All My Loving.
Autora: Flávia G.
Beta-reader: Louise
Ela fica tão linda enquanto dorme. Parece um anjo. Suas feições não denunciam sua idade. Mal parece passar dos 17, quando ela na realidade tem 21. Ela é perfeita. Eu não poderia amar alguém melhor.
Mas hoje é o dia em que vou me ausentar por alguns meses. Novamente. Eu sei o quanto isso a machuca, mas é necessário. Senão como eu irei sustentar nosso futuro time de futebol? Meio difícil, não é? Só trabalhando muito mesmo.
Capítulo 01. – Close Your Eyes and I’ll Kiss You.
(Dougie’s point of view)
Já estava tudo arrumado para minha viagem. As roupas estavam nas malas, os meus baixos já estavam no ônibus da turnê, quase um quilo de palhetas estava na minha mochila de turnê, que é como a passou a chamá-la, juntamente com carregadores de tudo que eu precisaria. Meu celular já estava no bolso e a minha foto favorita com a estava guardada junto com o meu notebook.
Flashback.
- Dougie, toma cuidado! Você tá derrubando mais sorvete em si mesmo do que tomando! – disse ela, gargalhando.
- Não tô, não! Estou super limpinho, ! – falei, numa tentativa falha de ficar sério.
- Ah, claro. A sujinha aqui sou eu, certo? – perguntou ela, com uma pitada de ironia no tom de voz, cruzando os braços.
Fiz que sim com a cabeça, e sorri. Tomei mais um pouco do meu sorvete, sentindo algo gelado no meu rosto. Devia ser o vento frio. Até porque só dois loucos para tomar sorvete no outono, certo?
- DOUGIE! Olha a sua cara! – gargalhou ainda mais, tentando passar um guardanapo no meu rosto. – Você parece uma criança, amor!
- Uma criança com um sex appeal mais elevado que o normal. Pode falar! – mordi o lábio, lançando aquele meu olhar 43 para ela.
- Hm, digamos que você tem um apelo, assim... Apelativo! – ela fez uma careta, e riu da besteira que havia dito. – Ah, você me entendeu!
- É, entendi. Eu acho, pelo menos! – falei, e nós dois rimos.
Nesse momento, me aproximei um pouco mais dela para beijá-la. Mas ela me empurrou levemente pelos ombros.
- Nem vem, Dougie. Você tá todo sujo, e eu não quero me sujar também! Mas eu ainda te amo, sujinho! – disse ela, mandando um beijinho no ar.
- Ah, , só um beijinho, assim, rapidinho! – tentei fazer a minha melhor cara de cãozinho abandonado na rua debaixo de uma tempestade. – Por favor!
- Nop. Você tá todo sujinho, Dougie!
Sem que ela visse, peguei um restinho de sorvete que tinha no meu potinho e enchi meus dedos com isso. Quando ela percebeu, já estava com sorvete na ponta do nariz e nas bochechas.
- DOUGIE LEE POYNTER! Você me sujou!
- Sim, mas só porque eu quero te beijar, . – falei, tornando a me aproximar. – Você sabe que eu amo seus beijos, pequena.
As bochechas dela coraram levemente. Isso é uma das coisas que eu mais amo nela. Apesar de a gente namorar há algum tempo, ainda consigo fazer com que ela fique tímida. E isso combina perfeitamente com ela.
Ela sorriu, e se afastou um pouco para pegar a sua bolsa.
- Então, vamos tirar uma foto, amor. Porque, com certeza, isso vai ser engraçado. – Nós dois rimos.
Peguei a câmera das mãos dela e a beijei, ao mesmo tempo em que tirei a foto.
Fim do Flashback.
Sentei ao seu lado na cama, tirando do seu rosto uma mecha de cabelo que insistia em cair. Fiquei olhando-a durante um tempo, sem perceber o tempo passar. Abri a gaveta do criado-mudo e peguei um bloquinho e uma caneta. Escrevi um bilhete e deixei ao lado do celular dela.
Depois de mais um tempo admirando-a, depositei-lhe um beijo nos seus lábios macios, passando a mão pelo seu cabelo novamente, e, então, saí.
Capítulo 02. – I’ll Write Home Every day.
Já havia se passado dois meses desde que Dougie entrara em turnê com a sua banda – McFly. Toda semana ele escrevia uma carta para , onde contava tudo o que estava acontecendo, os lugares a que ele visitava; como era ver multidões de fãs ensandecidos berrando as letras de todas as músicas. Contava também das várias, senão dezenas, de garotas que se jogavam para cima dele. É claro que esse último fato despertou uma pontinha de ciúmes em , mas ela não se deixou abalar. Afinal, ter um namorado famoso tem suas conseqüências.
Todos os dias, e Dougie tinham uma espécie de ‘encontro virtual’. Independente do fuso horário, ambos usavam e abusavam da internet para terem um mínimo contato. Mesmo com a distância, tudo permanecia perfeito entre eles.
Flashback.
- Pequena, que saudades! – disse Dougie, abrindo um enorme sorriso e se aproximando muito da webcam, fazendo com que gargalhasse.
- Saudades demais, amor! E vejo que você continua o mesmo! – sorriu.
- O quê? Você achou que eu fosse ficar diferente depois de entrar em turnê? – perguntou ele, abrindo a boca em sinal de espanto. – Tá boba, é, pequena?
- Ah, nunca se sabe, né. Desde que a gente começou a namorar, essa é a primeira vez que você entra em turnê – disse ela, sorrindo timidamente, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Sério. Você me deu muita vontade de te abraçar bem forte agora, pequena! – Dougie fez uma cara fofa, sorrindo de lado.
Ambos riram.
- Mas e os meninos? Estão bem? – perguntou ela, ainda sorrindo.
- Ah, eles estão ali do lado. Quer que eu os chame? – fez que sim com a cabeça, e esperou Dougie voltar a aparecer na webcam.
Mas ao invés do seu namorado aparecer, outros três garotos se amontoaram a fim de caberem na imagem.
- – berraram os três, em tom e tempos diferentes.
- MENINOS! QUE SAUDADES DE VOCÊS!
- Poxa, , nem me fale! – disse Danny, entortando a boca. – Sinto falta de te carregar nas costas para tudo que é canto, guria!
- Pois é, Dan. Mas não se preocupe que quando vocês voltarem para Londres, eu pulo nas tuas costas e obrigo você a me levar pra qualquer lugar durante uma semana inteira! – os olhos de brilharam de alegria.
- Pode deixar, ! – Danny abriu aquele seu sorriso enorme, e foi empurrado por Harry.
- OI, ZINHA! – disse ele, abrindo os braços como se fosse abraçá-la. – Estou com saudades de você, gats!
- Own, nem me fale o quanto, Hazz. Você sabe que eu amo muito todos vocês!
- AAH, QUE LINDAA! – Tom se intrometeu na frente de Harry, juntando as mãos e sorrindo infantilmente, mostrando sua covinha única.
- Há, eu sei que sou, okay? – sorriu bem ao estilo ‘estou te seduzindo’ e piscou para os garotos.
- Hm, Dougie que se segure, porque o Jones tá aqui do lado tendo um ataque depois dessa sedução toda, !
Todos começaram a gargalhar. Danny apareceu espremido no canto da imagem, meio corado.
- Nem me venham com essa, okay. Eu sou um cara legal demais pra roubar namorada dos meus amigos. Mas, – ele pigarreou, deu seu melhor sorriso e lançou seu melhor olhar sedutor. –, qualquer coisa você tem meu número. É só ligar!
pareceu pensar por um momento.
- Pode deixar que se eu cogitar essa possibilidade, eu te ligo.
Os outros, Tom e Harry, gargalharam mais do que nunca depois de ‘presenciarem’ a cena. Creio que o fato de não terem sido discretos atraiu Dougie, que logo voltou correndo para frente do computador.
- O que aconteceu de tão engraçado enquanto eu estava fora, hein? – perguntou ele, olhando curiosamente para todos os presentes.
- Nada não, amor. Eu só estava matando as saudades de falar besteiras com essas crianças que você chama de companheiros de banda!
Dougie riu gostosamente.
- Ai, ai. Só vocês mesmo! – disse ele, balançando a cabeça de um lado para o outro. – Mas, hein, pequena, o Fletch tá chamando a gente lá embaixo. Parece que vai ter um meet & greet, ou qualquer coisa do tipo.
- OPA! CONHECER FÃS GATCHENIAS, YEAH! – Danny começou a fazer uma espécie de dancinha, ao fundo da imagem da webcam, mexendo a cabeça para frente e para trás, e depois balançando os braços ao mesmo tempo em que dava uns pulinhos.
Os garotos e ficaram olhando-o com expressões pasmas.
- O Jones não muda – disse Tom, com a boca aberta.
- É mesmo uma criança. – Harry arqueou uma das sobrancelhas e cruzou os braços.
- Não sei como as garotas conseguem gostar dele assim. Sério – falou Dougie, coçando a nuca.
pigarreou, mas ninguém pareceu ouvi-la. Ela, então, pigarreou mais alto, mas não obteve resultado.
- EI! – berrou, tirando-os do transe em que estavam.
- AAH, que foi? – Tom arregalou os olhos, colocando as duas mãos no peito. – Quer me matar do coração, ?
- Não, Thommy. Só quero lembrá-los que há, hm, cinco minutos o Dougie falou algo sobre o Fletch e o tal meet & greet que deixou o Danny tão mais estranho que o normal. – riu um pouco da cena que ainda ocorria ali. – Então, acho melhor vocês irem, certo? As fãs não vão gostar muito de esperar.
Os garotos resmungaram coisas como ‘é, ela tem razão’ ou ‘aah, é mesmo’.
- Belezinha então. Nós já vamos indo! Tchau , e não se esqueça do nosso acordo, hein? – Danny apareceu, vindo do além, ali no meio deles, sorrindo como sempre. – FÃS GATCHENIAS, AÍ VOU EU! – e saiu correndo.
- Acordo? Que acordo? – perguntou Dougie, um tanto atordoado.
- Nada não, amor. O Danny é louco, você sabe. – riu.
- Nós vamos lá antes que o Danny apareça imitando um... Sei lá, um macaco! – disse Harry. – Tchau, !
- Tchaau, ! – berrou Tom, mandando beijinhos no ar de uma maneira super não-máscula, o que fez a garota gargalhar.
- Até depois, Harry, e beijos pra você também, Tom!
- Ah, pequena, quero voltar logo aí pra Londres. – Dougie resmungou, entortando a boca. – Sem noção do quanto eu to sentindo a sua falta.
- Eu também, amor. Eu também – disse , sorrindo docemente. – Mas não adianta a gente ficar se lamentando. Caso contrário, o dia em que a gente vai se ver de novo irá parecer cada vez mais distante.
- Você tem razão, pequena. – Dougie sorriu, logo fazendo uma careta. – Argh, o Fletch tá berrando aqui para me apressar. Acho melhor eu ir, .
- Sem problemas, vai lá. Até depois, amor. Te amo demais!
- Eu também, pequena. Muito mesmo! – ele fez uma cara fofa, que fez sorrir.
mandou um beijo para Dougie, e desligou a webcam. Soltou um longo suspiro, recostando-se na cabeceira da cama.
- Só um mês, . Só um mês.
Fim do Flashback.
E agora faltava menos de um mês. Duas semanas e três dias, para ser mais exata, e Dougie estaria em casa novamente.
Capítulo 03. – Maybe We’re Not Gonna Make It.
Revistas de fofocas deveriam ser banidas da sociedade. Pelo menos era isso que estava pensando no momento em que viu estampada na capa de infinitas dessas revistas uma notícia que a deixou com qualquer sentimento – menos felicidade.
Dougie Poynter, 22, saindo com uma nova garota?
Pelo menos é isso que testemunhas nos informaram. De acordo com T.P. (nome não divulgado por razões de privacidade), o baixista bonitinho do McFly foi visto saindo de uma boate bem famosa em Amsterdã, Holanda, abraçando uma garota pela cintura. O casalzinho parecia estar super feliz.
Será que esse é o início de mais um relacionamento do Poynter? E o que está sendo da sua ex/namorada, ?
Hm, só nos resta esperar para saber.
Será que Dougie era canalha o suficiente para traí-la com outra garota enquanto estava de turnê? Ela tinha que tirar isso a limpo.
Ao entrar em casa, jogou tudo o que estava em suas mãos no sofá, de qualquer jeito. Foi até o quarto, pegou o celular e esparramou-se em sua cama. Digitou os algarismos do número do celular dele e apertou o botãozinho verde. Pouquíssimo tempo depois, o telefone começou a chamar. Depois de ter chamado umas cinco vezes, alguém atendeu.
- Alô?
Era uma voz feminina.
- Hm, esse é o celular do Dougie? – perguntou , quase descontrolando a voz.
- É sim. Quem está falando?
não agüentou e desligou o celular. Uma mulher atendeu o celular do seu namorado. Com certeza não era uma faxineira, ou uma fotógrafa. Até porque o celular dele nunca saía do seu lado. E se uma mulher atendeu o celular do Dougie, isso quer dizer que... NÃO! Isso era totalmente impossível. Dougie nunca lhe faria isso. Ou faria?
- Vou tirar isso a limpo – disse ela, levantando-se rapidamente e indo pegar seu casaco, bolsa e tudo o que fosse preciso para uma viagem rápida. Ela iria até Amsterdã, até porque o show que o McFly realizaria lá seria em um dia. Tempo suficiente para que fosse até lá.
~
O bom de ser fotógrafa são os contatos. Graças a isso, conseguiu passagens de trem para ida e volta de Amsterdã rapidamente. E em menos de duas horas já estava embarcando. A viagem demoraria poucas horas. Portanto, provavelmente às oito horas desceria na cidade holandesa.
A viagem foi tranqüila, apesar de tudo. Mais rapidamente do que o esperado, ela já estava desembarcando do trem. Na frente da estação de trem havia uma espécie de ponto de táxi, e nele havia uns dez parados. foi até um deles, rezando para que o motorista falasse inglês.
- Hm, com licença, o senhor sabe onde fica o Hilton Hotel? – perguntou ela, aproximando-se de um senhor que estava encostado ao lado de um dos taxis.
- Clarro que sei, senhorrita – respondeu ele, sorrindo.
- O senhor poderia me levar até lá, por favor?
- Sim, sim! Entrre no carro, senhorrita. – O senhor abriu a porta do passageiro, indicando-a para que sorriu agradecida e entrou.
- Obrigada! – disse ela.
- Vejo que está em uma viagem rápida. Estou cerrto?
- Sim, certíssimo, senhor! – ela sorriu. – Vim resolver umas coisas com o meu namorado.
- Você vai terrminarr com ele, senhorrita?
- Por favor, me chame de . E, bom, terminar eu não sei. Mas vou tirar umas coisas a limpo. – suspirou levemente e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. – Eu meio que soube de umas coisas, através de outras fontes que não ele, e quando fui confirmar acabei meio que tomando conhecimento de algo que não me agradou muito.
- Vou lhe darr um conselho, . Não imporrta o que aconteceu, ouça o que ele irrá lhe dizerr. Farrá muita diferrença. Isso eu te garranto! – o senhor sorriu paternalmente.
- Prometo que irei tentar isso. – disse ela, sorrindo em agradecimento.
A conversa com o senhor muito gentil que dirigia o táxi rendeu conselhos aproveitáveis e fez com que o trajeto até o hotel parecesse ser menos longo do que parecia. Com isso, logo estava esperando que uma das recepcionistas do Hilton avisasse à Dougie que ele tinha visitas.
- Pode subirr, senhorrita – disse ela, sorrindo amigavelmente. – Sétimo andarr, aparrtamento 723.
- Obrigada – respondeu, indo em direção ao elevador.
Assim que entrou no elevador, apertou o botão com o número 7. As portas se fecharam, e o contador de andares começou a mudar de números. 1º andar, 2º andar, 3º andar... 6º andar e, finalmente, 7º andar. As portas se abriram, e ela saiu de lá. O apartamento 723 era o quarto à direita.
parou em frente à porta do apto 723 e ficou olhando-a. É melhor eu acabar com isso de uma vez antes que eu desista, pensou. Respirou fundo e então tocou a campainha. Não demorou muito pra que alguém abrisse a porta.
- Oi... ? – um Danny só de boxers, chinelos de dedo, cabelos desgrenhados e óculos de sol abriu a porta. – AH, ! – depois de algum tempo ele se tocou de quem realmente estava para à porta e envolveu-a em um abraço de urso.
- Hey, Dan. Como vai? – perguntou ela, sorrindo e devolvendo o abraço – que não foi tão efetivo quando o que recebeu.
- Tô bem, mas... O que você veio fazer aqui, guria? – perguntou ele, segurando-a pelos ombros, com uma expressão de dúvida.
- Hm, eu vim falar com o Dougie. Preciso saber de uma coisa e não dava para ser por telefone ou webcam. – sorriu, tentando não parecer triste, brava ou um mix de ambos. – Ele tá aí?
- Sim, sim. Ele tá tomando banho. Espera aí que daqui a pouco ele resolve terminar. – Danny sorriu de orelha a orelha. – Eu já estava saindo, vou um pouco à piscina. Tá um calor de matar aqui! Mas foi muuuito bom te ver, !
- O mesmo sobre você, Dan! – ela sorriu quando Danny beijou-a na testa e saiu.
Logo após o encontro com seu Jones, entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Andou lentamente até a cama, e sentou-se de frente para a sacada. E ficou ali, admirando a paisagem que estendia por toda a vista. Parecia um parque, ou um bosque, uma praça, um...
- !? – perguntou uma voz, talvez assustada.
Dougie estava apenas enrolado na toalha, passando outra menor na cabeça para secar seus cabelos.
- Oi, Dougie.
Capítulo 04. – What do I do?
- Céus, como é bom te ver, pequena! – Dougie se aproximou de , que se afastou bruscamente. – Ei, o que foi?
- O que foi? EU é que pergunto o que foi, Dougie! – disse ela, com o tom de voz alterado, remexendo em sua bolsa e tirando uma revista. – Isso que foi. Anda. Olha a revista.
Dougie olhava sua namorada com uma expressão de desentendimento. Quando viu jogar a revista em sua direção, pegou-a antes que batesse em seu peito. A parte da encadernação já estava tão marcada em certa página, que era como se a capa da revista fosse uma simples página interna. Nessa página específica, estava a foto de Dougie com outra garota.
- , eu...
- Você o quê? – perguntou , cruzando os braços. – Você tem alguma explicação para isso, é?
- , não é nada do que você pensa. Essa garota não é nada do que você acha que é. Ela...
- Dodô, você esqueceu o seu CD ontem no meu carro. Ops!
e Dougie olharam ao mesmo tempo em direção a porta do quarto, que havia sido aberta, onde uma garota estava parada. Ela com uma expressão incrédula no rosto e ele, com cara de quem não sabia como reagir.
- Hm, eu estou... Estou interrompendo algo, certo? – perguntou ela, já saindo do quarto. – Eu posso voltar depois... É. Tchau.
- Realmente, não é nada do que eu penso. Certo, Poynter? – disse , com o cinismo perfeitamente audível na voz. A garota da porta e a da foto da revista eram as mesmas. – Mas se você prefere uma holandesinha qualquer ao invés de mim, sem problemas! Aproveite bastante!
- , você não entendeu...
- Cala a boca, Poynter. – tirou sua aliança de compromisso e jogou-a no chão, fazendo ouvir-se um ruído baixinho de prata tocando a madeira, e, então, saiu a passos largos e fortes pelo corredor do hotel, falando antes: – Não se preocupe, até porque você não precisa de mim! E já está mais do que provado que você vai ficar bem.
Assim que saiu, Dougie correu até a porta, e isso foi seu máximo devido a sua atual vestimenta, tentando fazer com que ela ouvisse o que ele tinha a dizer.
- ELA NÃO É MINHA AMANTE, SE É ISSO QUE VOCÊ PENSA! ELA É MINHA PRIMA!
Mas já estava longe e provavelmente não tinha ouvido.
Dougie fechou, lentamente, a porta do quarto. Sentou-se em sua cama e apoiou o rosto nas mãos. Se ele não tivesse bebido tanto naquela noite, não teria que sair usando sua prima como apoio. E muito menos teria sido alvo das revistas de fofocas mentirosas.
Só pra esclarecer: Annie é o nome da garota que achou ser a amante do Dougie. Mas, na verdade, ela é prima dele. A foto da revista foi tirada quando ele estava saindo de uma boate com os garotos e Annie. Mas Dougie estava meio bêbado e por isso usou a prima como apoio. Quando os paparazzi tiraram a foto, cortaram os outros garotos, deixando só o ‘casal’ à mostra. Tudo isso levou a entender que Dougie tinha um novo affair.
- Idiota, idiota, idiota! – disse, com a voz abafada, batendo na testa. – O que eu faço agora?
KNOCK, KNOCK, KNOCK! Alguém estava batendo na porta. Dougie nem ao menos perguntou quem era, mas a pessoa entrou no quarto assim mesmo. Era Annie.
- Dougie, me desculpa por ter causado isso entre você e a – disse ela, sentando-se ao lado do primo. – Me desculpa mesmo.
- Você não teve culpa, Annie. Foi tudo um mal entendido. – Ele tentou sorrir, mas o máximo que conseguiu foi que um dos músculos próximos à boca tremesse um pouco. – Eu só não sei o que fazer agora. Ela é a minha vida, Annie.
- Eu entendo você, Dodô – ela falou, abraçando-o fortemente. – Mas quem sabe se você fizesse algo especial para ela? Você podia tramar alguma coisa, sei lá, e fazer com que ela perceba o quanto você a ama!
Um pequeno sorriso brotou no rosto de Dougie.
- Você acha que isso vai dar certo?
- Com certeza! Nenhuma garota resiste a alguma coisa feita especialmente para ela. – Annie deu uma piscadela sapeca, que fez com que ambos rissem.
- Okay, então. Vou fazer isso. Obrigado, Annie. Não sei como eu sobrevivi sem você esses anos!
Annie gargalhou alto, e beijou a testa do primo.
- Agora vou te deixar um pouco sozinho. Se empenhe, hein?!
- Pode deixar! – Dougie fez joinha e viu a prima sair do quarto. Logo em seguida pegou o violão de Danny, que estava em cima da cama, e tirou-o do estojo.
Ficou ali, dedilhando algumas notas até que uma letra começou a se formar em sua cabeça. Rapidamente, pegou um caderno que usava para composições que vinham do nada e começou a escrever.
- Being with you is… All that I needed? – Dougie parou para pensar um pouco, mas logo assentiu e continuou a escrever.
Capítulo 05. – Girls Night Out.
- , levanta essa bunda do sofá AGORA!
- Ah não, Cassie. Me deixa aqui deitada, babando pelo Harrison Ford! – fez bico, e se encolheu no canto do sofá.
- Sabe, o Harrison não vai fugir. – Cassie revirou os olhos. – Até porque você tem todos os filmes do INDIANA JONES em DVD e pode assisti-los quando quiser! E, whoa, você também tem STAR WARS! Então você tem muito Harrison Ford para ver, fofa.
- Mas eu quero ver o Harrison hoje, Cass! – disse , fazendo manha.
Cassie ajoelhou-se em frente à amiga e colocou uma das mãos em seu ombro. Suspirou levemente e abriu um sorriso quase-maternal.
- . Hoje nós vamos ter nossa primeira girls night out em meses! – falou, num tom de voz sereno. – ENTÃO, SERÁ QUE VOCÊ PODE COLABORAR?
Com os olhos arregalados, um dinossauro de pelúcia em mãos e medo – muito medo -, se levantou do sofá num pulo.
- Isso. Muito melhor, fofa – disse Cassie, colocando uma mão em cada lado do rosto e sorrindo angelicalmente.
- Melhor o caramba. Você quer me matar do coração? – estava com uma das mãos no peito, respirando em grandes arfadas.
- Te acordar é a melhor expressão. – Cassie piscou. – Mas, agora, vamos lá em cima que eu vou te ajudar a se arrumar.
arqueou uma sobrancelha.
- A gente vai onde?
- Num pub – disse Cassie como se fosse obvio.
- Ah. Saquei. – Respondeu ela, assentindo. – Mas, Cass, eu não to com muita vontade de sair. Quero dizer, olha o que me aconteceu!
- Tudo bem que você terminou com o Dougie. Só que isso não é motivo pra ficar em casa dias e dias seguidos à base de filmes com atores incrivelmente hots e porcarias que só engordam. Você tem que conhecer novas pessoas, respirar novos ares... Quem sabe não encontra alguém que você goste? – Cassie abriu um enorme sorriso.
- Eu ainda gosto do Dougie, por mais que isso me machuque muito. E você sabe disso, Cass.
- Ai, fofa, você sabe que eu adoro o Poynter, e nem sei direito sobre essa história toda, mas você deveria tentar esquecê-lo.
- Tentar eu tento. O problema é que não dá. – suspirou e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. – Eu não consigo acreditar na história do ‘novo affair’. Simplesmente não consigo.
- Se não acredita, então, por que não ouviu o que ele tinha a dizer?
- Acho que eu estava com tanta raiva da possibilidade de isso ser verdade que nem pensei em ouvir o que ele tinha a dizer. – entortou a boca. – Isso me faz ser uma idiota?
- Hm, faz. – Ambas riram. – É. Totalmente, guria.
- Queria poder deixar meu orgulho de lado e conseguir falar com ele – disse, suspirando alto. – Mas quer saber?
- Quero saber o quê, ? – Cassie arqueou as duas sobrancelhas, no que gargalhou.
- Era uma pergunta retórica, fofa. Mas, enfim, vamos deixar esse assunto de lado por um tempo, ok?
- Beleza! – Cassie sorriu de orelha a orelha. – Depois dessa conversa, eu acho que você não quer conhecer outras pessoas. Certo?
- Certíssimo, minha cara!
- Então que tal uma maratona de filmes? E NÃO pode ser INDIANA JONES ou STAR WARS.
- Aah, assim fica sem graça, poxa. – cruzou os braços. – O que pode, então?
- HARRY POTTER! – disse Cassie, saltitando até uma das gavetas da estante e pegando os seis DVDs.
- Hm, Daniel Radcliffe – disse maliciosamente, mordendo o lábio inferior, fazendo Cassie ter que se apoiar em algum lugar pra não cair de tanto rir.
- SIRIUS, CUIDADO COM OS DEMENTADORES! AH NÃO! HARRY, NÃÃÃÃÃO! – já estava quase grudada na televisão, berrando sem parar.
- Dude, sai da frente, pô! – Cassie jogou uma almofada na cabeça de , que bateu a testa na tela. – BEM FEITOO! QUEM MANDOU FICAR COM A CARA AÍ!
- Aai, tá doendo. Vou ficar com um galo! Cassie má! – acariciava sua testa com os olhos marejados.
- Own, coitadinha! – disse ela, segurando-se para não começar a gargalhar de novo ali mesmo, vendo lhe mandar língua.
”I GOT YOUR PICTURE, I’M COMING WITH YOU, DEAR MARIA COUNT ME IN. THERE’S A STORY AT THE BOTTOM OF THE…”
- Alô? – era o celular de Cassie que tocava. - Hm, já venho, . É a minha mãe e ela parece meio nervosa. Sabe como é, né?
- Okay, vai lá Cass. Enquanto isso vou lá ao banheiro ver se tá muito horrível a minha testa.
Cassie esperou subir as escadas e, então, foi para varanda, fechando a porta atrás de si.
- Consegui sair de perto dela. Agora desembucha.
Capítulo 06. – I Can’t Stand It Anymore!
- Anda, Poynter. Fala.
- Cassie, você é a minha ultima esperança! – a voz de Dougie soava desesperada.
- Estou ouvindo – disse ela, indiferente.
- Eu não agüento mais ficar longe da , Cass! Eu sinto que estou a ponto de fazer uma loucura a qualquer momento só para tentar chamar a atenção dela. – A voz dele tremia, fazendo Cassie começar a se preocupar.
- D... Dougie, calma. Quer que eu vá aí? – perguntou, mordendo a ponta do polegar.
- Mas você não tá com a ?
- Estou. Mas eu invento alguma desculpa. Me espera!
- Ei, obrigado. Tchau.
Sorrindo, Cassie desligou o celular.
Quando voltou para a sala, já estava sentada no sofá, esperando-a.
- O que tua mãe queria, Cass? – perguntou, colocando um pouco de pipoca na boca.
- Ah, ela quer que eu vá buscar um negócio na casa de uma amiga dela. – Respondeu, naturalmente. – Ela não dirige, você sabe, então, sobra para mim.
- Normal isso. – riu. – Vai lá, então. Volta aqui ainda hoje?
- Claro, fofa. Nem terminamos nossa maratona de filmes, poxa! – ela disse, piscando. – Mas agora vou lá! Até depois!
Já no carro, Cassie ligou o som e pôs uma rádio qualquer para tocar. Algumas músicas da moda ficaram tocando durante um tempo, sem que ela prestasse atenção. Mas logo alguns acordes familiares começaram a tocar, no que Cassie reconheceu ser uma de suas músicas favoritas. (Se quiser, coloque Alright da banda The Subways para tocar.)
Make the great scape
(Fazer a grande fuga)
And find a way to make ends meet enemies
(E encontrar um modo de acabar encontrando inimigos)
Well, I don’t think they ever sleep.
(Bom, eu acho que eles nunca dormem.)
Cassie tamborilava as pontas dos dedos no volante, cantando em voz alta junto com a música.
Make our way until we see the light
(Fazer o nosso caminho até vermos a luz)
Another day, another chance and it’ll be
(Outro dia, outra chance e tudo ficará)
Alright.
(Bem.)
- Alright, alright, alright! So what you say, and what you do is who you are. You say it’s truth, but still you lied right from the start. (Bem, bem, bem. Então o que você diz e o que você faz são quem você é. Você diz que é verdade, mas ainda assim mentiu desde o começo.) – Aquela música era incrivelmente contagiante. Ela fazia Cassie querer subir no capô e cantar para quem quisesse ouvir. Sem nem ao menos se preocupar com o que achariam daquela atitude bizarra. – Make a change and find the reasons why. Another Day, another chance and it’ll be alright. (Fazer uma mudança e descobrir o porquê. Outro dia, outra chance e tudo ficará bem.)
Incrível como a letra se encaixa com perfeição em tantos acontecimentos da nossa vida, pensou ela, rindo sozinha.
A música nem tinha acabado ainda e ela já estava parada em frente à casa de Dougie. Como faltava pouco para que Alright acabasse, Cassie ficou cantando no carro até ela acabar.
And I Wonder
(E eu me pergunto)
When we fall
(Quando cairmos)
Who do we need?
(De quem precisaremos?)
Who do we call?
(Quem nós chamaremos?)
- Alriiiight! – berrou exageradamente, rindo de si depois disso.
Então, desceu do carro, caminhou até a soleira da porta e tocou a campainha. Quase que instantaneamente, Dougie apareceu para receber Cassie. A aparência dele estava digna de pena. Bolsas embaixo dos olhos o deixavam com cara de cansado. A barba estava por fazer e o cabelo bagunçado. Não era difícil perceber que ele havia estado chorando, perdendo noites de sono por causa disso.
- Valeu por vir, Cass. – Dougie sorriu minimamente.
- Por que não me ligou antes, Poynter? – Cassie se jogou em cima dele, abraçando-o.
- Não queria te preocupar. – Ele devolveu o abraço. E assim eles ficaram por alguns segundos que pareceram muito mais longos.
Dougie e Cassie eram amigos desde que ele ainda achava garotas nojentas e ela só queria saber de brincar de casinha. Cresceram juntos e mantiveram uma amizade forte e duradoura. Foi graças a ela que e Dougie se conheceram.
Flashback.
- Ah, finalmente a lady chegou, não é mesmo? – Cassie havia avistado Dougie de longe, meio perdido na entrada do salão do baile.
- Não surta, Cass. Eu só demorei porque eu vim com o Judd e ele deu carona para os caras. – Ele deu de ombros, e sorriu encabulado. - Não ter idade para dirigir ainda é constrangedor.
- Isso só por mais três meses e pouco, Doug. – Disse ela, dando tapinhas de consolação no ombro do garoto. – Agora, vamos lá à mesa. Tô com a consciência pesada de ter deixado a sozinha.
- Quem é ? – perguntou.
- Uma amiga minha. Eu te falei dela, besta. – Cassie riu da cara que Dougie fez.
Rapidamente chegaram onde Cassie estava sentada anteriormente.
- Hey, .
A tal se virou e olhou para ambos, com um sorriso super feliz no rosto. Por ter virado rapidamente, seus longos cabelos ondularam e caíram mais para o lado direito, deixando o ombro esquerdo descoberto.
- Esse é o Dougie. Dougie, essa é a .
Fim do Flashback.
- Mas, sabe, eu acho melhor nós entrarmos. Nós temos muito o que conversar, certo? – perguntou Cassie, sorrindo meigamente. Dougie concordou com a cabeça e abriu espaço para que ela entrasse, fechando a porta logo em seguida.
Capítulo 07. – Sleepy Weaky.
(Cassie’s point of view)
O tempo pareceu passar na velocidade da luz enquanto eu estava na casa do Poynter. Eu devo ter chegado lá umas 10 horas, e quando percebi já era meia-noite. Espantei-me com o horário e suspirei alto.
- Acho que é melhor eu ir agora, Dougie – falei, entortando a boca. – Tô aqui há mais de duas horas, e a vai começar a pensar que aconteceu alguma coisa.
- Ah é, você disse que ia voltar lá ainda. – Ele sorriu, levantou-se e colocou a mão na nuca. – Tudo bem então, Cass, vai lá.
- Você vai ficar bem, bobão? – fui até ele e mordi sua bochecha.
- E quando eu não fico, huh? – Dougie arqueou uma sobrancelha e ficou me encarando.
- Há algumas horas você estava com cara de quem ia se jogar da Torre Eiffel, Dougie-boy. – Olhei para ele com aquela cara de ‘HÁ, TE PEGUEI!’, e ele me mandou língua. – Mas, sério agora, a gente se encontra lá, então?
- Yep! – ele fez ‘joinha’ com ambas as mãos. – É só você fazer o teu papel, Cass!
- Pode deixar, Poynter. Eu sempre cumpro o que prometo! – sorri. – Agora, eu tenho mesmo que ir. Tchau, Dougie-boy.
- Vai lá, Cass. E obrigado por vir ouvir os meus, sei lá, lamentos. – Ambos rimos, e eu lhe dei um pedala. – Ouch, doeu!
- Eu sei! Até mais, Poynter! – saí correndo, mandando-lhe um beijo no ar quando estava prestes a entrar no carro.
Tá. Eu não sei como a não suspeitou de nada com a minha demora para voltar a casa dela. Cara, ela é muito lerdinha mesmo! Se fosse comigo, eu já estaria enchendo-a de perguntas e sendo super irritante. Mas, nesse caso, eu acho que é melhor ela ser lerdinha assim. Vai facilitar e muito a minha vida.
Quando ela atendeu a campainha, deu para ver que ela tinha dormido. Tinha babinha seca no canto da boca, sabe? E ela tava com os olhos meio abertos, meio fechados. Sabe como é, aquelas cenas que você tem vontade de gargalhar na cara do ser, mas não faz isso senão apanha. Só sei que ela acordou rapidinho quando me viu ali na porta.
- ALELUIA, CASSIE EVERETT! – ela deu um berro tão alto que não sei como os vizinhos não acordaram.
- Isso, berra mais! Eu já sou meio surda, mas se você quiser piorar minha audição debilitada, é só avisar! – falei, batendo com as mãos na bochecha dela, de um modo indolor e barulhento.
- Ain, não briga comigo, fofa. Eu só estava preocupada contigo. – Disse ela, me dando um abraço de urso. É. Ela ainda estava dormindo.
- Isso tá muito lindo, muito fofo, mas nós temos filmes a terminar de assistir. Certo?
Ela me olhou com aquela cara de ‘temos mesmo?’, e eu comecei a gargalhar.
- Claro que temos, ! Você vai deixar de ver o Daniel Radcliffe só porque está com sono? – ela fez que sim com a cabeça, e eu revirei os olhos. – Ih, fraquinha!
- Sempre, Cass! – disse ela, abrindo o maior bocejo.
- Tá bom, então. Vamos dormir, . – Eu ri, segurando-a para que ela não caísse dormindo, ali mesmo, no chão.
Levei-a até a cama hiper improvisada que nós sempre montamos quando vou dormir na casa da e coloquei-a para dormir. Dude, ela tava parecendo uma criancinha! Tive que me conter para não começar a gargalhar disso ali mesmo.
Dei a volta na cama e me deitei. Fiquei olhando para o teto, e sorri sozinha.
- Você nem sabe o que te espera, .
Capítulo 08. – Brand New Band?
- Cassie, vamos sair hoje? – perguntou , espontaneamente, enquanto colocava um moletom pelo menos três vezes maior do que ela.
- Whoa, eu estava justamente pensando nisso, fofa. – Cassie arregalou os olhos.
- Transmissão de pensamento! – as duas começaram a rir, e logo o olhar de Cassie voltou-se para o moletom de . – Ei, esse aí não é do Dougie?
se espantou e encarou seu reflexo no espelho.
- Ih, é mesmo. – Ela colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha e sorriu. – Ele deixou aqui há uns tempos, quando eu disse que gostava de usar os casacos dele porque... – suas bochechas ganharam um belo tom de vermelho.
Sorrindo maliciosamente, Cassie perguntou:
- Por quêêê?
- Porque... Bom, porque assim eu sempre me lembraria do cheiro do perfume que ele usa, não importando onde eu estivesse. – Respondeu, ainda corada.
- Hm, e você está matando as saudades do cheiro dele, certo?
- Que... Ai, boba, claro que não. Só coloquei o moletom porque é super quentinho! – retrucou, mandando língua para Cassie, que murmurou um “sei, sei” e riu. – Mas, então, tem alguma sugestão para hoje à noite?
- Sempre, ! Sabe que hoje tem estréia de banda lá no Jack’s, né? – balançou a cabeça, afirmando. - Então, a banda de hoje parece ser bem legal. E os garotos são bem bonitinhos, sabe.
- Hm, beleza, então. – Disse , abrindo um grande sorriso, o que fez Cassie arquear as sobrancelhas incredulamente.
Já eram oito e meia quando Cassie e saíram de casa para irem ao Jack’s. Por ser sexta-feira à noite, todos os pubs, boates, bares estavam abertos e apinhados de pessoas que procuravam por algum tipo de diversão.
Não deu nem vinte minutos, e as duas já estavam saindo do estacionamento do pub e indo em direção à entrada.
- Cara, faz tempo que não venho aqui! – disse , olhando à sua volta.
- Claro que faz tempo. Você ficou presa em casa por um bom tempo sem nem querer atravessar a rua pra comprar, sei lá, pão! – Cassie deu um peteleco no braço dela, que sorriu culpada.
- Eu sei, eu sei. Mas hoje senti vontade de sair! E dou graças a Deus que você já tinha pensado em vir aqui, porque estou super por fora dos ‘eventos’ aqui de Londres. – As duas riram, e Cassie puxou para uma mesa bem na frente do palco. - Me pergunto como é que esse lugar estava vago!
- Falei com o próprio Jack hoje mais cedo, fofa. Você sabe como ele me ama, né? Aí reservei essa aqui! – disse Cassie, sorrindo convencida.
- Entendi! Mas, hein, acho que vou pegar alguma coisa para tomar. Quer alguma coisa?
- Ahn, não, obrigada.
- Okay. Se eu demorar e o show estiver para começar, liga para o meu celular, tá?
Ela fez que sim e sorriu. Assim que sumiu de vista, Cassie levantou-se rapidamente e correu, discretamente, até uma portinha que levava a alguma coisa parecida com um camarim. Ao entrar lá, encontrou os garotos que iriam tocar essa noite se preparando para subirem no palco.
- Tudo certo, então? – perguntou ela, mordendo o lábio nervosamente.
- Belezinha, Cass! – respondeu um deles, sorrindo abertamente.
- Bom mesmo, porque tudo tem que ser perfeito! Vocês sabem disso, certo?
- Claro que sabemos, Everett! Você acha que nós faríamos algo que não fosse no mínimo... Erm... ‘No mínimo’ para ela? – perguntou outro, incredulamente.
- Óbvio que não, meu querido. Mas não custa relembrar! – Cassie rolou os olhos, mas logo sorriu o mais que podia. – Hoje ela está animada, então, tenho certeza de que isso vai tocá-la!
Quase saltitando de felicidade, Cassie voltou ao seu lugar na mesa em frente ao palco, mal se contendo de empolgação. Assim que se sentou, chegou com um copo enorme de Coca-Cola em uma das mãos e um meio-limão na outra.
- Ué, não começou ainda? – perguntou ela, sentando-se e espremendo o limão no seu copo.
- Não. Mas acho que... Ah, aí, vai começar!
As luzes na platéia diminuíram a ponto de quase parecer escuro, e quatro focos de luz se acenderam no palco: um em cima da bateria, um em cima de um banco com um baixo, e outros dois em cima de dois bancos com um violão cada. Quase que ao mesmo tempo em que a luz iluminou os instrumentos, quatro rapazes subiram no palco e tomaram seus devidos lugares. Um deles, o com os cabelos cacheados e um sorriso contagiante no rosto aproximou o microfone do rosto e disse:
- E aí? Nós somos o McFly e espero que curtam o show!
Continua...