A Garota do Casaco Vermelho
Autora: Bah Freitas
Beta-Reader: Sweet Caroline


“... Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência. Até pelo que você poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco...” Quando o amor vacila – Autor desconhecido

Estava sentado em uma das mesas do nosso restaurante favorito. Era dia de neve e o trânsito ao lado de fora estava o mesmo caos de sempre: carros buzinando alto e grupos de pessoas atravessando o sinal apressados. Tudo normal para um típico dia londrino.
O céu estava cinza pálido, sem nenhuma nuvem e o frio cortava minha pele como pequenas lâminas. Alguns conversavam tranquilamente sobre suas vidas particulares nas mesas ao lado. Todos com um semblante feliz, todos com uma máscara forjada de pessoas perfeitas.
Nunca entendi o porquê da necessidade de se esconder a verdade do mundo para manter as aparências. É como se todos nós estivéssemos vivendo em função do que os outros poderiam, ou não, pensar.
Peguei o celular para checar as horas. O tédio me consumia e já me vinha uma aguda pontada de irritação. Por que ela sempre insistia em se atrasar? Mesmo depois de dez anos de casados, ela ainda chegava, no mínimo, meia hora atrasada em todos os nossos compromissos. Nunca fora diferente. Nunca nada havia sido diferente.
Tirei um maço de cigarros do bolso e acendi um deles. Não era muito fã de cigarros, mas há três anos comecei a fumar. Dizem que o cigarro relaxa, tira sua cabeça dos problemas... Verdade! E a bebida também. E tenho encontrado algum refúgio entre os dois.
Meu casamento após longos anos caiu na rotina. A pior coisa que poderia ter acontecido. Minha vida passou a se resumir em acordar, trabalhar duro o dia inteiro, voltar pra casa e jantar a mesma comida de sempre, feita pela mesma mulher de sempre.
, mesmo com a chegada da idade, não havia mudado em nada. Ainda tinha o mesmo jeito calmo tão característico dela, o mesmo sorriso e até o corte de cabelo em nada havia mudado.
Olhei pela vidraça e agradeci mentalmente por ela finalmente estar atravessando a rua com aquele velho casaco vermelho desbotado que sempre prometia jogar fora, mas nunca teve coragem de tirá-lo do closet. E ano após ano usava a mesma coisa: o agasalho já gasto pelo tempo, batendo quase até os joelhos, abotoado em duas fileiras de botões na frente e com uma cor berrante que chamava atenção por onde passava.
O casaco era como uma abreviada definição dela. Ambos irradiavam vida, alegria e distinção. Confesso que ele foi uma das razões por ter me apaixonado por ela quando nós nos conhecemos.

FlashBack – 15 anos atrás


- Dude, olha aquela gostosa ali! – Dizia em voz alta, apontando para uma loira que passava por nós – a bunda dela parece até uma pêra!
Era um dia comum e ensolarado em Londres. Como sempre, após o termino das aulas, eu e meus dois melhores amigos nos sentávamos em uma fonte perto do London Eye e mexíamos com as garotas que passavam. Eles realmente costumavam acreditar que fazendo isso, poderiam conseguir alguma bonitinha que passasse por nós. Por pura pressão, eu acabava me juntando a eles. Não concordava muito com algumas das indelicadezas que às vezes eles falavam, mas como eram meus amigos, eu ficava quieto.
- Ei, gata! Me dê um pouco do seu fio dental, o lá de casa já acabou! – Gritou , com sua cara avermelhada e rindo como se esta tivesse sido a piada mais engraçada do mundo.
A loira simplesmente nos lançou um olhar de indiferença e continuou seu caminho. A mesma coisa que todas as outras faziam.
- Oh, saca só aquela japinha! – Gesticulou para uma oriental que segurava alguns livros e andava apressada. - O que você acha de uma massagem tailandesa, meu bem? Eu tenho um quartinho onde nós podemos fazer!
A garota revirou os olhos e mandou o dedo do meio para ele. Eu e rimos da cara de tacho que ele fez. Isso era algo realmente engraçado!
- Qual é? Ela nem tinha peitos de qualquer forma. – Murmurou de mau humor.
- Loser! – fez um “L” com a mão na testa para . – Você sabe que eu consigo muito mais gatas do que vocês dois juntos. Nem sei porque ainda insistem em tentar.
- Só em seus sonhos, dude! – se defendeu.
- Então, como sempre sou eu quem consegue as melhores gatas? – O outro deu um soco fraco no ombro de dele.
Alheio à discussão dos dois, me inclinei para o lado buscando a garrafa de água que estava do entre e . Olhei para frente, por reflexo, e reparei em uma garota com um lenço preto na cabeça e um casaco vermelho muito chamativo, sentada ligeiramente distante. Ela parecia se divertir com as coisas que os dois estavam falando. Não olhava diretamente para nós, mas percebi que estava escutando tudo o que conversávamos. Afinal, quem mais não estava naquele lugar?
- Bom dia meninas! Vocês estão realmente lindas hoje! – se levantou e acenou para a ruiva e a amiga morena, que passavam.
- É mesmo? Me ligue quando você for velho o bastante para ter barba! – Disse a primeira com sarcasmo.
Rimos como hienas novamente do fracasso de .
- Se deu mal de novo, dude! Você nunca consegue. – Ri.
- Você é quem nunca consegue as gostosas, . Não eu.
Percebi de relance que a garota do casaco espalhafatoso se levantava passando a bolsa pelo ombro. A acompanhei com os olhos enquanto ela ia embora passando em nossa frente. Os dois haviam deixado um alvo fácil escapar enquanto ainda discutiam quem pegava mais mulher. A garota, já um pouco mais à frente, se desequilibrou ao pisar em falso em uma pedra e caiu no chão, derrubando todos os papéis que estavam em sua bolsa e desamarrando seu lenço devido ao impacto da queda. e riram, como de costume, da cena.
- Não tem graça, gente, ela pode ter se machucado! – Disse de mau humor,correndo para ajudá-la a se levantar.
- , o bom moço resgatando a ‘virgenzinha’ indefesa! – Gritou , enquanto eu levantava a menina e abaixava novamente para recolher seus papéis espalhados. Os dois continuaram rindo como palhaços.
- Babacas! – Murmurou ela, entre dentes, enquanto batia as mãos no casaco que se sujou de terra.
Ela se sentou novamente na fonte e passou os dedos pelos cabelos desgrenhados.
- Obrigada. – Me sorriu quando lhe entreguei os papéis empilhados. – Seus amigos são sempre tão ignorantes assim? – Sacudiu o lenço e tentou colocá-lo novamente na cabeça enquanto lançava um olhar nada amigável para e .
- Me desculpe por eles...
- Tudo bem, não se desculpe. – Me olhou com a expressão embaraçada.
- Quer ajuda com o lenço? – Perguntei, já pegando o lenço das mãos dela.
- Sim, obrigada! – Me entregou o tecido e começou a soprar as mãos que estavam arranhadas.
- Desajeitadamente, me pus atrás dela e procurei uma forma de como amarrar novamente o lenço. Passei-o pela frente e a escutei rir, percebendo que havia tapado completamente seu rosto com o pano. Me desculpei com bom humor e tentei achar uma forma de fazer do jeito certo.
- Me desculpe, é que eu não sei... – Murmurei, amarrando-o por trás com um laço. – Pronto, que tal ficou?
- Como eu estou? – Ela deu de ombros e sorriu para mim.
- Eu vou te mostrar. – Falei pegando o celular e tirando uma foto – Sorria! – Ela deu um sorrisinho envergonhado e eu estendi o aparelho para ela ver a imagem.
- Cara, você é pior do que os seus amigos pra tentar conseguir uma garota! – Disse, me lançando um olhar zombeteiro.
- São eles que fazem aquelas coisas, não eu... eu só... acompanho. São meus amigos afinal... – Me defendi.
- Hum, eles são patéticos. – Ela murmurou.
- E você tem um cabelo realmente lindo. Porque tem que escondê-lo nesse lenço?
- Eu não tenho que fazer isso, eu simplesmente gosto. – Respondeu com simplicidade.
- É uma pena, porque você é realmente linda. – Sorri sincero.
- Então quer dizer que fico feia com esse lenço? – Ela perguntou indignada e apontando para a própria cabeça.
- Não foi o que eu quis dizer...
- Sabe, você e seus amigos não sabem merda nenhuma sobre as mulheres! - Bufou.
Franzi a testa esperando sua explicação.
- Digo... Por que vocês falam com elas daquela forma? Quando vocês vão perceber que nós não gostamos disso? – Perguntou, colocando os papéis de volta na bolsa. – E eu gosto de usar esse lenço para me sentir bonita. – Passou a mão vagarosamente pela cabeça - Eu acho lindas aquelas mulheres muçulmanas que andam sempre com o hijab. Para mim é como se eu fizesse parte de uma fé, uma identidade. É como esse casaco! – Ela apontou para o que estava vestindo. – Não conheço ninguém que ousaria usar algo assim, mas eu uso. Acho que ele é único por ser tão chamativo. E... isso tipo que faz de mim única também. – Ela sorriu docemente. – E eu me sinto bem com isso. Isso é a verdadeira beleza, se sentir única...
Ela se levantou devagar sacudindo novamente a poeira em seu casaco e me lançando um olhar tímido.
- Eu preciso ir.
- Para onde você vai? – Perguntei curioso.
- Preciso levar essas folhas para serem encadernadas na papelaria da Riverscot Street. É um trabalho de escola... – Olhou para os próprios pés. – Obrigada por ter me ajudado...
- Não há de que! - Sorri.
Ela continuou andando em direção a seu caminho anterior e acenou para mim em despedida. Voltei para perto de meus amigos que estavam em silêncio nos observando.
- Você está apaixonado ou alguma coisa assim, ? – Perguntou ironicamente quando me sentei novamente na fonte – Qual é, agora você gosta das esquisitinhas?
- Ei, gostosa! Gostosa! Olha aqui, meu bem! – Gritou repentinamente pra uma mulher que passava com uma minissaia.
se juntou a ele para cantar a pobre moça e eu me peguei olhando novamente a foto da menina do casaco em meu celular. E eu nem perguntei seu nome. Ela tinha algo de encantador, um quê a mais que chamou minha atenção. Aquela garota era diferente, e eu gostava disso.
Sem pensar muito, me levantei abruptamente e andei em direção à Rivescot Street. Não deveria ser muito difícil encontrar essa papelaria. Ignorei as perguntas de meus amigos sobre para onde estava indo a continuei a caminhar rápido. Não poderia perder a chance de saber o nome dela. Eu precisava saber!
Ao chegar à rua indicada, perguntei à uma velha senhora, que passava, onde ficava a papelaria do lugar. Ela me explicou que não era muito longe dali e corri em direção ao caminho que me fora apontado.
Cheguei à uma pequena construção azul, que tinha uma placa que dizia “Trudye’s Papers” e procurei por uma cabecinha preta. Não dava para ver direito, pois o vidro era escuro e estava abarrotado de gente.
Esperei por alguns minutos até encontrar a quem estava procurando saindo lá de dentro com uma sacola. Sorri para ela e minhas mãos começaram a suar frio quando ela retribuiu o sorriso e veio em minha direção.

Fim do Flashback


sempre usava as mesmas roupas, mantinha os velhos e intocados tubos de batom em cima da penteadeira e tinha aquela música... A musiquinha estúpida que ela insistia em cantarolar enquanto lavava vasilhas, totalmente dispersa do mundo à sua volta, agora significava para mim a vida monótona na qual havia sido encarcerado e condenado para sempre. Uma vida entediante e sem emoção. Uma vida que eu estava planejando largar entre o prato principal e a sobremesa.
Fazia meses em que sequer tocava em . Ela sempre se mostrava desinteressada e indisposta. Parecia que não se importava mais com minhas necessidades de homem.
Acenei quando ela entrou no restaurante. Os saltos das sandálias de salto alto batiam no chão de madeira enquanto vinha se sentar à mesa.
Parecia-me estranhamente apropriado escolher aquele lugar para deixá-la. Apesar de nós dois adorarmos este restaurante, foi onde, pela primeira vez, havia percebido que não a amava mais. Não como antes. O que era um fogo ardente e vermelho, parecia ter se desfeito em uma fraca chama azulada.
Ela se sentou na cadeira em frente, suspirou e me olhou com aquele velho sorriso que só ela tinha. Naquele momento eu quase gritei: “Eu estou deixando você, então não sorria!”, mas simplesmente a ofereci um pouco do vinho que havia pedido e aceitou de boa vontade.
Está aí outra coisa que me irritava nela. Ela nunca pedia nenhum petisco ou sobremesa, mas sempre comia a maioria dos meus. Pior ainda, eu sempre tinha que pedir somente aquilo que ela gostava. Eu vivia a me perguntar se por acaso eu gostaria de Canelloni ao molho bordô, mas nunca podia variar o cardápio por causa dela. Às vezes eu me zangava com e sugeria que pedisse seu próprio prato. Mas ela se mostrava magoada e acabava por não comer nada no final.
Após alguns segundos de silencio, a máscara de felicidade que ela parecia sustentar caiu. Sua expressão se fechou e seu olhar se mostrou desolado. Lágrimas começaram a cair compulsivamente de seus olhos e ela tentava conter os soluços com as mãos na boca. chorava com um desespero que nunca antes havia visto nela. E foi aí que suspeitei que ela sabia que estava a largando por Justine, minha secretária de vinte anos com quem estava tendo um caso há mais de um ano. Ela nunca pareceu desconfiar de nada, então foi uma total surpresa vê-la daquele jeito.
Então era isso. Ela sabia. Ela sempre soube! Eu deveria ter adivinhado!
Ainda fungando, mas um pouco mais calma, ela tirou um papel pardo da bolsa e me entregou. Não entendi o porquê disso, mas, relutantemente, abri o que descobri ser um envelope e li o que estava escrito nos papéis que estavam dentro. Fiquei sem reação por algum tempo enquanto ela voltou a chorar com mesma intensidade de antes.
Não podia ser... Não naquele momento! Em frios termos clínicos, dizia que ela tinha Leucemia em estado terminal. Como flashes, todas as palavras que havia ensaiado em dizer passaram por minha cabeça. Como eu poderia ter tanto sangue frio em abandoná-la logo agora que ela tanto precisava de mim? Seria eu capaz de colocar minha felicidade de lado por outra pessoa? Mesmo essa pessoa sendo minha própria esposa que dedicou anos de sua vida ao meu lado?
Uma voz em minha cabeça dizia que eu precisava ser homem e encarar a situação. Parecia que tudo dependia de minha decisão, era como se a vida dessa frágil e abatida mulher estivesse em minhas mãos.
Levantei uma das mãos e prostrei em seu rosto, o puxando mais para perto. Dei um beijo em sua testa e enxuguei suas lágrimas com os dedos, dizendo tudo ia acabar bem.
Ela precisava de mim. E eu não iria deixá-la.
Pedi a um garçom que embrulhasse três fatias de sua torta favorita e a levei para casa. precisava descansar um pouco, e eu precisava pensar. O que ainda poderia ser feito?
Enquanto dormia, pensei sozinho em como lidar com a situação. Tinha certeza de que a melhor coisa que poderia ter feito era ligar para Justine e pedir que ela nunca mais me procurasse. Não era justo com minha mulher, ela já sofria demais pra mais esse peso.
Decidi fazer por ela tudo que nunca havia feito antes. Atendia a todos os seus pedidos: pregava aqueles quadros bregas que ela adorava pela casa; constantemente voltava aquele restaurante para comprar a torta que ela tanto gostava; a levava ao cinema para assistir algum filme e até topava a acompanhar nas compras – mesmo abominando qualquer tipo de shopping.
Nem quando ainda estávamos namorando há alguns anos atrás, nunca a tratara com tanto carinho quanto a tratei em seus últimos dias. Tudo parecia diferente agora que sabia que poderia ser a última vez que o faria para ela. Queria que ela se sentisse feliz, desejava intensamente poder ter feito alguma coisa para tirar toda a dor que estava sentindo.
Meu coração doía como se alguém o enfiasse uma estaca quando ela chorava baixinho pra não me acordar durante a noite. Sentia como se estivesse me despedaçado quando ela implorava pra procurar reconstruir minha vida, porque por mais que ela quisesse, não poderia mais ser aquela com quem eu viveria feliz para sempre, como nos contos de fadas. Mas eu já não conseguia imaginar minha vida sem ela. Parecia que de tanto agir como um homem apaixonado, eu acabei me apaixonando novamente. Não foi tão difícil me lembrar de tudo que me encantava nela: a forma com que as coisas sempre se repetiam, mas nunca nada era igual. , apesar de ser como tantas outras, se destacava em meio à multidão.
Aquela musiquinha que tanto me irritava começou a me trazer tristeza. Sempre que a escutava cantarolar com um avental amarrado na cintura, o cabelo preso em um coque frouxo e as mãos molhadas lavando a louça do jantar, não mais me deitava no sofá para assistir televisão como de costume. Chegava bem perto dela, a abraçava pelos ombros, beijava carinhosamente sua bochecha e sentia o perfume suave de seus cabelos. Comecei a desejar que aquilo nunca mais acabasse e reaprendi a rezar todas as noites para que Deus não a tirasse de mim.
não quis ser levada para um hospital quando sua saúde piorou, dizia ela que não queria que as últimas memórias que teria dela fosse de uma moribunda deitada em uma cama. Ela ficou em casa, fazia questão de se arrumar muito bem todos os dias e parecia se forçar muito a aparentar não estar sofrendo. Eu sempre soube que era para que eu não sofresse também
Após dois anos de tratamento domiciliar, os anjos finalmente a chamaram para se unir a eles no céu. Ela se foi tranqüila e serena, como se estivesse sonhando o melhor dos sonhos e nunca estivesse tão bem em toda sua vida.
Quando finalmente a ficha caiu que ela nunca mais voltaria a cantar enquanto trabalhava na cozinha, nem sorrir daquela maneira calma que sorria pra mim e nem muito menos manter sua promessa anual de algum dia se livrar do antigo casaco vermelho; caí em um coma emocional do qual nunca mais me recuperei.
Ainda hoje, anos após a morte dela, meu coração sempre dói com a visão de uma mulher com um casaco igual ao que usava. Acho que nenhuma mulher nunca poderá cicatrizar a ferida que ela me causou. Nunca haverá nenhuma outra com aquele jeito encantador e único. Minha garota do casaco vermelho sempre será única aos meus olhos. A mulher mais linda desse mundo.

Fim.
Twitter | Formspring
N.A: Gente, essa fic é uma das que escrevi as quais sou mais apegada. Ela foi baseada em uma cena de um filme lindo ( Paris, Je t’aime ) que assisti em uma madrugada qualquer há algum tempo atrás. Era uma daquelas estórias que você vê e pensa: “Isso definitivamente deve virar uma fic!”. Espero ter feito jus ao enredo inicial, que eu mudei em vários aspectos, mas a essência continua a mesma. Espero que vocês gostem! Comentem! x

Outra fic minha:
Sweet Dreams

N/B: Quem se desidratou levanta a mão. o/ Eu estou há quase um ano louca para assistir Paris, Je t'aime. Vai passar no Cinemax, sábado, dia 27, às 20:45 da noite. Se alguém quiser assistir... :) Oh, mais uma coisa, a fic me lembrou Closer até a parte em que o cara descobre que ela tem leucemia.