A Garota dos meus Sonhos
Por ThayTatau e MiihMarques
Beta: Táh
Capitulo 1- A garota dos meus sonhos.
passava mais uma vez a mão pelo corpo dela, era como se ele quisesse decorar cada pedacinho daquele corpo que estava lhe dando tanto prazer. Os movimentos continuavam de forma intensa e o suor deles fazia com que o corpo dele deslizasse facilmente sobre o dela. A respiração alta e ofegante de se misturava à dela como se fosse uma só - é verdade que naquele momento eles eram um só, não dava pra negar que a química que existia entre eles era intensa, inexplicável, algo que ele nunca havia sentido antes com mulher nenhuma. Descia o beijo pelo pescoço dela, dando leves chupões e passando os dentes por ali, deixando uma leve marca vermelha que a fazia soltar mais um gemido. Aquele gemido dela simplesmente o enlouquecia. Continuava descendo o beijo pelo ombro dela, dando mais algumas mordidinhas em seu ombro e logo voltando a procurar os lábios dela, era como se ele precisasse disso. A boca dele pedia a da garota, o corpo dele implorava o dela, começava a se movimentar com mais vontade e os gemidos agora já eram altos e, se eles não estivessem completamente sozinhos em casa, provavelmente alguém ouviria. Agora ele já havia chegado ao ápice, aquela garota era simplesmente perfeita, como ela conseguia deixá-lo daquela forma? Tão fascinado, tão inebriado, tão completamente enlouquecido, se não fosse tão absurdo ele até diria estar apaixonado! Os dois chegavam juntos ao tão desejado orgasmo, aos poucos os movimentos iam diminuindo até cessarem por completo, e aquele beijo antes tão cheio de vontade agora se resumiam a apenas alguns selinhos. Ela sorria e não pode deixar de sorrir junto, ela tinha um sorriso delicado mais ao mesmo ele podia ver a satisfação estampada no rosto dela, e isso fazia com que ele relembra-se os momentos maravilhosos e prazerosos que eles haviam acabado de viver. se desencaixava dela e deixava o seu corpo escorregar pra cama, caindo ao lado dela e logo a aconchegando em seus braços. Ele podia sentir o perfume que ele tanto gostava, e isso o acalmava, o fazia sentir tranqüilo, em paz, longe de toda aquela loucura que era a vida dele. Passava a mão delicadamente pelos cabelos da garota, enquanto via as pálpebras dela começarem a pesar - ela com certeza dormiria agora. A respiração já começava a ficar mais calma, assim como a dele, mas ele não queria dormir agora, queria ficar ali a olhando mais um pouco. Ele precisava ficar olhando pra ela. Pode ouvir um suspiro um pouco mais alto, talvez ela tivesse adormecido. Puxou o lençol, cobrindo o corpo ainda nu de sua garota.
– É, acho que eu te amo, pequena. – foi a última coisa que ele disse antes de adormecer ao lado da garota.
acordava no meio da noite e olhava pros dois lados da sua cama. Aquele sonho foi tão real que ele não se espantaria se realmente tivesse acontecido, mas aquela garota não parecia com nenhuma garota que ele conhecia, ela era perfeita demais. Aquela pele era tão macia, e aquele cheiro... Levou uma das mãos ao nariz, como se ele pudesse sentir o cheiro dela.
“, para de ser idiota, foi só um sonho!”
levava as mãos ao rosto e em seguida aos cabelos, entrelaçava os dedos nos cabelos e, ao soltar, deixava-os completamente bagunçados. Que droga de sonho tinha sido aquele, parecia tão real. Ele quase podia sentí-la... “Um banho! Preciso de um banho!” Se levantou, indo até o armário e pegando uma bermuda e uma camiseta qualquer. Ele ia dormir depois do banho, ou pelo menos tentar, já que pela manhã ele teria ensaio e os meninos não perdoariam se ele errasse uma nota que fosse por conta de uma noite mal dormida. Se fosse uma noite mal dormida porque ele estava em uma festa, ou com alguma garota, tudo bem... Quer dizer, se ele não voltasse a dormir seria por uma garota... UMA GAROTA REAL, ! Uma garota real!
Okay, okay... Eu vou pro banho!
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Do outro lado da cidade, acordava meio perturbada. Na verdade, ela acordava com um calor fora do comum, também. Havia sonhado mais uma vez com o . Desde a primeira vez que ela havia ouvido McFLY e visto aqueles belos olhos e aquele sorriso perfeito, não havia tido uma noite sequer que ela não tivesse sonhado com ele. Mas aquela noite foi diferente, foi tão real.
Levantou da cama e prendeu o seu cabelo em um coque, indo até a janela abrindo a mesma. Precisava de ar, ela estava até sem fôlego depois daquele sonho. Ela até gostaria de contá-lo pra e a , mas as duas já estavam cheias de ouvirem os sonhos dela com o .
Respirava fundo enquanto olhava pela janela na direção na qual, ela sabia, morava e os outros meninos do McFLY. Como podiam eles estar assim tão perto, na mesma cidade, e ela nunca ter conseguido encontrá-lo? Ela já havia ouvido tantas histórias de amigas que encontraram com eles no parque, no shopping, no mercado... Só ela que nunca tinha conseguido, nem nos shows ela conseguia chegar perto do palco o suficiente pra que ele pudesse vê-la, nem que fosse por um segundo. Ela sabia que o rosto dela seria apenas mais um no meio da multidão, mas ainda assim queria ser vista por ele, queria poder vê-lo de perto mesmo que um palco separasse os dois. Será que algum dia esse sonho se realizaria?
Capitulo 2 – Contar ou não contar?
- ! - a menina deu um salto da cama, olhando ao redor como se fosse o fim do mundo, pulou da cama assustada e saiu em direção ao lugar de onde parecia vir a voz que insistentemente gritava o seu nome, até ver sua mãe com as mãos na cintura na porta da cozinha. Nesse momento, se arrependeu amargamente de ter se levantado.
- Ah mãe, pelo amor de Deus! Eu achei que o mundo tinha acabado! - falou enquanto virava as costas, subindo novamente as escadas. Eles moravam em uma casa de dois andares, por isso a vista de sua janela era tão linda, ela podia ver Londres inteira, inclusive o lugar onde ela sabia que morava. sempre gostou da vista da janela do seu quarto, principalmente do céu. Um dia, conseguiria juntar o dinheiro para colocar um teto de vidro, imaginava que perfeito dormir olhando aquele céu.
- Pode parar aí, mocinha! - bufou, se virando e encarando a mãe com os braços cruzados. Era impressão ou a voz da mãe dela parecia infinitamente mais aguda naquela manhã? Qual é, meu! Era domingo e no dia seguinte ia começar todo o trabalho de novo, ela merecia uma folguinha - A senhorita sabia que deixar panelas com brigadeiro na pia sem água acaba com a panela?
A garota abriu a boca abismada, ela havia demorado mil anos pra dormir depois daquele sonho com o e agora tinha sido acordada para falar sobre panelas? Eu sei vocês podem achar um exagero da minha parte dizer mil anos, mais experimentem sonhar com o gostoso do , não conseguir pegar no sono depois, e quando o sono finalmente volta, é acordada por causa de uma panela!
- Manhêeeee!
- Nada de manhêee mocinha, a senhorita vai agora mesmo limpar essa panela.
- Tá brincando, né? Eu não posso nem fazer isso mais tarde?
- Mais tarde que horas, ?- a senhora era mesmo muito implicante com limpeza, às vezes sentia muita vontade de se mudar logo daquela casa, mas ela era simplesmente apaixonada por seu quarto e o fato de não pagar nada pra morar ali. Certo, depois que seu pai brigou pela última conta telefônica, se ofereceu para pagar essa parte das despesas, afinal ela tinha um bom trabalho e pagar a conta de telefone a poupava de vários sermões sobre responsabilidade e ajudar em casa e bla bla bla. era gerente de uma loja de roupas teen durante o dia e fazia cursinho durante a noite, o que significava que ela só descansava aos finais de semana, quando não era incomodada por conta de panelas!
- Poxa, mãe, mais tarde, tipo, quando eu acordar!- subiu mais dois degraus.
- A senhorita está acordada!
- Não mentalmente. - terminou a frase no momento em que ela chegou ao topo da escada, dando só deu tempo de ouvir a mãe reclamando.
- Não me enrola menina... – mas aí já era tarde demais, já havia fechado a porta e se jogava na cama pra voltar a dormir e, quem sabe, voltar a sonhar com o .
Sabe quando você deita na cama depois de ter acordado e não consegue mais voltar a dormir? Era exatamente assim que a garota se sentia, uma completa idiota deitada na cama tentando voltar a dormir em vão, tudo que vinha em sua cabeça era aquele bendito sonho com . Óbvio que ela tinha um amor platônico por , mas sonhar aquilo já era longe demais, não era?
Espreguiçou-se desistindo de dormir e levantou, caminhando até o banheiro e vendo seus olhos cheios de olheiras. Entrou no banho gelado, sentindo todo aquele calor que tinha antes em seu corpo sair como se fosse uma camada, o calor descia desde a sua cabeça e ia até seus pés, deixando por final seu corpo inteiramente gelado, causando uma boa sensação.
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já estava preparado para o ensaio com os meninos. Depois do seu banho no meio da madrugada ele não teve muito progresso em voltar dormir, e assistir filme lhe pareceu uma idéia bem mais promissora. Ele acabou assistindo ‘De volta para o futuro’ um, dois e até o três.
Foi só no finalzinho do terceiro filme que se deu conta que já estava atrasado para o ensaio e morto de sono, por sinal, “Isso, fica tendo sonhos eróticos, ! Fica!”. Arrumou-se depressa e jogou sua mochila nas costas, indo até o último andar da casa, que era onde ficava o estúdio de gravação, e a sala, onde eles costumavam receber a imprensa, fazer algumas sessões de fotos e bla bla bla. Os outros garotos moravam lá também, e com todo aquele assédio das fãs e da imprensa, quanto menos eles saíssem de casa pra ensaiar e coisas do gênero, melhor. E a melhor parte de se ter um estúdio de gravação em casa é poder encher o saco de quem estava atrasado, aliás, eles não terem ido encher o saco de por já estar meia hora atrasado era estranho.
Abriu a porta do estúdio com um pouco de receio, já esperando a onda de palavrões e xingamentos que com certeza viriam, mas isso não aconteceu e logo constatou que não havia ninguém lá.
- Certo, agora eu tô assustado... Guys? - tacou a mochila num canto, mas realmente não tinha ninguém ali.
Foi até o quarto de e ao abrir a porta viu a figura loira esparramada na cama só de cuecas, o ápice da sensualidade. Se ele já não fosse rico o bastante, uma foto do ali certamente valeria uma grana. Riu dos seus pensamentos e logo imaginou que todos eles deviam ter varado a noite em algum lugar e acabaram indo dormir tarde , ou cedo demais, dependendo do ponto de vista. Os meninos preferiam ensaiar aos domingos, segundo eles isso servia para que os ensaios não tivessem aquele ar maçante de segunda de manhã, e como eles perdiam a noite de sábado, já que teriam que acordar cedo no dia seguinte, acabaram transformando a segunda em um sábado, fazendo coisas loucas na segunda como ir a pubs, que nunca tinha ninguém e eles podiam ter mais privacidade.
Complicado era que nem sempre eles cumpriam o trato de irem dormir cedo no sábado para acordar bem no dia seguinte e ensaiar, e dá para imaginar quantas vezes um dos meninos dava suas escapadinhas. Ok, dessa vez foram três meninos.
pegou sua guitarra, e que forma melhor de acordar um rockstar se não com música? Iria acordar em grande estilo.
- PUTA QUE PARIU. - berrou, rolando na cama e caindo no chão enrolado no edredom, lençol, até mesmo o travesseiro foi parar no chão - SEU MERDA! – reclamou enquanto tentava se desvencilhar do ataque das roupas de cama, e o , como bom amigo que era, ria sem parar enquanto o loiro tentava se levantar.
- Maus, cara, eu não resisti!
- Eu sei, eu sou muito gostoso, ninguém resiste! Mas eu não esperava ser uma tentação pra você, seu gay! - se sentou na cama, esfregando as costas - Você podia ser mais delicado, se quer me conquistar!
revirou os olhos, botando a guitarra em uma das poltronas.
- Vamos acordar os outros, aí você se vinga!
- PERFEITO.
Antes que pudesse sair, o barrou, meio sério.
- Antes eu tenho que contar uma coisa pra você, cara... - mil coisas passaram em sua cabeça, se era certo contar isso ou não, mas aquele sonho o tinha deixado perturbado, e ele tinha que contar para alguém.
Capitulo 3 – Faltou pouco.
ficou parado na porta encarando com um olhar curioso. Ele raramente via assim tão sério, deveria estar com algum problema. Fato.
- Fala, dude... – disse, encostando-se na parede, esperando começar a falar. E não posso negar, estava curioso pra saber sobre o que se tratava a conversa.
- Err... – queria contar ao amigo sobre a garota, mas ao mesmo tempo se sentia meio idiota por estar assim tão perturbado por causa de um sonho idiota – É que ontem eu sonhei com uma garota, e dude, ela era perfeita! Eu não consegui nem dormir pensando nela! – até se desencostou da parede pra ouvir o amigo falando, mulher era um assunto que sempre o interessava.
– Mais e aí, que garota é essa? Eu conheço? É alguma daquelas gostosas famosas que andam dando o maior mole pra você? – agora sim estava se sentindo um completo idiota. Como ele ia dizer que nunca havia visto a garota do seu sonho, mais ainda assim estava meio envolvido por ela? nunca entenderia isso.
- Eu nunca a vi... – falava com a maior naturalidade, dando de ombros e colocando as mãos no bolso. Talvez se ele falasse com bastante naturalidade , tapadinho do jeito que era, nem notaria.
- Ah sim, você nunca viu a menina... – viu, eu não disse? Ele nem percebeu que estava falando de uma garota aparentemente inexistente – VOCÊ NÃO CONHECE A GAROTA? – droga, ele percebeu – Na boa, dude! Se você tivesse sonhando com uma garota que você já viu eu ia achar meio gay, mas ia entender... Agora uma que NÃO EXISTE! Eu tô achando você completamente gay! Na boa, você precisar transar, man! – O é tão delicado as vezes que chega a me espantar! O senhor “sensível” saía do quarto balançando a cabeça como se estivesse chocado com o que tinha acabado de ouvir, mas também estava em choque. Como assim ele precisava transar? Ele havia transado na noite passada, tudo bem que foi em sonho mais ainda assim foi ótimo!
ainda estava perdido nos seus sonhos quando ouviu o som alto do baixo de , seguido por um palavrão em alto e bom som que deveria vir do quarto do . Deu uma gostosa risada, pegou a sua guitarra e foi correndo para o quarto do . De quem foi mesmo a idéia imbecil de ensaios aos domingos de manhã? Ah sim, dele mesmo!
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terminou o seu banho e desceu as escadas demoradamente. Ela estava praticamente se arrastando enquanto ia em direção à cozinha pra enfrentar a panela de brigadeiro. Ela sempre se arrependia de não colocar água na panela, mas entenda, você tem um prato enorme de brigadeiro bem quentinho ali na sua frente pronto pra ser devorado, quem vai lembrar-se de colocar água na panela? Chegou à cozinha e encontrou a pia sem nenhuma louça, a sua mãe tinha lavado a panela! Ela merecia um beijo depois disso... Saiu da cozinha procurando a mãe, e só encontrou um bilhete dizendo que ela havia saído e voltaria apenas no comecinho da noite.
Ela até gostava de ficar sozinha em casa, só que era bem mais legal quando a mãe deixava a comida pronta ou quando uma das meninas ia a sua casa. Abriu a geladeira procurando alguma coisa pra almoçar, mas nada lhe parecia tão convidativo. Como se adivinhassem os seus pensamentos, ainda estava olhando a geladeira quando o telefone tocou. Era , e ela e estavam combinando de almoçarem em um restaurante perto da casa dos McGuys. Era um lugar onde eles costumavam almoçar e o tio de havia conseguido uma reserva lá pra elas. Era tudo que precisava: almoçar e as amigas, e ainda uma chance de encontrar os garotos do McFLY. Não levou nem 15 minutos e a loirinha já estava dentro de um táxi a caminho do restaurante. Como era de se esperar, elas não eram as únicas que sabiam que existia uma chance, mesmo que remota, de verem os garotos do McGLY naquele lugar, já que a entrada do restaurante estava cheia de fãs que gritavam a cada carro que estacionava na porta do restaurante. Como alguém conseguia almoçar em um lugar barulhento como aquele? Como ela tinha reservas não encontrou a menor dificuldade em entrar no restaurante. Mesmo que ela não conseguisse encontrar os meninos, aquele era um lugar muito agradável pra se almoçar, ainda mais acompanhada por e , que eram sempre ótimas companhias, qualquer que fosse o programa.
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Já fazia algumas horas que os meninos estavam ensaiando, ou pelo menos tentando, já que , e não paravam de comentar como havia sido a noite passada. Às vezes lançava um olhar de deboche pra , se lembrando da história do sonho, mas ele não comentou nada com os outros garotos e a todo instante ele agradecia mentalmente por isso.
- Eu não aguento mais tocar! – reclamava , se jogando no sofá e sentindo uma pontada nas costas – Agora não dá mais pra tocar! – completava, dando uma risada no final. Se levantou com certa dificuldade, parecendo um velinho, e foi até a janela, olhando os muros da mansão. Como sempre, haviam algumas garotas ali na esperança de vê-los sair, ou de serem convidadas pra entrar.
- E aí, mais alguém além de mim tá com fome? – perguntou , colocando a mão na barriga e ouvindo a mesma roncar como se concordasse com a idéia de um almoço.
- , liga lá no restaurante e avisa que estamos indo pra lá.
- Porque sempre eu?
- Porque você é o mais sexy dos quatro! – pronto, era só falar que ele era o mais bonito que o deu uma risada e foi até o telefone, avisar o restaurante da chegada deles, pra que pudessem dar um jeito dos garotos entrarem e almoçarem em segurança.
Passou uma meia hora e os quatro já estavam saindo pelos fundos da mansão, sem que as fãs na calçada fizessem a menor idéia disso.
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O único defeito em almoçar em um restaurante super badalado em Londres é que a fila de espera era enorme, e você acabava tendo um tempo limitado pra almoçar. Não que alguém te expulsasse ou algo parecido, mas depois que você terminava de almoçar, te ofereciam a sobremesa e o café ao mesmo tempo, por isso, pouco mais de uma hora depois que as meninas haviam chegado, elas já pagavam a conta e saíam do restaurante, um pouco frustradas por não terem tido a oportunidade de ver o McFLY, mas ainda assim satisfeitas. Haviam várias fotos de espalhadas pelo restaurante, e comer olhando para aqueles olhos azuis, mesmo que em fotos, fazia qualquer refeição ficar melhor.
As três entraram em um táxi e seguiram em direção à casa de pra uma daquelas tardes de garotas: falar de garotos, ouvir McFLY, comer brigadeiro, ouvir McFLY, terminar uns exercícios do cursinho... e eu já disse ouvir McFLY?
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Não demorou muito e o carro dos McGuys estacionava nos fundos do restaurante. Eles já estavam acostumados com essa rotina de entrar pelos fundos, passando pela cozinha. Eles até já cumprimentavam o chefe e os garçons pelo nome e tudo mais. Eram levados até uma mesa que estavam terminando de arrumar, se eles olhassem pela janela nesse momento eles até poderiam ver as três meninas que ocuparam aquela mesa entrando no táxi. tinha acabado de se sentar quando sentiu um perfume ao redor dele que parecia ser muito conhecido, ao mesmo tempo em que ele não conseguia se lembrar de ninguém que usasse um perfume como aquele.
- Esse perfume... – ele falava mais pra si do que pros garotos que se sentavam ao seu lado, mas mesmo falando baixo, ouviu o comentário.
- O que você disse, dude?
- Hum... – não poderia dizer que estava sentindo um perfume conhecido e desconhecido que, ele tinha certeza, pertencia à menina do sonho, ele só podia estar ficando louco! - Nada não, man, só estou pensando na comida! Se você chegar mais perto você vai poder até ouvir o barulho do meu estômago.
não fazia a menor idéia de que tinha estado tão perto do seu ídolo. Se elas tivessem ficado mais 5 minutos no restaurante ela teria realizado o seu sonho de conhecer .
E também não fazia a menor idéia de que a garota dos seus sonhos tinha ficado assim tão perto dele, que ele estava sentando no lugar onde minutos atrás ela estava, e que aquele perfume que ele estava sentindo realmente pertencia à sua garota misteriosa.
Capitulo 4 – Pulseira da amizade (parte I)
(N/A: Essa parte é do !)
tentava se acomodar na cadeira o máximo que podia, mas toda hora aquele cheiro se intensificava. Era um aroma irresistível, bom demais para ser apenas um perfuminho de restaurante, muito menos um cheiro de comida, como tinha comentado com os amigos.
Pegou o cardápio, achando difícil decidir o que ia escolher já que sua fome ainda o perturbava muito, e acabou optando pelo prato do dia - ele confiava bastante do chefe para isso. Sorriu, entregando o cardápio a uma garçonete que suspirava só de olhar para ou qualquer um dos meninos.
- Então, caras. - começou a falar - Eu tô vendo se a gente pode fazer um show mês que vem, a gente ficou muito parado depois que voltou do Brasil, precisamos dar um up na galera desse país aqui.
Todos na mesa riram do jeito que falou a palavra up, super gay, mas não estava rindo, o que era estranho, já que ele sempre ria de coisas piores que essas. Ele mantinha seus olhos azuis brilhando e fixos em algo que reluzia, prata. Puxou aquele brilho, tirando-o de debaixo do prato onde estava “escondido” e viu uma pequena pulseira.
’s flashback on
- Meninas da minha vida! - sorriu, abraçando e - Gente, como é bom ter vocês aqui, não sabem o tédio que é ficar sozinha.
riu olhando para o bico de .
- Com certeza ficar numa casa de praia é super chato, né ?- disse, fazendo as duas rirem e logo ela e viram a super casa de praia da amiga.
- Engraçadinhas. Aposto que se vocês tivessem que ficar aqui com seus pais não iam curtir muito não, mas vem, vamos levar essas coisas pro quarto e depois ir lá na feirinha. - feirinhas igualavam compras, e compras sempre animavam aquelas garotas. Não que fossem super consumistas, mas nada como uma feirinha com tudo mais em conta.
Depois de um tempo arrumando as coisas, as meninas finalmente conseguiram ir até a feirinha que ficava bem em frente à praia. Olharam tudo quanto era bijuteria, se interessaram até por aqueles joguinhos estranhos de tentar tirar um arco de dentro do outro, o clima estava super divertido.
- , ! Venham ver isso. - gritou da outra fileira de barraquinhas e as duas se viraram juntas, seguindo até onde estava a voz de .
- Fala, . - parou, olhando as três pulseiras idênticas na mão de , abrindo um largo sorriso e pegando uma delas - São lindas!
- É mesmo, nossa, que demais. - pegou a outra, admirando.
- Tem mais, ainda da pra gravar nome atrás, né? - disse, encarando o homem da barraca.
- Com certeza. - ele sorriu, aquele típico ar de caiçara.
- Pulseira da amizade? - perguntou mais como afirmação, já puxando o dinheiro que tinha na bolsa. E as meninas fizeram o mesmo.
Saíram daquela feirinha com as pulseiras presas no pulso e cada uma marcando seu próprio nome, sabiam que isso significaria um laço eterno de amizade. Mesmo que um dia se separassem, poderiam mostrar essa pulseira para filhos, netos, dizendo “eu tive melhores amigas que me ajudaram no aperto, me fizeram rir quando precisei e até quando não precisei, elas estavam lá.”
’s flashback off.
revirava aquela pulseira de prata na mão várias e várias vezes, tentando entender a familiaridade que tinha com aquele objeto. Por que a sensação de que ele já havia visto isso em alguém?
- ?! - berrou, cutucando com força, quase fazendo com que ele caísse.
- Peraê, dude! Isso dói, porra! - se ajeitou na cadeira, ficando emburrado por um momento e voltando a viajar na pulseira em sua mão. Entortou os lábios e viu seu prato ser posto na sua frente, revirou a pulseira mais algumas vezes, notando um nome grifado atrás dela:
.
- , sua comida vai esfriar. - disse, olhando para o prato do amigo como se fosse devorar, e olha que o prato de estava razoavelmente grande.
- Eu vou comer, . – disse, ainda encarando a pulseira, e logo em seguida a botando no bolso, sensação estranha - Para de secar minha comida.
- Ai seu grosso, eu só não gosto de desperdiçar alimento. - disse, gesticulando com a mão como se fosse um intelectual, fazendo com que todos os meninos na mesa o olhassem com cara de desprezo.
Os meninos terminaram o almoço depois de umas duas horas, incrível como eles tinham a capacidade de falar mais do que o normal. Quando já tinham saído do restaurante e estavam dentro do carro, virou para , que andava no banco de trás junto com ele, aproveitando que e discutiam sobre qual lugar seria a próxima apresentação, e falou em voz baixa:
- Dude, olha o que eu achei. - puxou a pulseira, botando em frente ao rosto de .
- E daí?
Ok, por essa ele não esperava. Tá, o que esperava, na verdade? Que pulasse e gritasse “Meu Deus, uma pulseira!”? Na verdade, nem o próprio entendia o que aquele objeto significava.
- Sei lá, né... Tem até nome, acho que a gente tem que achar a dona. - sorriu como se tivesse se safado de um rolo que se formaria caso ele dissesse a o que realmente pensava da pulseira.
- , isso não tem nada a ver com a menina do sonho, tem? - o rosto de era repreensivo, apesar de adorar zoar o amigo ele estava começando a se preocupar um pouco.
- Não cara, relaxa. - essas palavras soaram completamente falsas para .
Os meninos insistiram em ensaiar mais um pouco, mas toda hora o barulinho da pulseira mexendo no bolso de o incomodava profundamente, e ele aproveitou a pausa para falar.
- Guys, acho melhor a gente parar por hoje, que tal? - disse com um sorriso amarelo, esperando que desse certo sua cara de cansado, na verdade ele estava mais agitado que o normal, mas não podia demonstrar isso.
- Opa, concordo, vou dormir. - disparou para o sofá e já dormiu. Os três olharam para o garoto no sofá, dando uma risada nasal, e saiu logo em seguida, indo até seu quarto.
Foi rápido, assim que entrou ligou o computador e abriu a página do Google digitando o seguinte nome: .
Assim que as janelas abriram, abaixou a barra e falou mais como um pensamento.
- Uma dessas s todas tem que ser ela.
Capítulo 5 - Pulseira da amizade (parte II)
(N/A: Essa parte é a sua. Menor do que a do , mas é sua hehehehehe.)
As garotas chegaram à casa de , se tacando no sofá e bufando um tanto frustradas. Incrível como quando se é amiga há muito tempo de uma pessoa, ser folgada na casa dessa pessoa é fácil demais, e a casa de era tipo a casa da amiga na qual todas elas combinavam de se encontrar.
- Nossa gente, depois dessa correria eu tô acabada, vocês não sabem o que eu tinha corrido pra ficar pronta na hora e ir pro restaurante. - jogou os pés em cima da mesinha de centro, se espreguiçando.
- Amiga, todas nós. - disse , olhando para a televisão - O que acham de um filminho?
- Opa! Eu faço a pipoca! - se levantou saltitando até a cozinha, fazendo e rirem e sentarem no chão para escolher os filmes.
A pipoca já estava na mesa junto com os três copos de Coca-Cola, o filme no DVD e as meninas sentadas no sofá, tudo ótimo, faltava só apertarem o play.
- Espera aí! Eu preciso ir ao banheiro antes! - berrou, se levantando com pressa e indo até o banheiro. Assim que foi lavar as mãos para voltar a se sentar e ter um momento de paz com suas amigas, ela, por hábito, levou sua mão esquerda até seu pulso direito esperando encontrar um fecho, mas, sem encontrar, puxou sua manga vendo que não havia nada ali.
- AAAAH! - saiu correndo do banheiro já abrindo a porta da entrada, sem olhar para as amigas e descendo as escadas.
- , ESPERA! - berrou, alcançando só depois que já tinham pisado na rua e ela parecia tentar chamar um táxi - Meu Deus, mulher, o que houve?
- MINHA PULSEIRA! MINHA PULSEIRA!
- O QUE? - gritou com os olhos arregalados. Ok, era apenas uma pulseira, mas para as três tinha um valor sentimental significativo, era delas!
O táxi estacionou sem demora, levando as meninas de volta ao restaurante. Ainda havia algumas poucas meninas na esperança de ver os garotos do McFLY, mau sabiam elas que eles já tinham estado lá e saído numa boa.
Chegaram na recepção e o homem que as tinha levado até sua mesa há algumas horas as reconheceu.
- O que fazem aqui? – perguntou, as olhando meio assustado.
- Mi-nha.. pul-sei-ra... se-nhor. - falava meio que sem fôlego, tinham corrido um pouco logo depois que saíram do táxi.
- Como?
- Eu perdi minha pulseira. - falou um pouco mais recuperada - Aqui, hoje, acho que deixei em cima da mesa!
- Ah sim, claro, vou conferir. - o homem saiu disparado, parecia que tinha aprendido a voar, pessoas que trabalham em restaurantes sempre lotados tinham que ser assim. Aquele restaurante parecia ainda mais lotado do que quando elas estavam ali, havia uma agitação no ar. Mas a mesa que as meninas estavam há algumas horas estava vazia e sorriu, imaginando que sua pulseira podia estar lá.
- Meninas eu já volto, se ele perguntar diga que eu fui ao banheiro, ok? - as duas assentiram com a cabeça e caminhou com cuidado para não esbarrar no garçom até sua antiga mesa. Primeiro ela olhou de longe, então resolveu se sentar para procurar melhor, sentou no mesmo lugar que havia sentado e, na hora que fez isso, uma onda de cheiro pareceu lhe perseguir.
- Meu Deus. - o cheiro não parava de vir, e ela sabia que era o perfume de alguém conhecido, tinha certeza até de quem era por ter sonhado várias vezes com ele e... Espere, eram apenas sonhos. Mas que ridícula que ela estava sendo, imaginando que podia um dia ter sentado na mesma cadeira que ela. Riu sozinha, inalando um pouco mais daquele cheiro viciante e teve que admitir, não havia pulseira nenhuma naquela mesa.
Se levantou depois de ter vasculhado cada pedacinho na qual ela podia ter botado a bendita pulseira, mas nada. Andou até as meninas e o homem, que parecia ter uma cara de bravo.
- Demorou, menina! - ele disse, descruzando os braços – Bem, não acharam nenhuma pulseira não, mas como tinham sentado naquela mesa é bem capaz que a tenham levado.
entortou a boca.
- Não tem como saber quem sentou lá, né?
- Informação confidencial, desculpe.
- Tudo bem. - apoiou a mão no ombro de , a conduzindo para fora do restaurante.
- Relaxa amiga, essa já tava velha mesmo, vamos comprar outra! - falou, tentando animar a amiga.
- está certa, , deixa disso, a gente sabe como a pulseira é importante para todas nós, mas nada que uma mais linda não resolva o problema.
- Gente, desculpa mesmo. - falava, entrando no táxi e abaixando a cabeça meio desanimada - Mas eu vou encontrar quem pegou essa pulseira, é só vir aqui, me esconder e tentar ler os nomes de quem veio depois de nós...
- ! - e falaram juntas e as três caíram na gargalhada.
- Para onde, meninas? - O taxista perguntou assim que as viu acomodadas.
- Para o shopping! - sorriu, vendo a cara de espanto das amigas - Comprar a nova pulseira HOJE.
Capítulo 6 - Perdidos em pensamentos
já tinha olhado umas 30 páginas no Google, e ainda existiam muitas outras a serem verificadas. Ele não fazia ideia de que existiam tantas ’s assim no mundo, NO MUNDO!
- Como você é idiota, ! – Reclamava sozinho digitando + Londres. Se ele encontrou a pulseira no restaurante em Londres, provavelmente a garota devia ser de Londres, logo não fazia sentido ele ficar procurando resultados pelo mundo, na verdade nem fazia sentido ele ficar procurando a garota no Google, mais ele tinha que encontrar aquela garota.
Agora não eram mais 10.000 ’s, e sim apenas 2.057, o que facilitaria muito a sua vida. Ou não. A sorte é que as páginas que ele havia visitado anteriormente agora ficavam marcadas, o que facilitou um pouco o trabalho dele. Foram menos 10 páginas a serem visitadas, mas ele não estava com pressa, ele tinha todo o tempo do mundo desde que no final ele encontrasse aquela garota.
Estava tão distraído vendo todas aquelas fotos imaginando se algumas delas era a sua garota misteriosa que nem reparou entrando no seu quarto, o que era algo bem estranho, uma vez que o loiro sempre fazia muito barulho pra anunciar a sua chegada.
- Você não disse que ia dormir? Tá procurando o que aí, dude? – falava, puxando uma cadeira e se sentando ao lado do . Vai que ele estivesse vendo alguma coisa interessante, podia ser um jogo novo, ou melhor, mulher pelada! Os olhos de chegaram até mesmo a brilhar imaginando se o amigo tinha achado um vídeo novo! Mas ele nem teve tempo de ver o que o fazia, pois este fechou a janela no momento em que ele se virou pro monitor. só conseguiu ver algumas fotos de MULHERES “Eu disse, eu disse, era mulher pelada!”
- Não tô procurando nada, eu tava indo dormir! – falava meio bravo enquanto desligava o monitor e se jogava na cama sem se importar com sentado no sofá.
- Dude, eu tô preocupado com você! – falava, se levantando da cadeira e indo até a cama onde estava – Acho que eu vou dormir com você essa noite! – Brincava, se controlando ao máximo pra não cair na risada enquanto deitava no peito do amigo, passando os braços em volta da cintura dele, soltando o que parecia ser um suspiro apaixonado e fechando os olhos.
observava o amigo indo até a sua cama, e deitando ao seu lado como se fosse uma fêmea carente, ele realmente não estava acreditando que estava ali abraçado com ele.
- VAI DORMIR AQUI O CARALHO, SEU GAY! – gritava, empurrando o amigo da cama e ouvindo o barulho dele caindo, e logo em seguida um ‘Ai’, com certeza tinha doido.
- Tudo bem! Não quer dormir comigo, não dorme! – Falava, se fazendo de ofendido enquanto se levantava arrumando as suas roupas – Fica aí sozinho com a sua garota dos sonhos e mimimi. – não era burro, um pouco idiota, mas burro nunca, por isso ele saiu correndo logo depois de ouvir o que pareceu ser um rosnado vindo de , e logo em seguida uma almofada sendo tacada na sua cara, ele que não ficaria ali provocando .
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As três caminhavam pelo shopping olhando a nova pulseira que haviam comprado. Ela era muito mais bonita que a anterior, essa agora, além do nome delas escrito na parte de trás da plaquinha, tinha na frente escrito ‘Forever’ e um brilhinho bem discreto de cada lado da plaquinha.
- Ah , eu até achei legal você ter perdido a sua pulseira, essa é tão perfeita! – Comentava , levantando o braço mais uma vez e admirando a sua nova aquisição.
- Ah... Eu gostei dessa, mais eu não queria ter perdido a outra! – Reclamava enquanto iam em direção à praça de alimentação. Era incrível como essas garotas conseguiam comer, todo e qualquer programa que elas faziam juntas tinha que envolver comida.
Compraram os lanches e se sentaram em umas das mesas enquanto conversavam, era sempre assim, o assunto nunca acabava quando aquelas três se juntavam. Na verdade, sempre ficava a disputa pra ver quem falava mais.
- Meninas, hoje quando fomos ao restaurante procurar a minha pulseira eu sentei na mesa onde estávamos e senti um cheiro tão bom...
- De comida? – Será possível que só pensava em comer?
- Não, perfume masculino. Vocês vão rir de mim agora, mas eu tenho certeza que era do ! – Okay, se sentia uma ridícula falando isso, ela nunca tinha sequer visto , o que dirá saber o perfume que ele usava, mas ela sonhava tanto com ele que sentia como se o conhecesse perfeitamente, o perfume, os gostos, as manias...
- Deixa de ser boba, , como você pode ter tanta certeza que era o ? Podia ser de um homem qualquer! Você ainda vai acabar enlouquecendo com essa obsessão por ! – agora se arrependia de ter feito aquele comentário, estava com a razão, ela tinha que parar de pensar tanto assim no , ele era só um sonho... Apenas um sonho!
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ainda encarava a pulseira que havia encontrado há algumas horas, ele já havia encontrado muitas pulseiras perdidas e ele tinha uma caixinha só de pulseiras que ele ganhava de fãs. Ele não conseguia usar todas, mas sempre as guardava com carinho. Porém, aquela era especial. Ele não entendia o porquê, mas aquele pulseira lhe era estranhamente familiar – – Ele não cansava de falar esse nome, ele soava tão bem, se sentia tão bem o pronunciando – querida... Pequena ... ... – Sem querer ele se pegava combinando o nome dela das mais variadas formas e sempre sentindo um enorme prazer em pronunciá-las, era como se aquele nome, de alguma forma, o fizesse bem.
Ele só podia estar enlouquecendo, primeiro foi aquele sonho e agora a pulseira, ambos envolvendo garotas misteriosas e ao mesmo tempo familiares. sentia como se conhecesse a garota do sonho, ele havia dito que a amava, mesmo que fosse em sonho isso era o suficiente pra mexer com ele. Ele nunca havia dito ‘eu te amo’ pra ninguém além da sua família, dizer isso pra uma garota, mesmo que em sonho, era muito pra ele.
Ele não conseguia parar de pensar naquele sonho. Como ele havia conhecido aquela garota? Quer dizer, se eles estavam transando é porque se conheciam há um tempo, como teria sido esse encontro? “Deixa de ser idiota é só um sonho!”, pensava uma última vez antes de se virar e adormecer. Não que ele estivesse com sono, mas ele estava com pressa de encontrar a sua garota do sonho.
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- Tem certeza que não quer ir pra outro lugar, ? Não são nem oito horas da noite, tá cedo ainda... – Realmente, aquele era um horário cedo demais pra que estivesse chegando em casa, ainda mais sem estar acompanhada de nenhuma das suas amigas, mas ela estava se sentindo cansada como há muito tempo não se sentia. Ela precisava dormir mais do que qualquer coisa.
- Tenho sim, eu estou mesmo cansada... – Falava, se despedindo das amigas e entrando em casa. Seus pais ainda não haviam chegado e agradeceu mentalmente por ter comido alguma coisa no shopping, não estava com a menor vontade de cozinhar alguma coisa àquela hora. Largou a bolsa e a chave em cima do sofá e se dirigiu ao seu quarto. A vontade que ela tinha era de simplesmente se jogar na cama e dormir, mas ela tinha passado o dia todo na rua, precisava muito de um banho.
Como estava cansada, não demorou muito no banho e logo estava deitada. Olhava a pulseira nova e soltava um suspiro, se lembrando da que havia perdido e, ao se lembrar da pulseira, foi inevitável não pensar no restaurante e no perfume que ela sentiu. Havia alguma chance de ter se sentado ali? No mesmo lugar que ela? Mas, com certeza, se isso tivesse mesmo acontecido ele não estaria dando tanta importância ao fato como ela, com certeza ele nunca se preocuparia com as pessoas que haviam sentado naquela mesa antes dele. E foi pensando no perfume que ela sentiu no restaurante que acabou adormecendo.
Capítulo 7 - O encontro
Aquele era um domingo como outro qualquer no restaurante, a casa estava cheia, algumas fãs estavam reunidas na porta na esperança de verem seus ídolos e, apesar da bagunça que faziam, o ambiente lá dentro era calmo e ao mesmo tempo animado, exatamente como um bom restaurante deve ser. O Maitre havia acabado de acomodar três garotas em uma mesa grande o suficiente para dez pessoas. As meninas haviam conseguido uma reserva de última hora e, como a casa estava cheia, o gerente mandou que as acomodassem naquela mesa mesmo. Ele não tinha mais nenhuma reserva para o almoço, a menos que o McFLY ligasse de última hora pedindo uma mesa, e naquele dia o gerente esperava mesmo que eles não o fizessem.
- Senhor, acabaram de ligar, o McFLY está vindo pra cá! – E deu-se a desgraça! A única coisa que não poderia acontecer naquele momento era isso, ele não tinha nenhuma mesa disponível e as pessoas que ocupavam as mesas naquele momento ou haviam acabado de chegar ou acabado de começar a comer, tão cedo ele não teria uma mesa disponível. Pela primeira vez em cinco anos, o McFLY teria que esperar para conseguir uma mesa.
Depois do que pareceram alguns segundos, o gerente foi chamado até a sala onde as pessoas aguardavam para serem guiadas até o seu lugar.
- Oh, se não são os meus garotos preferidos... McFLY! – Ele falava da forma mais simpática que conseguia, cumprimentando os garotos e pensando como ele ia contar que não havia um lugar disponível pra eles.
- Então, pode nos levar até a nossa mesa? Além de estarmos com fome, estamos com o horário um pouco apertado! – O é sempre tão direto.
- Temos um probleminha, senhores. Vocês ligaram muito em cima da hora e a casa está cheia, vocês terão que esperar um pouco pra conseguirem uma mesa.
- Ah, sem problemas! Vamos pro Mc, galera! – O é sempre tão prático.
- Eu não quero ir pro Mc, eu preciso de comida! – O é sempre tão certinho.
- Tem uma mesa ali ocupada por três garotas, na qual com certeza cabe umas dez, nós não podemos sentar com elas? – O é sempre tão imbecil!
O gerente voltava a olhar pro salão principal vendo as três garotas conversando animadamente. Com certeza elas não se importariam de sentar com o McFLY, mas o restaurante tinha uma imagem a zelar. Engoliu em seco e respirou fundo.
- Se vocês não se importam, eu vou falar com elas! – Recebeu um aceno de cabeça e um levantar de ombros dos garotos, como se eles concordassem com a idéia. Respirou fundo, arrumou o seu smoking e foi até onde as meninas estavam sentadas.
- Com licença, senhoritas, estamos com um problema de vagas. Acabamos fazendo mais reservas do que tínhamos capacidade, e como vocês estão em uma mesa grande, se vocês concordassem em dividir a mesa vocês não precisariam pagar a conta.
Ele não disse que os outros ocupantes se tratavam do McFLY, afinal qualquer garota aceitaria sentar com eles, mas ele tinha que ter a certeza de que as garotas não se sentiriam incomodadas com a idéia de dividir a mesa com qualquer pessoa que fosse. Esperou um tempo até que as garotas decidissem, e é claro que elas aceitaram. Aquele era um dos restaurantes mais caros da cidade, não ter que pagar a conta valia muito à pena, independente de com quem fosse.
- Tudo bem, a mesa é grande mesmo... – Responderam sem muita animação. Dividir a mesa não era bem o que elas imaginavam para aquele almoço.
O gerente agradeceu e voltou pro salão, onde os garotos do McFLY aguardavam impacientes.
– Então? Elas concordaram? – Perguntou , olhando mais uma vez pra mesa onde as meninas estavam sentadas.
– Claro que elas aceitaram, nós somos o McFLY! – respondeu meio convencido, já se preparando pra ir se sentar.
– Elas não sabem que vão dividir a mesa com o McFLY. – comentou o gerente. Será que eles iam achar isso um problema?
- COMO ASSIM NÃO SABEM? – Eu nunca pensei que o fosse capaz de dar um grito tão alto quanto o que ele deu naquele momento – E se nós chegarmos lá e elas começarem a gritar que nem umas loucas? Olha a quantidade de meninas lá fora tentando entrar... Volta lá e avisa que elas vão dividir a mesa com a gente, assim podemos ver a reação delas antes de cometermos essa loucura! – O gerente olhava os meninos espantado. Ele não esperava aquela reação deles, e agora ele tinha certeza que os garotos nunca mais voltariam ao seu restaurante.
- Para de gritar que nem uma bicha louca, , e vamos logo comer que eu tô com fome! - Como eu já disse antes, tem um jeito fácil de resolver as coisas.
Depois de tudo decidido, os garotos foram guiados até a mesa. , e estavam conversando distraídas tentando imaginar com quem dividiriam a mesa, quando uma tossidinha fraca, que indicava que alguém estava chamando a atenção delas, soou. As três não conseguiam acreditar que ali, parados na frente delas, estava o McFLY. Elas tinham ido até o restaurante na esperança de encontrar os seus ídolos, e agora eles iam almoçar todos juntos. As meninas tiveram que se controlar pra não gritarem que nem umas loucas histéricas, não ia ficar muito bem fazê-lo no meio do restaurante.
- Er, acho que vamos almoçar juntos... – É impressão minha ou o parece tímido ao falar isso?
- Ah, okay... – Respondeu enquanto tirava a sua bolsa de cima da cadeira pra que eles pudessem se sentar, e foi no momento que ela disse isso que o olhou pra ela, e ela obviamente já estava olhando fixamente pra ele. Eles ficaram se olhando por um tempo, não sei dizer exatamente quanto tempo, mas se perguntássemos pra eles, com certeza os dois diriam que aquela troca de olhar podia durar pra sempre.
As meninas puxavam as cadeiras pro lado, dando espaço pra eles se sentarem. A mesa era grande e os meninos estavam se preparando pra sentar na ponta oposta, mas , como se estivesse hipnotizado, puxou a cadeira e se sentou ao lado da .
- Qual é, eu acho que as meninas não mordem, podemos sentar perto delas, não podemos? – Perguntou , quebrando o silêncio que havia se formado entre eles.
- Claro, claro... – Respondeu , saindo do transe em que ela tinha entrado quando o seu olhar se encontrou com o do seu ídolo.
Mesmo eles sendo super famosos, eles trataram as meninas como se elas fossem grandes amigas deles, e o almoço correu muito bem. Eles conversaram animadamente, deram risada juntos, para as meninas aquilo parecia quase irreal, um sonho...
Eles devem ter ficado mais de duas horas no restaurante, mas estava tão agradável ali que duas horas se passaram como se fossem apenas alguns minutos. As meninas se comportaram muito bem, controlando toda a euforia que elas estavam sentindo. Elas sabiam que aquele era um momento único, e elas não queriam estragar tudo com gritinhos, perguntas bobas nem nada do tipo. Mas não se controlaram, e no final do almoço acabaram pedindo uma foto e um autógrafo. Os meninos não negaram, além de estarem acostumados com isso, as meninas tinham sido tão legais e o almoço tão agradável que dar o autógrafo e tirar a foto foi um prazer.
pegou primeiro o autógrafo do , seguido pelo do e depois do , deixando o de por último. Ela ainda estava extasiada por estar assim tão perto dele, ela nunca poderia se acostumar com isso.
- Qual seu nome? – Perguntou encarando nos olhos e abrindo aquele sorriso largo que ela tanto gostava.
- ! – Ela respondeu, entregando a folha pra que ele pudesse autografar, e nesse momento ele pode perceber que ela usava uma pulseira prata. Depois de uma breve olhada, constatou que as outras duas meninas também usavam uma igual.
A apenas alguns quarteirões do restaurante...
acordou e passou a mão embaixo do travesseiro, segurando a pulseira que ele havia encontrando no almoço. A garota do seu sonho estava usando a pulseira, só podia ser ela... Era real demais pra ser apenas um sonho.
Do outro lado da cidade, também acordava. Na verdade ela apenas abriu os olhos e começou a pensar no sonho que havia tido, mas não deu muita importância e voltou a dormir, sonhar com não era mais nenhuma novidade pra menina.
Capítulo 8 - A vida a lá tomate.
levantou-se de sua cama um pouco atordoado. Depois do sonho com a garota ele não havia conseguido dormir direito, apesar de querer fazer isso só para sonhar com a garota de novo, a garota do seu sonho, a .
- Que é isso? Acordo cedo por que, ? Tentou se masturbar e não conseguiu? - disse segurando uma risada, afinal para ele ainda estava com problemas de sexo.
- Muito engraçadinho! - bufou, se sentando na mesa da cozinha e puxando alguns pãezinhos, avaliando-os – Cara, a gente precisa fazer umas compras, sabe?
- Isso soou tão gay.
- Tô falando sério, , a gente tá vivendo em plena decadência de comida! Não sei você, mas eu tô cansado de comer pãezinhos duros e pizza todo dia!
- Tá legal, tá legal, concordo com você que um prato de comida cairia bem na hora do almoço. - entortou a boca. A verdade era que queria contratar alguém que cozinhasse para eles, mas a última vez que isso aconteceu foi um desastre.
Flashback on. (Eu amo um flashback HAHA)
- Então, senhora... - já estava esquecendo o nome da mulher.
- Sra. Bunguer! BUN-GUER. - Ela falou depois da décima vez que já tinha repetido o seu nome. A senhora Bunger tinha cinquenta anos, mas aparentava sessenta.
- Desculpe-me. - disse, abaixando a cabeça e a levando até os fundos da casa, onde ficava a cozinha – Bem, esta é nossa humilde cozinha.
Apesar de a senhora ser completamente ranzinza, tinha sido indicada pelo James, que era um dos melhores amigos dos meninos, e eles não podiam recusar uma indicação de James.
- Uhn...serve. - Serve? A cozinha era o dobro da casa da mulher, não tinha o que reclamar.
- Bem, eu e os meninos vamos estar lá em cima ensaiando, qualquer coisa pode chamar... E se puder fazer alguma coisa pra gente lanchar ia ser ótimo. - sorriu simpático, enquanto a cara da mulher continuava na mesma expressão antipática.
O garoto subiu as escadas da mansão e entrou no estúdio, já pegando sua guitarra.
- E aí, ela é legal? - perguntou se sentando - É gostosa?
- QUE? - olhou para perplexo, imaginando a Sra. Bunguer num mini shortinho que o fez querer vomitar - Ela é chata e velha!
- Nossa, achei que, do jeito que o James é, ia nos indicar uma gostosa. - fez um bico, afinando o instrumento.
- Decepcionante. - falou, sendo o único que ainda não tinha se movido.
- Vamos tocar logo que... - Um barulho ensurdecedor interrompeu e os meninos se entreolharam assustados.
- Acho que você não devia ter deixado ela sozinha, cara. - Os garotos olharam assustados para a cena que viam.
- Meu Deus, ela morreu? - disse, indo até a senhora.
- Ai, para meu, não fala uma coisa dessas! - disse, tentando levantar a prataria.
- Me fala como ela conseguiu derrubar uma prataria inteira? - olhava para o armarinho em cima da mulher tentando descobrir como aquilo havia caído.
- Vou chamar a ambulância! - disparou da cozinha, pegando o telefone e ligando para a emergência.
Flashback off
Os meninos já estavam dentro do carro, relembrando esse dia e indo até o supermercado. Riam da história como se fosse um seriado como Two and a Half Man.
- Ok, gente, coitada da Sra. Bunger. - falou dando a partida no carro, mas sem conseguir conter o riso.
- Agora você lembra o nome dela, né seu lesado! - disse - Lembro até hoje dela entrando na ambulância e você falando “Você vai ficar bem, Sra. Baranga!”
Todos caíram numa gargalhada que parecia ser até falsa.
- Mas ela era mesmo uma baranga, devia ter morrido! - falou como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Nossa, que espírito assassino, ster! Coitada da mulher, ela era apenas feia! - empurrou de um jeito brincalhão, e logo eles já estavam em frente ao supermercado.
(N/A: “pegue uma baranga, diga que a ama, chama pra subir ao altar!!!”...ok descarta!)
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Enquanto isso, acordava com o barulho irritante do celular. Pegou-o, dando graças ao ser que inventou o feriado, depois do rolo no restaurante e de ter que ir comprar as pulseiras novas com as meninas ela se sentia exausta!
Desceu as escadas, procurando algo comestível, e logo sua mãe surgiu atrás dela.
- Filha, eu tenho que fazer a compra do mês, mas o seu pai ta se sentindo meio mal, você não pode ir pra mim não?
- Ah, mãe! - disse naquela voz “logo hoje que eu ia vegetar?”.
- Nada de “ah, mãe”, estou te pedindo esse favor, você nunca faz nada por mim... - chantagem de mãe é foda né? Antes que tivesse que ouvir mais alguma coisa, ela já levantou as mãos em sinal de rendição e falou:
- Ok ok, me da aí a lista!
Ir sozinha ao supermercado não era algo que estava muito a fim, mas o que ela ia fazer? Ligar para ou/e e falar “oi amigas, resolvi fazer um programa original, vamos ao supermercado!”
Melhor não fazer isso, certo? Ia ser muito estranho, não que elas não fossem aceitar afinal quem nunca fez bagunça no supermercado?
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- UHUUUUUUUUUUUUL! - gritava no meio do supermercado, sendo empurrado por no carrinho.
- Sabe, , às vezes eu acho que eu sou o pai, você a mãe e eles, nossos filhos. - disse entortando a cabeça.
- Isso é uma cantada, ? Quer casar comigo? - disse, fazendo uma careta engraçada.
- Tava funcionando? - Os dois riram.
- Não, eu sou difícil. - e passaram na frente dos dois, berrando, e com os braços pra cima como se estivesse numa montanha russa - Mas acho que concordo com você... em partes.
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pegou a listinha da mãe e a avaliou. A quantidade de coisas era absurda.
- Quer mesmo que eu compre tudo isso? - arregalou os olhos.
- Quero, filha. E tudo isso que tá aí você consome em dois dias!
- Que mentira, mãe, talvez a Nutella e... tá, eu compro. - A garota bufou, saindo de casa e indo até o carro do pai. Se era pra ir até o supermercado e comprar praticamente ele inteiro, teria que ter um bom porta malas.
Ligou o rádio e seguiu até o supermercado cantarolando. Quando parou em frente ao lugar onde sempre compravam comida, ele parecia estar fechado.
- Ótimo, e agora? - batucou impaciente no volante, tentando se lembrar de algum supermercado - Já sei!
Deu a partida e disparou pela rua.
estacionou perto de um carro que parecia não ser desse mundo. Era enorme, devia caber uma dez pessoas lá dentro e teve até medo de entrar no supermercado e encontrar uma daquelas famílias italianas que não param de falar.
O supermercado era enorme, com certeza marcar de se encontrar nele devia ser pior do que num shopping. Tinha praticamente uma área para cada coisa, como doces, pães; se depender cada área era maior que sua casa.
Saiu do carro avaliando o que estava na sua frente e viu um adesivo do McFLY, não conseguiu evitar sorrir! Uma família Italiana que curte McFLY merece seu sorriso -oi?
Entrou no supermercado olhando fixamente para a lista imensa que sua mãe avia lhe dado e puxou um dos carrinhos tamanho família, já imaginando no peso que aquilo ia ficar. Começou pela pior área, a de vegetais.
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- Tá bem, gente, não adianta nada a gente vir aqui no supermercado e comprar as coisas que a gente continua comendo sempre. - falou, olhando para o carrinho cheio de pizzas congeladas.
- O problema, meu caro, é que ninguém aqui sabe cozinhar. - falou, cerrando os olhos - E ninguém aqui tá afim de chamar outra empregada.
- NEM PENSAR! - Disseram os três em uníssono.
- Ok, tá certo, mas a gente tem que comer alguma coisa mais saudável, sei lá, não quero ser um gordo nos shows!
Todos concordaram com e decidiram que ele teria que ir até a área saudável.
- Todos deviam vir comigo, sabia?
- Você que deu a idéia, você que vá. - falou indo para a área de doces.
- Ingratos, devia deixar vocês morrerem de intoxicação alimentar. - bufou, indo em direção a área dos vegetais.
- Um tomatinho voou... lá vai o outro! - cantarolava enquanto pegava os tomates que estavam empilhados, dar essa tarefa a ele não foi uma boa idéia, às vezes ele ficava meio retardado.
Foi quando ele ia pegar mais um dos tomates e enfiar na sacola junto com o resto dos vegetais que estava naquela cesta de compras colorida (er..que cena linda um segurando uma cesta), que ele notou uma menina de costas pegando frutas. Primeiro seu olhar correu pelas pernas dela, e foi subindo até as formas do cabelo dela formando um ondulado perfeito. tentou chegar mais perto dela... Pra que? Pra simplesmente esbarrar em toda a pilha de tomates que estava em sua frente! Lesado, com certeza. A pilha caiu em cima dele, espalhando tomates por tudo quanto era canto do supermercado, e quando, finalmente, o desenterraram de lá, e estavam ao seu lado tentando não rir.
- Cara... vamos cantar! “tomatinho vermelho, pela estrada rolou, veio caminhão grande e ketchup virou!” - cantarolava, rindo, e ajudava a se levantar.
- Seu Zé Mané, a gente vai ter que pagar por isso, sabia? - Quem disse que ouvia? Ele simplesmente levantou e saiu disparado pelo supermercado inteiro, olhava em todas as áreas e cantos daquele lugar, mas isso só fez com que ele se perdesse dos meninos e não a encontrasse... era ela, não era?
Capítulo 9 – O Resgate
estava tão entediada naquele mercado que assim que terminou de escolher os tomates que queria, colocou-os dentro do carrinho e saiu em direção ao caixa. Ela chegou a ouvir um barulho que parecia ser tomates rolando e logo em seguida algumas risadas, e quando olhou pra trás pra ver do que se tratava, viu um aglomerado de garotas histéricas gritando, e podem apostar que a última coisa que ela queria era ouvir adolescentes gritando. Acreditem, fazer mercado era algo que realmente a cansava.
Por sorte, aquele mercado era grande e com muitos caixas, não demorou muito para que ela pagasse as suas compras e pudesse ir embora. No estacionamento, ela ainda ficou um tempo olhando o carro com o adesivo do McFLY. Mesmo estando em Londres era difícil ver carros com adesivos do McFLY, e mais difícil ainda adesivos tão grandes como aquele, mas ela não estava com tempo de sobra pra ficar admirando adesivos, por isso assim que terminou de guardar as compras foi pra casa. Lá aconteceria o segundo tempo: guardar as compras!
chegou em casa e o seu pai a ajudou a levar as coisas pra cozinha.
– Filha, a ligou. Ela parecia bastante ansiosa, melhor você ligar pra ela!
Não precisou falar duas vezes, jogou a bolsa com a chave do carro em cima da escada e subiu pro seu quarto, aproveitando que o computador estava ligado, para dar uma olhada no seu MSN.
** diz:
, , !
** diz:
Cadê você, mulher?
** diz:
RESPONDE!
** diz:
Você deve estar dormindo, vou te ligar...
** diz:
Porque você tem celular se você não atende?
** diz:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Eu não acredito que você provavelmente está no supermercado, que fica do outro lado de Londres e sem celular. Você vai querer morrer quando ouvir o que eu tenho pra contar!
Okay, ficou realmente curiosa pra saber o motivo de toda aquela afobação. Tudo bem que a amiga às vezes era meio agitada, mas ela nunca a havia visto desesperada daquele jeito.
xD diz:
FALA MULHER!
** diz:
Agora eu não quero mais, não adianta... Você já perdeu a melhor oportunidade da sua vida!
xD diz:
Como assim? O que eu perdi? E o que o mercado tinha a ver com isso?
** diz:
Adivinha quem estava naquele supermercado enorme que fica do outro lado de Londres?
Nesse momento, começou a juntar alguns fatos. O carro grande com o adesivo... O MCFLY ESTAVA NO SUPERMERCADO!
Ela nem precisava da confirmação da amiga, ela tinha certeza que era isso, e o que mais deixava nervosa consigo mesma era o fato de ela ter estado naquele corredor segundos antes da gritaria. Ela devia estar no mesmo corredor que pelo menos um deles, e estava tão mal humorada por estar no supermercado que nem se deu conta disso.
xD diz:
Se você disser que era o McFLY eu vou agora mesmo pular da janela e me matar...
** diz:
Prefere rosas brancas ou vermelhas no seu funeral?
xD diz:
Droga! Eu me odeio!
Vocês podem imaginar o quanto estava com raiva de si mesma? Se ela não tivesse tão preocupada em terminar as compras, ela teria visto o McFLY e realizado o seu maior sonho. Ela estava mesmo com muito ódio de sim mesma!
xD diz:
Minha mãe tá chamando, já volto!
** diz:
Okey... mas não se mate O.O
Era mentira, a mãe dela não estava a chamando, mas não queria que ficasse falando o quanto ela era azarada por estar sem celular justo naquele dia. Ela nunca se separava do seu telefone e, quando isso acontecia, ela perdia a chance de conhecer o McFLY.
queria dormir, porque se ficasse acordada com certeza ficaria pensando na oportunidade que perdeu, e isso não seria nada bom. Foi até o banheiro e tomou um banho bem quente. Mesmo que não estivesse frio, banho quente era bom porque sempre a deixava com sono. Apesar de que as compras a haviam cansado um pouco, não ia precisar muito pra que ela adormecesse, na verdade, menos de dez minutos depois ela já estava dormindo.
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No outro lado da cidade, voltava pra casa emburrado, todo sujo de tomate e o pior: ele ainda tinha que aturar os outros quatro cantando em alto e bom som:
- O tomatinho vermeeeeelho, pela estrada rolou! – Puxava , o rei das musiquinhas idiotas. Ou o cara era um ótimo compositor ou existia mais musiquinhas sobre tomatinhos esmagados do que era capaz de imaginar.
- ROLOU! – Respondia e , acompanhando na cantoria.
- Veio um caminhãozinho e o tomatinho amassou...
- AMASSOU!
- Pobre do tomatinho...
- POBRE DO TOMATINHO!
- Coitado do tomatinho...
- COITADO DO TOMATINHO!
- Ketchup virou!
- KETCHUP VIROU!
- Poxa, , você está tão desanimado, eu já cantei mais de cinco musiquinhas sobre tomate e você não me acompanhou em nenhuma! – Zombava mais uma vez, entrando com o carro na mansão e estacionando.
- Ah, desculpa , não sabia que era pra eu ficar cantando musiquinhas que me zombassem! – não estava tão irritado porque estavam tirando uma com a cara dele e nem por causa dos tomates, ele estava mesmo irritado porque tinha chegado tão perto da garota dos seus sonhos e não tinha conseguido falar com ela. Tudo bem que ele não tinha visto o rosto da garota, mas ele sabia que era ela, ele tinha certeza!
- Dudes, eu vou tomar um banho e já venho pro ensaio! – falava enquanto ia até o seu quarto. Ele precisava de um banho pra tirar todo aquele tomate, apesar de ter a impressão que mesmo que ficasse horas embaixo da água ainda ia ficar cheirando a tomate.
Talvez tivesse sido o banho, mas saiu do quarto e foi até o estúdio para o ensaio morrendo de sono. Ele podia sentir as suas pálpebras pesando, e se controlava ao máximo para se manter acordado, com os olhos abertos. Mas, com certeza, esse sono passaria quando ele começasse a tocar.
- Essa é a história do Tomatinho. – já começava a cantar assim que viu entrando no estúdio.
- Vamos gravar um CD com músicas sobre tomate e eu não tô sabendo? – Perguntava , irritado, em parte pela música do tomatinho e em parte pelo sono que o estava incomodando mais do que o normal.
- Ui, tem alguém de TPM! – Por que sempre o vinha com essas piadinhas?
lançava um olhar cortante pro enquanto pegava a guitarra pra começar de uma vez a ensaiar. Quanto mais cedo eles começassem, mais cedo eles terminariam e ele poderia dormir.
Eles estavam tocando há uma meia hora, e estava cada vez mais difícil pra controlar o seu sono. Ele precisava dormir, nem que fossem cinco minutinhos. E também, se ele fosse dormir, ele ainda poderia sonhar com a .
- Já volto... - Ele falou, enquanto ia até o banheiro lavar o rosto. Quem sabe assim ele acordava - o que, devo confessar, não teve muito sucesso. Ele necessitava dormir, então sentou na privada e apoiou a cabeça na pia, enquanto pensava “Só cinco minutinhos”.
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estava no mercado, no corredor dos tomates a apenas alguns centímetros da menina que, ele tinha certeza, era a . Havia pouco tempo eles tinham se encontrado no restaurante, e ele reconheceria aqueles cabelos levemente ondulados em qualquer lugar. Só podia ser ela. No momento em que se esticou para tocá-la no ombro, chamando assim a sua atenção, acabou esbarrando em um dos tomates, que começou a rolar sobre a pilha, fazendo com que cada vez mais tomates começassem a cair, sem que pudesse fazer nada. Ele até tentou segurar o tomates, mas isso só fez com que a bancada tremesse e aumentasse ainda mais a pilha de tomates assassinos que agora vinham em sua direção.
sentiu um movimento nas suas costas e se virou a tempo de ver os tomates começarem a rolar em uma velocidade espantosa pra cima de alguém, que agora gritava desesperadamente:
– TOMATES ASSASSINOS!
Ela até poderia rir dessa cena, afinal, não é todo dia que você vê alguém sendo soterrado por tomates, mas quando, um a um, os tomates começaram a cair sobre a cabeça do garoto, o fazendo soltar exclamações de dor, ela sentiu que o momento não era pra piadas e sim pra tentar ajudar, nem que fosse começando a tirar os tomates de cima daquele pobre azarado. E foi exatamente isso que ela fez.
Pouco a pouco, a pilha foi diminuindo, até que ela pode ver quem era o ‘atacado’, que no caso era . Não vou negar que ela ficou surpresa ao encontrá-lo novamente, ela até poderia dizer que o destino estava conspirando a seu favor - um dia ela o encontra no restaurante e no outro no supermercado. Se as coisas continuassem assim, logo ela teria se encontrado mais vezes com ele do que com qualquer outro garoto que ela tenha se relacionado, claro, ignorando completamente o fato de aqueles encontros não serem nada marcados e muito menos românticos, mas e daí? Ela havia se encontrado com dois dias seguidos, e isso com certeza era o mais longe que qualquer fã conseguiria chegar.
“Ela é um anjo, só pode ser, ela é um anjo! Um dia me salva de morrer de fome e no outro me salva de ser morto por tomates! Se eu casasse com ela viveria eternamente!” riu sozinho dos seus pensamentos, enquanto segurava a mão que ela esticava para que ele pudesse se levantar. Quando ele se viu em pé, a salvo, com todos aqueles tomates em volta... bem, ele se sentindo um macarrão coberto de molho. Foi inevitável, ele começou a rir e ela o acompanhou na risada, quem não riria em uma situação dessas?
olhava fixamente pra garota à sua frente. Como ela era linda sorrindo! Ela já era linda, mas dando aquelas risadas ela ficava ainda mais fascinante, ele nunca havia encontrado nenhuma garota como ela, só podia mesmo ter saído dos seus sonhos pra ser assim, tão perfeita.
levou a mão até o rosto de e arrumou uma mecha do cabelo dela que estava caída sobre o rosto - e cobrindo a visão daquele olho tão perfeito que ela tinha. Ele havia chego perto demais dela e foi inevitável, ele quis se aproximar mais até poder sentir o perfume dela. Seus olhos pareciam procurar desesperadamente pelos delas e, quando os dois olhares se cruzaram, ele abriu um sorriso. Era como se ele fosse inundado por um mar de felicidade simplesmente por estar olhando para aquela garota.
- Tem uma coisa que eu preciso fazer... – Ele sussurrou, antes de começar a aproximar mais o rosto do dela. já podia sentir suaa respiração e quase podia sentir o gosto daquela boca, que agora sorria pra ele.
Antes de o beijo começar, a garota abriu a boca e começou a... GRITAR?
- ACORDA, SEU VIADINHO!
acordou assustado com o grito de . Ele havia mesmo dormido sobre a pia? Mas pelos menos ele havia sonhado com a sua garota, e não importava que estivesse ali, gritando como uma macaca no cio. Ele tinha visto e quase a tinha beijado. Levou os dedos até seus lábios - ele até podia sentir o gosto da boca dela, tinha sido tão real.
- Man, você precisa desesperadamente de uma mulher! Você tava fazendo biquinho enquanto dormia e agora fica com esse sorriso bobo... Cada dia que passa você fica mais gay!
não se importava com as coisas que falava, ele sabia que a garota existia. Ela havia estado no restaurante, no mercado, era só uma questão de tempo para que eles finalmente se encontrassem. E, se ela gostava de McFLY como ele imaginava, o melhor lugar para o encontro era no...
- SHOW DO MCFLY! – Ele gritou, se levantando e rindo sozinho – Vamos ensaiar, , precisamos marcar logo um show aqui em Londres, e ele vai ter que ser o melhor da nossa vida!
olhava espantado o amigo gritando e se levantando. Será que era o caso de contratar um analista? Ou quem sabe umas garotas de programa? Ou quem sabe inscrever disfarçado em uma agência de namoro?
- Todos os nossos shows têm que ser os melhores da nossa vida, por que ESSE é assim tão especial? – Ele perguntava curioso, enquanto seguia o amigo até o estúdio.
- Porque eu tenho um encontro nesse, UM ENCONTRO! – Ele falava, rindo sozinho e imaginando como seria encontrar de verdade com .
Capítulo 10 – Um sonho não planejado
- Vamos logo com isso, ! - berrava na escada da casa de , enquanto a menina tentava se recompor de uma noite mal dormida. Foi uma das piores, o cachorro do vizinho parece que torceu a pata, o cretino latiu a noite toda! O problema é que os vizinhos de são velinhos surdos, e assim demorou praticamente cinco horas pros infelizes ouvirem o cachorro. Pra piorar tudo, sua mãe resolveu que ia acordar no meio da noite pra fazer vitamina e quem pagou o pato? , pobre , que tentava dormir com o liquidificador ligado. Vida infeliz isso sim.
Bem, a pobrezinha não era a única com uma noite mal dormida. Por algum motivo estranho, um cantor de uma banda também não conseguia pregar os olhos naquela noite. Talvez pelo fato de que, toda vez que ele pegava no sono, de repente acordava, mesmo sem barulho algum. Como se nada em seus sonhos o interessassem, nada conseguia fazer com que ele dormisse e logo já tinha amanhecido. também não teve uma boa noite.
- Meu Deus, suas apressadas, parem de me encher, por favor! - começou a ser empurrada por e ao mesmo tempo para dentro do carro. A menina quase capotou no banco, mas a segurou enquanto dirigia o New Beatle de .
- Epa, calma lá, ninguém dirige meu carro! - pulou para cima de , que logo a empurrou no banco do carona.
- Segura a onda mulher, você não tá com capacidade mental para dirigir isso aqui hoje!
- Tá me zoando, ? Tá me chamando de burra ou débil mental?
- Ou os dois? - soltou sem querer, e se encolheu ao ver o olhar fuzilante de .
- , você quer bater o carro?
- Não, mas eu não vou ba...
- Então cala a boca e vamos logo que esse papo já tá fazendo a gente se atrasar, merda! Se não tiver ingresso a culpa vai ser toda sua!
cruzou os braços na altura do ombro, e só depois de uns vinte minutos resolveu botar o cinto e curtir o som de McFLY tocando na rádio. O que mais ela podia fazer, afinal? tinha toda razão, se ela pegasse o carro com certeza bateria.
- Finalmente, mãezinha, chegamos! - saiu do carro saltitando com um sorriso de orelha a orelha.
- Mãezinha... - e falaram ao mesmo tempo, saindo do carro.
- Às vezes eu queria saber onde ela aprende essas palavras. - soltou, dando uma gargalhada seguida de , enquanto a outra amiga fazia bico.
- Engraçadinhas, vamos, vamos! Não quero perder esse show! Estão até falando por ai que ele vai ser o..
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- ...MELHOR SHOW DE TODOS! - berrou, sorrindo como se fosse a melhor coisa do mundo.
- E você precisa estourar meu tímpano? - disse, botando o dedo no ouvido pra ver se ele destampava. Sentar ao lado de ultimamente estava fazendo mal ao menino .
- Vocês não entendem a gravidade da situação. - balançava freneticamente a cabeça, como se os amigos fossem casos perdidos.
- Não entendi ainda, todo show a gente não faz pra ser o melhor? Depois desse show o próximo será o melhor. - sorriu, como se estivesse falando algo surpreendente. Realmente, ele foi surpreendido por um belo pedala de .
- Besta.
- Gente, gente, esse show tem que ser bom, só isso, certo?
- Tudo pra fazer você calar a boca, , de verdade, tá me irritando! - falou, botando a mão na cabeça e olhando pra cima. Só faltava dizer “em nome do pai, em nome do filho, em nome do espírito santo... estamos aqui!” dando aquela básica cantada enquanto erguia as mãos – bem, só faltava isso.
- Já que já resolvemos esse assunto, eu vou dormir um pouquinho. - não via a hora de poder sonhar. Ele tinha certeza que ia sonhar algo especial, algum sinal divino talvez!
- Que é isso? Se vai ser o melhor show do mundo, primeiro vem o ensaio! - berrou, já indo ao encontro de .
- Não! Primeiro a soneca! Depois a gente ensaia!
- Sabe, ele tem razão, melhor dormir e ensaiar sem sono algum. - sorria como uma criança que acabava de ganhar seu doce do dia.
- Nós acabamos de acordar, seu lesado. - , o estraga prazeres, se uniu a , o mãe de todos.
- Se eu não dormir vou errar tudo. - disse, com firmeza, já pronto para subir.
- Vai logo, vai logo. - disse, se jogando no sofá, vencido pelos seus colegas bestas, vulgo e .
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estava na fila com e , as três resolveram que dava para revezar caso alguma delas precisasse ir ao banheiro ou coisa do tipo. No momento, tinha ido com até a barraquinha de doces ou alguma coisa do gênero, só para que elas não ficassem sem comer porque a fila, mesmo sendo só a fila para comprar ingressos, estava enorme.
se encostou à parede de cimento e começou a escorregar até sentar no chão, muitas pessoas já estavam sentadas mesmo. Fazia um pouco de sol, o que era um milagre em Londres, e resolveu ficar ali naquele cantinho, onde o sol batia. Ok, ela não resolveu ficar ali, ela tinha que ficar ali, já que era seu lugar na fila. Os olhos da menina começaram a pesar e ela sentiu a sonolência que não conseguira sentir na sua casa.
Dream on
olhava em volta e se revirava nos lençóis de seda pura. Uma preguiça insana tomava conta do seu corpo, parecia cansada de alguma coisa que nem ela mesma se lembrava. Começou a passar a mão por toda a extensão da cama, tentando relembrar de onde ela conhecia aquele cheiro, aquela seda, aquele ar.
Foi aí que sentiu alguma coisa que não era lençol. Algo como uma barriga... uma barriga? E meu deus, que barriga!
Forçou-se um pouco a abrir os olhos, esperando já achar o rosto da pessoa esperada. Aqueles olhos azuis penetrantes, aqueles cabelos jogados nos olhos; e que surpresa ela teve ao olhar para um garoto que, na verdade, não era quem ela esperava!
- AH! - pulou um pouco, quase caindo na cama.
- AH! - também deu um berro ao ouvir . A menina se levantou, percebendo que estava apenas de calcinha e sutiã.
- O que tá acontecendo aqui? - olhou para os lados, sem entender a pergunta de .
- Como assim? - Ele parecia completamente certo do lugar em que devia estar.
- Não era você que devia estar aqui, era o , não?- já estava naquele estágio de saber que aquilo era um sonho, mas mesmo assim suas dúvidas quanto a um na cama ao invés de um eram absurdas.
- Ok, o tá no banheiro se arrumando, não sei porque, mas ele já vem! Me senti inútil agora. - olhou para ele abismada, e logo soltou:
- O que é isso, afinal? Um ménage? (n/a: Todo mundo sabe o que é ménage? HEHEH)
Dream off
- ? - berrou pela milésima vez, com o detalhe de que agora ela tacava água na amiga.
- Nossa! NOSSA! Pirou, ? - se olhou, toda encharcada.
- Meu, eu achei que você tinha morrido, mulher.
- Morri nada, mas tive um sonho muito esquisito. - entortou a boca.
- Ai, lá vem histórias bizarras. - comentou, enquanto seguiam pela fila até o caixa e finalmente compravam seus ingressos, pista vip!
- Sabe, esse sonho realmente foi bizarro.
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Dream on
- O que é isso afinal? Um ménage?
ouviu do banheiro e franziu a testa. Por que estaria falando isso? Tá, talvez ela falasse enquanto dorme, uma alternativa, certo? Quem liga? Era que estava ali em sua cama e não perderia essa oportunidade. Pegou seu melhor perfume e começou a se ajeitar. Resolveu que não ia adiantar só o perfume e se tacou no banho. Sentiu a água percorrer todo o corpo e isso aliviou um pouco a tensão que ele sentia só de imaginar a mulher dos seus sonhos o esperando deitada em sua cama.
- Está pronta, ?- disse, sorrindo e se enrolado na toalha, deixando que alguns pingos caíssem de um jeito sexy pelo seu peito. Deixando também os cabelos molhados e sorrindo ao ver seu reflexo no espelho. Nem um pouco narcisista!
- Estou...- Uma voz fina ecoou pelo banheiro, mas não parecia a de . Não parecia de nenhuma mulher que conhecia, mas parecia alguém que ele conhecia, franziu a testa tentando não pensar nisso, ela devia estar rouca isso, sim.
- Lá vou eu! - saiu do banheiro cheio de fumaça atrás de si, conseguindo apenas definir que havia alguém em sua cama e ele logo foi se esgueirando até lá, tentando ver o rosto de . Quanto mais perto chegava, mais ele sentia algo esquisito no rosto daquela menina. Não parecia sua , na verdade parecia...
- !
- Vem aqui, . - tocou nos braços de e...
Dream off
- ?
- AH, sai de perto de mim, SEU GAY! - pulou da cama e saiu correndo, se escondendo atrás da porta.
- Como é que é? - se levantou, indo até ele e cruzando os braços, olhando diretamente para o amigo.
- Er... nada... só tive um sonho... pesadelo.
começou a soltar uma gargalhada, já imaginando que tipo de sonho devia ter tido.
- Depois o gay sou eu... - E ria sem parar.
- Chega, ok? Vamos ensaiar. - falava isso, mas a verdade era que, depois desse show, ele já não tinha mais certeza se iria ver . Ficou com medo até de não conseguir mais sonhar com ela. Será que estava certo? Será que era apenas um sonho?
Capítulo 11 – A fila e as noites interrompidas
Sabe quando você quer que o tempo passe rápido? Que as horas voem e os dias passem tão depressa que você nem se dá conta de que eles estão passando? Com certeza todo mundo já se sentiu assim alguma vez na vida, e quando isso aconteceu, com certeza o tempo passou mais lento do que o comum. É sempre assim, quanto mais rápido você quer que o tempo passe, mais lento e arrastado ele parece estar.
Um mês havia se passado desde o dia em que as meninas haviam comprado os ingressos, e estava tão ansiosa que ela mal conseguia dormir. E, pra piorar a situação da loirinha, ela estava tendo muito simulado no cursinho e a loja estava em época de troca de coleção. O que resultava em muito trabalho e pouco tempo, e quando finalmente conseguia deitar pra dormir, ela ficava imaginando como seria o show e acabava perdendo o sono. Dormia mal e acordava a noite inteira.
E, como vocês devem estar imaginando, alguém do outro lado da cidade também não conseguia dormir. se revirava na cama a noite inteira, e quando finalmente conseguia pegar no sono, ele acordava logo depois com a sensação de não ter dormido nem cinco minutos. Nunca nenhum show havia mexido tanto com ele quanto esse, a oportunidade de encontrar a garota dos seus sonhos estava mexendo muito com ele, e o pior de tudo era que cada noite mal dormida era uma noite a menos pra sonhar com a sua garota, uma noite a menos sem a sua .
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- Vamos logo, ! Por que você sempre se atrasa? – gritava, enquanto andava de um lado pro outro do quarto, conferindo pela ultima vez se tinha colocado na mochila tudo o que elas precisariam pra enfrentar três dias de fila.
- Sou sempre eu que me atraso? SEMPRE EU! Experimentem estudar, trabalhar e não dormir, e estar de bom humor pra acordar às 3 horas da manhã e aturar as suas amigas reclamando de tudo! – Okay, estava realmente irritada naquela madrugada, e estava descontando isso nas amigas. É claro que e não tinham culpa das suas noites mal dormidas, mas elas bem que podiam ficar menos histéricas.
Meu Deus, o que eu tô falando? Ela estava tão ansiosa quanto às meninas, ela não falava de outra coisa senão o show, a possibilidade de ver de perto e tudo mais, por isso ela estava assim tão nervosa e irritada.
- Desculpa meninas, eu ando muito irritada ultimamente, vocês não têm que ficar me aturando assim... – Ela falava, enquanto colocava a mochila nas costas e saía do quarto abraçada às amigas.
- Eu te perdôo pela grosseria só porque eu sei que você não dorme a dias pensando em ver o ! – Brincava , enquanto as três desciam as escadas abraçadas. Agora imaginem a cena: três garotas ansiosas pro show da vida delas, morrendo de sono por não terem dormido e estarem saindo de casa às três horas da manhã, tentando descer as escadas abraçadas. Quando faltavam três degraus pra elas finalmente terminarem as escadas, tropeçou no tênis de e acabou fazendo as três caírem no chão. E caírem na risada.
- Bela forma de começar o dia! – Implicava , em meio às risadas, enquanto tentava tirar a de cima dela – Com essa bunda gorda da em cima de mim!
- HEY! Gorda não, meu bem, eu sou GOS-TO-SA! – falava, se levantando e colocando a mão na cintura, fazendo pose.
- Vamos de uma vez! E eu sugiro uma parada na Starbucks pra compramos um café, senão vamos ficar parecendo uns zumbis. – Sugeria , enquanto as três atravessavam a sala tentando fazer o menor barulho possível. Algo desnecessário, se quer saber, porque o barulho que elas fizeram ao caírem da escada foi o suficiente pra acordarem o bairro todo.
- Vamos passar três dias na fila, , tenho certeza de que quando o me ver no show eu vou estar parecendo um monstro! – Brincava , já entrando no carro.
- HÁ, HÁ, HÁ! Como se fosse ver você! – Foi o último comentário da antes das três saírem de carro em direção à Starbucks, e depois à fila em frente a casa onde aconteceria o show.
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- , ! – chamava insistentemente o amigo, enquanto o chacoalhava.
- Não, mãe, eu não quero ir pra escola hoje! – reclamava, puxando o cobertor e cobrindo a sua cabeça.
- Que escola o quê, ! É o , acorda!
- Vai então, me deixa dormir só mais cinco minutinhos, mãe... – reclamava mais uma vez, com uma voz manhosa, como se ele fosse uma criancinha birrenta.
- É sério, , acorda!
- TÁ BOM, EU VOU PRA ESCOLA! – gritava, enquanto levantava da cama e já ia tirando as roupas, ficando apenas de cueca, e começando a procurar alguma coisa nas suas gavetas. – Mãe, eu não tô achando o meu uniforme! – reclamaou com a mesma voz birrenta e cheia de sono, fazendo começar a rir que nem um louco. Se era um idiota acordado, quando ele estava dormindo as coisas eram muito piores.
- Você não é a minha mãe! – falava irritado, quando percebeu que quem o havia acordado era , e não a sua mãe, como ele imaginava. Aliás, por que ele estava imaginando a sua mãe acordando-o e mandando-o ir à escola se ele já havia se formado há um tempo?
- Claro que eu não sou sua mãe, seu imbecil! – falava, quase chorando de rir, imaginando como seria a imitação de acordando que ele iria fazer pra e .
- VAI SE FUDER, ! Que horas são, porra? – falava irritado, procurando o relógio – Quem escondeu o relógio? – Ele ficava mais irritado a cada segundo por não encontrar o relógio. Claro que isso ia ficar meio complicado, já que o relógio ficava ao lado da cama dele e o estava procurando o mesmo dentro do armário.
- Meu, você é muito retardado quando acorda, ! E você fica muito sexy assim de cuequinha! – Brincava . Talvez o passatempo preferido dele fosse mesmo ficar tirando uma com a cara do amigo, e afirmo, com certeza, que também não perdia uma oportunidade que fosse de provocar .
- CARALHO, ! São três horas da manhã! – Alguém aí acha que acorda de mau humor? Acho que não, né? – Sério, me acorda daqui a 12 horas, pelo menos! – falava, se enfiando de novo embaixo dos cobertores, sem se importar de estar apenas de cueca. Aquele era o quarto dele e é que era o intruso, e um intruso daqueles bem intrusos.
- Eu sei que são três horas da manhã, mas eu não tô conseguindo dormir... – Reclamava e, pelo tom de voz que ele usava agora, ele que parecia ter cinco anos, e não .
- Ah, que bonitinho! – começou a falar ironicamente – Você não consegue dormir e pensa: Por que não acordar meu amigo idiota ?
- BOA! Você até que é inteligente, ! – falou, abrindo aquele largo sorriso que só ele tinha.
- Idiota! Dorme aí, , e não me enche mais! – falava, puxando pelo pescoço e fazendo-o cair na cama ao lado dele – Mas se você tiver outro sonho erótico e vier me agarrar eu te mato! – Ele falou, jogando um cobertor pro amigo. Ele não se importava de dormir com desde que isso significasse dormir. Claro que quando ele acordasse depois de algumas horas e percebesse que ele tinha dormido com , ele ficaria extremamente irritado, mas àquela hora ele não estava raciocinando muito bem.
- DEIXA DE SER VIADO! – falou, se levantando da cama.
- Ah, me deixa dormir... – falava com a voz meio chorosa enquanto colocava uma almofada em cima da cabeça. Quem sabe assim a voz do não ficava abafada?
- ANDA, , ACORDA! Eu preciso conversar...
- Você mora comigo, amanhã teremos o dia todo pra conversar, tem que ser agora? - falava quase se dando por vencido, ele sabia que o amigo era insistente quando queria alguma coisa.
- Tem! – falou com a voz firme.
- Okay! – disse, se dando por vencido e sentando na cama – Você tem cinco minutos! Depois eu volto a dormir!
- Eu quero ensaiar agora! – falou com um sorri largo no rosto. Como se acordar alguém às três horas da manhã pra dizer que quer ensaiar fosse algo super normal.
- O QUE? – perguntou, irritado – Você deve tá ficando louco, só pode ser! Você viu que horas são? Vai dormir, , ou sai de casa e vai procurar alguma garota porque, na boa, você tá ficando louco...
- Mas é que eu to ansioso pro show, tô com medo de fazer feio, de errar em alguma coisa! – começava a explicar – E eu queria aproveitar que a deve estar acordada agora, e por isso eu não consigo sonhar com ela pra ensaiar. Assim eu vou poder dormir durante o dia e me encontrar com ela, sabe... Se ela está acordada agora de madrugada provavelmente ela vai dormir durante o dia! – Ele completava, como se o que ele estivesse falando fosse super natural e merecesse total atenção do amigo.
- , na boa... – começou, colocando a mão no ombro do amigo, que estava sentado na ponta da cama e dava um longo suspiro, como se estivesse procurando as palavras certas pra falar. O amigo estava mesmo enlouquecendo, e na falta das palavras certas ele disse a única coisa que lhe veio à mente – VAI SE FERRAR! – Ele falava, agora no ápice da sua irritação, enquanto se levantava da cama, pegava o pelo colarinho da camisa e o arrastava até a porta, jogando pra fora do quarto e trancando a porta.
- Grosso imbecil... – reclamou sozinho enquanto se levantava e ia pro estúdio. Se não queriam ensaiar com ele, muito bem, ele iria ensaiar sozinho! Se depois o show saísse uma droga ninguém ia poder botar a culpa no aqui.
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Bendito seja quem inventou a Starbucks que funciona 24 horas por dia! As meninas saíram da casa da e foram direto pra cafeteria. Além dos seus tradicionais cafés, elas ainda abasteceram a mochila com cookies e bolinhos, assim elas não precisariam ficar saindo todo o tempo da fila pra comprar comida. Ao chegarem ao lugar onde seria o show, elas ficaram surpresas ao ver que não tinha muita gente acampada ali. Havia apenas duas barracas, que deviam ter umas dez meninas mais ou menos. Elas ficariam três dias acampadas ali na fila, mas cada segundo ali com certeza seria recompensado.
As três começaram a tirar as coisas das mochilas e começaram a armar a barraca delas ao lado das outras duas. Tinha quatro pessoas sentadas em frente às outras duas barracas, eles se apresentaram como sendo Lilly, Jack, Victoria e Melina, e se ofereceram pra ajudar as três a montarem a barraca delas, ajuda essa que as meninas aceitaram de imediato. Elas não tinham muita habilidade com barracas.
Enquanto montavam o acampamento, as três descobriram que aquele pessoal já estava acampado ali a mais ou menos dez dias. Na verdade o, grupo da Lilly e do Jack estava ali a dez dias, e o grupo da Vick e da Mel estava a oito.
também gostaria de ter ficado acampada mais tempo, mas ela não conseguiria ficar tanto tempo afastada do trabalho por conta de um show, três dias foi o máximo que ela conseguiu de folga.
Lilly e Jack eram namorados. Jack nem gostava de McFLY, na verdade e estava ali apenas pra acompanhar a namorada, assim como o seu primo Charlie, que estava dentro da barraca com a namorada Britty e a irmã dele, Nick. A Britty, além de namorada do Charlie, também era irmã da Lilly, grupinho confuso de se descrever, né?
achou isso muito legal da parte dos garotos, ficarem dez dias acampados na fila apenas para que as namoradas não ficassem sozinhas.
– Você não vai achar tão legal quando o Charlie e a Britty ficarem sozinhos na barraca, eles estão achando essa experiência muito excitante, se é que você me entende... – Lilly falava, fazendo Jack, Vick e Mel rirem, e as outras três ficarem um pouco constrangidas.
Já o grupo da Vick e da Mel era composto apenas por meninas. Dentro da barraca estavam Lauren, Miranda e Susanna, as meninas tinham entre 15 e 17 anos. se perguntava como a mãe delas as deixou ficar acampadas tanto tempo sozinhas.
Os outros dois grupos estavam bem entrosados, afinal estavam ali há muitos dias, pelo menos as pessoas que estavam fora da barraca eram bem divertidas e não demorou muito para que as três já tivessem conversando e rindo com eles, como se todos fossem amigos de longa data.
- Eu imagino que vocês não estejam com sono ainda, mas eu acho melhor vocês começarem a se revezar pra descansarem porque quando amanhece fica impossível dormir. – Sugeria Lilly, e as três logo começaram a se organizar pra ver quem ficaria de guarda e quem iria dormir. Como andava tendo problemas de insônia, ela optou por ficar de guarda enquanto as outras duas dormiam. Se ela não conseguia dormir na sua cama confortável, era pouco provável ela conseguir dormir naquela barraca.
A noite correu sem problemas. acabou ficando acordada a noite inteira conversando com os ocupantes das outras barracas e, quando amanheceu, ela já havia conhecido todos os seus ‘companheiros de fila’ e estava vendo que aquele tempo na fila ia ser mais divertido e passar mais rápido do que ela imaginava.
Conforme as horas passavam, pôde perceber porquê de dia era impossível dormir por ali. Aquela rua era super movimentada, eram pessoas indo e vindo o dia inteiro. Haviam pessoas que tentavam comprar ingressos para o show da noite seguinte, ingressos esses que já estavam esgotados há semanas, tinham os curiosos que ficavam passando por ali e olhando os ocupantes das barracas como se eles tivessem sérios problemas mentais por estarem ali na fila. Pouco a pouco a fila ia crescendo, como imaginara as pessoas costumavam chegar uma noite antes do show, e ela, que chegou duas noites antes, estava em uma enorme vantagem. A coisa mais emocionante que aconteceu durante aquele dia foi uma equipe de filmagem que apareceu ali e entrevistou as pessoas na fila - provavelmente a entrevista seria exibida nos jornais durante todo aquele dia.
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levantou cedo naquela manhã. Depois que saiu do seu quarto, ele não conseguiu dormir muito bem. O amigo estava tão preocupado com aquele show e, mesmo ele não tendo comentado nada, tinha certeza que a tal garota dos sonhos tinha alguma coisa a ver com isso. Como ele não tinha conseguido dormir mesmo, depois de um tempo que o sol havia nascido ele se levantou e foi acordar e . Se estava assim tão desesperado por um ensaio, ele não via porquê não ensaiar, ele já estava acordado mesmo.
O garoto encontrou um pouco de dificuldade em acordar e . Por que as pessoas tinham que ser assim tão chatas pra acordar, hein? Era o que ele se perguntava enquanto arrancava os dois da cama. Foi até a cozinha e pediu que preparassem um café da manhã e levassem no estúdio, assim eles podiam ensaiar um pouco antes do café.
Eles estavam entrando no estúdio quando viram saindo bocejando e com umas olheiras enormes.
– E aí, dude, eu acordei todo mundo para a gente poder ensaiar como você queria! – falou, dando um sorrisão com aquele ar de bom menino que havia feito uma boa ação e agora esperava a visita do Papai Noel.
- Nada disso, agora é a hora da soneca! – falou, indo em direção ao seu quarto, fazendo e lançarem olhares fuzilantes para .
- COMO ASSIM? Você não queria ensaiar, ? – falou, parando em frente ao amigo e o impedindo de entrar no quarto.
- Eu queria ensaiar aquela hora, agora eu já ensaiei a noite toda e vou tirar a minha sonequinha... Melhor vocês ensairem, porque, man, eu tô realmente muito bom! – falou, convencido, enquanto afastava e entrava em seu quarto, trancando a porta e ignorando completamente os gritos de , que estava tomando vários tapas na cabeça de e . Justo eles que eram sempre a mamãe e o papai da banda!
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até sentiu um pouco de sono durante o dia, mas era só ela entrar na barraca que o sono ia embora. Além de não estar na sua cama, estava excitada demais pra dormir. Não excitada como o Charlie e a Britty na barraca ao lado, é claro, mas ainda assim ela não conseguia dormir. Ficou ali deitada por um tempo, apenas pra deixar o corpo descansar, o barulho de vozes e risadas do lado de fora deixavam curiosa pra saber o que estava acontecendo lá fora. Era como se o tempo que ela passasse lá dentro fosse um tempo perdido. E por fim ela decidiu sair da barraca e curtir a sua falta de sono lá fora, onde ela poderia rir um pouco, pelo menos.
Conforme foi se aproximando a hora do almoço, as pessoas começaram a se revezar para irem até o McDonald’s mais próximo. Foi só aí que se deu conta do quanto a fila estava grande, e agradeceu mentalmente por ter chego duas noites antes de todas aquelas pessoas.
Assim como na noite anterior, o dia passou mais rápido do que esperava. As pessoas ficavam conversando, cantando, rindo, todos estavam contagiados pelo clima de show. Andando pela fila conheceu os mais variados tipos de pessoas de todas as idades, e algumas vinham de lugares da Inglaterra que nem sabia que existiam. Durante a noite tudo ficou mais legal, a cada hora chegavam mais e mais pessoas, e a expectativa aumentava. Faltavam 24 horas pro show e as pessoas não se aguentavam de tanta ansiedade, os grupos à frente do seu nem estavam se revezando pra dormir, toda aquela noite iriam ficar acordados, incluindo .
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Há quantas noites ele não conseguia dormir? se revirava na cama com se ele estivesse às vésperas do seu primeiro grande show. Claro que ele sempre ficava ansioso antes de um grande show, mas ele não se lembrava da última vez que ficou tantas noites sem dormir por causa disso.
Ele olhava o relógio ao seu lado. Demorou um pouco até que os números vermelhos entrassem em foco e ele pudesse ver que horas eram. O relógio marcava pouco mais de uma da manhã - talvez estivesse passando alguma coisa legal na TV, ele pagava tantos canais que pra alguma coisa eles tinham que servir.
Passava distraidamente pelos canais quando viu uma reportagem sobre a fila que já havia se formado pro show. sempre gostava de ver essas reportagens que falavam sobre a repercussão do McFLY no país, às vezes ele custava acreditar que a banda dele havia crescido tanto assim. E foi enquanto ele estava perdido nos seus pensamentos sobre o quanto a banda havia evoluído nos últimos anos que ele pensou ter visto um rosto conhecido na fila do show: . Então ela iria ao show, ele estava com a razão! Ele assistiu toda a reportagem na esperança da garota aparecer mais uma vez, dela ter dado uma entrevista, quem sabe? Mas a reportagem chegou ao fim e mesmo a câmera tendo focado várias outras vezes o grupo onde ele pensou tê-la visto, ele não viu mais nenhuma vez a sua garota misteriosa. Será que ele estava mesmo enlouquecendo? Ele tinha que conferir.
se levantou apressadamente, calçando os chinelos e indo até o quarto de , abrindo a porta e encontrando o amigo largado na cama, dormindo. Se bobear ele estava até mesmo babando no travesseiro. Como conseguia dormir tanto?
- , ... – Ele chamava o amigo exatamente como ele fez na noite anterior.
- Confesse, , você esta apaixonado por mim! – falava de olhos fechados, na esperança de no seu quarto novamente ser apenas um sonho ruim, e se ele continuasse ali, bem quietinho, logo o sonho ruim ia passar.
- Claro que não, seu gay! Eu estava pensando...
- OH, ELE PENSA! – Interrompeu , ficando deitado na cama e pronto pra ouvir mais um bla bla bla do . Quanto mais rápido o amigo falasse, mais rápido ele terminava e mais rápido voltaria a dormir. Belo raciocínio!
- Idiota! É que ontem você disse que eu devia sair pra procurar garotas e bom... Eu tô afim de sair pra procurar garotas! – disse.
- Opa, estamos começando a nos entender, dude! – falou, animado, enquanto se levantava e ia até o armário procurar alguma camisa – Acho que o e o vão reclamar de a gente sair assim um dia antes do show pra balada, mas quem se importa? – Ele falava, puxando uma camisa preta de dentro do armário.
- Er, nós não vamos pra balada, ... – falava, olhando os próprios pés.
- Vamos pra um pub? – perguntava enquanto tentava decidir entre uma camisa preta e uma azul.
- Er, não...
- Uma festa? – perguntou, vendo o amigo balançar a cabeça negativamente em resposta - Umas modelos gostosonas convidaram a gente pra uma festinha particular? – Ele já estava ficando preocupado, onde o queria ir?
- Eutavapensandoirfila... – falava rápido, na esperança do amigo não entender o que ele queria dizer e concordar mesmo assim.
- Como, ? Fala mais devagar que eu não entendi...
- Fila, euqueroirnafila. – Ele falou novamente.
- Deixa de ser besta, , a gente nunca pega fila pra nada... – falou, balançando a cabeça e rindo de leve, onde já se viu o amigo querer ir pra... – FILA! Você tá mesmo ficando louco? Você viu quantas pessoas tem naquela fila e você simplesmente resolve dar uma voltinha por lá! – falava, indo até o amigo e colocando a mão na testa dele, como se quisesse verificar se ele estava com febre ou algo parecido – Você está começando a me preocupar!
- É que eu queria encontrar a e eu sei que ela esta lá... – se justificava, como se isso realmente fosse adiantar alguma coisa.
- , , ! Você tá ficando louco, cara, na boa! – falava pegando o amigo pelo braço e o jogando na sua cama com uma certa violência.
- , o que você fazer? – perguntava um pouco assustado.
- Você vai ver! – respondeu, dando uma risada meio maliciosa, o que realmente fez se assustar. Será que era mesmo gay?
Quando se deu conta do que estava acontecendo, já estava com um dos braços amarrados na cama e, por mais que ele se debatesse, ele não conseguiu evitar e acabou ficando com os dois braços amarrados. Meu Deus, será que iria estuprá-lo?
- Agora, seu louco, você vai ficar aí amarrado a noite toda e eu vou dormir no seu quarto! Aí você não me acorda mais e nem tem idéias malucas! – Ele falava enquanto cobria o amigo. Sabe, andava fazendo um pouco de frio e ele não queria o amigo resfriado, ele era um bom amigo, afinal de contas – Ir até a fila, francamente... – Ele falava enquanto saía do quarto.
Ufa, não era um estupro, afinal!
Capítulo 12 - O melhor show de todos.
Aquele foi um dia longo, tanto pra quanto para . Mesmo estando entretida e se divertindo muito na fila, para o dia se arrastou. Cada minuto pareciam horas e nada conseguia distraí-la: naquela noite ela veria pela primeira vez, e isso a deixava cada vez mais ansiosa e eufórica. A menina andava de um lado pro outro, estava mais agitada do que nunca. Do outro lado da cidade, teve um dos seus piores dias. Como se não bastasse a responsabilidade de fazer um show que agradasse milhares de fãs e a possibilidade de encontrar a garota dos seus sonhos, ele ainda passou o dia todo amarrado na cama. ficou com tanto medo de o amigo cometer uma loucura e ir até a fila procurar a tal garota que achou mais seguro mantê-lo amarrado. O difícil mesmo foi explicar pra e o porquê de estar amarrado na cama ao invés de ensaiando junto com eles, e mesmo tentando muito, teve a impressão de que a desculpa de que aquilo era um novo tipo de relaxamento que o estava fazendo antes do grande show e que ele havia escolhido o quarto de ao invés do seu pra isso, alegando que o quarto de tinha uma energia melhor, não convenceu muito.
Enfim, tanto pra quanto pra , aquele dia ficaria conhecido como o ‘dia mais longo do ano’, com toda a certeza.
quase pulou de alegria quando e deram a idéia delas desmontarem a barraca e levarem as mochilas até o carro de , que estava em um estacionamento próximo. O fato delas estarem desmontando o acampamento indicava que dali a algumas horas ela estaria frente a frente com o , se ela tivesse sorte.
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- Anda, , passagem de som! – Anunciava enquanto entrava no quarto dele pra soltar o amigo, que, ao ver entrando, começou a se debater na cama e gritar enfurecido. Quem o achava que era pra mantê-lo amarrado durante um dia inteiro?
- Eu vou te matar, , EU JURO QUE EU VOU! – Esbravejava enquanto tentava mais uma vez soltar o braço do lenço que o mantera amarrado durante todo o dia.
- Opa, opa... Calminha aí, ! – Falava , usando um tom de voz calmo enquanto soltava um dos pés do amigo e, imediatamente, se desviava do chute que tentou lhe dar ao ter uma das pernas soltas – Se você continuar assim, bravinho, eu acho que o grande show da noite não vai ter um guitarrista, e a sua garota dos sonhos vai ficar chateadinha. – empregou toda a ironia possível nessa ultima parte da frase, ele realmente achava que o amigo estava enlouquecendo. Talvez depois do show eles pudessem reunir algumas garotas e fazer uma festinha pra que o pudesse esquecer de uma vez por todas dessa garota misteriosa.
- A ... – A simples menção desse nome era capaz de fazer se acalmar. Ele parou de se debater e deixou que o soltasse. Talvez ele estivesse mesmo enlouquecendo. Como ele podia nutrir esses sentimentos por uma garota que ele nem sequer sabia quem era? Às vezes ele ficava pensando nisso e se sentia até mesmo idiota, mas era só ele se lembrar dos sonhos, do sorriso dela e da magia deles dois juntos que ele tinha a certeza que, mais cedo ou mais tarde, eles iriam se encontrar.
- Isso, isso, a . – falava pausadamente, como se ele estivesse falando com uma criancinha. Se bem que aquela cara de bobo com aquele sorrisinho patético que o trazia estampado no seu rosto lembrava e muito uma criancinha - Agora eu vou soltar a sua outra mãozinha e nós vamos sair e ir para o lugar onde vai ser o show. MAS EU TÔ AVISANDO: se você fizer alguma gracinha, sair correndo ou qualquer coisa assim, eu não deixo você tocar pra , estamos combinados...
- NÃO! – gritava meio desesperado só de se imaginar sendo impedido de tocar pra . Como é ridículo esse . Como pode passar pela cabeça dele que o vai impedí-lo mesmo de tocar!
- Menino mau, não grita comigo! Vou ter que te amarrar de novo! – falava como se realmente tivesse ficado ofendido com o grito do .
- Não, por favor, não! Eu preciso tocar pra ! – implorou! Essa é uma cena que se sairmos contando por aí ninguém vai acreditar.
- Tudo bem, eu te solto... Mas você não vai fazer nenhuma gracinha, estamos combinados? - Perguntou , voltando a desfazer os nós que haviam deixado o pobre garoto preso durante todo o dia.
- Tá...
- Ah, eu não tô gostando não! Estamos combinados, mocinho? – Perguntou em uma imitação perfeita de uma mãe impondo regras antes de um passeio, o que era muito estranho, se pararmos pra pensar que e são a mãe e o pai da banda, e e , os filhos pentelhos. Só não me perguntem se a mãe é o ou o , que isso eu não sei responder.
- Tá, estamos combinados! – respondeu , já eufórico com a possibilidade de se ver livre dos lenços e da cama. E não deu outra, assim que o moreno se viu livre da cama ele começou a correr em volta do quarto, balançando os braços e gritando: – LIVRE, LIVRE, LIVREEEE! – E essa atitude só fez com o balançasse a cabeça negativamente, se arrependendo do momento em que resolveu soltar o amigo.
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- Ah, meu Deus, é agora! Vai começar! – Exclamava enquanto se segurava firmemente na grade. Ela não iria se soltar daquele lugar por nada. Olhava pros lados, vendo e agarradas à grade com a mesma cara de excitação, os mesmos olhos brilhando, era visível que elas estavam tão ansiosas quanto ela pelo show. As outras meninas que ela havia conhecido na fila estavam ali próximas a ela também - na verdade só algumas delas, porque o grupinho da barraca da Vick e da Melina havia corrido pro lado oposto ao delas. Na verdade elas haviam corrido pro lado em que queria estar, o lado esquerdo do palco, que normalmente era ocupado pelo , mas naquela correria que começou na hora que elas entraram, ficar na grade do lado direito era melhor do que longe da grade do lado esquerdo, certo?
- Eu tô começando a ficar com ciúmes... – Reclama um dos garotos, talvez Charlie ou Jack, não conseguiu se virar pra ver quem era porque, naquele momento, as luzes se apagaram e gritos começaram a ecoar por todo o lugar. Finalmente ela iria ver o McFLY e, principalmente, iria ver !
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entrou correndo no palco. Ele estava ansioso pelo show como ele nunca esteve. Eles tinham combinado uma ordem de entrada, mas assim que receberam o sinal de que poderiam entrar no palco, saiu correndo sem se importar com a tal ordem, aquilo era uma banda de homens e essa coisa de entrar em fila é pra bandas gays, falo mesmo! Ele passava os olhos pela multidão, quantas pessoas estariam ali? Onde estaria a sua ?
- O está realmente muito animado com o show! – Falou no microfone, enquanto alguém entregava a guitarra que ele havia se esquecido de pegar na euforia de entrar logo no palco. Com certeza eles já haviam cumprimentado o público e sequer havia se dado conta disso, ele estava passando os olhos pela platéia à procura da sua garota e só prestou atenção no que os amigos estavam falando quando ouviu o seu nome e o roadie batendo no seu ombro pra entregar a guitarra.
- Sim eu estou muito feliz com o show! – Ele falou, agora arrumando a guitarra e olhando mais uma vez a platéia. Será que a sua garota estava no fundo? Ele jamais conseguiria vê-la assim! – E eu gostaria de dar um oi pra galera do fundo! – Ele começava a falar ouvindo a ‘galera do fundo’ gritando enlouquecidamente – Será que o pessoal da frente pode abaixar um pouquinho? – Ele pedia como se fosse a coisa mais natural do mundo. A maior parte da platéia começou a rir, mas , e provavelmente começaram a encará-lo surpresos com o que ele havia falado.
- AH, MAS ESSE É COMEDIANTE MESMO! – falou, tentando disfarçar a preocupação enquanto encarava , imaginando se não era o caso de levarem-no direto pro manicômio após o show.
- Vamos parar de bla bla bla e vamos logo pra música, que esse pessoal aqui veio ver coisa boa! – falava animado, fazendo a platéia gritar mais ainda, e os gritos só aumentaram quando as primeiras notas da música começaram a dominar o lugar.
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assistiu tudo maravilhada. Ela ainda não estava conseguindo ver muito bem, mas ela sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria para aquele lado. Ela cantava animadamente e se revezava com as amigas pra tirarem as fotos, afinal, nenhuma delas queria perder nenhum momento daquele show. Os garotos eram ainda melhores do que ela podia imaginar. Nenhum vídeo, nenhum cd, nada, absolutamente nada se comparava à sensação de ver um show do McFLY ao vivo. Eles tinham uma energia contagiante no palco. Elas já estavam eufóricas pela situação, mas a cada palavra, a cada nota a excitação delas e das outras pessoas ao redor parecia aumentar, era impossível ficar parado, era impossível não se sentir bem naquele lugar.
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Eles já haviam tocado umas três músicas e ainda não havia avistado a sua garota. Ele estava tão empenhado na sua busca que tinha até mesmo errado algumas notas, por sorte foram erros tão bestas que nenhum dos seus companheiros de banda percebeu. Ele quase podia ver gritando com ele caso ele cometesse um erro realmente grosseiro.
já tinha visto todas as meninas que estavam em seu campo de visão, e alguma coisa dizia que ela estava do outro lado, do lado do palco que sempre era ocupado pelo . Era uma tradição deles, desde o primeiro show que fizeram juntos eles tocavam naquela ordem, e, agora mais do que nunca, desejava nunca ter aceitado essa ideia estúpida de ‘lugar da sorte’.
Naquele momento ele não cantava, tudo o que ele tinha que fazer era tocar a sua guitarra e aquela era uma ótima oportunidade pra ir até o outro lado do palco. Eles sempre trocavam de lugar em determinada música para que todos os fãs pudessem ver os garotos, obviamente somente o permanecia no fundo do palco do começo ao final do show, ele costumava falar que era o mais lindo da banda e, como os meninos tinham inveja, o deixavam no fundo... Mas como não era disso que estávamos falando e nem é o o personagem principal dessa história, voltemos ao que, em um ato de desespero, saiu correndo pelo palco. Ele precisava estar do outro lado, ele tinha certeza que a sua garota estava ali.
O problema foi que ele calculou mal a sua corridinha e, no final das contas, ele estava do lado direito do palco, longe do seu microfone e bem na sua parte de cantar. Ele fez a única coisa que passou na sua cabeça, empurrou e dominou o microfone dele, não importava o que acontecesse, ele tinha que cantar aquela parte. O problema foi que o não estava esperando aquela atitude de e acabou caindo no chão quando foi empurrado, e se o amigo não podia parar de cantar ele não podia parar de tocar, o que resultou na cena mais bizarra que o já viu: ele deitado no chão e tocando como se fosse um daqueles rock stars completamente loucos. Pensando bem, rock star ele era, e louco também, e foi com esse pensamento que passou a tocar animadamente pensando seriamente em fazer isso nos outros shows.
Depois do empurrão que ele acabou dando no amigo, achou melhor continuar o show do seu lado do palco. Ele continuava procurando como podia a sua garota, e tinha certeza que ela estaria ali, era quase como se ele pudesse sentir sua presença ali, ele podia sentir entre todas aquelas pessoas olhando pra ele o olhar da sua .
estava tão ansioso para a última música do show, pois ele trocaria do outro lado do palco. O show passou mais rápido do que ele esperava, o que foi um alívio. Claro que ele nunca ficava esperando o fim de um show, mas entendam, aquele era um dia especial, ele precisava mais ficar do outro lado do palco, ele tinha certeza que a garota dos seus sonhos estava lá.
- Pronto, vai pro lado que você tanto quer! – falava enquanto os dois se encontraram no meio do palco, e mesmo que ele não tivesse dito nada já estava com um sorriso de orelha a orelha só de pensar na possibilidade de sua garota estar lá.
Hey, I'm looking up for my star girl
Hey, eu estou procurando minha garota estelar
I guess I'm stuck in this mad world
Eu acho que estou preso nesse mundo maluco
The things that I wanna say
As coisas que eu quero dizer
But you're a million miles away
Mas você está a milhões de quilômetros de distância
And I was afraid when you kissed me
E eu estava com medo quando você me beijou
On your intergalactical Frisbee
No seu Frisbee intergalático
I wonder why, I wonder why
E eu me pergunto por quê, eu me pergunto por quê
You never asked me to stay
Você nunca me pediu pra ficar
começava a cantar enquanto acompanhava as notas na sua guitarra e passava os olhos pela multidão em frente ao palco, exatamente como aquela música dizia ele estava procurando uma garota, a sua garota...
Ooh. So wouldn't you like to come with me?
Então, você não gostaria de vir comigo
Ooh. Go surfing the sun as it starts to rise
Surfar no sol enquanto ele começa a nascer
Ooh. Woah your gravity's make me dizzy
Woah, sua gravidade esta me deixando tonto
Girl I gotta tell ya I feel much better
Garota eu tenho que te dizer, eu estou me sentindo bem melhor
Make a little love in the moonlight
Fazer um pouco de amor sob a luz da lua
começou a cantar. Mesmo que não soubesse ele estava dedicando aquela música pra ela, cada nota era só pra ela, pra sua garota.
Hey, there's nothing on Earth that can save us
Hey, não há nada na terra que poderia nos salvar
When I fell in love with Uranus
Quando eu me apaixonei por Urano
I don't wanna give you away
Não quero desistir de você
'Cause it makes no sense at all
Porque simplesmente não faz sentido
procurava desesperadamente a sua garota. É estranho dizer isso, mas ele podia sentir a presença dela ali, tão próxima a ele. As garotas que estavam à sua frente pulavam, dançavam e empurravam umas as outras, e isso dificultava e muito a visão dos rostos delas. Se ao menos elas pudessem ficar paradas um instante.
And Houston, we've got a problem
Houston nós temos um problema
The ground control couldn't stop them
O controle terrestre não pôde pará-los
I wonder why, I wonder why
Eu me pergunto por quê, eu me pergunto por quê
You never asked me to stay, yeah
Você nunca me pediu pra ficar.
A música já estava chegando à metade, o que significava que o show estava acabando. podia ver algumas garotas chorando na platéia, mas nenhuma delas parecia ser a sua , será que era mesmo tudo um sonho bobo dele?
Ooh. So wouldn't you like to come with me?
Então, você não gostaria de vir comigo
Ooh. Go surfing the sun as it starts to rise
Surfar no sol enquanto ele começa a nascer
Ooh. Woah your gravity's make me dizzy
Woah, sua gravidade esta me deixando tonto
Girl I gotta tell ya I feel much better
Garota eu tenho que te dizer, eu estou me sentindo bem melhor
Make a little love in the moonlight
Fazer um pouco de amor sob a luz da lua
E mais uma vez o refrão, tentava cantar de forma animada. O show tinha que ser perfeito do começo ao fim, essa era uma meta que eles tinham. Mas o fato do final do show estar cada vez mais próximo e a possibilidade dele encontrar a sua garota cada vez mais longe fazia com que ele ficasse meio desanimado.
Fly away, watch the night turn into day
Voar pra longe, ver a noite se tornar dia
Dance on the Milky-Way
Dançar na Via Láctea
Melt me with your eyes, my Star Girl rules the sky
Me derreta com seus olhos, minha garota estelar domina os céus
One, two
Um, dois
One, two, three, four!
Um, dois, três, quatro!
Ele tinha, ele tinha que achar a sua garota. Era estranho, era irreal, mas ele podia sentir a presença dela ali.
Looking up for my star girl
Eu estou procurando a minha garota estelar
I guess I'm stuck in this mad, mad world
Eu acho que estou preso nesse mundo maluco, mundo maluco
The things that I wanna say, but you're a million miles away
Mas você está a quilômetros de distância
Eu estou procurando a minha garota dos sonhos, e eu acho que eu estou preso nesse mundo maluco, mas você não está a quilômetros de distância. Uma pequena alteração na letra da música não cairia mal, será que os meninos se importariam?
Ooh. So wouldn't you like to come with me?
Então, você não gostaria de vir comigo?
Ooh. Go surfing the sun as it starts to rise
Surfar o sol enquanto ele começa a nascer
Ooh. Yeah, wouldn't you like to come with me?
Yeah, sua gravidade esta me deixando tonto
Girl I gotta tell ya I feel much better
Garota eu tenho que te dizer, estou me sentindo bem melhor
I can't get enough of you
Não consigo me cansar de você
Galaxy defenders, stay forever
Defensores da galáxia, fiquem pra sempre
Never get enough of you
Nunca me canso de você
já havia desistido de encontrar a sua garota, mas ainda assim ele cantou ultimo refrão com vontade, como se ele a estivesse convidado a ‘vir com ele’ e aquela fosse a última chance que ele teria que fazer isso. Ele apertava bem os olhos e cantava com vontade, mesmo que ele não a encontrasse naquele dia ele nunca se cansaria da sua garota dos sonhos.
A música havia terminado e ele ouvia os gritos e aplausos da multidão, o show havia terminado, a sua chance havia terminado... Ele abriu os olhos lentamente e fixou o olhar em um ponto à sua frente, e ele pode ver, surgindo da multidão de garotas que se empurravam tentando ter uma visão melhor do palco, a sua garota, linda como era nos seus sonhos. A sua estava ali e ele sabia que era real, seus olhos encontraram os dela e ele sabia que aquele brilho no olhar e aquele sorriso que ela tinha não podiam ser um sonho, eram ainda mais perfeitos do que em sonho.
- Ela é real, e é ainda mais linda! – disse, sem perceber, no microfone, e a sua voz ecoou por todo o salão, provocando mais uma onda de gritos, mas ele não estava prestando atenção em nada. estava falando, provavelmente fazendo uma piada com o que ele havia acabado de dizer, mas ele não se importava, ele só queria ficar olhando pra sua garota. Ela estava tão perto, talvez se ele se esticasse um pouco ele poderia tocá-la.
tinha passado o show inteiro observando , os seus erros e o seu comportamento estranho. O amigo não tinha mesmo tirado aquela história de garota dos sonhos da cabeça. Ele até suportou o fato de ter sido jogado no chão, aquilo foi até divertido, pra falar a verdade, mas agora havia mesmo pirado de vez. Quando se virou pra olhar o amigo uma última vez, esse estava ajoelhado no palco com o corpo todo esticado em direção a platéia. Ele estava mesmo louco? Iria se jogar ou o que?
saiu correndo em direção ao amigo, derrubando o mesmo no chão e fazendo-o sair do que parecia ser um transe.
– Que? Como? Onde? ! – falava confuso enquanto arrancava a sua palheta e ia até um microfone no centro do palco.
- O esqueceu que, na tradição, sempre sou eu que jogo a palheta dele, e não ele! A minha quem joga é o ! Né, !? – falava, enquanto jogava a palheta pro , que a cada segundo entendia menos o que estava acontecendo entre e naquele show.
- É sim, e viva a tradição!..? – falava meio confuso, atirando a palheta de na platéia e vendo um monte de meninas brigando por ela.
- E agora a palheta do ! – falava animado, jogando a palheta do mesmo para a galera e correndo em direção a , tirando o amigo do palco, sabe-se se lá que loucuras ele poderia fazer.
- Hey, quem joga a minha baqueta? – O perguntava confuso pra e , deixando sozinho no palco pra se despedir dos fãs que haviam ido assistí-los naquela noite.
Capítulo 13 - Quando homens e mulheres sonham juntos.
- NÃO ACREDITO... NÃO ACREDITO! - ainda berrava enquanto era afastado por e, a cada minuto, ficava ainda mais longe da garota que ele tanto queria. Será que era tão difícil dele aceitar que ela existia? existia e ele ia atrás dela, não importava o quanto isso parecesse loucura. , por outro lado, estava furioso com o amigo. Primeiro teve que amarrá-lo na cama, depois ele dava uma de louco o show inteiro, errando até mesmo músicas que eram super simples. Se para não importava o quanto ele parecia louco, para não importava o quanto o amigo fosse espernear, ele ficaria de castigo! E sim, vocês leram certo....
- DE CASTIGO, ! - disse, jogando-o para dentro do camarim e fechando a porta atrás de si. Já esperava que e viessem, mas mesmo assim ele passou a tranca - O que deu em você, seu maluco? Errou músicas, me jogou no chão e agora quase que se joga no meio de fãs! , sabe o que podia acontecer se essas meninas te puxassem?
Por um momento, encolheu os ombros. Não tinha reparado em como estava totalmente alucinando desde o dia em que combinaram esse show, ainda bem que ele conseguira ver sua porque senão ele mesmo se colocaria em uma clínica para loucos.
- Desculpa, pronto, me desculpei, agora me deixa sair daqui! - ainda tentava alcançar a porta enquanto o tacava para longe da mesma.
- Falo sério, , você não sai daqui hoje! Está me assustando, man. - Aquilo foi sincero, nunca tinha visto o amigo daquele jeito por nenhuma garota que era real. Ele já tinha visto com mulheres super gostosas, namorando garotas incríveis, mas ele parecia débil mental agora! Uma mulher que deixa um homem assim só pode ser encrenca, ainda mais quando ainda não tem certeza da existência desse ser vivo.
_________________________
estava boquiaberta. Podia jurar, não, jurar não porque ela sabia! tinha se esticado para pegar em sua mão, ele estava falando dela quando disse que ela era real, a amava! Seu coração bombeou sangue para tudo quanto era lado, cada canto de seu corpo preenchido com aquela sensação de “novo”. Era tanta adrenalina que nem percebeu seus atos, pensem comigo, ela tinha olhado nos olhos de , tinha o visto se aproximar dela e estava tão perto! Podia jurar ouvir seu nome saindo da boca dele, e seu nome nunca tinha ficado tão lindo sendo pronunciado por alguém.
- ? - cutucou a amiga, que começava a ficar vermelha e depois branca, como se tivesse se assustado, não estava entendendo nada - Amiga?
- ... - A voz da menina saiu tão fraca que ela mau se ouviu, ainda tinha mil meninas gritando, e pareciam discutir algo sobre uma baqueta e uma palheta e....tanto faz - Você viu, ? Eu sabia... eu sabia que meus sonhos com ele não eram só sonhos.
- Que? , do que você tá falando, meu Deus? - Claro, não ia adiantar nada falar com ou , com quem quer que seja, ninguém acreditaria na menina, mas mesmo assim ela tentava.
- Ele me viu, , ele ia me dar a mão dele! Juro. - ainda olhava fixamente para o palco, que estava a centímetros de seu corpo - Preciso falar com ele! Tenho que falar que eu também sonho com ele!
começou a se esticar na grade e, por um milagre, conseguiu botar uma de suas mãos no palco, fazendo força para que seu corpo inteiro fosse até aquele bendito palco de madeira.
- , SAI DAÍ MENINA LOUCA! - , que não estava prestando muito atenção na conversa das duas amigas, pois ainda estava babando pelos dois meninos que brigavam pela baqueta (vulgo e ), berrou assim que viu o olhar daqueles dois meninos para a garota que tentava subir no palco. E que surpresa quando ela viu que essa menina era sua amiga.
- AIN, PAINHO! Olha amiga, eu sei que esse negócio de sonho subiu à sua cabeça, mas o tava olhando pra todo mundo! Você não ouviu a piadinha do assim que ele falou alguma coisa de ”garota, linda”? - começava a falar enquanto segurava a perna de , aquela posição era muito precária para que a garota caísse - Ele disse: “HAHA... Faz tanto tempo que o não transa que é só ver garota pra atiçar seus hormônios.” - repetiu as exatas palavras de , tentando fazer uma imitação barata de sua voz.
- Mas , não acho que o não faça sexo há muito tempo, sabe? - comentou, entortando a boca, se esquecendo por um momento que estava com a metade do corpo no palco e a outra metade na platéia.
- , se não... é pra ajudar... não atra... palha! - dizia, ainda segurando as pernas da amiga, que pareciam cada vez mais pesadas, deixando até mesmo a voz da garota falhar - !
- Tô quase! - A garota falava, se puxando mais uma vez para o palco. Parece que demorou, mas não demorou mesmo, foi tão rápido que e ainda não tinham saído do estado “meu Deus, tem uma menina subindo no palco” assim que se levantou, arrumando a blusa como se tivesse todo o tempo do mundo, e virou os seus olhos para os dois meninos, que seguravam uma baqueta. A garota jogou um sorrisinho um aceninho e saiu correndo. Super normal. Isso acontece TODO DIA.
Imagina se isso não foi um choque para os meninos que, na mesma hora tacaram a baqueta para cima, seguindo atrás da garota. Eles esperavam ser atacados pela garota, e não que ela corresse dos dois. Ainda assim, se ela ficasse ali, as outras meninas iam achar que podiam sair subindo em palcos. Errado, muito errado.
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- VOLTA AQUI, GAROTA! - berrava enquanto corria atrás de , fazendo com que e parassem de discutir.
- PEGUEI ELA. - falou, e os olhos de se arregalaram, será? O garoto tentou chegar à porta mais uma vez e foi barrado por .
- , sério, vamos a um bar de strippers, ok? Pro seu bem! - disse por fim, ficando mais perto da porta e com uma certeza na voz que fazia parecer que um bar strippers era o remédio de tudo.
- , só me deixa... Eu sei que a vi. Ela é real. - O garoto dizia isso segurando nos ombros de , nunca tinha se sentido tão angustiado.
- , tem uma diferença grande entre ver e enxergar, sabia? - falava, tirando as mãos do amigo de seus ombros e se afastando um pouco.
- EU SEI, e desde quando você é filósofo? Que merda, eu só... me deixa só... – Não, ele não deixou, antes que você diga “abracadabra” tinha aberto e fechado a porta, deixando um trancado totalmente abestalhado.
Na mesma hora, o garoto foi até a porta e começou a bater na mesma, berrando:
- ME TIRA DAQUI! EU NÃO TÔ LOUCO! - Se pudesse responder a isso ela com certeza responderia, mas tente fazer isso com uma meia fedida do na sua boca e uma fita adesiva prendendo aquela coisa fedida. Nossa, dá até enjôo só de pensar. Com certeza esse não é o tipo de coisa na qual se gabará de ter conseguido dos McGuys, imagine só: “Nossa, o já botou a meia dele na minha boca! Tem gostinho de queijo.” – ECAAAAA.
Agora não tinha mais jeito, estava preso em um camarim abafado e ele tinha certeza que sua menina era real, só precisava sair dali... Olhou em volta daquele quarto, que não era muito pequeno, mas ainda assim lhe dava falta de ar, e viu uma saída de ar. Ótimo, se aquele quartinho lhe parecia sufocante, nem queria imaginar aquela saída de ar, mas era sua chance. Quando estamos a ponto de perder fazemos de tudo para conseguir.
Por isso, o garoto tirou a tampa da saída de ar e começou a se arrastar pelo tubo, que, diga-se de passagem, era um tanto pequeno para ele.
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- ARGAAHHHARHH. – Sim, essa foi a tentativa frustrada de tentando falar com aquela coisa nojenta em sua boca. segurava o braço dela de um lado e de outro enquanto eles a arrastavam para um outro camarim. Aquela casa de shows tinham vários camarins, já que às vezes ocorria de tocar vários grupos no mesmo dia.
- Para de se mexer, menina, a gente te dá um autógrafo, mas você não pode mais fazer isso não, ok? - disse, sentando em uma das poltroninhas que tinha naquele camarim e tirando a meia da boca da garota.
- Não acredito que você pegou minha meia, ... - disse, enquanto pegava a mesma das mãos do amigo e a avaliava, vendo se não estava muito babada - Eca...
- Você diz eca? Imagine eu! - disse, ligeiramente nervosa. Podia amar o McFLY, mas isso já era demais, não acham?
- Nossa, desde quando fãs reclamam de meias dos ídolos? - A voz de saiu toda afetada. Se a garota não estivesse totalmente nervosa com aquilo com certeza teria rido e ainda falado “SEU GAY”, mas ela queria mesmo ver .
- Eu posso falar com o ? - disse na lata. e se entreolharam franzindo a testa, não era legal quando eles também não tinham meninas correndo atrás deles. Claro que cada garota sempre corre mais atrás de um menino, mas elas nunca dispensaram os outros como aquela ali estava fazendo.
Na mesma hora, botou a mão no bolso pegando umas máscaras. Parecia que alguma linha de produtos estava fazendo máscaras do McFLY - não tinham mais o que inventar. Mesmo assim, se amarrou nas coisinhas e pegou uma de cada menino. Ele botou a máscara do e disse:
- Sou ... Quer um beijinho? - entortou a boca, estava louca para rir, mas não tinha tempo para brincadeirinhas, queria ver seu , poxa, era pedir muito?
- , por favor! - Aquilo realmente abalou os meninos. Nunca tinham visto uma menina ser tão... sincera é a palavra? Bem difícil dizer, mas tinha algo nos olhos que era puro, a vontade de ver , parecia que ela o conhecia de longa data porque eles podiam jurar que já tinham visto esse brilho nos olhos do amigo.
- Vamos nessa, garota. - disse, se rendendo àquele olhar e puxando a menina para o camarim deles. Seria agora que ia conhecer e finalmente concluir que eles sonhavam um com o outro há tempos?
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Faltava tão pouco pra ele chegar do outro lado, e ele tinha que ficar entalado logo agora? Uns falariam “bem feito”, mas fala “SOU UM AZARADO”. Poxa, ele não pedia muito, só queria encontrar com uma menina que era linda, maravilhosa e ele afirmaria que também era cheirosa e... ok, , concentração.
O garoto começou a fazer uma força suprema para desentalar seu corpo daquele tubo, e por um milagre que eu não sei lhe explicar ele conseguiu! Foi tanto “conseguir” que seu corpo voou para fora da saída de ar e sim, ali tinha uma tampa também! Uma tampa que foi tirada por nada mais nada menos que a cabeça de !
Pode apostar essa foi a pior batida que o garoto já levou. abriu de leve os olhos tentando se levantar, mas sua visão estava embaçada e ele sentiu que estava escorregando para o chão mais uma vez.
- AAAAAAAAAAHHHHH! - Isso com certeza só piorou a dor de ! Um bando de meninas loucas correndo em sua direção. O garoto tentou correr, mas do jeito que estava foi facilmente alcançado por uma delas que o segurou, dando-lhe apoio.
- Não, não me mate! - dizia enquanto caía novamente no chão. Levou sua mão até onde sua cabeça estava latejando e logo percebeu que tinha aberto uma pequena fenda na cabeça e o sangue saia de lá, era tanto que ele não tinha forças para sair daquela posição, o deixando “preso” como as duas meninas que podia jurar que eram duzentas garotas ali na sua frente prontas para atacá-lo.
- UMA AMBULAN... - E essa foi a última coisa que o rapaz ouviu até cair em sono profundo.
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- Estranho, ele devia estar aqui. - disse, coçando a cabeça - parecia mesmo nervoso com ele por causa do show.
- Nossa, acho que você é azarada hein garota. - disse, dando uns tapinhas nas costas de , fazendo com que a menina caísse no sofá.
- Epa, , você bateu forte nela? - perguntou, chegando mais perto da menina e vendo os olhos dela meio vermelhos.
- Não, eu não bati. Calma menina, não precisa chorar! - sempre entrava em desespero quando achava que uma mulher ia chorar. Ele segurou firme nas máscaras dos McGuys e começou a abanar o rosto da menina.
- Quem tá chorando? - entrou no quarto vendo uma menina linda sentada no sofá. olhou para ele com aqueles olhos vermelhos de quem ia chorar e disse:
- Não vou... Eu fiquei... Com so...no... do nada. - Ao falar isso, os olhos da garota se fecharam, ela provavelmente ia achar que foi por ter dormido em barracas, mesmo assim era um sono tão forte como... como se sua cabeça tivesse batido em uma tampa de ferro de um saída de ar.
- Ahnn... - Por um momento, não sabia o que falar, o que aquela menina fazia no camarim não importava tanto - CADÊ O ?!
O que importava era que o tinha sumido.
Capítulo 14 - Minha vida por um telefone.
- MEU DEUS, MATAMOS ELA! – falava desesperado enquanto levava uma das mãos até os cabelos, tentando arrancá-los. Claro que ele desistiu em seguida, não ia ficar bem ele sair dali com um tufo de cabelo a menos, mas eu garanto, ele continuou desesperado! – Eu disse pra você não enfiar a minha meia na boca da garota! Eu toquei com ela o show inteiro! – sentou no sofá ao lado da menina e colocou a mão sobre a testa dela pra ver se ela estava quente. Mas espera, isso fazemos quando a pessoa está com febre, quando a pessoa está morta a gente vê se o coração dela está batendo. Ele pensou em apoiar a cabeça no peito da menina, mas imagina se algum repórter entra ali, além de encontrar uma garota morta, ainda vai ver o debruçado sobre o tórax dela e isso ia ser mesmo muito difícil de explicar, uma fã morta no camarim já ia ser difícil de explicar e ele não queria piorar a cena.
– Mas ... – começava a tentar se explicar, mas tudo o que ele recebeu em resposta foi o esticando o braço na sua frente, fazendo sinal pra que ele ficasse onde estava e não desse uma única palavra, enquanto ele pegava o braço da menina e ia verificar o pulso dela, exatamente como ele havia visto em todos aqueles filmes de médicos. O problema é que ele não sabia verificar pulso nenhum.
- Mas ... – tentava falar mais uma vez, e mais uma vez foi interrompido por um nervoso, que se levantava gritando enquanto encarava – OQUEQUEÉ! Não basta ter matado uma fã, você ainda quer me atrapalhar! Eu não quero ouvir mais nenhuma palavra sua enquanto eu tento fazer uma coisa... e não me pergunte que coisa é. Porque você tá falando tanto que eu não consigo me lembrar de que coisa eu tenho que fazer!
Enquanto isso, cruzava os braços e encarava a cena, soltando uma leve risada e apontando pra garota – Ela não morreu, você não tá vendo que ela não para de falar o nome do ! – E realmente, se pararmos pra prestar atenção, a garota não parava mesmo de dizer , , ... Claro que isso tudo era intercalado por alguns gemidos, que eles esperavam mesmo ser de dor, porque ia ser muito constrangedor ficar ali ouvindo uma garota ter um sonho erótico com o .
- Depois vocês têm a coragem de dizer que eu e o que somos os idiotas! Falando nele, eu vou procurá-lo! – falava, enquanto saía da sala balançando a cabeça negativamente.
- Ah, se ela não morreu nós vamos também, bom sonhos! – Foi a última coisa que o disse antes de sair logo atrás dos outros dois e deixar ali sozinha. O quê? Se ela chegou sozinha até o camarim ela vai conseguir sair!
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- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ CONHECEU O McFLY! – Acreditem se quiserem, a e a conseguem falar essas coisas ao mesmo tempo. Tá, a também consegue, mas ela não parava de chorar e por isso ela não conseguia falar nada. – , eu não consigo acreditar que você conheceu os meninos do McFLY, conversou um tempão com eles, dormiu no camarim deles e ainda fica chorando!
Quem não tiraria a razão da em ficar falando essas coisas? Que garota não gostaria de ficar no lugar dela?
- Eu... eu não acredito... que vocês.. conheceram o ! – Okay, gostaria de estar no lugar delas, eu também não tiro a razão dela!
– Mas , nós ficamos cinco minutinhos com o antes dos seguranças tirarem-no de lá, e você ficou mais de meia hora com os outros garotos, você não vê o quanto você foi sortuda? - falava enquanto entregava um lenço, afinal, se amiga não vai parar de chorar, qual a necessidade de deixá-la toda borrada e molhada? NENHUMA!
- NÃO, eu... queria... o... o ..... !
Alguém aí sabia que a tinha esses pulmões? Porque sério, ela já está chorando há mais de três horas! A orelha do deve estar vermelha de tanto ela falar o nome dele. Ou não, porque ninguém consegue entender muito bem o que ela está falando, foi difícil pra e pra entenderem que aquele gemido agudo que ela estava dando na verdade significava ‘’.
- Eu acho que você está com sorte, , olha isso... – falou, abrindo um enorme sorriso e colocando o notebook em frente à . E olhem só, ela começou a sorrir!
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- Eu não acredito que eu concordei com isso! Eu não acredito! – reclamava enquanto entrava na van que os levariam até o centro da cidade.
– Para de reclamar, , qual o problema em fazer um encontro com as fãs? – perguntava animado enquanto entrava na van, seguido de e . Ele realmente não conseguia entender como o podia estar tão bravo e o tão absurdamente/idiotamente/estranhamente/debilmente feliz com a idéia.
- O problema é que... é que... hum... – Okay, o não podia dizer que o problema é que eles iam ter que ficar o dia inteiro recebendo fãs possivelmente histéricas porque o queria conhecer a sua ‘garota dos sonhos’. Tudo bem que ele tinha batido a cabeça muito forte e tudo mais, só que essa história estava indo longe demais, anunciar em todo tipo de mídia que eles iam estar no shopping dando autógrafos e tirando fotos, SEM CONSULTAR O RESTO DA BANDA, e pior, SEM CONSULTAR O EMPRESÁRIO! Mas claro, o não ia dizer nada disso, principalmente a parte da garota dos sonhos do – Eu estou reclamando porque eu estou com sono! – O que também não era nenhuma mentira. Não eram nem oito horas da manhã e eles tinham feito um show na noite passada, lembram?
- Eu não tô com sono nenhum, eu tive uma ótima ideia e eu tenho certeza que esse vai ser o melhor dia das nossas vidas... Pelo menos da minha vida! – Eu nem preciso dizer que esse comentário animado veio do , né?
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- ESSE É O PIOR DIA DA MINHA VIDA! – Ah sim, vocês não ouviram errado, realmente estava gritando pra quem quisesse ouvir que aquele era o pior dia da vida dela. O que talvez fosse mesmo. Ela trabalhava em uma loja de roupas a duas quadras do shopping onde o McFLY estava em uma tarde de autógrafos - o McFLY -, e ela não conseguia sair porque duas das funcionárias haviam faltado com a desculpa de estarem doentes, aham, doentes, sei! A verdade é que elas deviam ter ido conhecer o McFLY, exatamente como ela queria estar fazendo. Mas ela não era uma vendedora qualquer, ela era a gerente daquele lugar e ela mais do que ninguém tinha que cumprir as suas obrigações e bla bla bla. Não que ela pense assim, quem fez todo esse discurso foi a sua chefe, porque por ela a loja seria fechada durante aquele dia. Será que ninguém conseguia entender a importância que um dia como aquele podia ter na vida dela? Não, com certeza não!
Quer dizer, a e entendiam perfeitamente como aquele dia era importante, porque elas foram para o shopping com a promessa de tentarem fazer o falar com ela, mas sabe, não é a mesma coisa falar com o pelo telefone do que com o pessoalmente. Ela tinha a consciência de que ela havia perdido uma grande oportunidade e tudo porque “a comida precisa ser posta na mesa” - como se fosse ela que pagasse as contas da comida.
Tenho mesmo que comentar, já estava começando a perder as esperanças. Era quase impossível, sempre que tudo indicava que os seus sonhos não eram meros sonhos alguma coisa acontecia e ela não conseguia ver . Não seria ridículo se alguém chegasse para ela e falasse “minha querida, isso é um amor platônico, ele nem sabe que você existe”. E ia falar “verdade”. Mesmo assim ia continuar achando que existe destino no mundo. Pô, se existe destino então ele definitivamente não está a favor da garota. Bem, isso é assunto para outra hora, afinal lá vem mais uma consumidora que não sabe o que é bom na vida, pois ao invés de estar indo ver o McFLY, está ali comprando roupas, pobre alma.
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TIC... TIC... TIC... TIC... TIC... TIC... TIC....
- AI MEU DEUS! , será que você pode fazer o favor de parar com essa caneta? - já estava massageando seus tímpanos a essa altura. Enquanto ele morria de dor de cabeça, parecia totalmente acordado e alerta, assinava os CD’s, camisetas, agendas... Tudo que as fãs botavam na sua frente ele assinava num garrancho e passava para o lado esperando a próxima pessoa da fila.
- Cara, que mal lhe pergunte, como você não está com sono?- Nem foi o que perguntou dessa vez, mas parece que animação inicial de estava passando depois de ver o tamanho da fila.
- Cafeína, MUITA cafeína. Cinco... - Os olhos de se arregalaram quando ele viu mais uma camiseta na sua frente, parecia um drogado.
- Cinco? Tomou cinco copos? - Perguntou , recebendo a camiseta e a assinando, dando um belo sorriso para a máquina fotográfica da menina que estava tremendo na sua frente.
- Baldes...
- O QUÊ? - Adoro unísono.
Claro que aquele “berrinho” dos meninos assustou um pouco as duas garotas que eram as próximas da fila. Elas estavam, sem sobra de dúvidas, contentes em ver os meninos, mas não faziam idéia se aquele grito tinha sido pra elas. Quando olhou para as meninas, deu um salto da cadeira.
- AHHH...
- AHHHH... - Elas acompanharam o berro dele. Reflexo, sabe como é.
- Que é isso, . - deu um pedala no amigo e o puxou para cadeira - Pirou de vez, foi?
- Meninas... Assassinas... AH! - Alguém aqui lembra que nosso amiguinho viu algumas meninas correndo em sua direção depois de ter batido a cabeça? Então... O bando de meninas na verdade eram apenas duas, mais conhecidas como e .
- Ei, não somos assassinas, íamos te ajudar. - disse, botando a mão na cintura, mas perdendo totalmente a compostura ao ver o olhar de pousando nela. Ulalá, eles eram definitivamente melhores ao vivo! As meninas deram suas camisetas para serem assinadas e alguns dos CD’s que tinham trazido, quando parecia que tudo tinha acabado, tirou o celular da bolsa.
- Meninos, eu sei que tem muitas garotas na fila, mas eu vou implorar! A gente tem uma amiga que queria muito vir pra cá e... Ela conheceu vocês, garotos, foi a menina que desmaiou no camarim.
- Sei! Achei que a gente tinha matado ela! - admitiu com um sorriso no rosto, parecia até que ele gostava da idéia de matar alguém. Eu, hein. entortou a boca com essa idéia e continuou a fala da amiga.
- Bem, ela queria mesmo conhecer o , acho que deu pra notar, não é meninos? Mas como ela não pode vir... Será que você falaria com ela pelo celular? Por favor! - juntou as mãos para implorar ao garoto e acompanhou fazendo bico. Todos os meninos riram, menos , que deu apenas um sorriso de canto, ele queria mesmo que a fila andasse para poder encontrar a menina dos seus sonhos.
- Certo, disquem o número que eu falo. - Convencido e derrotado, o menino apoiou seu queixo em uma das mãos e o cotovelo na mesa, seria um longo dia.
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- Senhora, eu definitivamente acho que esse acabamento combinou muito com você. - tentava, mas como ela tentava, coitadinha! Por mais que procurasse, a velhota ali não gostava de NADA do que ela trazia, e ainda pedia mais coisas. Só faltava sair dali sem comprar nada! Um dia inteiro perdido.
Such a long long way to go, where I'm going, I don't know…
O som do celular de era realmente muito bom e impossível de não ser escutado, tanto que a mulher que estava sendo atendida quase foi parar no chão pelo susto.
- GAROTA, desligue isso! - A mulher reclamava botando as mãos na cintura e parecendo uma foca. se segurou para não rir.
- Dois segundos, por favor... Eu não demoro.
- Como assim? Vai me deixar aqui! Que atendimento...
- Senhora, meu gatinho está morrendo e eu o levei para o veterinário hoje de cedo. - Adoro o embromation, fez até voz de choro, não era difícil se você imaginar quem pode ser do outro lado da linha - Eu não sei o que vou fazer sem meu gatinho.
A essa altura a mulher já tirava um lencinho para limpar suas lágrimas e assentia a cabeça, deixando sair dali e atender o telefone no trocador de roupas. Era agora ou nunca.
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- Alô? – Inconscientemente, um sorriu do outro lado da linha.
CONTINUA...
N/A: AAAinnnn eu vou entender totalmente se vocês pararem de ler!! Esse capitulo fico meio trecchhhhh!! Demorou pra sair e saiu assim!! Perdão meninas!! Mas o próximo não demora e eu espero que ele seja melhor viu?? Quero ouvir os xingamentos de vocês nesses comentários *-* DSHDSUDS De verdade, os comentários que me incentivaram a continuar escrevendo, se eu não soubesse que tem gente lendo acho que o pique já teria acabado DSHDSUDS.. UM BJONES PRA TODAS!! Vcs são demais!!
Thay & Miih.
AHH meninas! Sigam a gente no twitter!! Eu geralmente respondo as que brigam pela demora da att DSHDUDS
@thaytatau182 & @Miih_Marques