lagrima e disse:
- Poow, - Poow foi como eu o apelidei, aos meus quatro anos de idade - não chora, também vou sentir saudades! Eu vou, mas sempre voltarei para vê-los. Você sabe que eu te amo como meu segundo pai e nunca vou deixar isso pra trás, estando longe em Londres ou até mesmo na China. Não importa onde eu esteja, nunca vou me esquecer de tudo que você fez e faz por mim.
Quando eu terminei de falar, estávamos os dois chorando rios de lágrimas, abraçados.
"Trim-trim", o telefone tocou.
- Alô? Ah, sim. Claro, já, já... Amanhã ela sai daqui às sete... Vou falar, sim... Obrigado você... Ok, tchau. - Sr. Rocha desligou e se virou para mim. - , você agora pode ir para sua casa e começar a arrumar as malas. Acabei de confirmar tudo, e na segunda seu assistente vai passar na sua casa às oito para levá-la à agência. Agora eu preciso ir, tenho uma reunião. - Ele disse quando abriu a porta para sair.
- Poow, não esqueça do que eu te falei!
- Nunca. - Poow disse, passando a mão em meu rosto me abraçando de lado.
Flashback Off
Capítulo 2
Cheguei em Londres um pouco tarde. Quando cheguei no saguão do aeroporto, liguei meu celular e, como de costume, fui ver se tinha alguma ligação perdida ou mensagens.
"Uma nova mensagem" era o que mostrava o visor do celular.
", vai ter alguém te esperando no aeroporto para te levar até a sua nova casa. O nome dele é Josh Winter, ele estará com uma plaquinha na mão.
Quando chegar em casa, me ligue.
Beijos, se cuida,
Poow."
- Josh Winter, mas que nome. - Ri sozinha, enquanto caminhava em busca do ser-humano que estaria com uma placa.- Acho que achei. - Ri mentalmente com o que estava escrito na placa: "Mandado pelo mr. Poow."
- Josh? - O garoto me olhou.
- A senhorita deve ser a , né?
- Sim, sou eu. Você é quem vai me levar até minha casa, não é? - Ele afirmou com a cabeça, pegando o carrinho com minhas coisas.
- Vamos ou você quer dormir aqui no aeroporto? - Ele me olhou de lado com um olhar meio sedutor e tímido, que me deixou meio abobalhada. - Está tudo bem com a senhorita? - Assenti com a cabeça e fui andando em sua direção.
Saímos do saguão do aeroporto em direção a um carro azul escuro nem grande, nem pequeno; na minha opinião, perfeito. Josh colocou as malas no porta-malas com um pouco de dificuldade. Não era para menos, tinham seis malas. Sim, seis: três grandes, duas médias e uma pequena.
Finalmente entramos no carro e ele, muito cavalheiro, abriu a porta para eu poder entrar. Agradeci e entrei. O carro por dentro não era pequeno como parecia. Era aconchegante, com um ar de “sinta-se à vontade”.
- A senhorita não quer parar em algum mercado para comprar algo para comer?
- Não. Não precisa me chamar de senhorita, me chame de ... a respeito da minha alimentação, depois você me mostra um mercado próximo à minha casa que eu vou lá. - Ele balançou a cabeça positivamente e deu a partida no carro.
- Chegamos, aqui está a sua casa. Logo ali na frente, temos um mercado. - Me deparei com uma casa, ou melhor, “a casa”. Havia um corredor meio estreito, que dava para uma porta de madeira toda detalhada. Linda, simplesmente linda. Despertei do transe com um barulho de chave e olhei para onde vinha o som das chaves.
- Aqui, a chave da sua casa, senho... - Meus olhos brilharam como se eu fosse uma criança que estivesse ganhando o presente que tanto esperava. Fiquei um tempo encarando a chave.
- Pega, é sua. - Josh disse, aproximando mais ainda a chave de mim.
- Minha ca-casa é essa? - Gaguejei, pegando a chave e apontando para casa à minha frente. Josh afirmou com a cabeça e sorriu. Nós descemos do carro e ele foi direto para o porta-malas, se matando para carregar as malas nos braços. Eu ri com a cena.
- Que foi? - Ele perguntou, tentando não deixar cair uma mala que estava debaixo do braço dele.
- Nada... deixe-me lhe ajudar. - Pequei a mala que ia caindo e uma outra que ainda estava dentro do carro. Ele me olhou.
- Obrigado. - E deu um sorriso lindo, OMG, lindo mesmo. Nós entramos e nos sentamos na escada que tinha na frente da porta.
"Trim-Trim."
- Alô? Sim, senhor. Claro... Como o senhor preferir... Esse final de semana... Claro, sim, eu avisarei... Ok, tchau.
- O mr. Rocha acabou de me ligar e disse que você vai passar esse final de semana conhecendo a cidade comigo, claro, se você quiser, e segunda eu te levo até a agência... Er, e ele me mandou te falar também “Se cuida, minha pequena” e “beijos.” - Ele falou, imitando a voz do Poow, o que me fez rir.
- Sim, senhor. - Falei, batendo continência e rindo.
- Mas agora, sério, sobre o final de semana aí... você quem sabe, eu posso te mostrar a cidade. - Josh disse, parando de rir.
- Estão te pagando um extra por isso? - Ele riu alto.
- Não que eu saiba. Tô fazendo isso porque o mr. Rocha pediu com educação. - O fitei com uma cara assustada.
- Educação? - Ele me olhou.
- Ok, eu conto, mas não fala nada para ele... Er, ele deu, digamos que um extra de guia. - Não me contive e comecei a rir. Josh olhou para o relógio e disse.
- Ixi, vou ter que ir... Tô atrasado para um compromisso. - Disse ele, indo em direção ao portão. - Amanhã eu passo aqui pra gente sair às 10, tá bom? - Afirmei com a cabeça e Josh estalou um beijo na minha bochecha. Mas que boca era aquela?
- Tchau, até amanha e boa noite.
- Tchau. - Gritei e ele acenou antes de entrar no carro. Quando não vi mais o carro dele na frente de casa, foi quando eu me toquei que eu ainda estava do lado fora com minhas malas junto comigo. Eu e Josh ficamos ali sentados e nem vimos a hora passar.
Abri a porta e me deparei com uma sala linda, um sofá de três lugares preto, com detalhes em branco; uma mesinha de centro de vidro, com uma agenda, uma chave e um bilhete em cima dela. Andei em direção à mesa e me deparei com uma escada. Fiquei na dúvida se eu subiria ou iria ler o bilhete primeiro. E então me lembrei que tinha deixado seis malas do lado de fora e um portão entreaberto. Fui até o portão, fechei, voltei e peguei as malas, jogando-as no sofá. Já que eu estava ali, peguei o bilhete e li.
“, aí está seu novo lar. Espero que goste, há comida nos armários e na geladeira, fiz o Josh fazer umas comprinhas. Você deve estar se perguntando: “Cadê carro?”. Está vendo a chave aí? É do carro. E então você se pergunta mais uma vez: “Cadê o carro?”. Aí não tem garagem, o carro está estacionado um pouco mais à frente do seu portão. Eu pedi para Josh que não falasse nada a você. Lá em cima tem uma surpresa para você. Cuide-se, nossa pequena.
Beijos,
Poow, Bile, mamãe e Bob.”
Aquela velha letra, sim, é do meu querido Poow. Bile é o apelido do meu pai, que por acaso só eu, Poow e, claro, a mamãe, o chamamos assim. Minha mãe apoiou totalmente eu vir pra cá, mas, obviamente, fez um drama. Chorou, falou um monte de coisas sobre a minha infância e tudo, tipo, momento “Flashback da vida da ”. Parecia até que eu ia morrer cedo. Mas, no final, até meu pai estava no meio, chorando e me abraçando. Bob, meu Bob, ai já tô com saudade daquele animal... Ah, ele é tão meigo, carinhoso, amoroso, obediente, compreensivo e me entende. Sem contar que é o maior gato, quero dizer, cachorro... Er, eu falei que o Bob é meu cachorro? Pois é, né, vivo pensando que ele é meu namorado. É super difícil achar um homem assim hoje em dia. Vou sentir falta dele. Minha visão ficou embaçada e uma lagrima de saudade escorreu pelo meu rosto. Saudade, já? OMG! Eu sou assim mesmo, sabe, manteiga derretida.
Depois do momento “saudade de casa”, voltei a fazer o que eu pretendia. Fui para o segundo andar da casa e ao chegar no fim da escada, dei de cara com um corredor. Do meu lado esquerdo, havia duas portas. A primeira, o banheiro, que continha um vaso sanitário branco, uma banheira e um box, que separava o banheiro. Saí dali e na frente havia mais uma porta. Abri a mesma. Era um quarto enorme, bem menor do que o meu antigo, mas em compensação, era lindo. Tudo detalhadamente perfeito. Continha uma cama, uma mesa mais à direita e um armário da mesma cor da cama. Saí de lá e percebi que só tinha mais uma porta. A abri e meus olhos brilharam. Era o lugar mais perfeito de toda a casa. O quarto me surpreendeu, tinha uma decoração linda, parecida com a do meu antigo quarto e, em cima da enorme cama, tinha um pacote e mais um bilhete. Saí correndo, jogando meu corpo em cima da cama e pegando, em seguida, o bilhete.
“Surpresa!
Um presente pra você, amiga louca que eu amo muito. Meu só não, né, mas de todas as suas best friends.
Vamos sentir sua falta, froo, mas qualquer dia a gente vai aí te ver e dar uns pegas nos ingleses, hahaha. Sorte aí, hoje e sempre. Nós estaremos juntas mesmo você estando em Londres.
Beijos, nós te amamos,
By: , , e friends.
PS. Ah, você deve ter visto o pacote, né? Como eu disse, é um presente nosso pra você. Esperamos que goste! E sua mãe também ajudou no presente... É só isso mesmo, nunca se esqueça da gente, porque você sempre estará no nosso coração. Liga, manda email, carta, tudo! Se cuida e pega muitos ingleses, hahahaha. Tchaau.”
Ri sozinha da carta da e das minhas amigas. São todas loucas como eu. Abri o pacote gigante e uma lagrima escorreu pelo meu rosto.
- É lindo. - Disse em meio de soluços.
Tinha uma carta de um metro e um cachorrinho de pelúcia, que lembrava o Bob, segurando um coração escrito “SEMPRE VAMOS TE AMAR”. Logo ao lado, um porta retratos com a foto da festa de formatura da escola. Lá estavam todos: Poow, eu, mamãe, papai, todos os meus amigos; tios, tias, primos, primas, a família inteira.
Peguei o porta retratos e, embaixo dele, havia um papel escrito bem grande e colorido “ALL ABOUT YOU”.
Foi impossível conter meu choro. Abracei o Bob 2 - o cachorrinho de pelúcia -, deitei ao lado das coisa e chorei até adormecer.
Escutei uma voz bem distante, que estava se aproximando mais e mais, até que eu abri os olhos. Era meu celular tocando. Por impulso, não olhei o número.
- Alô?
- ? - Uma voz máscula disse do outro lado da linha. -Já está pronta?
- Pronta? Pronta pra quê? - Eu disse numa voz sonolenta.
- , não se lembra de que a gente marcou de você conhecer a cidade melhor hoje?
- Ah, é, Josh... Já vou me arrumar e comer alguma coisa. - Me levantei e fui em direção à porta
- Às 10:30 eu passo aí, ok?
- Tá, vou esperar.
- Beijos e até daqui a pouco.
- Até. - Desliguei o celular, o jogando em cima da cama e desci para começar a procurar uma roupa.
- Achei! Esta está perfeita. - Voltei correndo pra o andar de cima, indo, em seguida, ao banheiro. Tomei um banho rápido, pois já eram 10:20.
Arrumei o meu cabelo, fiz uma maquiagem leve e desci. Quando pisei no último degrau da escada, um caro buzinou. Me lembrei de ver o meu carro. Olhei pela janela, Josh apareceu e acenou, me chamando. Peguei apenas minha bolsa e fui ao encontro dele. Josh estava lindo, usando uma calça jeans preta e uma camiseta branca, com um casaco por cima.
- Vem.- Ele acenou novamente. - Bom dia, . - Josh disse, enquanto eu entrava no carro.
- Bom dia, Josh. - Sorri e ele retribuiu meu sorriso.
Josh me levou a lugares incríveis. Fomos almoçar em um restaurante pequeno, depois ele me mostrou alguns pubs e passamos o dia assim. No domingo, foi assim também, só mudou o horário em que saímos, que foi cedo, e voltamos às 12. Josh disse que tinha que almoçar na casa dos pais. Depois das 12, eu fui ao mercado para comprar alguma besteira para encher o estômago, mas antes fiquei admirando meu lindo carro. Ele era perfeito, todo preto com detalhes em prata e por dentro lindo, espaçoso, confortável e simples. Depois de meia hora olhando o meu carro e minha casa, resolvi ir ao mercado. Comprei umas bolachas, suco e leite. Em casa, fui fazer minha nada-nutritiva-refeição. Sentei no sofá e liguei a TV. Como eu amo clips, coloquei no canal da MTV. Estava passando o clip do Jason Mraz: Lucky. Eu amo essa musica, comia e cantava. Depois de Jason Mraz, começou a tocar Falling in Love, do McFly e logo depois, uma entrevista exclusiva com os 4 belos rapazes - , , e - lindos e talentosos. Uma banda que eu gostava. Como sempre, fiquei ligada no , apesar de ter se passado tanto tempo, eu ainda tremia com os olhos e o cabelo daquele ser. Sim, já fazia mais de dois anos que eu tinha dado um “TEMPO” de , mas isto foi apenas o tempo em que eu estava estagiando com meu padrinho. Eu me ocupava muito nas tarefas e não tinha muito tempo livre, então dei um “tempo” em sonhos. Mas eu estava ali, na cidade deles, em Londres, não iria matar se eu fosse ver um show deles. Depois de ficar lá pensando, fui tomar um banho e dormir, já que no outro dia, eu iria começar a trabalhar.
Capítulo 3
Here I'M
Segunda de manhã, acordei com meu despertador tocando freneticamente. Fui me arrastando até o banheiro, fiz minha higiene matinal e me trocar. Ainda tinha que desfazer duas das seis malas.
Como eu disse, a decoração era igualzinha a do meu antigo quarto, e lá tinha um closet não muito grande, eu já havia guardado um pouco das minha roupas lá. Entrei no closet e escolhi minha roupa. Bem simples: calça jeans preta, camiseta branca, com um casco preto aberto por cima e um all star branco. Soltei meu cabelo, arrumando minha franja de lado, deixando-a cair sobre meu olho. E passei uma maquiagem leve.
- Tô pronta, uma gata. - Eu disse, me admirando no espelho. Não, eu não sou convencida, mas eu sempre fiz e faço isso. É um tipo de autoconfiança, pelo menos eu acho.
Desci para tomar o meu café e esperar o Josh. Vinte minutos depois, escuto uma buzina na frente da minha casa.
- Hey, vamos, já estamos atrasados. - Ele disse, sem sair do carro.
- Já estou indo, deixa só eu pegar minha bolsa. - Gritei. Peguei minha bolsa e saí correndo. Fechei a porta e o portão e entrei no carro.
- Bom dia, Josh. - Disse dando-lhe um beijo no rosto.
- Bom dia. - Ele sorriu e arrancou com o carro. Chegamos na Clone - a agência - em menos de vinte minutos, também, né, Josh corria feito um louco.
Saí do carro meio tonta, pois ele deu muitas voltas para não pegar transito.
A Clone é um prédio grande com as janelas espelhadas. Na portaria, me deram um crachá. A secretária, uma tal de Emy, disse ao Josh que o mr. Fletch só estava nos esperando para começar a reunião. Josh pegou na minha mão e saiu me puxando corredor adentro. Paramos em frente à uma porta de vidro. Ele arrumou a blusa e eu, o cabelo. Entramos na sala, ele na frente e eu atrás. Avistei uma pessoa, um homem, na verdade
- Bom dia, mr. Fletch - Josh o cumprimentou, apertando a mão dele.
- Bom dia, Josh e bom dia, senhorita...- Ele disse, apertando minha mão
- ... Bom dia, mr. Fletch. - Falei, retribuindo seu sorriso.
- Bom, como vocês sabem, eu estou atrás de uma assessora para minha banda e me comunicaram que hoje, nesta sala, eu iria entrevistá-la...
- Aqui, mr. Fletch, é sua entrevistada. - Josh disse, apontando para mim e entregando uma folha para ele que eu não consegui ver.
- Hm, bom... seu currículo é bom. - Disse mr. Fletch, sem tirar os olhos do papel. - Quer dizer que você fala Espanhol e Português? É Brasileira! Para quem tem só vinte e dois anos, você é uma profissional e tanto! Já ajudou em publicações de shows e de turnês e até a fazer um vídeo para uma banda famosa no Brasil. - Afirmei com a cabeça. - A senhorita tem ótimas referências do mr. Rocha e de um pequeno trabalho que você fez em uma revista. Bom, por mim você já está empregada, só falta saber se você aceita trabalhar com o McFly. - Quando ele falou “McFly”, foi como se eu estivesse comendo aquele chocolate meio-amargo que eu amo, uma sensação muito prazerosa. - Senhorita , você aceita?
- Cla-claro que sim - ele sorriu. - Quando eu começo? - Perguntei com uma vontade louca de gritar, pular e dançar ali mesmo.
- Começa agora. - Ele disse, me entregando uma agenda e uns papeis. - Você só precisa assinar aqui - mr. Fletch colocou o papel na mesa e me entrou uma caneta.
Meio trêmula peguei a caneta e assinei. Mr. Fletch me deu um sorriso e disse:
- Parabéns, agora você faz parte da equipe do McFly... Er, agora eu te peço que tome conta daqueles cabeças ocas. Você vai trabalhar com eles não só como assessora, mas também está responsável pela imagem deles. Não deixe que eles se envolvam em escândalos... Ah, acho que só. - Eu ainda tentava entender o que se passava ali agora. Antes que eu pudesse falar algo, ele continuou. - Era para os meninos estarem aqui, mas, como sempre, estão atrasados. Esta é mais uma coisa que eu não quero me preocupar: Atrasos. Ok?
- Sim, sim, claro. - Disse, balançando a cabeça positivamente e sorrindo para o Josh, que me olhava com um sorriso de felicidade. O celular de Fletch tocou e ele saiu para atender, pedindo licença antes. Josh olhou para mim, que estava com uma vontade louca de pular, agarrá-lo, gritar que era o melhor dia da minha vida, mas me contive. Fletch entrou novamente na sala e disse, me olhando:
- Os meninos estão numa cafeteria aqui perto, estão nos esperando lá... Er, vamos?
Apenas balancei a cabeça, pois sei que se eu abrisse a boca, talvez não sairia um “Sim” ou um “Claro”, ao contrário, sairia um “AAAH, NÃO ACREDITO! MCFLY, MEU DEUS DO CEU”.
- Então vamos. - Ele disse, abrindo a porta. Não, eu não estava lúcida, apenas o segui como se estivesse sendo empurrada. Fomos no carro do mr. Fletch. No caminho, ele conversava comigo sobre algumas coisa que nós iríamos colocar em prática, algumas turnês e umas entrevistas que eles iriam fazer nesta semana. Chegamos na cafeteria e ele abriu a porta pra mim. Fletch me mandou ir na frente, pois ele iria fazer uns telefonemas para fechar umas coisas que ele teria que resolver, mas me falou mais ou menos onde os meninos estavam. Eu não fui mal-educada e o deixei com o celular na orelha. Entrei na cafeteria, tinha um corredor, onde o Fletch falou que eles estavam, e eu estava chegando perto da parede quando...
- DESCUPA, DESCUPA mesmo. - Escutei uma voz no pé do meu ouvido. Abri os olhos e vi um par de olhos fixos nos meus. - Desculpa, eu não queria derrubar você no chão, muito menos derramar café em você, desculpa. - disse mais uma vez. Ele estava deitado em cima de mim, meu lábios estavam a centímetros dos dele. Eu podia sentir a respiração dele no meu rosto. - Me desculpe mais uma vez.- Ele repetiu, me levantando do chão. A gente havia se chocado e ele caiu com o café em cima de mim.
- Tá... tá tudo bem. - O olhei de cima para baixo. Aah, aquele corpo lindo, aquele rosto perfeito ali, ao vivo e a cores, na minha frente, segurando a minha mão.
- Nossa, o café manchou sua camiseta. - Ele me olhou de cima para baixo, com um olhar safado que só eu percebi. Quando eu olhei minha blusa, vi o meu sutiã de bojo roxo todo à mostra e meu casaco todo molhado de café.
- , cadê você, cara? - Ouvi a voz de . - Achei você, né, safado. - olhou apenas para o e depois olhou pra mim -, você conhece ela? - disse, me olhando de cima para baixo, como o tinha feito. Eu tentei me esconder em baixo do casado todo molhado.
- Eu derramei café em cima dela e acabei caindo também. - disse numa voz fofa e tímida, tipo “me desculpa”.
- E agora ela vai ficar assim? - perguntou apontando pra mim.
- Não, eu não vou deixar ela assim... Tó, tira isso e põe o meu. - Ele pegou meu casaco e me entregou o dele e eu, educadamente, o coloquei.
- Hey, vejo que vocês dois já conheceram a nova assessora de vocês, né?- Fletch disse se aproximando da gente.
- Assessora? - fez aquela cara de dúvida que ele sempre fazia.
- É, assessora.
- Começou mal, hein, ?! Muito mal... - balançava a cabeça negativamente.
- O que aconteceu aqui? - Fletch me olhava.
- Ah, Fletch, o caiu em cima dela e acabou derramando o café. - me olhava com um olhar tímido, enquanto falava.
Fletch riu e balançou a cabeça negativamente, dando um tapinha nas costas de .
- Vem, vamos apresentá-la para os outros meninos.
Fletch foi na frente, seguido por , por mim e o .
- Aqui estão vocês. - Fletch se sentou na cadeira ao lado de . - Meninos, apresento a vocês , sua nova assessora. - Ele disse, pegando nas minhas mãos.
- Uau, desta vez você fez uma bela escolha.- Disse , se levantando.
- Que bela, , muito bela. - se levantou e estendeu a mão para mim.
- Prazer, .
- O prazer é nosso. - deu um sorriso malicioso, que todos riram.
- Ok, meninos, mais tarde vocês aparecem lá no estúdio antes de irem pra casa. , preciso que você pegue a agenda deles para confirmar alguns compromissos. Já estou indo.
- Tá ok, Fletch, a gente passa lá mais tarde. Vamos almoçar e depois a gente vai. - afirmou com a cabeça.
- Confio em vocês... Er, , cuide deles. - Fletch disse rindo, indo em direção à porta.
- Pode deixar, Fletch, eu cuido deles. - Falei, batendo continência. Todos riram.
- Fale um pouco de você, . - pediu.
- Me chame de , é mais fácil. - Todos riram.
Ficamos conversando sobre minha vidinha, falei de alguns micos que eu paguei, ficamos ali pelo menos duas horas.
- Hey, cara, que fome. - reclamou, passando a mão na barriga.
- É, também estou com fome... Vamos almoçar?- perguntou, olhando pra mim. - Vamos, ?
- Claro, a gente pode almoçar lá em casa. - Respondi sorrindo.
- É, ia ser legal! O que vocês me dizem, meninos? - deu um largo sorriso.
- Tá, se não for incômodo pra você. - respondeu.
- Incômodo? Imagina! - Sorri para eles
- Tá bom, então. - Eles retribuíram o sorriso.
- Vamos fazer lasanha?
- Tá bom, lasanha, hm, adoro... - passou a mão na barriga.
- Então vamos. - pagou a conta.
Nós nos levantamos e fomos até o carro e implorou para que eu fosse na frente com ele. Durante o caminho até lá, eu e ficamos conversando sobre música. , e , que foram atrás, só estavam falando de alguma menina da cafeteria.
- Chegamos, , vamos lá.
- Tudo bem, . - Disse . Saímos do carro e entramos em casa.
- Meninos, fiquem à vontade... e não reparem na bagunça, não deu tempo para eu terminar de arrumar as minhas coisas. - Dei um sorriso tímido.
- Que isso, , se você ver a casa do , hoje você cai para trás. - Todos começamos a rir.
- Vou trocar de roupa e já volto... Ah, , você não quer limpar sua camisa? Se você quiser eu limpo... - Parei no meio da escada.
- Ahn... quero, sim, tô com cheiro de café. - Ele cheirou a camisa
- Já venho.- Continuei subindo e quando cheguei no meu quarto, quase gritei de alegria, pois estava com meu sonho mais que realizado. Estava em Londres, com os quatro caras, os quais eu tinha milhões de posters, cds, dvds e com o cara que fazia meu coração bater mais forte. Não demorei muito, pois procurei uma roupa confortável e, apesar de estarmos em Londres, era verão, então tinha um sol e estava ficando mais quente ao passar das horas. Resolvi colocar uma saia preta que vinha até o começo da coxa, antes do joelho. Tirei a blusa molhada de café e coloquei uma camiseta de manga, um pouquinho mais colada que a outra, tirei meu all star branco e coloquei um salto. Retoquei a maquiagem e desci.
- Uau, você está linda.- disse, se levantando
- Obrigada, . - Sorri simpática. - , venha cá, me deixe limpar a sua blusa.
me seguiu até a lavanderia.
- Ah, tira a blusa para eu limpá-la.
- Tá, espera aí. - Ele puxou devagar a camisa, deixando à mostra aquele belo peito e aquele abdômen perfeito. - Tó aqui - ele estendeu a camisa pra mim.
- Já, já ela estará sequinha. - Quando me virei, ele estava perigosamente perto de mim.
Olhei em seus olhos e seus lábios estavam pertos do meu. se aproximou um pouco mais, quando de repente, o gritou
- Vocês não vêm, não? A gente vai começar sem vocês!
- Já estamos indo, ... Ah, vamos, senão eles não vão conseguir fazer a lasanha.
- Vamos, sim. - se afastou de mim, indo em direção à cozinha.
- Aleluia, vocês voltaram! Pensei que nós teríamos que fazer a lasanha sozinhos. - disse levantando as mãos.
estava colocando o presunto e o queijo sobre a massa da lasanha. e se matavam pra ver quem ia colocar o molho e e eu estávamos fazendo o macarrão. Depois de um tempinho, a gente colocou a lasanha no forno e fomos para a sala.
- , você sabe fazer aquela bebida forte que se chama “caiporinha”?
- É caipirinha, . Eu sei fazer.
- Faz pra gente, ? - perguntou.
- Faço, mas temos de comprar as coisas.
- Faz pra gente hoje? - sorriu para mim.
- Faço sim... Ah, tem um mercado ali na frente. Quem vai comigo? - Retribui o sorri do .
- Eu vou! - se levantou.
- Sem camisa?
- Não... , me empresta a sua?
- Ah, não, cara. Minha camisa, não. - fez bico.
- Vai, me empresta, sim. - fez uma cara séria.
- Só porque você pediu com educação e porque é meu amigo. - Todos riram e tirou a camisa, entregando-a para .
Capítulo 4
Como o mercado não era muito longe da minha casa, resolvemos ir andando.
- Você acha que uma dá? - analisava as garrafas de bebida.
- Sei lá, acho que não. Se os meninos se empolgarem, vai mais de duas garrafas dessa. - afirmou, me olhando.- Melhor levar três.
- Já que você tá falando, quem sou eu para falar ao contrário? - Dei um sorriso amarelo.
Pegamos as garrafas e o resto das coisas que precisava para fazer a nossa querida caipirinha. Quando estávamos pagando as coisas, infelizmente ou felizmente, passa uma menina com a camisa do McFly na frente do , que quando viu, abaixou a cabeça imediatamente.
- ... você viu o que eu vi? - falava baixinho no meu ouvido. - Uma fã do McFly acabou de passar aqui. O que a gente faz? - Quando terminou de falar, a menina e mais uma outra Voltaram em busca ao astro que ela tinha visto ali. não pensou duas vezes em me abraçar, escondendo o rosto entre meu ombro e meu pescoço.
- Cadê o ? Você está vendo demais, menina. Essa sua mania de mentir já passou dos limites. Você acha que uma estrela que nem o estaria nesse mercado? Já bebeu tão cedo hoje? - A menina falava com a outra que tinha visto o .
- Mas eu vi, eu juro que vi! Ele estava ali, parado do lado de uma menina. Hey, peraí, é aquela menina. - Ela apontou pra mim e o apertou minha cintura, fazendo com que nossos corpos se juntassem. Eu o abracei, colocando minhas mãos no pescoço dele e ele envolveu totalmente os braços em minha cintura. A menina ia chegando perto quando alguma alma bondosa disse algo que fez ela parar.
- Menina você não vai lá, não. Não está vendo que os dois tão lá se amassando e você quer acabar com a alegria deles só porque você acha que viu ? Sério, vou falar pra mamãe te levar ao médico... melhor mandar te internar. - A outra menina, que brigava com a fã que descobriu o , pegou ela pela mão e saiu puxando, o que me deu um alívio e tanto.
- Elas já foram. - Eu disse a , que ainda estava abraçado com o rosto em meu pescoço. Senti um leve beijo perto do meu ouvido e logo depois ele sussurrou um “obrigado” em meu ouvido. Saímos do mercado andava de cabeça baixa levando as sacolas e andado rápido.
- Aleluia vocês voltaram. - ajudava com as sacolas.
- Pensei que tinham sido levados por aliens. - debochava da gente.
- Vocês não sabem o que aconteceu. - começou a contar o que tinha se passado no mercado.
- Graças a deus que a estava lá, né? Se não, nem se existiria mais nessas horas. - dava tapinhas de leve as costas de , que ria.
- Graças a mesmo, se não, nem sei...- suspirou. Senti um olhar em minhas costas.
- Como está saindo a nossa bebida? - se aproximava da cozinha, onde estávamos eu e trabalhando duro pra sair a bela caipirinha.
- Acho que está indo, né, ... Não quer vir ajudar não? - parou o que estava fazendo para olhar para .
- Não, valeu mesmo, mas prefiro só beber. - deu uma gargalhado que me contagiou e eu ri junto com ele. Não demorou muito a as bebidas estavam prontas.
- Prontinho, rapazes. - Fui em direção à sala com cinco compôs numa bandeja.
- Eba! - esfregou as duas mãos.
- Man, essa bebida é boa mesmo. - deu mais um gole na caipirinha.
- Que sorte a nossa de ter uma linda brasileira com a gente que ainda faz caipirinha.
- E bota linda nisso - bebeu mais um gole da bebida depois de falar aquilo. Senti minhas bochechas ficarem super vermelhas.
- Ô, gente, vocês deixaram a com vergonha. - sorriu pra mim.
- Vergonha de quê? Ela sabe que é bonita!- afirmou e balançou a cabeça positivamente.
- Então, amanhã vocês têm uma seção de fotos de manhã e de tarde irão para o estúdio. - Tentei mudar de assunto.
- Sim, senhora. - bateu continência. Todos riram.
- Hey, eu estou ainda com fome. - passou a mão sobre a barriga.
- Ah é, né, a gente não almoçou ainda... Er, vamos almoçar? - Perguntei, me levantando e indo na direção da cozinha. - Vem, gente.
Sentamos na mesa e eles começaram a comer, quero dizer, devorar a lasanha. Todos riam e conversavam, enquanto me olhava e eu evitava olhar para ele. Me lembrei daquela boca macia beijando de leve meu pescoço, o que me provocou um arrepio.
- Cara, isso que é comida.
- Concordo com você, , isso que é comida. - confirmou o comentário de sobre nossa lasanha.
- Nem parece que foi a gente quem fez. - fez uma cara pensativa.
- Não foi a gente quem fez, a gente ajudou, mas quem fez foi a . - apontou pra mim.
- Ah, que isso, gente, todo mundo ajudou. - Dei um sorriso pra eles.
- Putz. - bateu a mão na testa.
- O que foi, ? - Perguntei um pouco assustada.
- Olha a hora, cara. O Fletch vai matar a gente!
- Nossa, verdade, o compromisso com o Fletch. - se levantou da mesa.
- , vem pegar a sua camisa. - Entrei na lavanderia, que era um pouco afastada da cozinha. veio logo e ficou olhando cada movimento que eu fazia.
- Acho que da pra quebrar um galho - Disse, olhando pra camisa.
- Está ótima, acho que está melhor do que antes do café. - Ele riu e se aproximou pra pegar a camisa. - Obrigado. - Ele sorriu aquele sorriso que mata qualquer uma. OMG.
- O mínimo que eu podia fazer, afinal, eu fiz você tomar um banho de café. - Dei o meu melhor sorriso. Ele foi se aproximando mais, mesmo depois que ele pegou a camisa. Ele colocou as mãos uma de cada lado da parede, me fazendo ficar presa. foi se aproximando lentamente e quando chegou perto do meu rosto, roçou o nariz na minha bochecha. Ele me olhou nos olhos e eu estremeci, meu coração bateu mais rápido. Ele passou o nariz no meu, me fazendo arrepiar. Quando seus lábios estavam a centímetros dos meus, gritou de novo.
- Vem, a gente vai se atrasar mais
- , às vezes é o maior estraga prazeres. - disse sem se afastar de mim.
- Va-vamos?- gaguejei nervosa. não disse nada, apenas me deu um beijo no canto da boca e se afastou colocando a camisa.
- Vem, vamos. - Ele fez um gesto para que eu passasse. Apenas afirmei com a cabeça e sai, sendo seguida por .
- Vamos? - perguntou, levantando do sofá. Afirmei com a cabeça.
- A vai na frente, o resto vai atrás. - entrou no carro e abriu a porta pra mim.
- puxa-saco. - Depois do comentário do , se virou e deu um peteleco na cabeça de , que estava sentado no banco atrás do meu.
- Ouch! Ai, cara, doeu. - fez uma cara de dor que me deu dó.
- Ai, . Não bate nele, tadinho. - Passei minha mão na cabeça de , que riu pra mim.
- Ah, não acredito nisso, . O já te infectou com o vírus dele? - me olhava sério.
- Que vírus? - Perguntei rindo.
- O vírus “Dó do ”. - falou sério, mas todo mundo caiu na risada.
- Ah, qual é, gente, ninguém tem compaixão por mim não? Eu fui agredido! - fez uma cara de ofendido e todos rimos.
- Tadinho do . - passava a mão na cabeça do amigo, fazendo voz de gay.
Todo mundo riu novamente. Fomos conversando, rindo e cantando até o estúdio. Chegamos lá, o Fletch estava no telefone e mandou a gente sentar no sofá e esperar. Logo depois, ele desligou o telefone e começou a falar.
- , confirma estas entrevistas e cancela esta, ok? - Fletch me entregou um papel com vários telefones e uma agenda com o nome McFly na capa. - Aqui está a agenda deles. Tem tudo aí, números importantes, endereços e os compromissos... Ah, amanhã eles vão tocar às 8:00 em uma festa de inauguração de um restaurante, preciso que você veja se os ternos deles estão prontos. Entendeu? - Afirmei com a cabeça. - Bom, é só isso. Sem atrasos, vejo vocês amanhã. Estão dispensados por hoje. - Fletch abriu a porta da sala, fazendo um gesto para nós sairmos.
- Bom, temos o fim da tarde e a noite para gente. - disse sorrindo.
- Vamos sair para beber alguma coisa? - perguntou, enquanto nós entrávamos no elevador.
- Vamos, sim... A vem com a gente? - sorriu.
- Ah, não sei, não. Tenho umas coisas pra fazer... confirmar as coisas que o Fletch pediu. - Disse, apontando pra agenda.
- Ah, que isso, . A gente bebe um pouquinho e depois você trabalha. - me olhou e sorriu.
- Melhor você confirmar aí as coisas e depois, às oito, a gente passa pra te pegar. Ainda é cedo. - sugeriu.
- Nossa, saiu uma idéia que presta da cabeça desse ser! Cuidado, vai chover canivete. - começou a zoar e fazer todos rirem.
- Ok, então. - Sorri.
Eles me deixaram em casa e depois prometeram que às oito da noite eles iriam passar para me pegar. Entrei, corri para o telefone e disquei um número bem conhecido.
- Alô?
- Alô. - Uma voz de homem me respondeu.
- Poow, obrigada mesmo, eu te amo. Esse é o melhor trabalho do mundo! - comecei a falar euforicamente, pulando com o celular na mão.
- De nada, pequena. Você merece muito mais que isso!
- Poow, tô com tanta saudade! Você está bem? - Falei, me acalmando e sentando no sofá.
- Estou bem e também com muita saudade de você. E como está com seu novo lar? Como está a vida em Londres?
- Ai, está tudo indo perfeitamente bem. Tô me acostumando, hoje foi o meu primeiro dia como assessora de uma banda, assim, perfeita. - Sorri, mesmo sabendo que ele não estava vendo.
- Que bom, minha querida... Já estou indo! - Ele gritou para alguém.
- Poow, vai lá. Eu estou te atrapalhando, né?
- Não, querida, mas eu vou ter que ir agora. Beijos, até mais. - Ele se despediu.
- Tchau, Poow, até mais. Te amo, beijos.
Logo depois, ele me deu mais um tchau e desligou. Fiz as ligações que tinha de fazer, tomei um banho, demorei em torno de 20 minutos debaixo do chuveiro. Sai do banheiro direto para o closet para procurar uma roupa. Depois de olhar, vestir, tirar, achei a combinação perfeita: vestido preto de alça um pouco acima do joelho, com um decote, digamos, bem generoso e um colar de estrela. Uma maquiagem um pouco escura nos olhos e na boca apenas um gloss, junto com uma sandália de salto. Deixei meu cabelo solto e joguei minha franja para o lado.
Capítulo 4
Buttons
- Wow, você está linda! - me olhou de cima para baixo.
-Linda demais! - fez o mesmo.
- Dude, perfeita. - repetiu o gesto dos amigos.
- Nossa...você está linda! - Os olhos de percorreram todo o meu corpo. Só não fiquei mais vermelha por ser um pouquinho morena.
- Você também não estão atrás, hein? - Sorri sem-graça.
- Vamos? - estendeu a mão para mim. Afirmei com a cabeça e peguei na mão dele.
Chegamos a um pub no centro de Londres, um lugar agitado com uma grande pista de dança tocava Lady Gaga, Paparazzi. já entrou dançando, sendo seguido por . Passou um loira com os seios grandes, muito grandes. , , e acompanharam com os olhos aquele par de seios ambulante. Nós achamos um mesa um pouco ao fundo e nos sentamos ali.
- O que vão beber? - O garçom perguntou.
- Whisky.- disse, se sentando.
- Eu quero o mesmo. - sorriu.
- Eu prefiro vodka...- me olhou. - E você, , o que vai beber?
- Ah, eu quero uma água. - Retribui o sorriso.
- Água? Você vem a um pub e quer água? - me olhou incrédulo.
- Eu, sei lá, não quero beber, depois eu fico... Enfim, não me dou bem com a bebida. - Sorri fraco.
- Ah, não, hoje vai beber pelo menos um copo de whisky! Amigo, são quatro whiskys e uma vodka. - Ele fez o pedido.
- Tá ok, mas só um copo. - Ele sorriu pra mim.
Não ficou só em um copo, acho que foi mais de 3 ou 4 só de whisky e uns 2 de vodka, já estava um pouco bêbada ou alegre, como vocês preferirem. Começou a tocar Ayo Technology, de Justin Timberlake e 50 Cent. Eu conhecia aquela letra muito bem e comecei a dançar ainda sentada, quando se levantou, me olhou e disse:
- Quer dançar? - estendeu a mão pra mim.
- Claro! - Me levantei e peguei a mão de . Ele foi me puxando até a pista de dança.
She she, she want it, I want to give it to her
(Ela ela - ela quer isso, eu quero dar isso pra ela)
he know that, it's right here for her
(Ela sabe que está bem aqui para ela)
I want to, see you break it down
(Eu quero ver você arrasar)
I'm ballin', throw'n money around
(Eu estou excitado, jogando dinheiro por aí)
Eu dançava um pouco mais lentamente que a música, segurava na minha cintura e eu vez ou outra apertava sua nuca.
She work it girl, she work the pole
(Ela consegue, ela se segura no poste)
She break it down, she take it low
(Ela arrasa, ela se abaixa)
She fine as hell, she about the dough
(Ela é boa demais, ela quer grana)
She doing her thing out on the floor
(Ela está fazendo o esquema dela no chão)
Her money money, she makin' makin'
(Ela está fazendo fazendo o dinheiro dinheiro dela)
Comecei a seguir a letra da música, me virei de costas para , que me segurava pela barriga e eu dançava, subia e descia, segurando na nuca de .
Look at the way she shakin' shakin'
(Olhe o jeito que ela rebola)
Make you want to touch it, make you want to taste it
(Faz você querer tocá-la, faz você querer prová-la)
Have you lustin' for her, go crazy face it
(Te deixa a desejando, ficando louco, admita)
Now don't stop, get it, get it
(Agora não pare - pegue, pegue)
The way she shakin' make you want to hit it
(O jeito que ela rebola faz você querer possuí-la)
Comecei a rebolar de costas pra , que agora tinha a mão em minha cintura e ele apertava ela cada vez mais.
Think she double jointed from the way she splitted
(Acha que ela é muito flexível por causa do jeito que ela abriu as pernas)
Got you're head fucked up from the way she did it
(Mexeu com sua cabeça da forma que ela fez isso)
She's só much more than you're used to
(Ela é muito mais do que você está acostumado)
She know's just how to move to seduce you
(Ela sabe como se mover para te seduzir)
Encaixei uma perna entre as pernas de e comecei a dançar. parou a uma das mãos pouco mais abaixo do meu quadril e a outra ele apertava delicadamente minha cintura.
She gone do the right thing and touch the right spot
(Ela fará a coisa certa e vai tocar no lugar certo)
Dance in you're lap till you're ready to pop
(Dançará no seu colo até você estar pronto para explodir)
Para provocar mais , desci minha mão até a barra de sua camisa, colocando a minha mão dentro da mesma, sentindo ele contrair o abdômen. Sorri e desci minha mão até o começo de sua calça.
She always ready, when you want it she want it
(Ela está sempre pronta, quando você quiser, ela quer)
Like a nympho, the info, I show you where to meet her
(Como uma ninfomaníaca, a informação, eu te mostro onde encontrá-la)
On the late night, till daylight the club jumpin'
(Tarde da noite até o sol nascer, a boate bombando)
If you want a good time, she gone give you what you want
(Se você quer se divertir, ela vai te dar o que você quer).
Nesse momento, entrou no embalo e trouxe com você um copo de whisky misturado com outra bebida forte e entregou-a para , que bebeu dois goles e ficou meio tonto. me entregou o copo e eu terminei de esvaziá-lo. Comecei a dançar com os dois. O nível de álcool no meu sangue não me deixava pensar e eu também não queria. Confesso, estava alegrinho de mais, já não conseguia mais falar coisa com coisa, mas dançar ele sabia, ou pelo menos estava tentando. já se apoiava em mim e a cada movimento meu ele apertava mais minha cintura.
let me talk to ya
(Deixe-me falar com você)
Baby you're só new age, you like my new craze
(Garota, você é tão nova geração, você é tipo a minha nova loucura)
Let's get together maybe we can start a new phase
(Vamos ficar juntos, talvez nós possamos começar uma nova fase)
The smokes got the club all hazy, spotlights don't do you justice baby
(A fumaça deixou a boate escura, as luzes não te fazem justiça, garota)
Why don't you come over here, you got me saying
(Por que você não vem aqui? Você me deixou falando)
Na parte “Por que você não vem aqui?”, me puxou e eu fiquei no meio de suas pernas. riu e me puxou de volta.
Aayooh
I'm tired of using technology, I need you right in front of me
(estou cansado de usar tecnologia, eu preciso de você na minha frente)
Ooh, she wants it, uh uh, she wants it
(Oh, ela quer (sexo), uh uh. ela quer (sexo).)
Ooh, she wants it, uh uh (soo), I got to give it to her
(Oh, ela quer (sexo), uh uh (então), eu tenho que atendê-la)
me olhou com o olhar mais safado do mundo. me abraçou por trás e deitou a cabeça em meu ombro, ficamos assim até o fim da música. Começamos a dançar outra música e tinha sido levado pela loira que tava do nosso lado. Voltamos pra mesa onde encontramos uma morena sentada no colo de e nem sinal de .
- Me trás um copo da bebida mais forte que você tiver ai. - pediu para o garçom. Minha mão estava em cima da mesa.
- Deixou um noivo no Brasil? - Ele perguntou sem me olhar.
- Não, por quê?
- A aliança é o quê? - Ele olhou em meus olhos e eu ri alto..
- Qual a graça?
- , isso não é uma aliança, é apenas um anel que eu e as minhas melhores amigas temos na mesma mão e no mesmo dedo... Er, tipo um simbolo de amizade, sabe?
- Aah, entendi. - Ele sorriu sem graça.
- Obrigado. - agradeceu ao garçom.
- Já brincou de sim ou não? - Ele olhou para o copo.
- Não.
- Quer brincar? É assim, eu te pergunto alguma coisa e se sua resposta for sim, você dá dois goles na bebida. Se a resposta for não, um gole.
- Tá ok. - Já estava tão bêbada, que não iria fazer diferença um copo a mais ou a menos.
- Ok... Você já beijou um namorado de alguma amiga?
- Sim, mas eu estava meia inconsciente. - Afirmei e ele riu.
- Beba dois goles. - Ele me entregou o copo e eu bebi. - Sua vez.
- Hm, você já ficou com alguma fã?
- Hm... já. - Ele deu dois gole.
- Minha vez... Você já beijou mais de dois caras em uma festa só?
- Sim. - Fiz cara de santa e bebi dois goles.- Você já fico com mais de uma menina ao mesmo tempo?
- Não tive esse prazer ainda. - Ele riu e bebeu um gole. - Você é fã do McFly?
- Sou sim. - Ele riu e eu bebi mais de dois goles. - Você ficaria com a Beyoncé?
- Sei lá, acho que... não sei.
- “Não sei” não está incluso na brincadeira, vai ter que beber três goles.- Eu entreguei o copo.
- Ok. - Ele bebeu. - Você ficaria com seu ídolo?
- Hm... uhum. - Afirmei e bebi.
- Com um de nós quatro?
- Talvez...- Já estava meia desnorteada, não entendendo onde ele queria chegar.
- E qual de nós você prefere?
- Você. - Droga, falei demais. Maldita boca! E agora? - Er... sabe, né, você é um ótimo músico... - Mas antes que pudesse terminar a frase e tentar concertar a merda que eu tinha dito, senti uma mão de na minha nuca, me aproximando dele e seus lábios tocarem nos meus. Ele aprofundou o beijo, passou a língua delicadamente em meus lábios, pedindo passagem e eu abri a boca. colou a mão na minha cintura e eu passei meus braços por seu pescoço. Mordi levemente seu lábio inferior, fazendo ele soltar um gemido abafado.
Capítulo 5
No dia seguinte...
Escutei um barulho longe, baixo e aquilo foi aumentando cada vez mais, ficando mais real, até que abri os olhos senti um peso na minha cintura. Olhei para baixo vi uma mão, grande subi meu olhar até chegar no rosto que eu só conhecia há, praticamente, um dia.
Eu estava sentada no colo do , ainda o beijando, uma de suas mãos estava passeando pela minha cintura. Estava com minha mão em sua nuca e a outra em seu peito. Meu cérebro pedia por ar, mas eu não queria quebrar o beijo.
- AI, MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO NISSO! - Olhei para , ele estava só de boxer. O celular que estava tocando parou. Olhei de novo, incrédula pela cena que eu estava vendo: só de boxer, com a mão em cima da minha cintura. Eu, com meu vestido todo amassado e um pouco pra cima.
Ele, de repente, abriu os olhos.
- ? - Ele me olhou e deu quase um grito. Logo depois, ele percebeu que sua mão estava em minha cintura, a tirando rapidamente percebendo que estava só de boxer, o que fez ele cair da cama literalmente.
- você está bem? - Perguntei, olhando ele caído no chão.
- Aham, acho que tô. - se levantou e sentou na cama. Ele também se perguntava como eu tinha ido parar na casa dele e, pior, na cama dele, e como ele estava só de boxer na cama comigo.
- Caraca! - Dei um grito desesperado.
- Que foi? - me olhou com cara de assustado.
- Olha a hora! O Fletch vai me matar! - Comecei a calçar a minha sandália.
- Cara, verdade, as fotos. - saiu correndo para o banheiro. - Já volto em 2 segundos.
- Vou ligando pros meninos aqui. -L iguei para os meninos, pedindo para que os três fossem para a casa de . Todos concordaram, depois de um surto de arrependimento por beber tanto noite passada e estar com a maior ressaca. Um tempo depois, já estávamos na agência que eles iriam tirar as fotos. Chegamos 10 minutos atrasados, já que o teve uma crise com o próprio cabelo.
- Quem vai pagar a multa que eu tomei por ultrapassar o sinal vermelho? - olhou para o que ria da cara de cansado do .
- Ok, meninos, vocês vão tirar as fotos às 10:30, então têm 1 hora pra descansar.
- Ah, tô com fome. - passou a mão na barriga.
- Cara, o é esfomeado, mas também estou com fome. - reclamou.
- Fala sério, está todo mundo com fome. - me olhou.
- Ok, já que a culpa de vocês terem se atrasado e do ter levado um multa foi minha, eu vou comprar alguma coisa pra vocês. - Me levantei indo até a porta.
- , eu vou com você. - se levantou.
- Não precisa não, . Fica aí e dorme mais um pouco, que eu vou e volto rápido. - Pisquei pra ele. Corri ate a Starbucks mais próxima, comprei alguns Muffins e cafés.
- Cheguei! Aqui tem Muffins e aqui tem cafés. - Coloquei os pacotes em cima da mesa.
- Valeu, . - agradeceu. Depois de comer, eles foram fazer a sessão de fotos. O quarteto fazia caras e bocas e eu ria com tudo aquilo. Depois, eles responderam algumas perguntas.
- Cara, cansei. - se jogou no sofá.
- Dude! - se jogou em cima dele.
- Sai, cara tu está gordo. - empurrava o amigo, fazendo todos rirem.
- Que foi, , a noite de ontem de deixou assim? - olhava para com um olhar pervertido.
- A noite foi boa, né, ? Muito boa. - fez todos rirem, menos eu e .
-Ok, galera, chega, antes que o mate todos aqui. - olhou , que estava sem-graça de cabeça baixa.
- Bom, cara, quando a gente vai almoçar? - olhou para o relógio.
- Cara, tu é um saco sem fundo mesmo. Acabou de comer já está com fome de novo? - olhou incrédulo para .
- Acabei de comer nada, a gente comeu faz duas horas e vinte e cinco minutos.
- O cara está contando as horas pra comer! OMG, , você está ficando doido, o que é assim. está roubando o cargo do . - ria freneticamente com o comentário de .
- Bom já são 12:27, vocês podem ir almoçar. - Sorri pra eles.
- Vamos antes que o morra. - se levantou.
- , vem com a gente? - se pronunciou depois de muito tempo.
- Não sei, eu estou enchendo muito o saco de vocês. - Sorri sem-graça.
- Você acha que está enchendo o saco? Com todo o respeito, você está ficando doida! - chegou perto de mim e me abraçou de lado.
- Você é a nossa assessora e você é maravilhosa. - sorriu pra mim, apertando as minhas bochechas. Sorri sem-graça.
- Então, assessora linda e maravilhosa, vamos almoçar? Tô morrendo de fome. - se levantou.
- Ok, antes que o morra, eu vou. - Sorri sem-graça.
Fomos almoçar em um restaurante. não comia, devorava a comida. Eu estava ali no meio deles, rindo feliz. Meu sonho estava ali junto comigo. Sorri, observando a pequena guerra de comida entre e . Eu estava ali, eu realmente estava ali.
Capítulo 6
Os dias passaram rápido e a nova turnê deles estava se aproximando. Adivinhe onde eles passariam duas semanas fazendo shows! Se você pensou em Brasil, acertou! Sim, eu iria voltar para o Brasil em menos de um mês e, mais, levaria quatro gatênhos comigo. Depois do dia que eu acordei do lado do na cama, nós nunca mais ficamos a sós ou conversamos sobre o acontecido. Nas últimas duas semanas, eu tenho inventado desculpas para não sair com eles. Consegui evitar ao máximo até hoje.
- Vai, ! Vamos, por favor? - fez uma cara de coitadinho, juntando as mãos.
- Ai, , não faz essa cara de coitado, que me comove. - Eu disse rindo.
- , essa noite você vai com a gente sim. - me olhou sério. - Ou vai por bem, ou por mal! - se aproximou de mim e começou a fazer coceguinhas na minha cintura. - Diz que sim que eu paro.
- Ok, eu vou, eu vou. - Disse, me libertando dos braços do e arrumando o cabelo.
- Aê, , tu é foda, irmão. - pulou em cima do amigo.
- Ok, eu sei que eu sou foda, , mas não precisa me matar! - jogou no sofá.
- O que eu perdi? - e entraram na sala.
- Um acontecimento histórico. - disse se levantando. - conseguiu fazer a aceitar ir com a gente para a festa de hoje.
- Aêê, . - se jogou em cima do amigo, que caiu no sofá.
- Pára, , se vai machucar o . - Eu disse rindo e levantando o de cima de .
- Agora você defende o , ? - me olhou e sentou ao lado de .
- Tá com ciúme, ? - disse e sorriu sarcasticamente.
- Ci-ciúme? Eu? Da ? - gaguejou.
- Gaguejou, perdeu, ... Melhor nem tentar se explicar. - me olhou e sorriu.
- Ok, gente, vocês deixaram a sem graça e vermelhinha. - OMG, Vermelhinha? Eu estava vermelhinha. Ai, que vergonha.
’s POV:
Eu ainda não sei como, nem se rolou alguma coisa entre mim e naquela noite. Ela sempre está linda todos os dias da semana de manhã até à noite. estava me evitando e de certo modo, eu estava evitando ela também. Mas hoje, eu tentaria conversar com ela. Eu lembro um pouco do que aconteceu naquela noite e também o tanto que eu bebi.
Flashback On
estava linda dançado com .
- , você está na da , né? - me perguntou, olhando a abraçar .
- Pode falar, cara, eu sou um dos seus melhores amigos! Eu não vou contar para mais ninguém, se você falar que tá na dela... Também, com um corpo desse, um rosto perfeito, uma personalidade dessa, até eu caio de quatro por ela.
- Ok, , eu não sei, eu vi ela e hoje e tô assim. Sei lá o que aconteceu comigo, mas ela me encanta... Seu jeito de falar, de andar, até de respirar, eu acho lindo. - Tomei um gole da minha bebida.
- Cara, ou você está muito bêbado, ou se apaixonou pela ! - afirmou e se levantou, me deixando lá com cara de besta e pensando no que aquele ser tinha dito.
Flashback Off
- , você tá bem? - me olhou e sorriu. Afirmei com a cabeça e retribuí o sorriso.
- Ok, então às nove a gente passa na sua casa pra te pegar. - abriu a porta para que a saísse.
- Ok, vou esperar. - disse, dando um beijo no rosto do .
Logo depois de deixarem a em casa, me deixaram na minha. Entrei e vi que eu precisava arrumar aquela sala.
- Meu Deus, eu preciso tomar um banho. - Subi as escadas me arrastando. Entrei no banheiro, joguei minhas roupas no canto e entrei embaixo do chuveiro. A água morna relaxava meus músculos. Fiquei ali uma meia hora pensando nos meus problemas e na . Nem vi o tempo passar, quando sai do banho, já eram oito e meia. Eu ia escolher uma rouba básica, mas lembrei da . Ela com certeza estaria linda. Então resolvi me vestir para matar. Camisa branca com listras preta, calça jeans preta, all-star branco e o cabelo meio bagunçado. Olhei no relógio, já eram quase nove. Desci, passei o meu perfume peguei a chave e saí. Em menos de dez minutos, já estava na frente da festa, esperando os meninos. Fiquei lá esperando mais de quinze minutos. Quando vi se aproximando com , meu coração foi a mil. Ela estava linda de vestido azul escuro até o meio das coxas, sandálias de salto pretas, cabelos soltos, franja para o lado e maquiagem leve. Ela estava perfeita, linda, gostosa... muito gostosa. Ok, hora de parar de sonhar e acordar, eles estão se aproximando.
- Hey, achei que vocês tivessem me esquecido! - me olhou e riu.
- Ah, a culpa não é minha. - levantou a mão como se estivesse se rendendo. - que trocou de vestido umas três vezes e ficou desfilando, perguntando se estava bom. - Ela desfilando, com vestidos curtos e longos na minha frente. Eu queria estar lá.
- Ah, tá, entendi. - Disse, me aproximando dela. - Oi, você está linda como sempre. - Dei-lhe um beijo na bochecha.
- Obrigada, desculpa pelo atraso. - Ela sorriu sem-graça. - Você também está deslumbrante.
- Hey, e . - Me aproximei e abracei os dois.
- Fala, . - sorriu e ficou olhando uma loira que passava.
- E aí, , tudo beleza? - perguntou.
- Tô bem... Vamos entrar? - Perguntei colocando as mãos no bolso.
Todos afirmaram com a cabeça. Sabe como é, VIP não pega fila. Tocava alguma coisa que eu não pude identificar.
- Ok, eu quero alguma bebida forte. - disse para o garçom.
- Também quero. - disse, se sentando.
- Eu quero o mesmo. - afirmou.
- Ok, vai ficar todo mundo bêbado de uma vez só. - ria com as caretas que fazia. - Eu quero...
- Ela quer o mesmo que os três aí, eu também. - Antes que ela pedisse água, pedi por ela.
- , eu ia pedir água. - Ela me olhou com uma cara de indignada. Viu? Ela ia pedir água, mas pra conversa que eu pretendo ter, água não vai ajudar.
- , você deveria parar com isso... Água deixa pra tomar em casa. - disse pra e piscou pra mim. Às vezes eu amo tanto ter amigos! Ok, isso foi muito gay, então não digam a ninguém que eu um dia disse isso.
- Ok, vou parar, , eu juro que vou tentar. - Ela beijou o os dedos em forma de juramento.
As bebidas chegaram e nós ficamos lá jogando conversa fora, até que uma loira chegou perto de mim e falou:
- Oi, gatinho, você não se moveu daí desde que chegou, então eu resolvi vir falar com você. - Ela mordeu o lábio inferior e se aproximou mais do meu ouvido, dizendo: - Quero aproveitar a noite inteirinha com você. - A loira me deu um beijo na orelha e me olhou.
- É... desculpe, mas hoje não dá. Que tal você aproveitar a noite inteirinha com meu amigo ? - Disse batendo nas costas de .
- Ah, tudo bem então. - Ela fez uma cara de coitada e olhou pra , que agora sorria que nem um besta. - Vamos dançar, lindo? - Ela pegou na mão de , que automaticamente se levantou e foi que nem um cachorrinho atrás dela.
- Nossa, , você dispensou aquele mulherão. - me olhava confuso.
- Sei lá, , não quero me envolver com essas garotas. - Abaixei a cabeça e senti dois pares de olhos em cima de mim: e .
- , eu estou surpreso com isso. - voltou a atenção pra mim. Antes, ele olhava quase engolindo a loira.
- Ok, chega de papo, vamos dançar? - perguntou, olhando pra .
- Vamos sim. - era brasileira e adorava dançar, e eu adorava o jeito de ela dançar. Eles chegaram até o começo da pista e começaram a dançar. rebolava e quase babava, sem tirar os olhos do quadril dela. , de repente, se virou pra onde eu estava e me chamou de um jeitinho sexy, que me deixo um pouco animado, vamos dizer. Eu não pensei nem duas vezes em me levantar e ir até eles. largou se aproximou de mim. Ela passou um braço em volta do meu pescoço e uma de suas mãos passou por meu peito. encaixou uma de suas pernas entre as minhas e começou a dançar. sumiu depois que um ruiva começou a dançar com ele.
- O sempre faz isso! Acha uma menina e some. - disse rindo, abraçando o meu pescoço com os dois braços.
- Ah, o nunca vai mudar. - Apertei mais ela contra meu corpo fazendo-a ficar com o nariz colado no meu. Eu me aproximei mais dela e passei meu nariz em sua bochecha. Cheguei mais perto de sua boca e encostei nossos lábios, passando minha língua em seu lábio, pedindo para aprofundar o beijo. Ela abriu a boca dando-me passagem. Coloquei uma das minhas mãos em seu rosto e outra em sua cintura. Foi um beijo calmo, meu cérebro pedia por ar, mas eu não queria separar nossos lábios. Ela quebrou o beijo.
- , eu não... - Ela tentou falar, mas eu a interrompi.
- Shii... não fala nada, eu queria isso. - Coloquei um dedo nos lábios dela. Voltei a selar nossos lábios, puxei ela mais pra perto de mim, esquecendo qualquer distância entre nós. Puxei-a pela mão e a levei para a mesa de novo. Sentei e puxei ela fazendo-a sentar em meu colo. Ela se posicionou com uma perna de cada lado do meu quadril. Coloquei uma mão em sua coxa e a outra foi pra sua cintura, puxando-a para iniciar um beijo mais intenso. Ela passava as mãos em minhas costas. Desci minha mão para mais perto de sua bunda por dentro do vestido, fazendo ela soltar um gemido abafado. Apertei com um pouco de mais força a cintura dela. Ela se posicionou em cima do meu membro fazendo-me soltar um gemido abafado, passou sua mão por dentro da minha camisa, arranhando meu abdômen. Minha excitação estava evidente. Eu estava pronto pra pegar ela e sair dali, mas antes que eu pudesse falar, escutei uma voz conhecida.
- , você viu o Dou... - não conseguiu terminar de falar quando viu a levantar a cabeça e olhar para ele. - Desculpa por atrapalhar vocês. - Ele deu um sorriso safado e se afastou. se levantou rapidamente e disse:
- Não, , não precisa sair. - Ela sorriu sem-graça.
- Ok... desculpa por atrapalhar vocês. - voltou e se sentou ao lado dela. - você ficou bem animado, não seria melhor você esconder sua animação? - sorriu, olhando pra mim.
- Ah, desculpa. - Sorri envergonhado, tentado cobrir minha “animação” com a camisa. Às vezes ter amigos é tão... broxante.
- Bom, eu tenho que ir amanhã, a gente vai viajar, preciso descansar. - Ela disse se levantando e pegando a bolsa.
- Eu te levo. Aproveito e vou pra casa dormir, não é todo dia que vamos para o Brasil, certo? - Eu disse, e concordaram com a cabeça.
- Ok, , então vamos? , vem com a gente? - fez a pergunta, que em minha mente estava fora de cogitação. Olhei sério para antes de dele responder.
- Ah, , não vai dar. O aparece bêbado aí, daí eu tenho que levar o carro. - Ele sorriu e beijou a bochecha dela. - Boa noite, pequena, até amanhã. - Ele sorriu pra ela. - Boa noite, , e juízo!
- Sim, senhor. . - Bati continência e saí logo atrás de .
Fomos o caminho todo sem trocar uma só palavra, um silencio desconfortante. Até pensei em falar algo, mas a imagem de sentada em meu colo não deixava. Chegamos e então eu resolvi falar.
- Ah... então amanhã a gente se vê no aeroporto? - Eu perguntei meio sem jeito.
- Uhum... Boa noite, . - Ela ia me dar um beijo na bochecha, mas eu virei o rosto fazendo-a me dar um selinho.
- Boa noite, . - Disse, ainda com os lábios encostados nos dela. saiu do carro em direção ao seu portão, antes de entrar ela olhou para o carro e sorriu.
Capítulo 7
’s POV:
Definitivamente, aquele beijo me deixou meio tonta. Dessa vez, nós não estávamos bêbados, não temos desculpas. Mas essa noite vai ficar na minha cabeça para o resto da vida. Bom, depois de tudo que aconteceu naquela festa, eu precisava de um banho para tentar relaxar. Entrei no quarto, tirei minha roupa, jogando-a em qualquer quanto e fui em direção ao banheiro para ligar o chuveiro e tomar uma banho. A água quente realmente me relaxava. Comecei a pensar nas coisas que aconteceram essas semanas, esse mês que eu estava em Londres e lembrei que no dia seguinte nós iríamos para o Brasil. Lembrei das minhas amigas, dos meus pais, do Poow... sorri sozinha. Depois de uns 30 minutos embaixo do chuveiro, eu saí. Adoro ficar embaixo da água. Saí do banheiro e fui para meu closet achar um pijama. Olhei tudo e vi uma coisa que me chamou muito atenção. A blusa que o tinha me emprestado no dia do acidente com o café, eu não tinha devolvido ainda. Me aproximei da blusa, peguei-a e fiquei olhando. Abracei e mesmo ela já ter sido lavada, ainda estava com o cheiro do . Ou era meu nariz.
Me troquei e fui arrumar minhas malas para a viagem. Desci, liguei o computador e enquanto eu esperava ele ligar, eu fui até a cozinha procurar alguma coisa pra beber.
- Cara, eu deveria ir ao mercado de vez em quando! - Afirmei, olhando a geladeira vazia.
Voltei pra sala, já que pra beber não tinha nada, além de água e leite. Vi que tinha vários e-mails. Não entendo, sério, depois que eu saí nos jornais e nas revistas com os meninos, eu fiquei meio que famosa e agora todo mundo quer que responda no twitter e tudo. Fico me sentindo com isso! Tenho fãs agora. Na minha caixa de e-mail, tinha um que eu caí da cadeira quando vi.
- ... Não creio nisso! , OH MY GOD. - Gritei, abrindo o email dela.
“Oi, . =D Tudo bom?? Sua safada, foi pra Londres e nem me levou. =[ RS. Saudade, viu! Me liga pra quando você vir aqui, a gente se ver! E aí, como estão as noites em Londres? Pegando muitos ingleses? Deixa uns pra mim, hein? rsrs
Beijão, se cuida hein, chuchu! Xxx,
”
Quase tive um infarto com aquele email. A , eu não via ela fazia mais de um ano! Ai, aquela doidinha me ajudava em tudo na escola, até com meus namorados e minhas lições. Respondi rápido a ela.
“Aaah, não acredito, , que saudade de você!! Tô bem sim e você? Vou ligar mesmo. Eu tô indo para o Brasil amanhã de manhã. Quero te ver! Não tô pegando ninguém =[ rsrs.
Beijão, se cuida você também! Xauu,
XxxX.”
Nem vi meus outros e-mails, saí correndo para o telefone e disquei o número da .
- Alô... - Escutei uma voz sonolenta do outro lado da linha. Sorri, mesmo sabendo que ela não estaria vendo.
- ? - Perguntei já sabendo a resposta.
- ?! - Ela gritou do outro lado. - Meu Deus, que saudade, menina!
- Ahh, , também estou com saudade de você! - Gritei de volta. Escutei alguém resmungar algo tipo “cala a boca, sua louca” e ela parou de gritar.
- , tudo bem? - Ela perguntou mais calma.
- Tô bem, e você? - Sorri.
- Tô ótima... ah, que saudade, menina! Quando vai vir aqui? - Ela perguntou ansiosa, pelo tom de voz.
- Ah, amanhã à tarde eu acho que eu estou aí. - Respondi, já sabendo que ela gritaria.
- Você está de brincadeira, né? Amanhã?! - Ela gritou, me fazendo soltar várias gargalhadas. - Aah, quero, preciso te ver!
- Você não sabe quem eu vou levar comigo? Tchan, tchan, tchan... - Fiz barulho de suspense.
- Pára, , fala antes que eu tenha um ataque do coração. Não quero morrer agora! - Ela falou e me fez rir.
- Vou levar para as fãs enlouquecidas quatro lindos garotos.
- Tá brincando, né? - Ela perguntou - ... dá pra você me explicar isso?
- Tô levando seu para o Brasil, chuchu... - Eu disse, fazendo cara de safada, ciente de que ela não estava vendo.
- Tá brincando, né? Você vai trazer meu ? - Ela perguntou, quase gritando.
- É, seu , meu , o e o . - Disse rindo.
- Me-meu Deus! Você vai trazer o McFly para o Brasil! - Pude sentir que ela sorriu, pois parou de falar. - Me... meu de.. Deus, vou morrer!
- Calma, ser, amanhã eu estou aí e te apresento o . - Fiz voz de safada e ela riu.
- Ok, que horas seu vôo chega? Você vem pra São Paulo, né? - Ela perguntou.
- É sim, eu acho que às seis ou sete nós chegaremos. Agora eu preciso ir dormir, tenho um monte de fofoca pra te falar!
- Ok, eu também preciso dormir. Aqui já são três e meia da manhã você me acordou, mas eu estou tão feliz por isso, nunca pensei que ficaria feliz em ser acordada às três da madruga.
- Desculpa, amiga. Boa noite, até amanhã. - Disse, me sentando no sofá.
- Boa noite, até amanhã. - Ela soltou um bocejo. - Tchau, beijos.
- Tchau, beijos, até. - Desliguei o telefone e fui até o meu computador. Abri meu MSN e vi que estava falando comigo.
says:
Oie, você não falou que ia descansar??
says:
E você não ia descansar?
says:
Não consigo!
says:
Por quê?
says:
Aconteceram algumas coisas essa noite que eu não consigo esquecer.
says:
Aah, sei... é, eu vou dormir agora, sério, daqui a pouco a gente vai viajar. Boa noite, .
desligou-se.
Não esperei ele começar a falar daquilo logo ali por MSN. Subi e deitei, eu não ia conseguir dormir. Me enganei, em menos de dois minutos eu estava em um profundo sono.
Acordei com meu despertador gritando. Levantei, corri para o banheiro, saí rápido, me troquei e desci pra tomar café já mais calma. Josh iria comigo, eu precisava dele.
- , abre aqui. - Escutei a voz de Josh no portão e saí correndo pra abrir. - Bom dia, princesa. - Josh me beijou no rosto. “Princesa”... Josh tinha virado meu melhor amigo e usava “princesa, bebê, amor...”, todos esses apelidinho bobos. Depois de duas semanas eu fiquei sabendo que ele era gay.
- Oi, bom dia, meu bonequinho. - Disse, abraçando-o.
- Já está pronta? Já chamei o táxi. - Ele se sentou no sofá.
- Meu Deus, Josh, eu não tomei café ainda. - Fiz uma cara de dor.
- Você come no aeroporto. - Ele afirmou. - O táxi chegou, amor, vamos.
- Ok, vamos, me ajuda com as malas. - Disse, pegando uma mala de mão e mostrando as outras duas.
- Menina, você vai levar tudo isso? São só duas semanas. - Ele me deu um olhar indignado e eu fiz bico. - Ok, eu ajudo... Odeio quando você faz esses bicos, sempre me ganha, sua chata.
- Ai, por isso que eu te amo, meu bonequinho. - Eu ri, dando-lhe beijinhos no rosto.
Antes de chegar ao aeroporto, eu resolvi ligar para o só pra certificar que eles estavam prontos para ir.
- ? - Eu perguntei.
- Oi, . - respondeu.
- Vocês já estão prontos e indo para o aeroporto, não é? - Perguntei com um pouco de medo.
- Aeroporto? Que aeroporto? Pronto pra ir para onde ? - Ele perguntou e eu quase tive um ataque.
- Como que aeroporto?! , não faz isso comigo! - Gritei. Josh e o motorista me olharam.
apenas riu e falou:
- Calma, , estou só brincando! A gente já está no carro indo para o aeroporto. - Escutei alguém gritar um “Bom dia, princesa!”.
- está mandando bom dia. - disse e gritou: “Eu falei: “Bom dia, princesa!””. Eu ri.
- Ok, bom dia para vocês. A gente se vê lá, beijos. - Me despedi.
Chegamos ao aeroporto antes do esperado, pois, por incrível que pareça, não tinha trânsito. Josh pegou dois carrinhos. Em um, colocou minhas malas, e no o outro, as dele. Entramos no saguão do aeroporto e logo atrás de nós, pude ouvir quatro vozes conhecidas, uma delas bem conhecida. Olhei pra trás vi os quatro. e na frente, e logo atrás.
- Bom dia, meus bebês. - Cumprimentei, abraçando o .
- Bom dia, . - Recebi um bom dia em coro. Eu ri.
- Bom dia, meninos - Josh se pronunciou, sentando-se.
Ok, até agora só me deu um “Bom dia”. Eu sei, também estou me perguntando “Cadê o cara que estava me agarrando ontem?” Bom, não sei, eu também não ia chegar perto dele e falar: “Bom dia, amor, dormiu bem?”, vai que, sei lá, ele me ignora ou algo do tipo.
- Vamos lá fazer o check-in? - Perguntei. Todos confirmaram com a cabeça e fomos fazer o check-in. Depois disso, eles sentaram lá na cadeirinha e ficaram conversando. Eu fui em direção à uma livraria que tinha ali, mas logo vi uma bombonière. Entrei na bombonière, vi um monte de chocolate e corri pra mais perto. Ok, confesso, sou chocólatra sim.
Senti alguém me apertar forte pela cintura.
- Você não acha que está meio cedo pra comer chocolate? - Aquela voz era inconfundível. Era , sem sombra de dúvidas.
- Eu não comi nada, culpa do Josh! - Disse e senti um beijo em meu pescoço.
- E por isso você vai atacar os chocolates? - Ele perguntou me virando de frente pra ele.
- Vou sim, por quê? - Perguntei.
- Por nada. - Ele deu de ombros. Me virei pra frente de novo e vi um chocolate que eu amava, mas estava em cima. Fiquei nas pontas dos pés para pegá-lo e, por consequência, acabei ficando com minha bunda em um lugar que era meio perigoso.
- , não faz assim, se não minha animação vai voltar e a gente está no meio de um aeroporto! - Ele disse, apertando mais ainda minha cintura. E eu? Eu apenas ri.
- Posso resolver seu probleminha, . - Disse, colocando meu pés no chão e escutando um gemido baixo dele.
- Sério? - Ele perguntou.
- Não. - Eu ri e me virei para frente, olhando em seus olhos.
- Você é muito má, sabia? - Dei um risinhos debochado.
Peguei o chocolate, paguei e voltamos para onde os meninos estavam.
- Alguém quer chocolate? - Perguntei, mostrando a sacola.
- Eu quero. - se manifestou.
- Vai lá comprar, seu folgado, deixa o chocolate da minha bonequinha. - me abraçou por trás. Me virei e encarei com uma cara de espanto.
- puxa-saco. - fez bico.
- Ô, meu amor, tó o chocolate. - Me desgrudei do e sentei ao lado de , apertando as bochechas dele e entregando uma barrinha. me olhou e fez uma cara de interrogação, com os braços cruzados.
- Ô, meu amor, não fica assim, não. - fez voz de gay e abraçou , que empurrou o amigo.
- Chamada para o Vôo 698. Repetindo, última chamada para o Vôo 698.
- Vamos, nosso vôo! - Disse, me levantando e sorrindo pra todos.
Todos confirmaram com a cabeça. Me abaixei pra pegar minha bolsa e recebi uns fiu fius.
- Seus tarados, parem de olhar pra bunda da ! - Josh disse, entrando na minha frente.
- Josh, Josh, Josh... o que é bom e bonito é para ser olhado. - disse e olhou indiscretamente pra mim, ou melhor, para minha bunda. Menino tarado!
- , não é você mesmo que fala que eu tenho que respeitar a e tá aí olhando pra bunda dela? - fez uma cara de indignação e todos riram.
- Ok, todo mundo pára de olhar para a minha bunda e vamos para o portão de embarque. Ou querem ficar aqui? - Perguntei, indo em direção à minha mala. Senti uma mão em minha cintura. Me virei e vi .
- Oi, linda... deixa que eu levo. - Ele disse e logo em seguida, me deu um selinho que me surpreendeu. pegou minha mala e saiu me puxando.
Entramos no avião, procurando pelas nossas poltronas. Eu e vimos e brigando pra ver quem iria ficar na janela.
- Aqui, achei a minha - se sentou. - Senta comigo?
- , minha poltrona é ao lado do . - Falei e ele abaixou a cabeça.
- Por favor, . - Ele fez bico.
- Com licença, essa é a minha poltrona. - Uma mulher, vamos dizer, não bonita se aproximou e se sentou onde eu iria sentar.
- Vou sentar. - Eu disse e ele me olhou.
- Eu quero ir com você! - Ele disse se levantando. - Vou pedir para o trocar comigo.
- Tá bom. - Eu disse, indo até a minha poltrona.
- , troca comigo? - perguntou.
- Você quer sentar aqui com a ? - Ele perguntou e me olhou.
- Não, , eu quero sentar aqui com o Darth Vader! - olhou feio pra ele. - Por favor, . olhou para a poltrona do .
- Ah, cara, eu prefiro ir com a . - disse, olhando a mulher
.
- , vai... , anda, cara. - disse, jogando a mochila em cima do amigo.
- Ok, cara, já vou. - se levantou e viu uma loira linda chegando perto da outra mulher, falando algo como “essa poltrona é minha” e outra se levantar e sair. - Me dei bem, cara, muito bem. - fez uma casa de safado e foi.
- Consegui. - disse, se jogando na poltrona. A aeromoça pediu que nós apertássemos os cintos. Quando o avião começou a decolar, senti uma mão tocar a minha olhei em direção a ela, vendo que tinha seus dedos entrelaçados aos meus, me fazendo um carinho gostosos ali. Sorri e ele retribuiu.
Eu acho que eu dormi um pouco, porque quando eu acordei, estava deitada no colo do . Levantei o rosto e vi um sorriso lindo que qualquer menina se derreteria.
- Oi, linda. - disse, fazendo carinho no meu rosto. Sentei-me direito na poltrona e sorri para , que retribuiu. Uma de suas mãos tocou a minha bochecha carinhosamente, me fazendo instantaneamente fechar os olhos, enquanto aproveitava aquele momento. Senti a respiração de bater no meu rosto, seguido de seus lábios, que tocaram os meus num selinho inocente. pediu passagem e eu logo concedi, e um beijo calmo, porém cheio de sentimentos começou.
Quebrei o beijo, precisávamos de ar. Ele encostou a testa na minha e sorriu ainda de olhos fechados. entrelaçou nossos dedos mais um vez e se deitou no meu colo, fechando os olhos e colocando minha mão em seus cabelos. Sorri e comecei a fazer carinho.
- Chegamos. - Josh me deu beijo no rosto pra me acordar. Eu dormi de novo e o também.
- , acorda... - Disse, fazendo carinho no rosto dele.
- Hum... já chegamos? - Ele disse com uma voz de sono, que me deu um vontade louca de apertar, beijar e mordê-lo.
- Já sim, os meninos já desceram. Estão esperando a gente, vamos? - Disse, dando-lhe um beijinho no rosto. Ele afirmou com a cabeça e levantou, pegando a sua mochila e minha bolsa.
- Vem. - Ele me pegou pela mão sorrindo.
Depois de descer do avião, fomos pegar nossas bagagens e adivinhe só! Estava lá mais de duzentas fãs loucas gritando.
- Oh, my Gosh, como a gente vai passar? - me olhou. Me soltei de e fiquei de frente para os quatro.
- Ok, a gente pega as bagagens e vamos pedir para os seguranças fazerem uma barreira ali. Calma. - Chamei os seguranças que me atenderam e fizeram a barreira.
- Vamos. - saiu me puxando e eu saí puxando o . As meninas gritavam enlouquecidas. Conseguimos chegar na van com um pouco de dificuldade.
- Nossa, isso é sempre assim? - Perguntei, já sabendo a resposta e recebendo risos da minha cara de cansada.
- Você se acostuma, . - disse rindo.
estava sentado ao meu lado, com uma mão em minha coxa, e a outra brincando com meus dedos. Na rádio, começou a tocar Cine - Garota radical e começou a batuca no ritmo da música e eu comecei a cantar animada.
- O simples torna ela de mais... - Todo mundo olhou pra mim, até o , que estava ao meu lado. Eu apenas continuei.
- Tento entender porque ainda ligo pra você... - Todo mundo continuou olhando pra mim. - Que foi, gente?
- , sua voz é linda. - me olhou sorrindo.
- Cara, você tem um dom artístico, vamos tirar o e por você para cantar! - disse, me olhando.
- Que isso, gente – Ri sem graça.
- Tem mais algum dote artístico que nós não conhecemos? - sorriu.
- Ixi, quando eu levar vocês em casa, verão. - Eu disse, rindo.
Chegamos ao Hotel, pegamos as chaves dos quartos e subimos.
- Bom, está com , está com . E eu estou aqui nesse, e Josh tá nesse dali – Disse, apontando para o quarto do lado do meu.
- Cara, essa vista é linda... , corre aqui - me gritou.
- Oi.. ah estou olhando. O parque do Ibirapuera? - Perguntei, chegando perto dele. - Lindo, né?
- Não mais lindo que você. - Ele afirmou e passou o dedo no meu rosto delicadamente, me fazendo fechar os olhos.
- Hey, ... Desculpa aí de novo. - disse, coçando a cabeça.
- Tudo bem, , eu já estava saindo... tenho que ver algumas coisa ainda. - Falei, indo em direção à porta, mas senti uma mão me puxar.
- E meu beijo? - fez bico. Dei um beijo na bochecha e ia saindo, mas ele me puxou de novo, selando nossos lábios.
- Isso é um beijo. - disse apertando a minha cintura.
- Ok, , não quero ver vocês se engolindo. - disse tampando os olhos com a mão.
- Pára de ser bobo, . - Eu disse, passando e dando um beijo na bochecha dele.
Entrei no meu quarto, me joguei na cama e fechei meus olhos. Alguns minutos depois, senti um lado da cama afundar e um mão percorrer toda a extensão das minhas costas. Abri os olhos devagar e vi com um sorriso bobo no rosto.
- Oi, linda. - Ele disse, me dando um selinho.
- Você não se cansa de me chamar de linda? - Perguntei depois de desgrudar nossos lábios.
- Não... minha linda. - Ele disse, selando seus lábios nos meus. Começamos um beijo mais quente. me puxou fazendo-me ficar em cima dele, passando as mãos em minhas coxas. Ele subiu minha camiseta e jogou em algum canto do quarto. desceu sua mão até o botão da minha calça e parou a mão em minha bunda. Tirei a camisa dele, passando as minhas mãos em seu peito nu. Ele desceu os beijos para o meu pescoço, ainda com uma das mãos em minha bunda e a outra na minha cintura. me virou, ficando por cima e quando ia tirar a minha calça, meu celular começou a tocar.
- , meu celular. - Tentei sair debaixo dele.
- Deixa tocar. - Ele disse, apertando a minha coxa.
- Espera, , meu celular. - Consegui pegar o celular. - Alô... Poow, que saudade... tô sim, e você? Agora? Tá bom, já estou indo... Tá bom... posso levar mais alguém? Ok, já estou chegando. - Respondi em Português e não parou de me agarrar.
- Quem era? - Ele perguntou me olhando. - Tava falando em Português?
- Aham, era o meu padrinho e meu pai. Eles querem me ver. - Fiz bico.
- Ah, não acredito! Você vai sair e me deixar assim? - Ele olhou pra baixo e eu ri. Fiz manha.
- Então vem comigo. - Eu sorri pra ele.
- Tá bom, eu vou com você, mas não se mexe, se não vai piorar a situação.
- Tá. - Tentei me mexer um pouco e ele soltou um gemido abafado.
- Não se mexe! - Ele disse um pouco sério e nós rimos. Ficamos lá alguns minutos, então eu coloquei minha blusa de novo.
- Vamos chamar os meninos? - Perguntei, olhando ele colocar a camisa.
- Se você quiser... - Ele deu de ombros. Saímos do quarto.
- ? - Perguntei, colocando minha cabeça dentro do quarto.
- Oi, , entra. - Ele disse sentado na cama. Eu entrei e me seguiu.
- Bom, eu sei que você está cansado e tudo, mas quer ir comigo e o lá na minha casa? Quer dizer, na casa da minha mãe. - Perguntei sorrindo.
- O que vai ter de bom lá? Tô brincando. Ah, eu vou, não estou cansado, não. Eu ia chamar vocês pra dar um olha pelo hotel. - Disse ele, tirando a camisa.
- Ok, eu vou ver se os outros também querem ir. - Falei, dando um beijo no rosto de .
- , , vocês querem ir com a gente lá na casa da minha mãe? - Perguntei, olhando sair do banheiro.
- Vamos sim. - sorriu pra mim. Como sempre, a frente do Hotel estava lotada de fãs, então saímos pelo portão de trás. Fomos de carro até a casa da minha mãe.
- Vem, gente. - Saí do carro em direção à porta. Abri a porta e me deparei com a minha família.
- Aaah, ! - Minha prima gritou e me abraçou.
- Paaai! -Saí correndo e pulei em cima dele.
- Oi, filha, estou vendo que está com saudades, né? - Todos rimos.
- Maaanhê! - Abracei forte a minha mãe.
- Minha pequena. - Ela fez carinho na minha cabeça.
- Poow! - Gritei e abracei ele.
- Minha pequena... que saudade! - Ele disse, me dando um beijo na bochecha.
- Doloreees! - Corri e abracei a empregada, que já era parte de família.
- Oi, . - Ela me abraçou forte.
- Ô, , você não esqueceu nada lá fora, não? - Minha prima perguntou, olhando pra porta.
- Ah é, meus amigos, espera aí. - Saí correndo em direção à porta, encontrando quatros meninos sorridentes.
- Ficou animada, não é? - disse, me puxando e me abraçando.
- Fiquei, desculpa por esquecer vocês aqui fora. - Disse, fazendo carinho no baço do .
- Você é muito má, , deixou a gente aqui no frio e na chuva. - fez cara de ofendido.
- , nem está chovendo, muito menos fazendo frio. - fez cara de dúvida e eu ri.
- Ô, coitadinho do . - Disse, me soltando dos braços de e abraçando .
- Se for pra ganhar carinho, também faço drama! - afirmou, fazendo todos rirem.
- Vem cá, também. - Fiz voz de manha e chamei o . Ele me abraçou.
- Um super abraço! - se juntou à gente.
- Mega abraço! - nos abraçou também.
- Cara, isso é muito gay... a gente aqui, se abraçando na frente da casa da . - disse.
- , não estraga o momento família, não. - falou.
- Vamos esmagar a ? - perguntou rindo deliciosamente.
- Não, gente, não. - Eu tentei falar, mas ele começaram a me apertar. - Aaah, vocês vão me matar.
- Não vamos, não. Só vamos te esmagar. - disse, me apertando mais.
- O que vocês querem para me lagar? - Perguntei, tentando me soltar dos braços de .
- Hum... Fala que ama a gente. - disse rindo.
- Ok, eu amo vocês, amo muito vocês. - Disse, tentando não rir.
- Diz também que é o seu melhor trabalho. - gritou.
- Ok, é o meu melhor trabalho. - Eu disse rindo.
- Fala também que eu sou o mais lindo da banda. - disse.
- é o mais lindo da banda. - Eu ri logo depois de falar.
- Não, o não é o mais lindo da banda, eu que sou. - me cutucou.
- Ok, todos aqui são lindos! - Afirmei, tentado sair do bolo.
- Agora melhorou. - falou. Escutei alguns risos e logo senti o ar de novo.
- Vem, vamos entrar... - Disse puxando a mão de .
Entrei, sendo seguida por quatro lindos garotos sorridentes.
- Pai, Mãe, Poow, enfim, todo mundo, estes aqui são , , e e eu trabalho pra eles. - Sorri, abraçando e .
- Ele fala inglês, ? - perguntou em meu ouvido.
- Falo sim... , né? - Meu pai chegou perto dele e estendeu a mão pra ele.
- Sim... Tudo bom? - pegou a mão dele e apertou.
- Tudo sim. - Meu pai sorriu e logo depois cumprimentou e .
- Vocês querem água, café, suco? - Perguntei para eles.
- Não, obrigado. - disse sorrindo pra mim.
- Eu também não, obrigado. - agradeceu.
- Eu também não quero, não, obrigado, . - repetiu as palavras dos amigos.
- Eu quero. - sorriu.
- Vamos lá que eu pego pra você. - Peguei na mão de e saí puxando.
- Quer água? Suco, tem refrigerante também. - Perguntei, olhando a geladeira.
- Eu quero água. - Ele se aproximou de mim me abraçando por trás. Abaixei pra pegar a garrafa e segurou minha cintura.
- ... pára. - Disse, me referindo aos beijos que ele estava dando em meu pescoço.
- ! - Escutei alguém me gritar e se afastou rapidamente de mim.
- Vamos para lá? - Perguntei, fechando a porta da geladeira. Ele confirmou com a cabeça.
Voltamos pra sala, eles conversavam sobre as músicas do McFly.
- E aí, querem ver meu quarto? - Perguntei, olhando para .
Todos afirmaram com a cabeça.
’s POV:
Ela subia as escadas lentamente, ou era a minha visão, ainda não sei. Chegamos em um corredor grande e bonito. Ela parou em frente à uma porta que tinha uma caveira preta.
- Aqui é o meu quarto. - Ela disse, abrindo a porta. Que quarto era aquele? Todo cheio de pôsteres, vários corações pintados na parede. Uma enorme cama, atrás da mesma uma guitarra pintada na parede.
- E aí, o que acharam do meu quarto? - Ela perguntou, se jogando na cama.
- Pô, , é lindo... sério, essa guitarra aí é linda. - disse, se jogando ao lado dela.
- Perfeita... de quem é esse violão? - Eu perguntei, pegando o violão que tinha perto do banheiro.
- Ah, esse aí é meu - se aproximou de mim.
- Você sabe tocar? - Perguntei, olhando atentamente os detalhes do violão.
- Sei sim. - Ela respondeu e pegou o violão da minha mão.
- Toca pra nós vermos? - perguntou.
- Claro... mas vou chamar uma amiga também. - Ela falou e pegou o celular. - Alô... ...Tô em casa, vem pra cá! Ok, vou esperar... tchau. - Ela desligou e me olhou. - Minha amiga está vindo.
- O que a gente vai fazer até ela chegar? - Perguntei.
- Sei lá, vamos brincar de alguma coisa?? - perguntou, com um certo tom de malicia na voz.
- Opa, vamos, mas de que? - perguntou interessado.
- Verdade ou desafio, seu tarado. - respondeu rindo.
Nós ficamos lá brincado, até que alguém bateu na porta. levantou e saiu correndo.
- ! - Ela gritou.
- ! - A amiga dela gritou de volta. Nós começamos a rir das duas.
- Meu Deus, você trouxe o McLFY inteiro para o seu quarto? - A amiga dela gritou quando viu a gente.
- , sem escândalos. - pôs a mão na boca da amiga, fazendo todos rirem. - Chamei você aqui pra gente tocar para eles, o que você acha?
- Só pra trocar pra eles? Não está com saudade de mim não? - fez uma cara de ofendida. se jogou em cima da amiga, dando beijinhos no rosto da mesma.
- Vejo que você estava com saudade de mim mesmo, ! Pára de me babar! - disse rindo.
- Vamos tocar? - perguntou, indo em direção à uma porta que tinha ali. Ela voltou de lá com mais um violão.
- O quê? Você tem ali uma fábrica? - Perguntei, olhando ela entregar um violão para a amiga. riu e pegou o outro violão, sentando-se na cadeira de frente pra mim.
- Vamos tocar I Gotta Fid You, ok? - Ela perguntou, olhando pra amiga. apenas confirmou com a cabeça e elas começarão.
Everytime I think I'm closer to the heart
(Toda vez que eu acho que estou perto do coração)
Of what it means to know just who I am
(O que significa saber quem eu sou)
I think I've finally found a better place to start
(Eu acho que finalmente encontrei um lugar para começar)
But no one ever seems to understand
(Mas ninguém nunca parece entender)
Ela começou a tocar e cantar e vez ou outra, olhava pra mim. Eu sorri que nem um babaca olhando-a.
I need to try to get to where you are
(Eu preciso tentar chegar onde você está)
Could it be you're not that far
(Você pode estar não tão longe)
Dessa vez ela parou e só olhava pra mim, sorrindo e cantando.
You're the voice I hear inside my head
(Você é a voz que eu escuto na minha cabeça)
The reason that I'm singing
(A razão pra de eu estar cantando)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
You're the missing piece I need
(Você é a peça perdida que eu preciso)
The song inside of me
(A musica dentro de mim)
I need to find you
(E preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
Oh yeah, yeah, yeah.
e cantavam alegremente, sorrindo uma pra outra.
You're the remedy I'm searching hard to find
(Você é o remédio que eu estou procurando difícil de encontrar)
To fix the puzzle that I see inside
(Para resolver o quebra - cabeça que eu vejo por dentro)
Painting all my dreams, the color of your smile
(Pintando todos os meus sonhos, a cor do seu sorriso)
When I find you it will be alright
(Quando eu te encontrar estará tudo bem)
Agora eu sorri para ela e ela para mim sem desgrudar os olhos.
Eu preciso tentar chegar onde você está
(I need to try to get to where you are)
Você pode estar não tão longe
(Could it be you're not that far)
You're the voice I hear inside my head
(Você é a voz que eu escuto na minha cabeça)
The reason that I'm singing
(A razão pra de eu estar cantando)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
You're the missing piece I need
(Você é a peça perdida que eu preciso)
The song inside of me
(A musica dentro de mim)
I need to find you
(Eu preciso te encontrar)
I gotta find you
(Eu tenho que te encontrar)
Eu levantei e sentei mais perto dela. Ela fechou os olhos e continuou a cantar sorrindo.
Being feeling lost, can't find the words to say
(Estou me sentindo perdido, não encontro palavras pra dizer)
Spending all my time, stuck in yesterday
(Gastando todo meu tempo, ficou preso ontem)
Where you are is where I wanna be
(Onde você está é onde eu quero estar)
Oh, next to you
(Oh, perto de você)
You next to me
(Você perto de mim)
Oh, I need to find you
(Oh, Eu preciso te encontrar)
Yeah
No refrão, todos já sabíamos a letra da música, então cantamos juntos. Elas terminaram de cantar e nós as aplaudimos euforicamente, até assovio do elas ganharam. pediu o violão para a e ela o entregou. começou a dedilhar Do Ya e eu pedi o outro violão e comecei a cantar junto com ele. Nós ficamos lá cantando e depois eu entreguei o violão para o , que queria tentar tocar, e fui ficar com a . A abracei de lado e ela se virou de frente pra mim. Fiquei encarando seus lindos olhos . Passei os dedos delicadamente em sua bochecha e ela fechou os olhos, eu me aproximei, encostando nossos lábios. Começando um beijo calmo, porém intenso.
Capítulo 8
’s POV:
Voltamos para o hotel não muito tarde, já que a teve que ir resolver alguns problemas com sua família.
- Gente, eu não sei vocês, mas eu não estou com sono. - disse logo depois de sentar na cama. Na minha cama! Ok, , , e mais estavam sentados na minha cama.
- Também não. - , que estava sentado, se levantou e foi pra perto da janela.
- Somos três caras sem sono. - afirmou, deitando na cama.
- Vocês são folgados mesmo né? - falou, se levantando e se aproximando de mim. - Vocês entraram no quarto da e agora estão deitados na cama dela? - Ele fez uma cara séria e todos nós rimos.
- Bom, gente, amanhã vocês têm uma entrevista às dez, então vamos dormir ou pelo menos descansar? - Eu disse, me sentando ao lado de e .
- Ok, vamos que depois de amanhã a gente vai começar a fazer shows. - disse se levantando.
- Dar autógrafos. - completou.
- E o quer ficar sozinho com ... - deu um sorrisinho malicioso.
- . - Dei um soquinho no braço do mesmo.
- Ok, desculpa, mas é sério agora tá me batendo uma preguiça... - disse se espreguiçando. - Boa noite, pequena. - Ele me deu um beijo na bochecha e foi em direção a porta. - Vocês não vem? - Ele se referiu os três seres que ainda estavam sentados na minha cama.
- Vamos sim. – se levantou seguido por . - E você, , não vem? - perguntou, indo em direção à porta.
- Vou sim, mas depois. - Ele sorriu pra mim.
- Ok. Então boa noite, ... e juízo, . - disse, saindo do quarto seguido por e .
- Animada aquela sua amiga a script>document.write(Laii), né? - perguntou, se aproximando de mim.
- É sim. - Respondi sorrindo e lembrando da reação dela quando viu eles lé. me abraçou e começou a beijar o meu pescoço. Sua mão desceu pra minha perna, fazendo-a ficar em seu quadril. Ele encostou nossos lábios, iniciando um beijo calmo, porém intenso. Eu subi a camisa dele, jogando-a em algum lugar do quarto. Quando separou o beijo pra tirar a minha camisa, alguém bateu na porta.
- , eu queria saber... - Josh não conseguiu terminar quando me viu naquela situação com . - , desculpa. - Ele analisou o de cima a baixo.
- Tá tudo bem, Josh, o que você estava falando? - Eu disse, me libertando dos braços de , que ficou atrás de mim. Ele estava, vamos dizer, que nem o falou, meio que animado, se é que me entendem.
- Ah, , eu só queria saber se está tudo certo pra entrevista amanhã às dez. - Ele perguntou um pouco sem graça.
- Tá sim. -Sorri.
- Ok, então, agora eu vou indo... Desculpa de novo. Boa noite, casal. - Ele sorriu e saiu. Fui em direção a porta, trancado-a e voltando pra cama, onde estava sentado agora.
- Então, onde estávamos? - Perguntei, me sentando em seu colo.
- Acho que a gente estava fazendo isso. – Ele começou a beijar o meu pescoço. Ele subiu minha blusa, olhando fixamente para meu sutiã roxo.
- Nossa, não sabia que você tinha uma tattoo. - Ele disse, passando a mão na tatuagem: uma estrela pintada perto do quadril. - Tem mais alguma? - Ele perguntou me olhando.
- Quem sabe? - Sorri pra ele, que ergueu as sobrancelhas. Ele retribuiu o sorriso e voltou a me beijar, agora mais intenso que antes. Ele se deitou por cima de mim, beijando meu pescoço e passando as mãos em minhas coxas e cintura. Virei-o, ficando por cima. desceu a mão pra minha bunda. Comecei a beijar seu peito. Ele tentou ficar por cima de mim de novo, mas quando ele rolou, nós estávamos na beira da cama. Caímos no chão com ele por cima de mim. O seu peso em cima de mim me fez soltar um gemido de dor.
- , te machuquei. - Ele saiu de cima de, mim sentando-se e me puxando junto e eu comecei a rir. - , pára, você está bem? Eu te machuquei? - fez um cara de desesperado.
- Calma, .-Tentei me levantar, mas senti uma pontada na perna e sentei de novo, rindo mais ainda.
- Te machuquei sim, me desculpa. - Ele me olhava com uma cara de pânico. E eu? Eu só ria. - Pára de rir, , tá doida... Onde está doendo? - Ele perguntou, passando a mão na minha perna.
- Calma, homem, não tá doendo nada e você não me machucou. - Disse, me levantando.
- E por que fez aquela careta e quando foi tentar levantar não conseguiu? - Ele me olhava assustado.
- Acho que eu bati a perna no chão com força. - Disse, me sentando na cama.
- Hoje o dia não tá bom pra gente, não. - Ele afirmou e se sentou ao meu lado na cama. - Posso dormir aqui? - Ele perguntou com uma cara de cachorro que caiu da mudança.
- Pode. - Eu respondi sorrindo. Ele se aproximou de mim me dando um beijo e deitou na cama, me puxando para me alinhar em seu peito.
- Tá calor aqui, não precisa de cobertor. - Ele afirmou, fazendo carinho na minha cabeça.
- Boa noite, . - Ele disse, me dando um selinho.
- Boa noite, . - Sorri pra ele e logo adormeci.
Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto. Me mexi incomoda, se mexeu junto e abriu os olhos.
- Oi, minha linda. - Ele disse sorrindo pra mim.
- Oi. - Retribui. Me virei pra mesa e peguei meu celular e vi a hora. - Não acredito! Oito da manhã? Tá de madrugada ainda. - Afirmei e ele riu.
- Volta a dormir, princesa... ou quer fazer outra coisa? - Disse ele sorrindo maliciosamente.
Sorri e deitei em cima dele.
- Quero fazer a outra coisa! - Disse, me sentando em cima da barriga dele.
- Opa, vamos lá. - Ele esfregou as mãos e sorriu.
- Isso, vamos lá. - Disse, me levantando. - Quero dar uma volta na piscina. - Fui em direção ao banheiro rindo.
- , você é mal mesmo, menina. - falou, jogando um travesseiro em mim.
- Vamos, seu bobo, uma voltinha só! - Fiz bico.
- Ah, não sei, , tá cedo demais... Como diz você, tá de madrugada e eu tô com uma preguiça imensa. - Ele se espreguiçou.
- Tá bom, então eu vou sozinha. - Virei as costas e entrei no banheiro. Saí de lá com um short preto e uma regata roxa. Cabelo amarrado, uma maquiagem leve. Afinal, estamos no Brasil.
- ? - Perguntei ao chegar no quarto e não ver mais ele. Não obtive resposta, fui até o banheiro de novo só para checar meu cabelo. Quando eu volto, lá está o ser de novo!! OMG, como ele surge e desaparece assim? - Ué, pensei que tinha ido embora.
- Não, eu só fui ver o que o Josh queria e aproveitei pra trocar de roupa. - Ele disse, se jogando na cama.
- E o que ele queria? - Perguntei, sentando ao seu lado.
- Saber se você já tinha acordado e falou também alguma coisa de café da manhã e festa à noite. - Ele disse com cara de pensativo. - Eu acho que é isso. - Ele balançou a cabeça positivamente.
- Ah sei, o café e vai ter festa onde? - Perguntei, me deitando do lado de .
- Sei não, depois você pergunta pra ele. - se aproximou de mim e selou nossos lábios.
- Ô, casal, vocês não vão tomar café não? - gritou do outro lado da porta. - A gente já tá descendo!
- Tá, , a gente já vai, esperaí. - Respondi, dando um selinho em .
- Cara, o tá ficando cada vez mais chato. - colocou as mãos no rosto.
- Vem, vamos tomar café. - Disse estendendo a mão pra ele.
- O que eu ganho com isso? - Ele disse, erguendo a sobrancelha.
- Ué, você fica bem alimentado e feliz. - Sorri pra ele.
- Só você mesmo! - Ele pegou minha mão e se levantou.
Descemos pra tomar café.
- Vocês vão passar mal! - Exclamei ao ver o prato dos quatro.
- Cara, vou me mudar pro Brasil... Aqui vocês comem bem mesmo. - disse, pegando um copo de suco.
- Ok, bolo de chocolate é oficialmente o meu preferido. - Dougie disse colocando um pedaço do bolo na boca.
- Não, Dougie, esse aqui é melhor. - disse, apontando para um bolo que, aparentemente, era de morango.
Sentamos na mesa pra comer. Peguei apenas um pedaço de bolo de chocolate e um copo de café.
- Ah, nossa, agora que lembrei. Como ficou a sua camiseta depois do banho de café que o te deu? - perguntou, olhando pro café em minha mão.
- Nossa, , isso é velho, hein?! - Eu disse rindo e bebendo um gole do meu café. - Bom, ela ficou manchada, daí como ela era branca, eu joguei fora, não tinha mais jeito mesmo. - Dei de ombros. - Eu ainda estou com sua blusa, . - Sorri sem graça ao lembrar da cena na cafeteria.
- Verdade, esses dias estava sentindo falta dela. - Ele sorriu pra mim.
- Quando a gente voltar, eu te devolvo. - Retribui o sorriso.
Tomamos o café e depois fomos pra piscina.
- Aah, que lindo, me lembra o Bob. - Sorri, olhando pro cachorrinho no colo de uma menininha e de um homem alto. E me olhou.
- Quem é Bob? - perguntou, me olhando de lado.
- O amor da minha vida. - Disse, segurando o riso.
- Co-como assim o amor da sua vida? - parou e olhou nos olhos e eu segurei o riso mais uma vez. - Você falou que essa aliança não significava nada. - Ele pegou minha mão.
- E não significa nada mesmo. - Eu disse tirando minhas mãos das dele. , , e Josh, que vinha logo atrás, pararam e ficaram nos olhando.
- Ah não? E o "amor da sua vida" não tem a ver com isso? - Ele falou um pouco mais sério e me fez rir. - Você ri? Cadê o palhaço? - Ele se mexeu olhando pra trás e pra frente.
- Tá aqui. - Apontei pra ele. - , você ao menos nem deixou eu dizer quem era o Bob e já tá aí com crise. - Disse olhando sério pra ele.
- Precisa de explicação quando alguém fala "Bobo, o amor da minha vida"? - Ele disse num tom meio debochado.
- Ok, , não é Bobo, e sim Bob. E so pra você saber, ele é o meu C-A-C-H-O-R-R-O. - Soletrei pra ele. - Um animal de quatro patas. - Me aproximei do ouvido dele. - Meu cachorro, nada mais, não precisa ter uma grise de ciúmes. - Me afastei para olhar em seus olhos e ele estava com uma sobrancelha arqueada.
- Ah tá, um cachorro. - Ele disse sorrindo sem graça.
Meu celular começou a tocar.
- Alô? - Falei.
- ? - Uma voz masculina perguntou do outro lado da linha.
- Sim. - Respondi.
- Bom, eu sou da revista que marcou de fazer a entrevista do McFly hoje às dez.
- Ah, sei sim. - Respondi olhando no relógio.
- Então, eu queria saber se podemos adiantar a entrevista e a sessão de fotos. - Ele perguntou e eu olhei para o Josh.
- É, espera um pouco. - Disse, puxando Josh pela mão.
- Ok. - O homem respondeu.
- Josh, é o cara da entrevista das dez. Ele quer saber se ele pode adiantar a entrevista e a sessão de fotos. - Perguntei para Josh, que pensou um pouco e depois respondeu.
- Sim, podem sim. - Ele respondeu e sorriu. Assenti com a cabeça e peguei o celular de novo.
- Então, senhor, podemos sim. - Respondi para o ser do outro lado da linha.
- Ok, então vocês chegam aqui em vinte minutos? - Ele perguntou.
- Tá ok, vou fazer o possível. - Respondi sorrindo.
- Ok, obrigado.
- Ok. - Sorri e desliguei o celular.
- Ok, meus boys, vamos para a sessão de fotos e a entrevista. - Sorri parando ao lado de .
- Mas não era às dez? - perguntou me abraçando de lado.
- Era, mas eles adiantaram, o quê, vinte minutos? - Disse, passando meus braços em volta do seu pescoço e ele desceu as mãos para minha cintura. nos olhou torto.
- É. - Ele disse sorrindo pra mim.
- Então vamos. - Dei um beijo na bochecha de e agarrei por trás, que riu e me abraçou. Óbviamente, tinha fãs na frente do Hotel. Fomos tentado passar até a van que nos esperava. parou para tirar foto e falar com algumas fãs no meio do trajeto.
Chegamos no local marcado e lá tinha mais fãs.
- Ok, tentei chegar na hora. - Respondi para o homem, cujo nome eu não lembrava.
- Vamos, meninos, responder algumas perguntinhas? - O cara perguntou. Todos assentiram com a cabeça e sentaram no sofá e começaram a responder. Eu não prestava a atenção nas perguntas nem nas respostas, estava com Josh resolvendo os últimos detalhes para o show que aconteceria à noite. Até vir a pergunta que me chamou muita atenção.
- Algum de vocês está apaixonado? - Lucas perguntou. - Finalmente eu soube o nome do ser, já que a maquiadora chamou ele.
- Não... eu acho que não... Não que eu saiba. - respondeu essa. Ah, eu sabia que o não iria se manifestar, óbvio que não, eu sabia que não e por que então eu estou falando comigo mesma? Ok, eu sei faz, o quê, uma semana que a gente tá "se pegando"? Ele não poderia estar apaixonado! Pelo menos eu acho. Depois dessa pergunta e da resposta de , eu não prestava a mínima atenção na conversa. Logo depois, foi a vez das fotos. Sairam lindas as fotos, tinha os bicos do , o olhar sedutor do , as poses do e as caras e bocas do .
Capítulo 9
’s POV:
Nossa! A chegou aqui há dois meses e já ganhou o coração de todo mundo. Até do Fletch. Até do motorista! Mas também, ela é perfeita. Tem um coração enorme, seu carisma encantou simplesmente todo mundo. Eu até cheguei a achar que tava apaixonado por ela, mas não era bem isso. É tudo esse jeito meigo dela, me confundiu um pouco. O que eu sinto pela é algo de irmãos, aquela coisa de proteção, que você não quer que ninguém faça mal ou machuque, entende? É como se ela soubesse de toda a minha vida e eu a dela, mas também depois de tanto o que a gente já conversou, talvez seja por isso. Teve um tempo que eu a chamava pra sair e ela nunca queria ir, até que um dia eu fui conversar com ela, e ela me contou que isso era vergonha. Porque ela não sabia o que tinha acontecido naquela noite com o . Coitada, eu entendo o lado dela. Deve ter sido bem estranho aquilo! Sabe, eu consigo ver o que rola entre eles dois. Eu não sou idiota! E eu tenho muito medo do machucar a . Ela é sensível e já me disse que se entrega fácil aos sentimentos. Por isso que eu resolvi falar com ele antes de sair de Londres.
Flashback On
- , eu queria falar com você. - Perguntei, me levantando do sofá.
- Claro. - Ele assentiu e nós saímos.
- , eu queria falar da com você. - Falei, me escorando na varanda.
- Fala, dude, ela é linda, não é? - Ele sorriu.
- É sim... o que você realmente quer com ela? - Eu perguntei, o encarando.
- O quê, ? O que eu quero com ela? Cara, o quê tá acontecendo com você? - Ele me olhou incrédulo.
- Nada, eu só quero saber o que você realmente quer com ela. - O encarei novamente. - Não quero que ela sofra, ela não merece, ela não é uma dessas qualquer, ! Ela é uma menina de ouro, cara, ela é perfeita, é linda, tem personalidade, é responsável, é inteligente, é engraçada, resumindo, é perfeita e não merece ser magoada por você, nem por ninguém.
- Qual é, ? Você tá apaixonado pela Michele? - Ele disse em um tom debochado.
- Não, cara, não estou, mas isso é só um aviso. Não faça ela sofrer ou quem vai sofrer as conseqüências será você! - Eu disse e saí andando, deixando pra trás um confuso e pensativo.
Flashback Off
Voltamos ao hotel logo depois da entrevista e sessão de fotos. Na van, via que não tirava os olhos da .
- Hey, , vai à festa do hotel hoje? - perguntou euforicamente.
- Não sei, não, , não tenho com quem ir. - Ela fez cara de coitada e nós rimos.
- Sei... Ó o aí. - Falei e ficou vermelha. - Sério, , nem inventa desculpas. Você vai!
- É, ! Aproveita e chama a - falou e eu não entendi muito bem porque ele disse aqui.
- E vocês sabem se o vai querer ir comigo? Ou melhor, se ele vai querer ir à festa?
- Ah, , ja viu o dispensar festa? Imagina que ele não vai querer ir com você! Se ele não quiser, eu vou então. - Eu disse e ela ficou mais vermelha ainda.
- Ei, ninguém vai com a não! - se manifestou depois de muito tempo. - Eu vou. A gente não pode ficar longe por um minuto, que vocês já caem matando em cima da garota dos outros. - disse em tom sério.
- Calma, , é brincadeira! - disse meio sem graça.
Chegamos e eu subi para o quarto para descansar antes da festa. Deitei na cama, enquanto falava sobre a com , acho que ele se apaixonou por ela, mas fiquei pensando na cena do carro, o ataque de ciúmes do . Por falar em , cadê os dois? Vou lá ver se acho eles.
Passei alguns minutos procurando eles pelo hotel, mas tudo o que eu encontrei foi uma fã histérica que tinha se hospedado lá. Meu Deus, essas meninas estão ficando loucas, de verdade. A garota quase arrancou a minha roupa só pra pedir uma foto! Tudo bem que eu sou gostoso e tal, mas isso foi anormal. As fãs brasileiras estão me deixando com medo. Que seja! Mais um tempo, eu simplesmente desistir de achar aqueles dois. Voltei pro quarto e fiquei lá conversando com o e o .
’s POV
- Hey, só vim avisar que a festa começa às onze. - Disse e ia saindo quando me chamou.
- Hey, dude, onde você estava? - me olhou.
- Tava com a ela tava me mostrando a cidade.
- Ah, tá. - disse e se levantou. - Vou tomar banho pra me arrumar pra festa.
Saí do quarto de e fui para o meu. Entrei no chuveiro e comecei a me lembrar das fotos que eu e tiramos hoje.
Flashback On
- Faz assim, . - fez uma careta que me fez rir e tirei a foto. - Vai, mais uma. - Ela disse, pegando a câmera da minha mão. - Sobe ali e faz uma pose bem bonita.
- Ok. - Respondi.
- Ficou ótima. - Ela riu e disse, se referindo a posse que eu fiz. Fui até o banco, subi nele, levantei as mãos e uma perna, coloquei a língua pra fora e fiquei vesgo. Sim, só fiz isso pra fazer ela rir. Adoro o sorriso dela!
- Agora vem você. - Peguei a câmera da mão dela.
- Não, nós dois. - Ela sorriu. Subi no banco novamente, sendo seguido por ela. Ela fez uma maria chiquinha com a mão e deu língua, fechando os olhos com força. Eu fiz um bico exagerado e fiquei vesgo. Eu tirei a foto e nos sentamos no banco.
- Vamos tomar sorvete? Tá calor. - Eu disse, vendo o vento bagunçar os cabelos dela.
- Aham, vem. - Ela se levantou e extendeu a mão pra mim e fomos até a sorveteria. - Quer de quê? - Ela perguntou olhando a parede cheia de fotografias de sorvetes.
- Chocolate, vou me viciar em chocolate também. - Eu disse rindo da cara de indignação que ela fez.
- Aí vão ser dois chocólatras! - Ela riu e pediu os sorvetes. - Tó. - ela entregou o meu e nós voltamos para o banco.
- Ó, tá sujo aqui. - Ela limpou o canto da minha boca com o dedo e eu o beijei e fechei os olhos.
- Seu nariz tá sujo agora. - Eu passei o sorvete no nariz dela e ela riu.
- , não me suja. - Ela ia limpar o nariz mais eu não deixei. Tirei a câmera do bolso.
- Não antes de tirar uma foto.
- Então suja o seu também. - Ela passou o sorvete no meu nariz. Depois de um tempo tirando fotos com caretas, acho que cançamos. Sentamos novamente em um banquinho que tinha ali perto, coloquei uma perna pra cada lado, ela virou de frente pra mim. Sem motivo, rimos um para o outro. Aproximei o meu rosto do dela, fazendo com que nossa testa se encostasse e nosso nariz roçasse um no outro. Sem pensar, peguei a câmera e tirei uma foto da gente.
- ! - Ela falou indignada, me dando um tapa no braço e fazendo bico.
- Ah, , foi só uma foto! - Falei com cara fofa. Ela sorriu e meu deu um selinho e eu tirei mais uma foto.
- ! Pára. - Ela sorriu e eu encostei nossas testas de novo.
- Só foi mais uma foto, amor. - Sorri e fechei os olhos. Dei um selinho nela e pedi para aprofundar o beijo. Depois que meu cérebro implorou por ar, eu o quebrei.
- , vamos, os meninos devem estar pensando que nós fomos seqüestrados.
Nós passamos a tarde no parque e depois voltamos.
Flashback Off
- ? - Escutei aquela linda voz e acordei dos meus pensamentos.
- Hey, , tô no banheiro, mas já tô saindo. - Disse, desligando o chuveiro e pegando a toalha. Saí do banheiro, encontrando uma linda, ou melhor, mais linda.
- Nossa, você está linda. - Eu disse analisando ela da cabeça aos pés.
- Obrigada, . - Ela ficou vermelhinha e eu ri.
- Adoro quando você fica sem graça! - Eu disse, me aproximando dela.
- Vai se arrumar, já tá todo mundo pronto, só você que tá ainda de toalha. - Ela disse, me olhando de baixo para cima. - Você termina aí, que eu tô te esperando lá fora com os meninos. - Ela disse e saiu. Terminei de me arrumar e nós fomos para festa.
Chegamos no local da festa e, UAU, era realmente tudo lindo. O lugar estava lotado, tocava uma musica bem animada, que dava uma vontade enorme de dançar, e as luzes piscando sem parar ajudava na vontade. Fomos nos sentar em uma mesa na área VIP e pedimos algumas bebidas, ficamos algum tempo ali conversando.
- , vamos dançar? - Sorri.
- Vamos! - Ela pegou na minha mão e caminhamos até a pista de dança. Tocava Meet Me Halfway do Black Eyed Peas.
Uh, I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
Uh, I want you so badly, it's my biggest wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)
Whoa, I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
(Eu gasto meu tempo só pensando, pensando, pensando em você)
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
(Todo dia, sim, eu estou realmente sentindo, sentindo sua falta)
Ela começou a dançar conforme o ritmo da música. Vez ou outra ela rebolava de uma forma sexy, que automaticamente, me envolvia na dança.
And all those things we use, to use, to use, to use to do
(E todas aquelas coisas que nós costumávamos, costumavamos, costumavamos, costumavamos fazer)
Hey girl, wuz up, it use, to use to be just me and you
(Hey garota, o que há, era só você e eu)
I spent my time just thinkin', thinkin', thinkin' 'bout you
(Eu gasto meu tempo pensando, pensando, pensando em você)
Every single day, yes, I'm really missin', missin' you
(Todo dia, sim eu estou realmente sentindo, sentindo sua falta)
And all those things we use, to use, to use, use to do
(E todas as coisas que costumavamos, costumavamos, costumavamos, costumavamos fazer)
Hey girl, wuz up, girl, wuz up, wuz up, wuz up
(Hey, garota, o que há? O que há? O que há? O que há?)
Ela se virou e encostou as costas no meu peito. Ela rebolava conforme a música e eu acompanhava seus movimentos.
Can you meet me halfway, right at the borderline
(Você pode me encontrar pelo caminho, no acostamento)
That's where I'm gonna wait, for you
(Lá é aonde eu vou estar esperando, por você)
I'll be lookin' out, night and day
(Eu estarei procurando, noite e dia)
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
(Você levou meu coração ao limite, e é lá onde eu ficarei)
I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
I want you so bad it's my only wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)
De repente, ela se virou de frente pra mim, ainda dançando e jogando o cabelo de um lado para o outro, me puxando pela costa da minha calça, fazendo nossos corpos ficarem ainda mais próximos.
Girl, I travel 'round the world and even sail the seven seas
(Garota, eu viajo ao redor do mundo e navego pelos sete mares)
Across the universe, I go to other galaxies
(Atravesso o universo, eu vou até a outras galaxias)
Just tell me where you go, just tell me where you want to meet
(Só me diga aonde eu devo ir, só me diga onde você quer se encontrar)
I navigate myself, myself, to take me where you'll be
(Eu navego a mim mesmo, pra me levar aonde você está)
'Cause girl I want, I, I, I want you right now
(Porque amor, eu quero, eu ,eu ,eu quero você agora)
I travel uptown (town), I travel downtown
(Eu viajo pra cima, eu viajo pra baixo)
Wanna have you around ('round) like every single day
(Eu quero você por perto de mim todo dia)
I love you all way, way
(Eu te amo a qualquer distância de qualquer maneira)
Eu a abracei pela cintura, encostando nossas testas.
Can you meet me halfway (I'll meet you halfway)
(Você pode me encontrar no caminho?)
A virei de costas e abraçando por trás e escondendo meu rosto na curva do seu pescoço.
Let's walk the bridge, to the other side
(Vamos passar pela ponte, para o outro lado)
Just you and I (just you and I)
(Só você e eu (só você e eu))
I will fly, fly the sky, for you and I (for you and I)
(Eu voarei, voarei pelos céus, por você e eu (você e eu))
I will try, until I die, for you and I, for you and I, for for for you and I
(Eu tentarei, até a morte)
For for for you and I
(Por você e eu)
A gente estava dançando abraçados. Eu sorria como um bobo olhando ela dançar.
Can you meet me halfway
(Você pode me encontrar no caminho?)
Meet me halfway
(Me encontre no caminho)
Right at the borderline
(Bem no limite)
That's where I'm gonna wait, for you
(Lá é aonde eu vou estar esperando, por você)
I'll be lookin out, night and day
(Eu estarei procurando, noite e dia)
Took my heart to the limit, and this is where I'll stay
(Você levou meu coração ao limite, e é lá onde eu ficarei)
I can't go any further than this
(Eu não posso ir mais longe que isso)
I want you so bad it's my only wish
(Eu te quero tanto, é o meu maior desejo)
No final da música, ela se virou de novo pra mim e me abraçou. Eu sussurrei em seu ouvido:
- I want you sob ad it’s my only wish. - Ela sorriu e me encarou novamente. Eu me aproximei dela, dando-lhe um selinho.
Nós voltamos pra mesa e adivinhe quem estava lá? , a amiga da . Conversava animadamente com ela, até ela ver a se aproximar, sair correndo e pular em cima dela.
- Aaah, , que saudade.- disse, apertando-a em um abraço.
- Nossa, a gente se viu ontem. - respondeu, rindo e apertando a amiga também.
- Hey, . - Ela se aproximou e me deu um beijo na bochecha.
- Oi, .- Eu respondi sorrindo.
- , vai ao banheiro comigo? - perguntou pra .
- Aham, já voltamos, meninos, não somem daqui. - Ela disse e saiu sorrindo, junto com a amiga.
’s POV:
Chegamos ao banheiro e fomos retocar a maquiagem.
- Então, ? - Perguntei, olhando de rabo de olho.
- Então o quê, ? - Fez cara de confusa.
- Ah, sei lá... Como é que tava lá?
- Aff, , isso tá parecendo conversa de bêbado. - Rimos. - Ok! Bom, a gente ficou conversando um pouco, a cada dia eu me apaixono ainda mais por aqueles garotos, eles são tão fofos. - Ela disse batendo palma que nem um criança. - Mas sei lá... Tem um que aí, ele é mais fofo ainda!
- Sei... - falei desconfiada - mais fofo! E quem é o mais fofo? - Imitei a voz dela.
- Ah, deixa pra lá. – desviou o olhar para o espelho, mas eu a conheço, ela tava doida pra me contar alguma coisa, só tava fazendo charme idiota.
- Anda, , fala, pára de bobeira!
- Tá bom! Sabe... o Dougie é tão fofo, tão lindo, tão carinhoso... tão tudo!
- Sei... Você tá quase gamada nele. Eu te conheço, . Eu tive uma idéia! Que tal a gente fazer um showzinho pros meninos? - Eu disse sorrindo.
- No que você está pensando? - me olhou sorrindo.
- Vamos dançar uma música pra eles, mostrar que somos brasileira e, sim, sabemos dançar muito bem. - Eu disse e ela concordou, fazendo um high-five. Voltamos para mesa.
- Vem cá, . - me chamou para sentar na cadeira perto da dele. Sorri e fui caminhando até ele.
- Eu tava conversando com a no banheiro, que tal agente fazer um showzinho particular pra vocês? - Eu disse no ouvido do . sorriu maliciosamente e falou alguma coisa no ouvido de , que sorriu instantaneamente e repassou a mensagem para , que ao escutar engasgou e começou a rir e bater nas costas dele.
- Mas onde vocês pretendem fazer esse showzinho? - perguntou olhando de pra mim.
- No meu quarto. - Falei como se fosse óbvio.
- Ok, e quando vai ter esse show? - Foi a vez de perguntar.
- Agora. – Disse, me levantando da cadeira. - Vem, , vamos.
- Vamos. - também se levantou.
- E aí, vocês não vem? - Perguntei quando parou ao meu lado.
- Vamos espera aí, que eu tenho que achar o . - disse se levantando.
- Quem tem que me achar aí? - chegou e me abraçou de lado. Ele está totalmente bêbado.
- Pronto, já chegou quem faltava. Agora vamos? - disse se aproximado da
. Sério, o tá doidinho por ela, aí quando ele fica bêbado, demonstra isso.
- Vem, , ou vai ficar aí? - Perguntei olhando pra ele. balançou a cabeça e eu estendi a mão para ele. Ele pegou minha mão e nos fomos para o elevador. Chegamos ao meu quarto.
- , vocês vão dançar sem música? - perguntou, sentando na cama.
- Não, meu caro . - Disse indo até a minha mochila e pegando um cd. Coloquei a música.
- Senta todo mundo no chão. - Eu disse e coloquei pra tocar I Gotta Feeling do Black Eyed Peas.
A batida da música começou e eu e nos contagiamos com o ritmo, nos mexendo, com as mãos pra cima e balançando o quadril.
I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night (x4)
Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up
Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off
Ficamos assim até a balada ficar ainda mais rápida e os leves movimentos nos quadris se tornam algo bem mais agitado, balançávamos o cabelo de um lado para o outro e dando algumas rodas vez ou outra.
I know that we'll have a ball
If we get down and go out
And just loose it all
I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control
Assim que a Fergie começou a cantar, deixamos a típica dança de “não-sei-dançar-só-me-mexer” e começamos a dançar de uma forma mais sensual. Eu rebolava meu quadril e olha fixamente para o , que retribuía. Então, só pra deixá-lo com ciúmes, desviei o olhar e comecei a encarar .
Fill up my cup
Mazal tov
Look at her dancing
Just take it off
Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again
Let's do it (x3)
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it 'cuz
Passei as mãos pelas coxas, deslizando de cima pra baixo e descendo junto. Vi fazer o mesmo e quatro pares de olhos se colarem em nós, como se fosse pra não sair mais. Eu realmente estava gostando de tudo aquilo.
I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night (x4)
Nessa parte que o ritmo ficou um pouco mais calmo, eu e nos aproximamos e começamos a rebolar uma bem perto da outra, recebendo assovios de aprovação dos meninos.
Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up
Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off
Voltamos a descer sensualmente até o chão, de uma forma lenta. e prenderam os olhos no meu quadril praticamente juntos, me deu vontade de rir, mas eu segurei.
Andei, ainda rebolando, até ele e dançando ali na frente dos dois, como se fosse só pra eles. não perdeu tempo e vez o mesmo com e .
Fill up my cup (Drink)
Mazal tov (Le chaim)
Look at her dancing (Move it Move it)
Just take it off
Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again
Let's do it (x2)
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it, do it, do it
Com essa parte mais animada, nos afastamos dos meninos começamos dançar e pular. Às vezes intercalando os pulos com reboladas, acho que aquela cena tava um pouco engraçada, mas com certeza não deixávamos de chamar a “atenção” deles, já que os quatros não desviavam o olhar pra nada. Acho que se o mundo acabasse naquele momento, eles nem iam perceber de tão concentrados.
Here we come
Here we go
We gotta rock
Easy come
Easy go
Now we on top
Feel the shot
Body rock
Rock it don't stop
Round and round
Up and down
Around the clock
Monday, Tuesday
Wednesday and Thursday
Friday, Saturday
Saturday and Sunday
Get get get get get with us
You know what we say
Party every day
Pa-pa-pa-party every day
Aquela era a parte que eu mais gostava da música. Me virei pra e começamos a cantar, pular, dançar e rebolar como se nada importasse. Essa era a nossa música preferida. Já era puro impulso da nossa mente e do nosso corpo. Não conseguíamos ouvir aquela música e não dançar.
And I'm feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night
Terminamos a dança, dançando uma perto da outra, rebolando. E ouvindo os garotos assobiarem e baterem palma.
Continua...